Segundo o calendário Maia, o nosso mundo chegará ao fim no ano de 2012. Mentira? Parece que não, pois no dito ano a crosta terrestre começa a fragmentar-se, originando uma série de eventos cataclismicos.
Nada como utilizar o bom português para melhor expressar o sentimento chave presente em "2012" do princípio ao fim: Roland Emmerich passou-se. Mas passou-se mesmo.
Pois diante de tanta destruição e calamidade, Emmerich perdeu completamente o fio à miada, tornando "2012" numa fita onde a verdadeira intenção é mostrar a debilidade dos seres humanos perante os efeitos especiais.
E sim, os efeitos especiais (prodigiosos, o filme deverá vencer tudo nas categorias técnicas) são o único ponto realmente trabalhado em "2012".
Argumento? Esqueçam. Carregado de clichés e cenas absurdas.
Realização? Nem pensar. Do mais básica possível e tão inconsequente que acaba por se aniquilar a si própria, visto que tanta destruição se torna visualmente esgotante ainda com o filme a meio.
O elenco é surpreendente e oscilante. Se os nomes mais famosos como John Cusack, Amanda Peet ou Thandie Newton se arrastam no limiar da superficialidade, é a dupla Chiwetel Ejiofor e Oliver Platt que garante os melhores momentos da fita. Destaque ainda para o veterano Danny Glover e o sempre carismático Woody Harelson.
"2012": Uma das maiores desilusões do ano, que deixa ficar mal até "O Dia Depois de Amanhã"...
"-Now you wish you had shower.
-Sr.?
-You're about to meet the president, son."