Elas Não Me Largam


Charlie (Dane Cook) tem a fama de ser um amuleto da sorte para qualquer mulher: depois de se envolverem com ele, casam-se com o próximo homem que namorem.
Ao principio agradado com este facto, Charlie fica em posição difícil ao conhecer Cam (Jessica Alba), uma tratadora de pinguins com queda para acidentes.

São muitos os pontos que "Elas Não Me Largam" tem em comum com "Um Azar do Caraças": Ambos são irreverentes, fartos em cenas de cariz sexual e não são genuinamente comédias.

O que abona a favor deste filme é sobretudo a inserção de alguns momentos mais sérios e bem conseguidos, e um sidekick muito eficaz (Dan Fogler).

De resto, "Elas Não Me Largam" é de difícil aceitação, graças ao seu ambiente demasiado hardcore e grande escassez de gags que, quando aparecem, são estereotipados.


"-What's sex without love?
-Sex! It is still sex!!!"

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Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


Tempo agora de prosseguir com esta iniciativa, apresentando as escolhas de um dos mais carismáticos bloggers desta blogosfera, autor do blogue Royale With Cheese.
Aqui estão os cinco maiores guilty pleasures do Pedro "dermot".


Gosto de ler sobre cinema. E gosto de escrever sobre cinema. Mas não gosto de conversar sobre cinema. No entanto, acabo por o fazer mais do que desejava, especialmente porque há muita gente que, sabendo que eu gosto de cinema, se sentem na obrigação de o fazer. Ou porque é, simplesmente, um bom e eficaz desbloqueador de conversa.

Nessas alturas, costumamos então falar dos últimos filmes que vimos, os filmes de determinado realizador ou as futuras estreias a chegar. Mas raramente revelamos os nossos guilty pleasures, aqueles filmes que gostamos secretamente e temos vergonha de dizer que gostamos. Por isso, há que aproveitar estas oportunidades que o destino nos oferece de podermos revelar, honestamente, os nossos guilty pleasures favoritos. Por isso, para simplificar a tarefa, nada como simplificar a coisa numa simples e sucinta lista dos meus cinco bons maus filmes favoritos
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5º Lugar – A Fúria Do Último Escuteiro, de Tony Scott


O Tony Scott é como um acidente de viação: por mais mau aspecto que tenha, não resistimos a parar ao passar por um. Verdadeiro especialista em filmes-pipoca, Scott é um seguidor fiél da cartilha de Hollywood no que diz respeito a entretenimento, onde o bodycount e o número de explosões é sinal de qualidade. A Fúria Do Último Escuteiro é uma dessas bíblias, um dos últimos filmes de Tony Scott antes de este ceder à tentação dos filtros, das cores saturadas e dos tremeliques na câmara, que convencem os mais distraídos que aquilo é bom cinema. É apenas um bom buddy movie, com um disfuncional par formado por um polícia pouco ortodoxo – Bruce Willis na sua melhor forma – e um bandido regenerado, numa qualquer intriga que envolve droga e muito dinheiro (como habitual).



4º Lugar – Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto, de Simon Wincer


Harley Davidson E O Cowboy Do Asfalto tem, à partida, todos os condimentos para ser uma xungaria de alto nível: um realizador cujos pontos altos da carreira são o Libertem O Willy e o segundo Crocodilo Dundee, um Mickey Rourke que se arrastava pela lama e até um dos membros do clã Baldwin. Quanto ao filme é uma palermice de dois motoqueiros (Mickey Rourk e Don Johnson) que se envolvem com uns traficantes de Las Vegas de uma nova droga alternativa, num filme que só pode existir pelo capricho de um par de pessoas. O filme é só testosterona: motas, armas e tipas giras. Mas, estranhamente, tudo jogado com um equilíbrio que, no final, acaba por fazer mais sentido do que esperaríamos.



3º Lugar – Fúria Cega, de Phillip Noyce


Quando se fala de heróis cegos do cinema, fala-se obrigatoriamente de Zatoichi e do Demolidor. Injustamente, toda a gente se esquece de Nick Parker, um Rutger Hauer que é, simultaneamente, veterano do Vietname, cego e mestre das artes marciais. É fácil de explicar esta mistura: depois de atingido pelos estilhaços de um morteiro que o deixam cego, Nick Parker é dado como morto, tendo sido acolhido por vietcongues que lhe ensinaram artes marciais. De regresso à América, com uma bengala-espada, Parker vê-se envolvido num esquema de drogas (outra vez as drogas) e num (pertinente) confronto final com um chinês espadachim. Pelo meio, há o Hobie, de Marés-vivas, antes de se ter tornado viciado em coca, e a inspiração suficiente para influenciar filmes como Kill Bill (e a chacina da Noiva aos Crazy99) e A Ameaça Fantasma (o duelo entre Obi-Wan e Darth Maul).



2º Lugar – Ruptura Explosiva, de Kathryn Bigelow


Estava na dúvida se Ruptura Explosiva ainda podia ser considerado um guilty pleasure. È que depois da morte de Patrick Swayze e de Kathryn Bigelow ter realizado um grande filme de guerra (Estado De Guerra), Ruptura Explosiva já parece começar a ser visto como um filme que a malta só não gostava porque era incompreendido. O que mr faz espécie é como é há gente que não compreende um grupo de surfista, liderados pelo guru Patrick Swayze, que assaltam bancos durante o inverno, mascarados de ex-presidentes dos Estados Unidos da América, para financiar umas férias na praia sem nada para fazer senão surfar. E isso para não falar na melhor perseguição a pé da história do cinema.



1º Lugar – McQuade, O Lobo Solitário, de Steve Carver


McQuade, O Lobo Solitário deve ser o filme que mais vezes vi na minha vida, já que, na minha infância, via-o quase todas as semanas. Afinal de contas, para um jovem ingénuo, não é difícil não gostar de um filme que se afunda no pó dos western spaghetti, que inicia o mito da barba do Chuck Norris e que tem ainda o David Carradine a fazer de mau. Como se isto não bastasse, aquele que consegue dividir por zero derrota o próprio Carradine, depois de se desviar com uns movimentos de anca(!) de umas saraivadas de metralhadora(!!) do dito cujo. How cool is that?
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Um dos posters do ano para um dos filmes do (próximo...) ano


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Globos de Ouro 2009



Vamos ver se é desta que Tarantino tem finalmente o reconhecimento que merece.

E o "Avatar", ha? Melhor Filme Drama? Se calhar enganei-me e aquilo afinal é mais do que fogo de artifício...
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A Janela Secreta


Mort Rainey (Johnny Depp) é um escritor divorciado, que vive sozinho numa casa de campo. Num dia como tantos outros, bate-lhe à porta um agricultor que o acusa de ter plagiado.

O final é a coisa mais importante da história. Uma ideia muito presente em "A Janela Secreta" e que acaba por ser mais do que uma ideia, não só na história do filme como no filme em si.
A fita funde-se numa mistura entre realidade e surrealismo, resultando num filme riquíssimo do ponto de vista estético e técnico, mas banal em substância.

E esta bipolaridade prende-se sobretudo com o argumento e a realização.
O argumento, esse, é adaptado de uma obra de Stephen King. Só por aqui "se lhe tira a pinta". Ou assim o pensávamos, porque "A Janela Secreta" é mais uma mistura de "Efeito Borboleta" com "Clube de Combate" (entrando num domínio surrealista que, como já referi, é magnífico do ponto de vista visual, mas secante em termos de história em si), do que propriamente um filme de terror... ou suspense... ou acção... ou comédia negra... É mais uma junção pouco dócil destes conceitos e o resultado não é muito fácil de engolir.
E este ponto remete-me para a realização, que através de alguma ajuda digital consegue efeitos prodigiosos não só do ponto de vista cinéfilo mas também do ponto de vista cultural, mas que revela muita inexperiência no contar dos eventos.

Falemos agora do final. O final é do mais visto possível. Chega até a ser decepcionante, porque a trama vai crescendo em suspense e o final soa a dejá-vu (apesar de que a forma como foi conduzido, saindo do típico registo do bem triunfante, é de génio).
Para além disto, o realizador David Koepp volta ao errar e desta vez afectando toda a fita, que é assim facilmente apelidada de previsível: Ao confundir a atribuição de pistas (como Shyamalan tão bem o fez em "O Sexto Sentido") com spoilers, qualquer espectador minimamente atento chega facilmente ao final. Erro(s) de principiante...

No elenco, Johnny Depp faz um spin-off de Jack Sparrow. Só que se deve ter esquecido que estava no séc. XXI, e o resultado é pouco credível. Melhor está John Turturro, que chega a ser arrepiante.

"O final é sempre a parte mais importante da história". Pois pois. Só se for noutro filme qualquer.


"The most important part of the story is the ending."

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Marie Antoinette


Algumas partes da vida de Marie Antoinette (Kirsten Dunst), uma das mais polémicas rainhas de França.

Chamar filme biográfico ou retrato de vida a "Marie Antoinette" seria um elogio considerável, para além de obviamente falso.
O que Sofia Coppola faz aqui é apenas um retrato muito pessoal, muito teen, muito preguiçoso e um pouco fútil sobre a vida da rainha. Optando por manipular ou até mesmo ignorar (o final é do mais decepcionante possível) a história, Coppola prefere ser irreverente mas ao mesmo tempo incompleta (ou incompetente...) na análise que faz.
E assim, "Marie Antoinette" dificilmente agradará àqueles que não se identificam particularmente com a realizadora.

E este estilo pessoal e egoísta acaba por influenciar negativamente outros aspectos técnicos.
O argumento, que pouco ou nada tem para dizer, revelando-se mais uma edição extendida da revista Gina, onde nos é apresentada a lista de fofoquiçes e adultérios de Versalhes.
O guarda-roupa, premiado pela Academia, é um aspecto naturalmente mais trabalhado mas que também cai facilmente no exagero, transformando por vezes os corredores de Versalhes em passerelles de moda.
A fotografia, quando associada a alguns espasmos por parte de Coppola, é dos poucos aspectos bem conseguidos.

O elenco sofre também.Kirsten Dunst faz de Kirsten Dunst. Naquela que podia ter sido a sua grande oportunidade, Dunst acaba por não se afastar do seu papel-tipo de jovem donzela (aqui um pouco mais literal, é certo), muito por culpa da já referida abordagem teen. Não foi desta para a jovem actriz, e a sua performance acaba por nos fazer desejar que apareça por lá o Homem-Aranha e a leve dali para fora.
Surpreendente é Jason Schwartzman que consegue roubar todas as cenas à rainha Dunst, sempre com uns maneirismos e uma postura muito pouco másculos, que acabam por abonar a seu favor.
Igualmente surpreendente é Steve Coogan, o companheiro de Ben Stiller em "Tempestade Tropical", e que se sai aqui muito bem e muito longe do registo cómico (leia-se paspalhão) de Stiller e companhia.

"Marie Antoinette" é claramente uma desilusão. Um filme aparentemente melhor do que na verdade é, e que é claramente prejudicado pela irritante e caprichosa visão da mimada Sofia Coppola, a quem deveria ter sido dada rédea mais curta e um orçamento menor.

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Transformers em stand-by



Venham mas é esses zombies!
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Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


E eis que finalmente terá início a rubrica Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo. O primeiro convidado desta minha rubrica é Bruno Cunha, recém-chegado a esta blogosfera cinematográfica, e responsável pelo blog Cinema as my world.
Fica então aqui o agradecimento ao Bruno e a exibição dos seus cinco maiores Guilty Pleasures.


5.º Lugar- Zombieland



Zombieland é um título bastante recente que visionei e posso dizer que conta na minha lista de guilty pleasures pois o filme é, basicamente, fácil entretenimento contudo, como um amigo uma vez me disse (o Rui), “adoro fácil entretenimento pois adoro desligar o cérebro” (ligeiramente reformulado) e é exactamente assim que zombieland tem de ser visto como um filme fácil que deixa muito por explicar mas, simplesmente desligar o cérebro e desfrutar do momento.


4.º Lugar- Jumper


Sempre adorei história de super heróis e superpoderes e foi assim que vi Jumper. Não é um filme excelente (longe disso) mas é um filme que gostei pois várias coisas estavam bem explicadas na história embora não fossem aproveitadas de forma mais potencial, enfim é um filme que aconselho a visionar pois eu gostei bastante.


3.º Lugar- Pathology

Pathology é um título que deu pouco que falar, no entanto, como pretendo ser patologista no futuro a fita despertou-me interesse. Longe está de ser um dia-a-dia de um patologista (espero eu) que em vez de apurar as causas de morte entra num jogo no qual o vencedor é aquele que consegue provocar uma morte e os membros do clube não consigam apurar as causas. Pathologist sofre uma reviravolta durante o filme contudo gostei do filme pelo facto de ter sido bastante explícito no seu conteúdo.


2.º Lugar- New Moon



New Moon está longe de ser, para mim, uma obra perfeita ou completamente viciante mas de facto surpreendeu-me bastante em vários aspectos especialmente face à evolução do 1º para este.
Este título apresenta-se fiel ao livro e com vários aspectos interessantes nomeadamente o slow motion e a banda sonora.
Revelou-se a meu ver uma obra bastante mediana embora com várias falhas comerciais.
De referir que agora no cinema já não se rasga um pedaço da camisola por causa de limpar o sangue, em vez tira-se a camisola e mostra-se os bíceps (quem viu o filme sabe do que me refiro).


1.º Lugar- The Butterly Effect



Butterfly effect é o meu maior guilty pleasure. Odiado por uns, adorado por outros. Felizmente eu concentro-me no segundo grupo pois não é só um filme que eu gosto, como é dos meus preferidos.
O filme transporta para uma essência de um mundo paralelo alheio a várias circunstâncias a fim de evitar outras tantas. Tirando o argumento que falha em vários aspectos, toda a obra merece ser contemplada e admirada pois é realmente uma obra única.
Também acrescentar que este filme tem três possíveis finais e devo dizer cada um mais surpreendente que o outro.


Abraços, espero que gostem da minha guilty pleasure e agradeço o convite ao Rui.
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Ainda a propósito d'O Senhor dos Anéis

Ainda não terminei. Tenho algo mais a mostrar.
Mais uma vez, não sou de publicar vídeos a não ser quando vale mesmo a pena. Fiquem com estes três e cuidado com os SPOILERS...

1- Super trailer da trilogia: Muita atenção, sobretudo, aos momentos entre os 2 minutos e 54 segundos e os 3 minutos e 5 segundos. Muito comoventes.
E já agora, alguém me sabe dizer que faixa musical é essa que toca nestes momentos?!





2- Como O Senhor dos Anéis devia ter acabado: Admitam lá que até faz algum sentido...





3-A melhor cena de toda a trilogia: Aqui na sua versão extendida, ainda melhor.


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O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei


Frodo, Sam e Gollum (Elijah Wood, Sean Austin e Andy Serkis) continuam a sua jornada em direcção à Montanha da Condenação para destruirem o Anel-Mestre, enquanto que todos os seus amigos lutam por eles.

Esperava menos de Peter Jackson. Não menos qualidade, pois essa ainda existe apesar de em menor quantidade e mais dissimulada. Esperava menos... bem, tudo o resto.
Esperava menos Frodo, menos batalhas, menos CGI, menos orquestração e, definitivamente, menos duração. Enfim, esperava menos palha. Esperava que Peter Jackson soubesse que quantidade não é sinónimo de qualidade. Esperava que Peter Jackson não tivesse espremido ao máximo o argumento.
Esperava outra coisa.

A trama de "O Regresso do Rei" divide-se facilmente em dois momentos:
1- A jornada do trio referido em cima.
2- As batalhas.

O primeiro momento é deplorável. Porquê? Por causa do retoque (retoque é dizer pouco, da verdadeira (agora sim) transformação) à "Titanic" que Jackson atribui a todas as cenas em que estão presentes Frodo e Sam. E assim, temos o nosso pobre Sam a fazer de Titanic e a ir vezes sem conta contra o icebergue Frodo, que agora mais do que nunca, brilha a fazer aquilo que faz melhor, não só como personagem na história mas também como actor no filme: nada. Ser um empecilho.
Para aqueles que gostam da obra de James Cameron, as cenas entre Frodo e Sam são um mimo. Eu respeito isso. Agora também peço que respeitem a minha opinião, quando digo que não suporto estas cenas menos conseguidas (estou a tentar a todo o custo afastar-me da palavra maricada (que não tem nada a haver com homossexualidade!) para não ferir susceptibilidades, mas começa a ser difícil), que acabam por ocupar meio filme e que para além de suscitarem em mim um misto de raiva e aborrecimento, danificam seriamente o resultado final.

As batalhas são mais um festival de CGI e figurinos do que outra coisa. Sim, são épicas. Sim, são magistrais. Sim, são espectaculares. Mas apenas para quem gosta de ver planos rápidos e atribulados de milhares de pessoas à porrada e cabeças a rolar, tripas a saltar e etc...
Mais uma vez, não me incluo nesta categoria. Eu cá sou daqueles pacóvios que gosta mesmo é de história, diálogo e coisas assim.

Pelo meio, existe uma meia-duzita (quando comparadas com a extensão das cenas de Frodo ou das batalhas, é uma meia-duzita) de cenas realmente importantes e/ou interessantes para a história, como a cena dos fantasmas ou o diálogo entre Gandalf e Pippin na varanda, mas nada de muito significativo.

E isto tudo para dizer o quê? Para afirmar que o Peter Jackson pode ser um sabidola, mas a mim não me engana. O que Peter Jackson faz em "O Regresso do Rei" é, nada menos, do que espremer até ao caroço um argumento que não tinha assim tanto para dar, que não tinha assim tanta história, e que apenas dava para uma hora e meia, e não três.
Mas Jackson escolheu o caminho mais longo. São escolhas. Uns gostaram, outros não. Para aqueles que não gostaram, como eu, o resultado está bem à vista (ou nem por isso, porque ainda existem aqueles que adormeceram com uma hora de filme quando o Frodo estava a levar o Anel para a montanha, e acordaram com duas horas de filme quando o Frodo ainda estava a levar o Anel para a montanha).
Já dizia o grande Jack Nicholson, que saiu da sala a 45 minutos do final do filme, ao pequeno (duplo sentido aqui) Elijah Wood: " Too many endings, man.". Não só finais, mas tudo. Demasiado tudo.

E isto leva-me a uma nova questão: já que Jackson quis fazer algo em grande (tamanho), porque não dividir (literalmente) a fita em duas partes, para não se tornar tão cansativa? Três horas e um quarto de filme? Não se justificava. Não se justificava nem em "As Duas Torres", quanto mais agora.

Quanto ao elenco, nem sequer me expressarei sobre Elijah Wood. Acho que aquela palavra de três letras, que começa por G e acaba em Y (mais uma vez, nenhuma alusão a Homossexualidade!!), expressa muito bem os meus sentimentos sobre este actor.
O resto do elenco é muito competente "como o costume". No entanto, tenho de me debruçar sobre alguns nomes em específico.
Para começar, Sean Austin, o elemento que contrabalança com Wood em todos os sentidos e que revela uma enorme segurança para a representação.
Ian McKellen também merece destaque, pois apesar de estar menos bem e mais "plástico" do que em "A Irmandade do Anel", tem um papel de grande relevância e uma interpretação de igual qualidade.
Também Viggo Mortensen é um verdadeiro herói, e um dos poucos que está ao nível do primeiro filme.

A nível técnico, como seria de prever não há uma falha a apontar. Apenas um destaque especial para a banda-sonora, que apesar de ser excessivamente usada, é uma das melhores alguma vez feitas para Cinema. Howard Shore está de parabéns e justifica o Óscar.

Uma nota ainda para a Versão Extendida do filme que, apesar de ser bem sucedida em brevíssimos momentos, acaba por não ter efeito práctico nenhum. Continua a existir o desiquilíbrio entre história para contar e tempo usado para a contar. Com uma diferença: agora são quatro (!!!) horas...

Como eu já disse, "O Regresso do Rei" tem qualidade. Tem um nível considerável de qualidade. Mas está perdida, algures naquelas mais de três horas de agonia (chega a ser uma agonia, em muitos momentos).
Para muitos, este é o auge da trilogia. Para mim, a coisa descambou um pouco. E porque assim é...

"We come to it, at last."

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