Guilty Pleasures: Os Jardins Probídos de um Cinéfilo
(coincidentemente constituído somente por comédias)
5) As loucuras de Dick e Jane (2005)
Jim Carrey conseguiu me divertir nesse simples longa. As conseqüências da falência de uma família de classe média alta são exploradas de uma forma bem humorada, que consegue distrair o espectador.
4) Letra e Música (2007
Comédias românticas são sempre banais, repetitivas e previsíveis. Sempre com um início “encantadoramente apaixonante” (para mim não há nada de encantador, apenas repulsivo), uma fração intermediária turbulenta e um aguardadíssimo desfecho megalomaníaco (presumo que muito esperado pelas mocinhas casamenteiras), no qual a personagem masculina faz uma linda, inesquecível e piegas (eu acrescentaria vergonhosa) declaração de amor. “Letra e Música” contém todos esses defeitos, mas também possui músicas extremamente simpáticas ( quem que assistiu ao filme e nunca cantarolou “ All I wanna do is find a way back into love”, além de “PoP! Goes my heart”?). Além disso, a película faz singelas críticas à futilidade humana.
3) O Virgem de 40 Anos (2005)
A nauseante atmosfera pastel dessa comédia é evidenciada no exagerado e às vezes patético humor. Todavia, o simpático desenvolvimento da personagem principal acaba encantando-nos.2) Escola do rock (2003)
Apesar de sua imensa falta de qualidade, de todos os clichês, do humor fraquíssimo e do ponto comum de mostrar o rock como uma cultura subversiva e revolucionária, “School of Rock” conquistou minha simpatia através das boas músicas e das péssimas, porém “bonitinhas”, atuações do elenco mirim.
1) Morte no Funeral (2007)
Dos “guilty pleasures” citados, esse é o melhor. O longa é uma interessante análise sobre a interpolação de catastróficos acontecimentos durante um funeral. A película nos diverte bastante durante seus 90 minutos. Apesar de seu simpático enredo, a obra carrega um ar de comédia pastel.Cinebloggers Awards 09/10

Antes de mais, devo dizer que estou muito feliz com a nomeação. Mesmo sendo apenas uma nomeação, é óptimo figurar ao lado de grandes blogues como o Cinema Notebook ou brain-mixer, e é sempre bom saber que há quem aprecie o nosso trabalho.
Seguidamente, gostava de congratular o Hugo por esta brilhante iniciativa, cuja única falha é não ter o seu blogue entre os nomeados.
Quero também felicitar os meus distintos adversários e desejar-lhes boa sorte.
Finalmente, quero dizer que não vou fazer qualquer tipo de propaganda. Não vos irei pedir que votem em mim porque é só uma nomeação ou porque tenho uma auto-estima baixa e etc...Também não irei pedir que votem noutros blogues.
Apenas... votem!
Os 10 Melhores Filmes da Década de 2000
Assim, é com muito prazer e com muita honra que anuncio oficialmente a minha participação na mega-iniciativa desta blogosfera cinéfila nacional, Os 10 Melhores Filmes da Década de 2000.
Esta é uma iniciativa que consiste em, como o próprio nome indica, revelar aqueles que são, na opinião de cada blogger, os 10 Melhores Filmes compreendidos entre os anos 2000-2009 (inclusive).
Trata-se de um projecto ambicioso, elaborado pelos meus distintos colegas bloggers Flávio Gonçalves e Roberto Simões (autores dos Flávio's World e CINEROAD), e que se apresenta como mais uma oportunidade de vários bloggers colaborarem entre si com o mesmo propósito.
E agora perguntarão vocês: "Mas se é assim uma coisa tão grande, porque é que só hoje é que nos estas a avisar?!"
Bem, a pedido do Flávio e do Roberto, esta foi uma iniciativa elaborada no maior secretismo de forma a que cada blogger possa presentear os seus leitores com uma prenda surpresa (não é por acaso que todos os convidados desta iniciativa publicam a sua lista no dia de Natal).
Dito isto, nada melhor do que avançar e revelar quais são, na minha humilde opinião, os 10 Melhores Filmes da Década de 2000 (até ao momento, como é óbvio...).

Com excepção de "O Sexto Sentido", nenhum dos filmes realizados por M. Night Shyamalan foi capaz de reunir consenso entre os críticos.
O que não invalida que o realizador indiano tenha continuado a elaborar excelentes obras, sendo a melhor de todas elas este fantástico "A Vila", uma belíssima e discreta história de amor, com
Bryce Dallas Howard e Adrien Brody a grande nível.

Quanto a mim, prefiro claramente esta segunda parte, onde somos brindados com um argumento muito mais bem conseguido do que em "Kill Bill- A Vingança", uma realização soberba e a última (grande) interpretação de David Carradine.

Não me canso de repetir: o filme tecnicamente mais competente desde "A Lista de Schindler". Uma obra magnífica, o melhor filme de 2008. David Fincher tem o trabalho de uma vida e o Oscar era obrigatório.
Quem não viu "O Estranho Caso de Benjamin Button", não viu o melhor cinema do ano passado.

Foi com esta fita que passei a conhecer Woody Allen, realizador/argumentista que passei a adorar por causa dela. "Match Point" é um estupendo estudo sobre as escolhas de vida, uma fita discreta com uma fina interpretação de Jonathan Reyes Meyers que, também discretamente, cria um dos melhores vilões de que me lembro.
Não deixa de ser surpreendente a capacidade de inovação de Ridley Scott, que tantos anos depois de ter olhado o futuro, se volta para o passado ao redefinir o conceito de épico, neste sublime filme. Há ainda tempo para arrancar a (segunda) melhor interpretação de Russel "Furacão" Crowe.
5.º Lugar- "Babel", de Alejandro González Iñaritu (2006)
Lembram-se do "Colisão"? "Babel" mete-o ao bolso, numa descontrução brilhante sobre as fragilidades do ser humano.
Iñaritu é brilhante atrás, e Brad Pitt e Adriana Barraza são brilhantes à frente.
4. Lugar- "Reino dos Céus-Versão de Realizador", de Ridley Scott (2005)

Sim, já elogiei a inovação visionária de Ridley Scott. Mas não é por isso que não me posso pronunciar novamente sobre o realizador que tem, aliás, em "Reino dos Céus- Versão de Realizador" o seu trabalho de realização mais bem conseguido desde "Blade Runner".
Quanto ao filme, é simplesmente brilhante. Uma lindíssima e épica história, aliada a uma banda-sonora brilhante, uma fotografia de cortar a respiração e um elenco invejável.
Atenção: Não confundir com o original "Reino dos Céus", que não passa de um mero trailer para esta obra-prima que aqui refiro.
3.º Lugar- "Gangs de Nova Iorque", de Martin Scorsese (2002)
Para mim, "Gangs de Nova Iorque" é icónico por vários motivos. É o único filme de Martin Scorsese de que verdadeiramente gosto. É o filme que marca o renascimento de Leonardo DiCaprio como um actor a sério, e não "a menina" de "Titanic". Finalmente, possui aquela que é, provavelmente, a melhor interpretação que já vi na minha vida, a de Daniel Day-Lewis numa performance tão magistral que não me atrevo sequer a tecer elogios, sob pena de ser demasiado redutor.
2.º Lugar- "O Senhor dos Anéis-A Irmandade do Anel", de Peter Jackson (2001)

Tenho pena que esta obra magnífica de Peter Jackson viva na sombra do terceiro capítulo, pois "A Irmandade do Anel" redefine o conceito de aventura, apresentando-se como um soberbo épico de elevadíssima qualidade, tecnicamente excelso e narrativamente divino.
Tenho também pena que seja Elijah Wood o rosto do filme, manchando-o tanto quanto consegue e impedindo (pelo menos da parte que me toca) a nota máxima...
1.º Lugar- "Sacanas Sem Lei", de Quentin Tarantino (2009)
À partida, esta poderá ser uma escolha pouco credível, dada a recente elaboração de "Sacanas Sem Lei". No entanto, o critério não podia ser mais simples: desde 2000, apenas um filme de mim arrancou a nota máxima, e esse é "Sacanas Sem Lei".
Não creio que me possa alongar muito mais sobre a gangântua qualidade inerente a esta obra-prima. Posso, ainda assim, reafirmar que Quentin Tarantino é um dos mais brilhantes realizadores/argumentistas de sempre e (Porque não?) o melhor da actualidade em ambas as funções.
Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo
Aqui estão os cinco maiores guilty pleasures do Pedro "dermot".
Gosto de ler sobre cinema. E gosto de escrever sobre cinema. Mas não gosto de conversar sobre cinema. No entanto, acabo por o fazer mais do que desejava, especialmente porque há muita gente que, sabendo que eu gosto de cinema, se sentem na obrigação de o fazer. Ou porque é, simplesmente, um bom e eficaz desbloqueador de conversa.
Nessas alturas, costumamos então falar dos últimos filmes que vimos, os filmes de determinado realizador ou as futuras estreias a chegar. Mas raramente revelamos os nossos guilty pleasures, aqueles filmes que gostamos secretamente e temos vergonha de dizer que gostamos. Por isso, há que aproveitar estas oportunidades que o destino nos oferece de podermos revelar, honestamente, os nossos guilty pleasures favoritos. Por isso, para simplificar a tarefa, nada como simplificar a coisa numa simples e sucinta lista dos meus cinco bons maus filmes favoritos.



Quando se fala de heróis cegos do cinema, fala-se obrigatoriamente de Zatoichi e do Demolidor. Injustamente, toda a gente se esquece de Nick Parker, um Rutger Hauer que é, simultaneamente, veterano do Vietname, cego e mestre das artes marciais. É fácil de explicar esta mistura: depois de atingido pelos estilhaços de um morteiro que o deixam cego, Nick Parker é dado como morto, tendo sido acolhido por vietcongues que lhe ensinaram artes marciais. De regresso à América, com uma bengala-espada, Parker vê-se envolvido num esquema de drogas (outra vez as drogas) e num (pertinente) confronto final com um chinês espadachim. Pelo meio, há o Hobie, de Marés-vivas, antes de se ter tornado viciado em coca, e a inspiração suficiente para influenciar filmes como Kill Bill (e a chacina da Noiva aos Crazy99) e A Ameaça Fantasma (o duelo entre Obi-Wan e Darth Maul).

Estava na dúvida se Ruptura Explosiva ainda podia ser considerado um guilty pleasure. È que depois da morte de Patrick Swayze e de Kathryn Bigelow ter realizado um grande filme de guerra (Estado De Guerra), Ruptura Explosiva já parece começar a ser visto como um filme que a malta só não gostava porque era incompreendido. O que mr faz espécie é como é há gente que não compreende um grupo de surfista, liderados pelo guru Patrick Swayze, que assaltam bancos durante o inverno, mascarados de ex-presidentes dos Estados Unidos da América, para financiar umas férias na praia sem nada para fazer senão surfar. E isso para não falar na melhor perseguição a pé da história do cinema.
McQuade, O Lobo Solitário deve ser o filme que mais vezes vi na minha vida, já que, na minha infância, via-o quase todas as semanas. Afinal de contas, para um jovem ingénuo, não é difícil não gostar de um filme que se afunda no pó dos western spaghetti, que inicia o mito da barba do Chuck Norris e que tem ainda o David Carradine a fazer de mau. Como se isto não bastasse, aquele que consegue dividir por zero derrota o próprio Carradine, depois de se desviar com uns movimentos de anca(!) de umas saraivadas de metralhadora(!!) do dito cujo. How cool is that?
Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo
Fica então aqui o agradecimento ao Bruno e a exibição dos seus cinco maiores Guilty Pleasures.



Este título apresenta-se fiel ao livro e com vários aspectos interessantes nomeadamente o slow motion e a banda sonora.
Revelou-se a meu ver uma obra bastante mediana embora com várias falhas comerciais.
De referir que agora no cinema já não se rasga um pedaço da camisola por causa de limpar o sangue, em vez tira-se a camisola e mostra-se os bíceps (quem viu o filme sabe do que me refiro).
Butterfly effect é o meu maior guilty pleasure. Odiado por uns, adorado por outros. Felizmente eu concentro-me no segundo grupo pois não é só um filme que eu gosto, como é dos meus preferidos.
O filme transporta para uma essência de um mundo paralelo alheio a várias circunstâncias a fim de evitar outras tantas. Tirando o argumento que falha em vários aspectos, toda a obra merece ser contemplada e admirada pois é realmente uma obra única.
Também acrescentar que este filme tem três possíveis finais e devo dizer cada um mais surpreendente que o outro.
Guilty Pleasures: Os Jardins Proibídos de um Cinéfilo

O primeiro convidado verá as suas análises expostas em breve.
Espero os vossos comentários.
10 Breves Perguntas
Os 20 Melhores Personagens dos Últimos 20 Anos- Parte V
Ora vamos lá às últimas duas escolhas.
Já muito foi dito sobre o Joker de Ledger e a sua maravilhosa interpretação.
Porém, nunca é demais lamentar a morte de Heath Ledger mas dar graças pelo facto de, mesmo tendo-nos deixado, tê-lo feito da melhor forma possível, com o símbolo puro da anarquia.
Extra» 2009- "Rorschach" (Jackie Earle Haley, em "Watchmen- Os Guardiões")« Até ao Momento

Não li a BD, nem esperava ansiosamente pelo filme. Mas há que louvar o trabalho deste secundário de grande talento.
Violento, robusto, corajoso e justo. Um verdadeiro guardião. Ainda hei de decidir se Haley se encontra melhor com ou sem a máscara.
Se o actor não receber, pelo menos, a nomeação para Melhor Secundário, como o meu chapéu.
Os 20 Melhores Personagens dos Últimos 20 Anos- Parte IV
Vejam as escolhas do Fifeco aqui.

Um verdadeiro fenómeno, este personagem. Relançou a carreira de Depp, bem como a própria Walt Disney Pictures. Quem diria que ambos apenas precisavam de um pirata meio gay para conseguirem este feito? Só sei que resultou. Um personagem magnifico e magnificamente interpretado.

Uma das melhores interpretações da carreira de Cruise, naquela que é a primeira vez que interpreta um real vilão.
E nada melhor do que um frio hitman, tão mortal quanto estiloso.

Quanto a mim, o verdadeiro renascimento de Rourke deu-se três anos antes de "O Wrestler", no aclamado filme realizado por Robert Rodriguez. Rourke é memorável, e não é por não ter sido reconhecido por todos, que eu não deixo de referir este fantástico personagem.

Um grande LOL para este personagem. Abusador, polémico mas extremamente divertido.

Nunca um simples andar no escuro conseguiu arrepiar tanto. Como alguém uma vez disse: "Bardem brilha num desempenho em quase nem fala". A qualidade da interpretação e o personagem partilham o mesmo adjectivo: assustador.
Os 20 Melhores Personagens dos Últimos 20 Anos- Parte III
Mas cinco subjectivas escolhas da minha parte e outras cinco da parte do Fifeco.

Possivelmente uma das mais fortes referências ao racismo nestes últimos anos de Cinema. Norton brilha, neste aclamado filme.

A partir do nada, Weaving cria um dos melhores vilões de que há memória tornando-se de longe o melhor aspecto no revolucionário filme dos Irmãos Wachowski e o único que não decaiu em qualidade (apenas em protagonismo) nas sequelas.

Magnífica interpretação para um magnífico personagem, num magnífico filme. Maximus é um verdadeiro poço de decência, coragem e honra, sendo um dos poucos personagens que foi realmente recompensado com a morte.

Verde, feio e (literalmente)um ogre. Shrek foi o expoente máximo de uma genial mistura entre animação e comédia.
O mais improvável mas um dos mais bem sucedidos heróis do Cinema e o protagonista da primeira fita a conquistar o Óscar de Melhor Filme de Animação.

A trilogia de Peter Jackson está recheada de personagens marcantes, no entanto o impressionante trabalho do (na altura) desconhecido Andy Serkis prevalece.Aqui, o CGI é apenas uma segunda papel para Serkis. Pedia-se, pelo menos, a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário.
Porque o Cinema merece
"Porque o Cinema merece" é uma rubrica semanal, totalmente da minha autoria, e que irá ser publicada no blogue do Ricardo todos os Domingos. Ontem, foi a sua estreia e espero sinceramente que tenha sido do agrado dos leitores.
Quanto à rubrica em si, é apenas uma pequena análise das cinco principais notícias que abalaram o mundo da 7.ª Arte nessa mesma semana.
Por isso, dêem uma passada no 35mm, e obrigado Ricardo!
Os 20 Melhores Personagens dos Últimos 20 Anos- Parte II
Relembro ainda para darem uma passada pelas escolhas do Fifeco, e para nos deixarem os vossos comentários, sempre importantíssimos para nós.

Apresento-vos o carisma em pessoa. Divertido, provocador, inteligente e muito caótico, eis um magnífico personagem, que garante o entretenimento, para além de nos ser proporcionado por um Jeff Goldblum no auge da sua carreira.

Tenho a certeza de que esta terá sido uma escolha previsível para alguns, mas para mim acabou por se revelar extremamente difícil, pois tive de optar entre Vincent e o seu companheiro Jules Wintfield. Mas, no final, a adoração por Travolta acabou por prevalecer, bem como um personagem tão instável (a todos os níveis), quanto cativante. Só foi pena Travolta ter perdido o Óscar para Hanks...

Um arrepiante Spacey. Pouco mais há a dizer.

A melhor e uma das primeiras interpretações daquele que podia ter sido um grande actor. Sem querer, Gooding Jr. acabou por conquistar o seu lugar na história do Cinema, não só com o Óscar que venceu, mas também com a célebre frase "Show me the money!"

Um verdadeiro remédio contra a depressão esta fita, e sobretudo Melvin Udall, primorosamente interpretado pelo grande Jack Nicholson que, num esforço de génio, conseguiu captar todos os maneirismos e paranóias dum hipocondríaco.

