Pânico em Hollywood



Relato dos problemas vividos a nível pessoal e profissional por Ben (De Niro), um produtor de Hollywood.

Nunca pensei que o experiente Barry Levinson, responsável pela obra-prima "Rain Man- Encontro de Irmãos", se pudesse perder tanto e desperdiçar um fantástico elenco onde nomes como Sean Penn ou Bruce Willis apenas servem para atrair mais público.

Por obra e graça de Levinson, que se limita a correr atrás de De Niro de lado para lado, "Pânico em Hollywood" poderia ser classificado de desilusão mas na verdade é apenas um autêntico poço de mentiras.

Aliás, "Pânico em Hollywood" não é nem sequer uma comédia (contém alguns momentos embaraçantes, mas nada que nos provoque uma gargalhada sincera), quanto mais uma crítica a Hollywood como muitos o rotularam.

O que ainda vai safando esta simpática abordagem (apesar de tudo, é um filme que se vê bem) é Robert De Niro que é ainda capaz de protagonizar um one-man show, com credibilidade e muito estilo, oferecendo-nos uma das suas melhores interpretações dos últimos anos, explorando ao máximo o limitado papel.
Destaque ainda para Michael Wincott, o único secundário que consegue suportar realmente bem De Niro.



"-I mean, look, did you watch the audience watch the movie?
-Off course.
-And what was their overall reaction?
-Like they took their kids to Disneyland and watched Mickey Mouse douse himself on gasoline and set himself on fire."


Read more

O Filme da Noite (XXXV- De Segunda para Terça)











Read more

Sacanas Sem Lei (Parte II)


Mas Quentin Tarantino fá-lo com certeza. E fá-lo apresentando ao espectador todas as técnicas a que já estamos habituados, mas arriscando ainda mais do que em qualquer outro filme seu, revelando a já mais do que evidente mestria mas também um enorme cuidado e preocupação com certos aspectos culturais, fundamentais para o fim condutor.

A realização é, por e simplesmente, imune. Imune à falha e ao defeito, a realização é sobretudo imune a qualquer crítica que não contenha a palavra perfeição, algo que a define na... perfeição.
Dos belíssimos planos mais artísticos (suportados por uma cinematografia de peso), onde Tarantino mostra toda a sua sensibilidade, aos planos mais simples e já característicos do realizador como o conhecido fetiche por pés (que, curiosamente ou não, acaba por ser um aspecto de relativa importância na recta final do filme), a realização de Quentin Tarantino atinge um novo patamar de excelência e consegue um feito que nenhum outro filme do realizador conseguiu: mostrar simultâneamente a irreverência característica de um jovem Quentin Tarantino, mas também a maturidade do experiente Quentin Tarantino.

O argumento, esse, é possivelmente o trabalho de uma vida.
Se é certo que o de "Pulp Fiction" (as comparações são inevitáveis, principalmente para mim) é genial em todos os aspectos, o argumento de "Sacanas Sem Lei" prima pela coragem necessária para satirizar um dos piores períodos da história e pela sensibilidade para dramatizar (ainda mais e sem se tornar frouxo) este mesmo acontecimento.Quentin Tarantino idealiza mais uma vez uma série de histórias cruzadas, mas que chocam violentamente. E isto tudo sem descurar factores e sentimentos essenciais para qualquer filme, sendo que "Sacanas Sem Lei" nos consegue fazer reflectir seriamente mas também entreter profundamente.
O drama, a comédia, a acção. Todos estão presentes mas nenhum é dominante. Quentin Tarantino joga com as nossas emoções de uma forma sobre-humana, e sem sequer darmos conta. E isso, diga-se, é absolutamente brilhante.
Obviamente que não posso terminar esta parte sem referir dois aspectos fulcrais para o triunfo a todos os níveis de um dos melhores argumentos de sempre, e que são os diálogos e a variedade linguística.
Os diálogos estão lá. Não mais a dizer. "Os diálogos estão lá" é tudo o que qualquer alma que aprecie minimamente Cinema precisa de saber para ter a certeza de que "Sacanas Sem Lei" é de visualização obrigatória. E aqui é que se vê que a verdadeira Fábrica dos Sonhos está na mente de um homem: Quentin Tarantino.
E, claro, a riqueza linguística de "Sacanas Sem Lei" que é símbolo da já referida maturidade ou coragem, mas também símbolo de uma determinação tão forte que apenas estabelecerá um limite para Quentin Tarantino: o Céu.
Read more

Sacanas Sem Lei (Parte I)


O tenente Aldo "O Apache" Raine (Pitt) é o comandante da mais recente força militar dos Aliados: "Os Bastardos", um grupo de soldados muito pouco convencionais cujo objectivo é apenas um, o de matar Nazis.
"Os Bastardos" vão ganhando fama e semeando o terror entre os soldados de Hitler, até que a sua grande oportunidade de acabar definitivamente com a guerra surge. E esta é a de explodir um cinema convencional, pertencente a uma jovem francesa (Laurent), onde estarão presentes todos as principais figuras do nazismo incluindo o próprio Hitler.
Mal estes sabem que a dona do Cinema, que é na realidade uma Judia que viu toda a sua família ser massacrada pelo cruel Hans "O Caçador de Judeus" Landa (Waltz), já tem os seus próprios planos.

Quentin Tarantino foi o homem que revolucionou para sempre a indústria cinematográfica, ao escrever e realizar "Pulp Fiction", um filme à parte de todos os outros. Tarantino continuou a inovar e inovar, oferecendo sempre ao seu público filmes tão carismáticos quanto qualitativos.

No entanto, nunca pensei que Quentin Tarantino se conseguisse reinventar (e possivelmente até superar) desta forma tão excelsa, tão multicultural, tão sarcasticamente provocadora mas ao mesmo tempo tão dramaticamente tocante.
Read more

Ora vejam só...

Andava eu a navegar pela Internet quando me deparei com um blogue, de nome KritiCinema, e que dispunha do seguinte passatempo que, embora não seja exibido hà já algum tempo, merece uma referência e a garantia de que desconhecia na totalidade a sua existência, sendo que o Passatempo do Cinemajb é totalmente por mim elaborado.


Fica ainda assim a referência.
Read more

Os Sacanas chegam ao Cinemajb amanha



4.ª e última impressão- Será que acabei de ver o, a partir de agora, Filme da Minha Vida?!
Read more

Reino dos Céus


Esta análise contém SPOILERS

Balian(Bloom) é um jovem ferreiro francês sem vontade de viver, depois da morte da sua mulher e filho. No dia em que enterrava a sua mulher, recebe a visita de Godfrey of Ibelin(Neeson) um nobre de Jerusalém que confessa ser o seu pai e que o levará consigo para a dita cidade, onde Balian viverá um período de grande instabilidade.

Escassos minutos após o início da visualização de "Reino dos Céus" são suficientes para pensarmos que este é um filme estranho. Mas não. "Reino dos Céus" é na verdade um filme carente de quase todos os factores técnicos e humanos de que precisava.

Para começar, na sua longa duração (mais de duas horas), "Reino dos Céus" acaba por contar muito menos do que se esperava, apresentando-se apenas como um mero trailer, sendo que o sentimento de insuficiência está presente do início ao fim.
E porque? Por quase tudo.

Mas sobretudo pela realização a 100 à hora que tanto tem para dizer e tão pouco tempo para o fazer, deixando inúmeras pontas soltas.
E, claro, por um argumento extremamente incoeso e incoerente, que se limita a atirar rudemente para a tela pedaços do filme sem qualquer ligação entre si, daí resultando uma verdadeira "mistela" que para além de chegar a um certo ponto em que, por e simplesmente deixa de fazer sentido e tudo o que o espectador pode fazer é desesperar (pois ao fim de uma hora já é habitual a acção avançar de tal forma rápida, despreocupada e confusa que o espectador já nem estranha, apenas entranha), é também um hino ao aborrecimento.

Não bastam a espectacularidade e os efeitos especiais. Não bastam a belíssima fotografia e a poética banda-sonora.
Não basta um elenco que apenas valha pelo seu currículo.
Não basta o ar carrancudo de Orlando Bloom, que tem em estofo e dedicação o que lhe falta em talento e expressividade.
Não basta transformar a personagem de Eva Green numa mera Bond-Girl, objecto dos afectos de Balian.
Não bastam prestações de meia hora (ou 5 minutos...) de secundários de tanto talento como Liam Nesson, Jeremy Irons, Michael Sheen ou Edward Norton.

A intenção também conta. E "Reino dos Céus" tem claras intenções de ser um grande filme.
Mas de boas intenções está o Inferno cheio...


"-It's time now, my lord, to confess to Holy God, not your son. Are you sorry for all your sins?
- For all, but one."

Read more

O Filme da Noite(XXXIV- De Sábado para Domingo)









Read more

Reino dos Cé... Reino de Bué-Bué Longe é o que é!


Tardinha de Sábado dedicada quase totalmente à visualização de "Reino dos Céus", de Ridley Scott (Não pude acabar de ver"Sacanas Sem Lei"!).

Se a Versão do Realizador de "Reino dos Céus" é um grande filme ou até mesmo melhor d0 que "Reino dos Céus" não sei.

Mas que a fita exibida nos Cinemas deixa a desejar, lá isso deixa!
Read more

O Caso "Reino dos Céus"


"Reino dos Céus" é uma fita de 2005, realizada por Ridley Scott, e que foi aclamada como sendo um verdadeiro flop, recebendo críticas negativas um pouco por todo o mundo.

O insucesso desta fita parecia inexplicável, estando o filme relacionado com profissionais de grande talento como o já referido Scott ou um elenco que inclui nomes como Orlando Bloom, Liam Neeson ou Edward Norton.

Pessoalmente, já tentei e falhei por duas vezes ver a fita referida. Simplesmente não consegui...

O insucesso parecia inexplicável até finais de 2005, quando veio a público que o realizador Ridley Scott foi obrigado pelo estúdio a cortar grandes partes da fita, daí resultando uma verdadeira "mistela" sem nexo e aborrecida.

Scott que viria a contornar este fulcral problema ao permitir que saísse para o público a sua Director's Cut de "Reino dos Céus".
Quem já a viu, garante que o resultado fica a anos-luz da versão original.

E por isso mesmo, decidi tirar a prova dos nove, e ver com os meus próprios olhos o verdadeiro "Reino dos Céus" e comprovar se afinal existe um grande filme à espera de ser (re)descoberto. Assim, adquiri a Versão de Realizador de "Reino dos Céus".

Fica ainda a nota que, por mera curiosidade mórbida, irei ver também o original "Reino dos Céus" (com muito esforço) para fazer as devidas comparações. Desta vez é uma promessa!


Que venham OS "Reino dos Céus"!
Read more
Related Posts with Thumbnails