O Exterminador Implacável:A Salvação


Esta análise contém SPOILERS.
Depois do Dia do Julgamento, corre a guerra aberta dos homens contra as máquinas. O ano é 2018, e o líder da Revolta Humana, John Connor(Bale) tenta desesperadamente encontrar o jovem Kyle Reese(Yelchin), o seu futuro pai. Mas antes de John o encontrar, Kyle cruza-se com Marcus Wright(Worthington), um misterioso homem.

Seis anos depois do relativamente mal-sucedido "O Exterminador Implacável 3-Ascenção das Máquinas", Hollywood decidiu dar o tudo por tudo e deitar a cartada final(?) nesta saga já algo massacrada.E o "tiro" saiu muito ao lado.

Para começar temos um argumento adolescente e que apenas visa o estatuto de "muita parra, pouca uva". Alguém atirou para a história um novo e misterioso elemento, que todos pensam ser capaz(com este mesmo misticismo) de cativar as audiências.Contudo, esqueceram-se de algo importante:respostas.
Tudo o que sabemos sobre este personagem é que é uma máquina que pensa ser um homem, mas e o resto? Porquê que é assim? Por que lhe fizeram isto?E porquê a ele especificamente?E porque pensa ser humano? E porque luta por eles?
Tudo perguntas a que Helena Bonham Carter (num papel puramente comercial e muito desaparoveitado), tenta responder, já no final da fita. E a única coisa que dali se conclui é que, também ela, não andou lá a fazer nada.

Ora com buracos como estes, nem os excelentes efeitos especiais, nem o elenco podiam salvar o filme. E não o fazem.

Em primeiro plano temos um Christian Bale que tinha tudo para brilhar, porém não o faz. Bale perde-se entre o razoável e o overacting e o resultado é uma mistela mal trabalhada.
O mesmo se aplica ao restante elenco, no geral.

Resta agora um espacinho nesta análise para analisarmos as referências e homenagens aos outros filmes.
A primeira que quero referir é a aparição de "Arnold Scharzenegger". Eu, enquanto via o filme, não tinha a certeza se esta aparição se ia mesmo concretizar. Mas tinha a certeza do que esperar: um cameo todo estiloso do velho "T-800".E o que temos nós?! Um "Scharzenegger" todo nu da cabeça aos pés, a dar porrada no Bale. E, provavelmente, pergunta-se-ão o porquê das aspas no nome de Scharzeneger. Estão lá, pois eu realmente não consegui perceber se era mesmo Scharzenegger(o que eu duvido), ou apenas uma recriação digital do seu rosto(o que eu acho ridículo). Se alguém me pudesse esclarecer esclarecer esta dúvida, agradecia.
Temos também a mítica frase "I'll be back.", usada na fita de McG. E, devo dizer, nota negativa também para esta "homenagem", completamente descontextualizada e afirmada por um arrogante Christian Bale.
Finalmente, temos ainda uma breve passagem da canção "You Should Be Mine". Nota igualmente negativa, pois para além de ser utilizada de forma idiótica, se pensarmos um pouco, constatamos a quase impossibilidade desta referência.

Enfim, esta nova fita da série "Exterminador Implacável" não é, de todo, a salvação que se esperava...

"This is war, Connor. Lidership has its cost. You, above all, should know that."

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Uma Sogra de Fugir


Charlotte(Lopez) é uma jovem passeadora de cães, com o desejo de se tornar estilista, que parece ter finalmente encontrado o homem certo(Vartan). Ambos decidem casar, contudo Charlotte terá de conquistar a sogra(Fonda).

Mas que triste regresso para Jane Fonda. Tristíssimo aliás. O seu talento e beleza não compensam a falta de ambos, por parte de Jennifer Lopez.

Este produto nem a típica comédia romântica é, mas sim a típica comédia parva.Só que em vez de termos uma divertida luta entre dois jovens, ou duas jovens, temos um "texugo" na casa dos 30 a esbofetear uma senhora na casa dos 70, e vice-versa. É que nem gags existem!

Só não leva a nota mínima devido a "Miss Fonda" e à sua improvável companheira, a sempre bem Wanda Sykes.Porque se dependesse de Jennifer Lopez, acho que era 0 estrelas...
"He gave her a ring.His mom gave her a finger."
(Sim, as frases do filme eram demasiado fracas, pelo que tive de usar a tagline...)


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O Sexto Sentido


Esta análise faz parte do "Especial M. Night Shyamalan".

Esta análise contém SPOILERS.

Malcolm Crowe(Willis) é um brilhante psicólogo que se especializou em tratar crianças com problemas mentais. Numa noite como tantas outras, a sua casa é invadida por um ex-paciente, agora adulto, que, ainda mentalmente transtornado acaba por balear Crowe, suicidando-se de seguida.
A acção avança até "o Outono seguinte" onde acompanhamos Crowe, já recomposto do incidente, e agora com um novo caso em mãos: Cole Sear(Osment), uma criança que diz ver pessoas mortas.

Existe um espírito em "O Sexto Sentido" que se destaca de todos aqueles que Cole Sear encontra. Esse é a câmara de M. Night Shyamalan, que acompanha toda a trama com um misto de discrição e nervosismo constantes. Eu sei, dois antónimos, mas que Shyamalan concilia na perfeição.
A forma como Shyamalan filma é de uma intensidade incrível, que agarra qualquer um à cadeira, ao mesmo tempo fascina até o espectador com a mais tenra idade.
E enquanto escrevia esta última afirmação, lembrava-me de um dos primeiros encontros entre Malcolm e Cole, onde Malcolm propõe que joguem um jogo, onde este tem de adivinhar o que Cole está a pensar, sob pena de Cole abandonar a sala se Malcolm falhar. Não sei se se recordam, mas a câmara espiritual de Shyamalan "toma de assalto" o corpo de Cole e começa a afastar-se e a aproximar-se como este fazia.
Noutros aspectos técnicos, torna-se empírico referir a banda sonora de James Newton Howard, bem como a direcção artística e a fotografia.

Passemos agora a um ponto fulcral em todo o filme:o argumento. Para muitos, este é genial e apresenta um dos melhores twists finais de sempre. Para outros, é previsível acima de tudo.
Eu cá fico-me pelo meio termo. Quando assisti a "O Sexto Sentido" já sabia que o personagem de Bruce Willis estava morto o tempo todo, pelo que me concentrei em tentar perceber se tudo "encaixava" bem durante o filme, o que de facto acontece.
Sendo assim e apesar de tudo, penso que é um excelente argumento e um fantástico twist. Em relação à previsibilidade do argumento, penso que isso depende dos níveis de perspicácia de cada um. É certo que existem cenas, como o jantar entre Malcolm e a sua mulher ou o facto de esta estar sempre sozinha e com lenços de papel à volta que podem estragar o final.
No entanto, penso que não são estes aspectos que comprometem o twist, mas outros como o facto de Malcolm andar sempre sozinho e aparecer miraculosamente em casa de Cole e etc...
Claro que isto pode ser fundamentado com "os mortos apenas vêm o querem", mas eu mantenho-me(e mantive aquando da minha visualização da fita) sempre algo apreensivo.

Finalmente, tenho que referir o elenco, e penso que existem três palavras que o resumem muitíssimo bem:HALEY JOEL OSMENT.
Não me entendam mal. O resto do elenco está muito bem.
Bruce Willis está excelente, embora muito afastado do género de papéis que costuma interpretar(o que apenas comprova a versatilidade do actor), e Toni Collete está igualmente irrepreensível.
No entanto, certamente concordarão que ambos estão longe do jovem prodígio Haley Joel Osment. A forma como fala, anda, as suas expressões faciais. O jovem Osment consegue atormentar qualquer um.Quanto a mim, o oscar estava entregue ali, naquele momento.
E não, não me esqueci da curta, marcante e irreconhecível presença de Donnie Whalberg, que em poucos minutos consegue superar o seu irmão em todo o tempo de "O Acontecimento".(Eh eh eh...).

Para concluir, "O Sexto Sentido" é um filme maravilhoso, uma obra-prima do Cinema moderno. É tudo aquilo que diziam sobre ele e um pouco mais.

"I see dead people."

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O Filme da Noite(VII-De Sábado para Domingo)





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A DVDteca Ideal


Eis o nome da mais recente iniciativa do Tiago Ramos, autor do blogue Split Screen, e para a qual fui convidado.
A iniciativa consiste na(dificílima) tarefa de nomear os 10 DVD's essenciais numa DVDteca.
Não irei revelar os meus escolhidos, pois esse é um direito que cabe apenas ao Split Screen.
Por isso mesmo, podem dar uma espreitadela aqui.
E, claro, aqui fica um agradecimento ao Tiago pelo convite e as felicitações pela iniciativa original.
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1.º Aniversário Cinemajb


E chegou finalmente o dia. Há um ano atrás estava eu a iniciar este espaço, com bastante menos experiência do que hoje, mas com a mesma adoração pelo Cinema.


E o que aparentava ser apenas uma pequena forma de me distrair, ao mesmo tempo que expunha as minhas opiniões num espaço onde todos as pudessem ver, acabou por se tornar num sério compromisso que cada vez me empenho mais por manter.


Obviamente que estou feliz ao constatar que fui capaz de manter o blogue activo todo este tempo e ainda motivar os leitores a visitarem e comentarem o Cinemajb, embora com um ou outro momento em que o blogue andou mais "em baixo de forma".


Mas é ainda mais óbvio que tenho outros agradecimentos a fazer. Para começar, quero reforçar o agradecimento aos cinco excelsos bloggers que aceitaram elaborar as críticas especiais aqui para a casa:


-Tiago Ramos

-Filipe Assis

-Miguel Reis

-Filipe Coutinho

-Hugo Gomes

Espero sinceramente ter a oportunidade de fazer mais iniciativas deste género, não só com estes elementos, mas com outros.

Gostaria ainda de destacar/ recomendar os seguintes blogues, da autoria dos elementos acima referidos, todos eles paragens obrigatórias de qualquer um:





Quero ainda agradecer a alguns amigos pessoais e familiares, nomeadamente:

-Guilherme Maia("Jackyll")


-Carla Reis
E claro, gostaria de destacar três elementos, por três motivos muito pessoais:

-Filpe Coutinho: Por ter sido o primeiro elemento desta blogosfera a descobrir o Cinemajb.

-Filipe Assis: Pela grande ajuda que prestou ao Cinemajb.

-Tiago Ramos: Por ter sido o primeiro a convidar o Cinemajb para uma iniciativa.

Aos três, muito obrigado!
Finalmente, tenho de agradecer a todas as almas caridosas e generosas que visitam e comentam o Cinemajb, onde destaco os autores destes blogues:
A todos estes, agradeço com sinceridade e humildade, e só espero estar aqui para o ano, para vos agradecer de novo.
Parabéns a vocês!

E viva o Cinema!
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O Filme da Noite(VI-De Sexta para Sábado)




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O Incrível Hulk



Esta análise contém SPOILERS.

Bruce Banner(Norton) era um cientista que vive agora isolado devido a um acidente radioactivo que o transforma num monstro chamado Hulk. Bruce tenta viver isolado, mas o seu passado insiste em persegui-lo.

São cada vez mais usuais as adaptações de BD, nomeadamente da Marvel. Desta fita pode-se dizer que está mais ou menos ao nível dos da sua "espécie", como "Homem- Aranha" ou "Homem de Ferro", mas que perde claramente para outras abordagens mais sérias e menos comerciais, como "Batman-O Início".

O argumento começa muito bem e promete mais do que cumpre, visto o filme acabar por se tornar repetitivo e assumir a fórmula do "foge foge" a partir da meia hora inicial, e a realização é em piloto automático, como aliás o é também o elenco.

Neste último campo, destaque apenas para Tim Roth, pela positiva, e Liv Tyler, pela negativa.
Finalmente, há que referir o melhor do filme. E esse momento é o final.Se já o "final" propriamente dito está bastante bem conseguido, ao mostrar-nos um Edward Norton sorrindo, ao constatar que é finalmente capaz de controlar os seus poderes, é mesmo o brilhante cameo de Robert Downey Jr. que rebenta com a escala. Em primeiro lugar, por Downey Jr estar fantástico como sempre. Em segundo lugar, pelas promessas que o filme traz com esses momentos protagonizados pelo actor de "Homem de Ferro".

Esperemos que essas promessas sejam cumpridas, no futuro...

"What if I told you, we're putting a team together?"


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Fim da 5.ª Série de Críticas Especiais


E assim terminam também as análises do Hugo Gomes.

Mais uma vez muitíssimo obrigado, Hugo!
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Alien-O Regresso(Crítico Convidado-Hugo Gomes)


Realizado em 1979, Alien de Ridley Scott consistiu numa experiência acima do esperado, em que o autor combina o melhor do thriller de suspense digno de autoras literárias como Agatha Christie num meio ambiente futurista, realçando uma das criaturas cinematográficas mais notórias, o Alien. A fita de Scott rendeu 185 milhões de dólares, isto tudo num exemplo de ficção científica que só custou 11 milhões ao estúdio, 20th Century Fox. James Cameron (Titanic, Terminator 2), por outro lado, viu em Alien, mais que um culto, mas sim um franchising de sucesso e com isso realizou Aliens (1986), em que o sufixo (s) fez todo o sentido. Mais acção, mais Aliens (os fãs pediam), mais terror, sangue e vísceras, mais Sigourney Weaver (aqui consolidando numa das melhores heroínas do cinema), o êxito deste exemplo foi tanto que superou o original e deu nova vida a este projecto – franchising. A ideia de trilogia só veio em 1992, quando um homem chamado David Fincher (muito antes de Seven, Fight Club e The Curious Case of Benjamin Button) tinha saído directamente do mundo dos videoclipps (e Madonna) para entrar na direcção do cinema. O resultado foi um capítulo bem discreto, mas visualmente bem conseguido que não agradou de todos os fãs (a divisão acerca da qualidade deste ainda se discute nos dias de hoje), mas o autor teve a coragem (ou ousadia) de terminar a ambiciodade transposta por Cameron. Com o quê? Matando a protagonista, a Tenente Ripley (Sigourney Weaver), dando um final trágico mas poético.

Porém, a 20th Century Fox, tal como outros grandes estúdios, não via em Alien um legado terminado, mas sim um filão com ainda muito por explorar e reter. Com isso contratou de novo Weaver e um realizador em vias de ascender, Jean-Pierre Jeunet (anteriormente concebido Delicatessen e City of the Lost Children) para restaurar a comercialidade de Alien, que supostamente Fincher teria “assassinado”. O primeiro obstáculo que arrastou a produção foi como trazer á vida uma personagem que se encontrava morta no final do terceiro capítulo? A resposta foi simples e um pouco infantilizada, clonar, sendo esse a temática do argumento de Joss Whedon (criador das séries Buffy e Firefly), que depressa conseguiu desenrolar uma premissa convincente que assentasse no universo de Ripley e, obviamente, dos Aliens. esta ressuscitação como é lógico levou á ideia do titulo – Alien: Resurrection.

Resurrection, como havia referido, inicia com a clonagem de Ripley, e no seu ventre o embrião da criatura mãe dos Aliens, motivo o qual uma companhia de fabricação de armas interessou-se. Esta “clone” por sua vez, ganhou certas imunidades e características da criatura que se encontra dentro de si, estas habilidades serão confirmadas quando um grupo de mercenários invade o local, trazendo com eles a andróide Annalee Call (Winona Ryder). Com isto tudo, nada poderia fazer jus ao nome da saga se o cenário que o filme decorre (uma gigantesca nave), tivesse cheia de Aliens com um certo apetite por carne humana.
Reinvenção do original de Scott, Resurrection poderia facilmente cair como uma desavergonhada manobra de consolidar Alien nas bilheteiras, mas verdade seja dita, a fita tem alguns trunfos que se verifica na secção técnica e visual, como os efeitos especiais e práticos. Jeunet é um realizador bastante plausível nesse ramo e bom director de actores, capaz de captar uma química entre Weaver e Ryder, mesmo que as interpretações sejam automáticas e não permitem grandes rentabilidades. O resto é uma intriga demasiado “pleausure”, cujas referencias fazem delicias aos fãs (calma, pouco), mas assumindo como fita de acção não tem nem um cunho da obra que 11 anos antes fez estrondo nas bilheteiras e no legado da ficção cientifica. Temos algumas surpresas no final, algumas ousadias fastidiosas e uma sensação “déjà vu” que se arrasta por toda a narrativa, com proveito podemos tirar Ron Perlman, que não é praticamente um actor de grande beleza estética, mas sim uma presença forte e contagiante. Uma sequela dispensável, mas não é ruim de todo, não senhor!

Esta analise é totalmente elaborada por Hugo Gomes e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

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