E eis que hoje divagava por este mundo da blogosfera...
(Re)visitei blogues como o brain-mixer, o Cinema Notebook, o Cinema Xunga ou o Pasmos Filtrados e apercebi-me, outra vez e ainda mais, da minha inevitável mediocridade perante estes old-timers...
Procuras, divagações, descobertas, conclusões...
P.S.- No entanto, foi também interessante descobrir a polémica Cool2Ra e consequente Anti 2 Ra.
Uau! Quem me dera já ser "vivo" naquela altura!!!
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Harry Potter e a Ordem da Fénix
Depois do conturbado regresso de Voldemort (Ralph Fiennes), o jovem Harry Potter (Daniel Radcliffe) caiu agora em descrédito perante o mundo da feitiçaria e o Ministério da Magia, que decide impor o seu controlo em Hogwarts através da pouco ortodoxa professora Dolores Umbridge (Imelda Staunton).
A saga do feiticeiro mais famoso do mundo teve o seu auge em 2004, ano da elaboração de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban". E sendo verdade este facto, também não é menos verdade que este "Harry Potter e a Ordem da Fénix" é o pico negativo desta mesma saga.
O principal defeito é sem dúvida a total perda de magia. É algo um pouco metafórico sim, mas que tem como causas factores técnicos bem concretos.
O prepotente argumento, que dispara os factos completamente à pressão e insere personagens que nunca vimos antes sem sequer explicar as suas origens, tudo isto sempre com muito cliché à mistura. A (falta de) banda-sonora, que deixa tanto a desejar quando comparada com a de John Williams. A insossa realização de David Yates, que prefere andar com a câmara em cima do ombro a correr atrás dos protagonistas de lado para lado.
Enfim, tudo isto transforma este "Harry Potter e a Ordem da Fénix" num verdadeiro teen movie de aventura, muito rígido e muito pouco mágico. Perdeu-se a componente e a fragrância mágica, tão visível no primeiro capítulo e na já referida fita de Alfonso Cuarón, e Hogwarts passou a Colégio da Barra (alusão a Morangos com Açúcar) num instante.
O elenco espelha esta falta de sentimento que o filme tem. Radcliffe é péssimo. Definitivamente, não é o actor que aparentava ser em "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Rupert Grint e Emma Watson não deslumbram mas também não estragam o resultado final.
O restante elenco é quase na totalidade indecentemente desperdiçado. Alan Rickman, Fiona Shaw, Emma Thompson ou Helena Bonham Carter são apenas adições comerciais e não real elenco. Assim, apenas me posso pronunciar sobre Michael Gambon, que apesar de não estar mal deixa saudades de Richard Harris, e sobre a estranhíssima Imelda Staunton que aparenta estar bem no seu papel, mas à qual não consigo tecer muitos elogios pois é verdadeiramente irritante.
O restante elenco é quase na totalidade indecentemente desperdiçado. Alan Rickman, Fiona Shaw, Emma Thompson ou Helena Bonham Carter são apenas adições comerciais e não real elenco. Assim, apenas me posso pronunciar sobre Michael Gambon, que apesar de não estar mal deixa saudades de Richard Harris, e sobre a estranhíssima Imelda Staunton que aparenta estar bem no seu papel, mas à qual não consigo tecer muitos elogios pois é verdadeiramente irritante.
E é isto "Harry Potter e a Ordem da Fénix": o pior capítulo de toda a saga e um filme sofrível.
"You are a fool, Harry Potter, and you will lose everything."

Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
11:57
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Alien-O Regresso
Esta análise contém SPOILERS
200 anos depois dos acontecimentos de "Alien- A Desforra", Ellen Ripley (Sigourney Weaver) é agora um clone numa enorme nave militar que tem como objectivo controlar a espécie alienígena que assombrou Ripley no passado.
No entanto, os aliens conseguem escapar, iniciando uma verdadeira caça não só a Ripley como a um grupo de piratas espaciais.
Sou um fã acérrimo da saga Alien. Sempre teve um papel muito forte na minha vida, algo que explica a minha aparente aceitação por quase todos os produtos relacionados com este franchising (excepção feita apenas ao odioso "Alien vs Predador 2").
"Alien- O Regresso" não é excepção. Apesar de ser uma sequela completamente escusada, acaba por conquistar um lugar nesta grande saga. Mesmo sendo um filme de altos e baixos.
O argumento, o ponto mais forte de todos os outros filmes, é repleto de falhas neste. A história é mesmo só "para encher chouriços" e a acção é oscilante entre uma adrenalina completamente frenética, e um asfixiante ritmo de caracol.
Do ponto de vista artístico e técnico, "Alien- O Regresso" é dos filmes mais bem conseguidos. E, se isto acontece, é devido à eximia realização de Jean-Pierre Jeunet que é capaz de nos proporcionar belíssimos planos mesmo no meio de tanto gore (este é um dos, senão o capítulo mais violento de toda a saga).
Mas o melhor aspecto de "Alien- O Regresso" é mesmo a sua capacidade de entretenimento.
E porquê? Porque está recheado de autênticos bad-boys, protagonizados por alguns actores muito carismáticos (embora nem sempre talentosos), que nos trazem alguns dos melhores momentos da fita.
Neste campo, destaque para o sempre bem Ron Perlman ( "Blade II") ou o nosso CSI de serviço Gary Dourdan.
Neste campo, destaque para o sempre bem Ron Perlman ( "Blade II") ou o nosso CSI de serviço Gary Dourdan.
De referir também, como não podia deixar de ser, Sigourney Weaver que assume aqui um papel muito menos "à donzela em apuros" (e Ripley já pouco o era nos outros filmes) , tornano-se antes numa espécie de anit-heroína, definição esta que parece ir mesmo ao encontro da personalidade da actriz, que nos oferece tão competente interpretação.
Já Winona Ryder é mesmo uma "donzela em apuros", e nem o facto de estar constantemente a pragejar anula este efeito.
Não é o melhor filme da saga. É provavelmente o pior. Mas desde quando isto é mau?
"-Hey Ripley. I heard you, like, ran into these things before.
-That's right.
-Wow, man. So, like, what did you do?
-I died."
"-What's in-fucking-side me?!
-There's a monster in your chest. These guys hijacked your ship, and they sold your cryoutube to this... human. And he put an alien inside of you. And in a few hours, it will burst its way through your ribcage, and you're gonna die. Any questions?
-Who are you?
-I'm the monster's mother."
"-I thought you were dead.
-I get that a lot."


Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
11:40
domingo, 29 de Novembro de 2009
Guilty Pleasures: Os Jardins Proibídos de um Cinéfilo

Irá chegar brevemente uma rubrica com este nome, cujo propósito é que um convidado especial enuncie os seus cinco maiores Guilty Pleasures, para mim, um dos fenómenos cinematográficos mais interessantes.
O primeiro convidado verá as suas análises expostas em breve.
Espero os vossos comentários.
O primeiro convidado verá as suas análises expostas em breve.
Espero os vossos comentários.
Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
13:15
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Sahara
Dois aventureiros (Matthew McCounaghey e Steve Zahn) unem-se a uma média da OMS (Penelope Cruz), para juntos embarcarem numa viagem que os levará em busca de um antigo navio que poderá estar encalhado... no deserto.
Convenhamos, não fosse o humor sidekick a cargo do sempre bem Steve Zahn, e "Sahara" seria uma fita bastante odiosa.
Não se conseguindo insurgir no género cómico nem muito menos no aventureiro, devido à sua falta de credibilidade e alguma falta de meios, "Sahara" é aquele filme que entretém mas não (nem de perto) deslumbra.
Vale, como já disse, pela presença de Zahn bem como a de outros secundários de algum talento como William H. Macy, mas "Sahara" é um grão de areia no deserto...
Convenhamos, não fosse o humor sidekick a cargo do sempre bem Steve Zahn, e "Sahara" seria uma fita bastante odiosa.
Não se conseguindo insurgir no género cómico nem muito menos no aventureiro, devido à sua falta de credibilidade e alguma falta de meios, "Sahara" é aquele filme que entretém mas não (nem de perto) deslumbra.
Vale, como já disse, pela presença de Zahn bem como a de outros secundários de algum talento como William H. Macy, mas "Sahara" é um grão de areia no deserto...
"Don't worry. This is Africa. Nobody cares about Africa."

Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
22:50
A Filha do Patrão
Tom Stansfield (Ashton Kutcher) tem um emprego pouco importante numa das maiores editoras livreiras de Chicago. Para além de não simpatizar nada com o seu patrão, Jack Taylor (Terrence Stamp), Tom está perdidamente apaixonado pela sua filha, Lisa (Tara Reid).
Eis, definitivamente, um dos piores filmes que já vi em toda a minha vida.
"A Filha do Patrão" é um filme que, aparentemente, espelha a incompetência (e estupidez, sejamos francos) de toda a sua equipa técnica, sendo mesmo capaz de desperdiçar os seus escassos recursos (Terrence Stamp, que podia ter interpretado um dos melhores personagens cómicos dos últimos anos, ou uma carismática presença de Michael Madsen são alguns deles) em favor de um punhado de cenas completamente ridículas, sem nenhum elo condutor e muito, muito nojentas.
Um filme de desperdícios, um filme enganador. Uma nulidade total.
Nenhuma frase a merecer destaque.


Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
22:27
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Mal-entendido no seeSAWseen
Não estarei com muitos rodeios nem muitas explicações. Se se quiserem informar, consultem esta ficha por favor.
Quero apenas afirmar que devido à moderação que o autor do seeSAWseen praticou, eliminando as minhas últimas duas intervenções, o último comentário da ficha coloca-me um pouco mal visto.
Assim, asseguro que o autor do seeSAWseen está ciente do que se passou e, pela sua atitude, deduzo que tenha ficado esclarecido.
Se se quiserem esclarecer, e isto porque acredito que certos elementos assim o quererão, têm todo o direito de o fazer.
Façam as vossas perguntas, que as respostas virão.
No entanto, penso que não será preciso, depois de verem o primeiro comentário deste post...
Quero apenas afirmar que devido à moderação que o autor do seeSAWseen praticou, eliminando as minhas últimas duas intervenções, o último comentário da ficha coloca-me um pouco mal visto.
Assim, asseguro que o autor do seeSAWseen está ciente do que se passou e, pela sua atitude, deduzo que tenha ficado esclarecido.
Se se quiserem esclarecer, e isto porque acredito que certos elementos assim o quererão, têm todo o direito de o fazer.
Façam as vossas perguntas, que as respostas virão.
No entanto, penso que não será preciso, depois de verem o primeiro comentário deste post...
Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
15:04
domingo, 22 de Novembro de 2009
Os Substitutos
Num futuro próximo, 98% da população humana fica trancada em casa todos os dias, enquanto envia no seu lugar robôs com uma aparência mais ou menos semelhante à sua. Quando um homicídio ocorre, o primeiro em anos, o detective Tom Greer (Bruce Willis) vê-se forçado a investigar pessoalmente o caso, quando o seu substituto é destruído.
Esta sinopse que aqui indiquei deveria acontecer na primeira meia hora de filme e não na última. Mas infelizmente é a segunda hipótese a verídica, e "Os Substitutos" passa uma hora a arrastar a inevitável aparição"McClainica" de Bruce Willis.
E esta, quando finalmente se dá, é completamente decepcionante. A acção é quase escassa e o actor americano aparenta estar sem garra e carisma, qualidades estas que evidenciou de forma clara na sua curta prestação em "Pânico em Hollywood".
Já o resto do filme, neste caso a primeira hora, é pautada pela presença do "Bruce Willis substituto" que é, diga-se, completamente ridículo a todos os níveis, especialmente no visual.
Já o resto do filme, neste caso a primeira hora, é pautada pela presença do "Bruce Willis substituto" que é, diga-se, completamente ridículo a todos os níveis, especialmente no visual.
Portanto, na vertente do entretenimento, "Os Substitutos" falha redondamente. A nível de potencial argumentativo, a fita de Jonathan Mostow tinha também algum, mas que é totalmente desperdiçado em semelhanças escusadas mas óbvias com "Eu, Robot" (o papel de James Cromwell é o cúmulo), que lhe abatem toda a credibilidade.
Mais uma desilusão. Já começam a ser demais, este ano...
Nenhuma frase a merecer destaque.
Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
21:22
2012

Segundo o calendário Maia, o nosso mundo chegará ao fim no ano de 2012. Mentira? Parece que não, pois no dito ano a crosta terrestre começa a fragmentar-se, originando uma série de eventos cataclismicos.
Nada como utilizar o bom português para melhor expressar o sentimento chave presente em "2012" do princípio ao fim: Roland Emmerich passou-se. Mas passou-se mesmo.
Pois diante de tanta destruição e calamidade, Emmerich perdeu completamente o fio à miada, tornando "2012" numa fita onde a verdadeira intenção é mostrar a debilidade dos seres humanos perante os efeitos especiais.
E sim, os efeitos especiais (prodigiosos, o filme deverá vencer tudo nas categorias técnicas) são o único ponto realmente trabalhado em "2012".
Argumento? Esqueçam. Carregado de clichés e cenas absurdas.
Realização? Nem pensar. Do mais básica possível e tão inconsequente que acaba por se aniquilar a si própria, visto que tanta destruição se torna visualmente esgotante ainda com o filme a meio.
O elenco é surpreendente e oscilante. Se os nomes mais famosos como John Cusack, Amanda Peet ou Thandie Newton se arrastam no limiar da superficialidade, é a dupla Chiwetel Ejiofor e Oliver Platt que garante os melhores momentos da fita. Destaque ainda para o veterano Danny Glover e o sempre carismático Woody Harelson.
"2012": Uma das maiores desilusões do ano, que deixa ficar mal até "O Dia Depois de Amanhã"...
"-Now you wish you had shower.
-Sr.?
-You're about to meet the president, son."
Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
14:17
10 Breves Perguntas
E eis que numa nova iniciativa do dinâmico Roberto Simões, autor do blogue CINEROAD- A Estrada do Cinema, fui convidado para a rubrica 10 Breves Perguntas, cujo objectivo é precisamente responder a 10 breves perguntas sobre cinema com 10 breves respostas.
Fica então o agradecimento ao Roberto pelo convite, e para aqueles que quiserem saber as minhas respostas, vejam-nas aqui.
Estupidamente Fermentado por
Jackie Brown
às
13:55
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