Pulp Fiction(Crítico Convidado-Filipe Assis)


Um filme narrativamente revolucionário que marcou o paradigma de muito do cinema que se faz hoje.
Com uma mise-en-scène cuidada e um grande trabalho de encenação é, no entanto e na minha opinião, tremendamente sobrevalorizado.
O argumento non-sense é tão non-sense que, em vez de estimular, aborrece.

E como aborrece.


Esta análise é totalmente elaborada por Filipe Assis e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

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2.ª Série de Críticas Especiais


Nestes próximos dias irei exibir as análises do Filipe Assis.

Autor do blogue CINEROAD(que curiosamente completou hoje mesmo, um ano), o melhor blogue a nível visual e estético desta blogosfera, na minha opinião, e também uma das almas caridosas que mais visita o Cinemajb.
Aqui fica um sincero agradecimento ao Filipe e, já agora, os meus parabéns ao CINEROAD!


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Nascer para Morrer


Um ladrão de jóias tem de se unir a um agente chinês para tentarem travar os planos de um terrorista internacional.

Não consigo evitar. É mais forte do que eu. Por causa de meia duzita de cenas excessivamente estilosas, embora carentes em substância(como todo o filme, aliás), "Nascer para Morrer"(título completamente despropositado) conseguiu conquistar a minha simpatia e levar uma nota bem acima do que merecia.

Destaque para Jet Li e DMX(?), bons a espaços, e ainda os sempre bem Anthony Anderson e Tom Arnold.

"-So, what's my percentage?
-Nothing!
-That low, hã?"


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O Acontecimento

Esta análise faz parte do "Especial M. Night Shyamalan".
Num dia como outro qualquer, todas as pessoas do Nordeste dos Estados Unidos, começam a sofrer os efeitos de algo que as faz suicidarem-se.

Depois de "A Senhora da Água" ter sido arrasado pela crítica e público, M. Night Shyamalan precisava de mostrar que esta obra não passou de um mau momento(segundo dizem) com a sua obra seguinte.
Esta obra seguinte é também, até agora, o seu filme mais recente e, curiosamente, o primeiro filme do realizador que tive o prazer de ver.

Tendo agora já visto algumas obras de Shyamlan, posso com toda a certeza afirmar que o maior problema de "O Acontecimento" é não possuir a magia e o misticismo que possuem "A Vila", "O Sexto Sentido" e até mesmo "O Protegido", durante todo o filme, mas apenas nos primeiros 10 a 15 minutos.
E estão neste primeiro quarto de hora de "O Acontecimento" alguns dos seus melhores momentos, como a queda dos operários, uma cena artisticamente muitíssimo bem conseguida e que representa a pequena fragrância de classe que Shyamalan demonstrou em outras obras, mas que preferiu quase ignorar nesta. Ainda no mesmo campo, destaque para as cenas finais de "O Acontecimento" na casa da idosa Mrs. Jones.
Portanto, tirando algumas cenas iniciais e finais, todo o filme parece demasiado vulgar, até do ponto de vista visual, quando comparado com outras obras de Shyamalan.

O argumento, o ponto forte das obras de Shyamalan, teima em cair no ridículo. Temos uma história interessante e misteriosa, mas que nos oferece uma enorme quantidade de cenas mal trabalhadas e diálogos francamente idiotas, que acabam por danificar e até desaproveitar o história base.

Também o elenco espelha o sentimento de decepção de todo o filme no geral. Shyamalan que(do que eu vi) costuma acertar sempre neste ponto, falha ao recrutar um insosso Mark Whalberg para protagonista. Não, ao contrário do que muitos dizem, não considero a prestação de Whalberg má, embora pudesse ter sido claramente mais trabalhada.
Destaque ainda para um também desperdiçado John Leguizamo.

"O Acontecimento" não é de todo um mau filme, consegue ser interessante e cativante, porém dá uma enorme sensação de insuficiência, como se nenhum dos profissionais ligados ao filme(Shyamlan incluído) se tivesse realmente empenhado no filme...


"To be perfectly honest, this was an act of nature, and we will never fully understand it."

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Fim da 1.ª Série de Críticas Especiais


Mais uma vez, um muitíssimo obrigado ao Tiago Ramos, excelente blogger e um dos visitantes mais assíduos cá da casa.


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Match Point(Crítico Convidado-Tiago Ramos)


É Woody Allen, mas não o parece. Match Point não tem o realizador como personagem cómico-dramática. Não tem Manhattan como pano de fundo. Não tem o sentido de humor característico. Não tem até grande pronúncia americana.
Pela primeira vez, Woody Allen revela que não está preso à sua cidade adorada e remete para a soturna, sombria e chuvosa Londres a narrativa da sua história. Match Point não tem, curiosamente, Londres como pano de fundo, mas apenas como contexto, sem fazer com que a cidade se torne por si só uma personagem.

Já a narrativa revela-se completamente diferente de películas anteriores do realizador, colocando-se claramente como um marco decisivo na consolidação da sua carreira. O filme é um melodrama complexo, sobre amor, paixão, tentação e obsessão, com direito a cenas de suspense, dignas de um thriller. Mas é sobretudo um ensaio sobre a sorte e qual o seu papel na nossa vida, que acaba por nos levar a pensar o que poderia ter acontecido em certas situações pessoais, se a sorte tivesse pendido para outro lado.
Mas Match Point é também um filme sobre o sentimento de culpa e negação e nada na longa-metragem surge por mero acaso. Não é por acaso que, no início do filme, o protagonista lê Crime e Castigo, de Dostoyevsky. Tal como a cidade onde se desenrola a história, também na vida dos protagonistas paira a sombra e a culpa, como um dia chuvoso e cinzento.

O casting é igualmente fabuloso. Scarlett Johansson, a diva de Woody Allen, tem um papel extremamente sensual, o único com pronúncia norte-americana no filme e a única reminiscência das origens do realizador. Mas sobretudo, a actriz confirma o estatuto de excelente actriz que já havia revelado, especialmente nas cenas de desespero e alguma obsessão. Emily Mortimer tem um desempenho bom, tal como habitualmente possui. Já Jonathan Rhys Meyers surpreende na sua prestação, apesar de a dadas alturas se pedir mais alguma intensidade, a qual não conseguiu transmitir.
O filme é uma excelente obra do realizador, que nos deixa a pensar na sorte e no destino, num argumento cruel e real, onde Woody Allen se faz notar, depois do grande sucesso das década de 80 e 90. Porém, em termos de ritmo, deixa algo a desejar. Se o início é interessante, o desenrolar do filme acaba por se revelar incomodamente cansativo e com uma narrativa lenta, que por vezes nada adianta. Mas esse pequeno defeito é colmatado por um final inquietante e potente, num remate final, num digno match point.

Esta análise é totalmente elaborada por Tiago Ramos e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

http://splitscreen-blog.blogspot.com/2009/04/dvd-match-point-por-tiago-ramos.html

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Pulp Fiction(Crítico Convidado-Tiago Ramos)


Quando falamos em Pulp Fiction, falamos não só de um filme que arrebatou inúmeros prémios, mas falamos também de um ícone da cultura pop dos anos 90, que surge hoje seguramente entre o top 10 de grande parte dos cinéfilos. Pulp Fiction venceu o Grande Prémio de Veneza e foi nomeado a sete Óscares de Academia, vencendo o de Melhor Argumento Original.

Pulp Fiction será certamente das obras mais influentes do cinema e à partida a que teria dos argumentos mais simples. O filme retrata três histórias interligadas que seguem as desventuras de dois assassinos baratos (John Travolta e Samuel L. Jackson), da insinuante mulher do seu patrão (Uma Thurman) e de um desesperado boxeur em fuga (Bruce Willis). Contudo, o segredo reside na originalidade com que Quentin Tarantino o fez.

Não é das obras mais perfeitas da história do cinema, mas acabam por ser esse “ruído” do argumento que gera um dos melhores clássicos de sempre. Pulp Fiction não é fiel a regras, nem assenta em categorias ou géneros e isso transmite liberdade visual ao espectador. O filme é desafiante, transgride as regras do bom senso e do politicamente correcto, despertando o grito de rebeldia existente em todos nós.

Pulp Fiction apresenta diálogos tremendamente bem construídos, onde cada expressão é digna de nota, revelador da fantástica cultura pop do realizador. Cada cena consegue ser puramente desconcertante, com brilhantes interpretações por parte do elenco e sobretudo através da fotografia do filme. Cada cena, cada parte do guião, cada interpretação é recheada de referências à cultura violenta dos anos 90, com armas e drogas. E tudo isso despertou aquilo que hoje em dia nós chamamos de “cultura tarantinesca“.

As personagens que mais se destacam em todo o filme acabam por ser Vincent Vega (John Travolta), Mia Wallace (Uma Thurman) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson). Não são personagens voláteis em conteúdo, muito pelo contrário. Destaque sobretudo para Uma Thurman, no papel de um mulher engenhosamente inteligente e sensual, que forma uma das melhor duplas do cinema, juntamente com John Travolta.

Uma nota em relação ao poster do filme: nunca um outro poster resumiu tão bem o cinema americano e a sua cultura pop como o de Pulp Fiction. Pulp Fiction é claramente um filme à la Tarantino.


Esta análise é totalmente elaborada por Tiago Ramos e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

http://splitscreen-blog.blogspot.com/2009/04/dvd-pulp-fiction-por-tiago-ramos.html
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1.ª Série de Críticas Especiais




O primeiro blogger que aqui verá expostas as suas criticas será o Tiago Ramos.

Um dos autores e criadores do blogue Split Screen, aqui fica o meu agradecimento ao Tiago pelas suas excelentes análises.

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1.º Aniversário do Cinemajb

Pois é.
Uma pessoa cria um blogue, começa a escrever, está entretida e quase nem dá conta de que já passou um ano.

Mas já. A verdade é que dentro em breve, no dia 20 do presente mês, o "estaminé" faz um aninho. E esta data tem de ser festejada.

Assim, e como forma de festejar este mesmo acontecimento, irão ser exibidas uma série de análises, feitas por outros bloggers, que gentilmente aceitaram o meu convite para o efeito.
E também eu irei produzir críticas(algumas delas pela segunda vez pois as primeiras não fazem justiça às fitas) a alguns dos filmes da minha vida

Resta notar que ainda estou a trabalhar noutras formas de festejar este primeiro aniversário do Cinemajb, pelo que agradecia as vossas ideias e sugestões!

Já agora, e no caso de terem a amabilidade de quererem desejar os parabéns ou algo do género, peço-vos que não o façam e que reservem as vossas felicitações para dia 20!
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Quando os póster dão para o torto...(IV)


Os protagonistas são preteridos a favor de alguns riscos.

À partida não parece um póster mau de todo, mas já o imaginaram sem as cabeças flutuantes?



Repugnante...
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