Descubram as diferenças

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Globos de Ouro 2009


Ora já recomposto (minimamente) do choque desta gala dos Globos de Ouro, aqui fica uma análise mais composta, categoria a categoria.


Melhor Filme de Animação ("Up- Altamente")

Ainda me passou pela cabeça que o entregassem a "Coraline e a Porta Secreta", mas a Pixar varre tudo novamente. Já se começa a tornar enjoativo, não?


Melhor Argumento ("Nas Nuvens")

Se até o próprio Jason Reitman admite que devia ter ido para Quentin Tarantino, quem sou eu para discordar?


Melhor Actriz Secundária (Mo'nique, por "Precious")

Não vi nenhuma das cinco nomeadas a actuar, pelo que apenas fiquei com um ligeiro desconforto, graças a uma leve sensação de que foi o chamado "contra-racismo" que premiou esta obra.


Melhor Actor Secundário (Christoph Waltz, por "Sacanas Sem Lei")

Apesar de ser obrigatória a premiação de Waltz, não deixa de saber a pouco.
No entanto, o alemão esteve muito bem no discurso de aceitação, todo ele à volta de um vocabulário muito especial e espacial (Globo de Ouro). Um dos momentos mais altos da noite, e certamente o mais humilde.



Melhor Actriz Comédia/Musical (Meryl Streep, por "Julie e Julia")

Mais uma vez não vi nenhuma das nomeadas, e apenas tenciono ver a performance de Meryl Streep em "Amar... É Complicado". Ainda assim, penso que aqui se caiu na regra do "à falta de melhor", pelo que não acredito que interpretações como as de Sandra Bullock em "A Proposta" ou Julia Roberts em "Dupla Sedução" sejam merecedoras de um Globo de Ouro.
Claro que Meryl Streep merece sempre qualquer prémio, ainda para mais quando o recebe como se fosse o seu primeiro.


Melhor Actor Comédia/Musical (Robert Downey Jr, por "Sherlock Holmes")

Gostei muito, muito mesmo. Ainda não conclui a visualização de "Sherlock Holmes", mas tenho a certeza que o prémio foi mais do que merecido, até como forma de preencher a falha do ano passado.
Até ver o filme de Guy Ritchie, terei de me contentar a (re)ver o discurso hilariante e elegante de Downey Jr., um dos momentos mais altos da noite.


Melhor Actriz Drama (Sandra Bullock, por "The Blind Side")

Se não deixa de ser surpreendente ver Bullock por estas andanças (drama/prémios), a sua vitória acabou por ser das mais previsíveis.
A curiosidade para ver "The Blind Side" adensa-se.


Melhor Actor Drama (Jeff Bridges, por "Crazy Heart")

Provavelmente a maior surpresa da noite. Ainda assim, é um grande regresso para Jeff Bridges (alguém falou em Mickey Rourke, há um ano?), e que acarreta um dado curioso: Downey Jr e Bridges, protagonistas de "Homem de Ferro", foram ontem premiados.


Melhor Realizador (James Cameron, por "Avatar")

Injusto, decepcionante, ridículo. Premiar Cameron pela overdose de efeitos especiais que conduziu em "Avatar" foi algo que eu sempre esperei que não acontecesse.
Ver o Globo escapar novamente de Tarantino é uma tristeza só superada pela qualidade do discurso de James Cameron, que por duas vezes fez questão de referir os seus problemas do foro urinário.


Melhor Filme Comédia/Musical ("A Ressaca")

Foi inesperado e pode estranhar-se, mas entranha-se bem. "A Ressaca" é de facto uma comédia bem sucedida e, pessoalmente, não me estou a recordar de nenhuma outra que merecesse o galardão.


Melhor Filme Drama ("Avatar")

Antes de mais, vamos lá ver uma coisa: atribuir a "Avatar" uma distinção com base na sua carga de dramatismo é ridículo. É para mim óbvia (apesar de me transcender) a necessidade de premiar a obra de Cameron.
Mas Melhor Filme Drama? O drama de "Avatar" é escasso, falso e por conveniência. Por favor, é um filme de Acção/Aventura, não um drama. Safava-se melhor como Comédia...
E claro que é extremamente injusto premiar esta palhaçada, deixando de fora o melhor filme do século (já para não falar dos outros candidatos, que tenho a certeza que, para além de se adequarem muito melhor na categoria dramática, terão muito mais qualidade).

Homenagem a Martin Scorsese

Foi sentida, justa e menos aborrecida do que a de Steven Spielberg no ano passado. Pouco mais a dizer.
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Ainda em estado de choque...


"Avatar"?!
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Globos de Ouro 2009

Previsões- "Estado de Guerra", "Julie e Julia", James Cameron, Jeff Bridges, Sandra Bullock, Daniel Day-Lewis, Meryl Streep ("Julie e Julia"), Christoph Waltz, Vera Farmiga, "Abraços Desfeitos", "Coraline e a Porta Secreta", "Sacanas Sem Lei" e "Avatar".

Preferências- "Sacanas Sem Lei", "A Ressaca", Quentin Tarantino, Robert Downey Jr., Christoph Waltz e "Sacanas Sem Lei".

Conclusão? Ainda me falta ver muita coisa de 2009...
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O Último Grande Herói


Danny Madigan (Austin O' Brien) é um jovem que prefere o Cinema à escola, mais concretamente as aventuras de Jack Slater (Arnold Schwarzenegger), um polícia durão e incorruptível. Enquanto assistia ao mais recente filme de Slater e munido de um bilhete aparentemente mágico, Danny é transportado para o mundo cinematográfico de Slater.

Acima de tudo e apesar das bases básicas e toscas, "O Último Grande Herói" representa um grande amor pelo cinema. Pode não ser o filme mais competente a nível técnico, argumentativo ou até mesmo interpretativo.

Mas é um filme que, para além de possuir a coragem e a determinação necessárias para satirizar a vaga corrente de filmes de acção dos anos 90 (o papel de Schwarzenegger é o caso mais concreto), assume momentos de pura genialidade.
Momentos estes que se personificam em alguns cameos brilhantes como os de Sharon Stone e Robert Patrick, ou as associações a "O Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento".

"O Último Grande Herói" não é simplesmente um guilty pleasure. É uma obra de puro entretenimento, um filme extremamente subvalorizado e (opinião pessoal) à frente do seu tempo.


-"I'll be back. Ah, you didn't know I was going to say that!
-That's what you allways say!
-I do?"

"This hero stuff has its limits."

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O Diabo Veste Prada


Andy Sachs(Anne Hathaway) é uma jovem que acabou de se formar e espera agora a oportunidade ideal para entrar no mundo da moda. A sua oportunidade chega como assistente pessoal de Miranda Priestly (Meryl Streep), a rainha do mundo da moda e o diabo em pessoa.

É um facto provado e já é inerente ao código genético de qualquer cinéfilo: Meryl Streep é uma senhora actriz. E não é uma senhora actriz qualquer. É a senhora actriz que conseguiu salvar este "O Diabo Veste Prada", filme banalíssimo e que apesar de passado no universo da moda, não tem nada que o destaque de tantos outros.

Meryl Streep- 5 Estrelas
"O Diabo Veste Prada"- 2 Estrelas
5-2=


"-You have no style or sense of fashion.
-Well, I...
-No, no. That wasn't a question."

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Beleza Americana


Num rico bairro nos subúrbios da América, acompanhamos o dia-a-dia de duas famílias aí residentes. O destaque vai para Lester Burnham (Kevin Spacey), um homem como outro qualquer que atravessa um grave crise de meia-idade.

"Beleza Americana" nunca me suscitou muita curiosidade. Não sei bem porquê, talvez porque esperava uma espécie de drama "à Oliver Stone", aborrecido e deprimente (a minha apreciação de "Revolutionary Road", também de Sam Mendes).
No entanto, lá decidi dar uma oportunidade a Mendes e companhia. E o resultado foi mais do que fabuloso, foi surpreendente a todos os níveis.

Antes de mais, "Beleza Americana" capta de imediato o interesse do espectador. A narração brilhante de Kevin Spacey faz prever imediatamente uma abordagem irónica e quase cómica (que apesar de não constituir toda a fita, é parte integrante principalmente na primeira fase), que fascina e repulsa ao mesmo tempo, apesar de nunca perder o interesse.
Passada esta sensação inicial, é então que Sam Mendes realmente deita mãos à obra e conduz um drama poderosíssimo, discreto, realista e (o mais importante) nada lamechas.
Assim, "Beleza Americana" torna-se uma experiência ímpar do ponto de vista emocional.

Tecnicamente, a fita é também irrepreensível. No entanto, penso que o factor mais invejável será a brilhante fotografia que arquitecta algumas dos melhores momentos cinematográficos que já vi. Também a banda-sonora pontua de forma magnífica, tornando inclusive o tema do genérico inicial quase lendário.

O elenco está também muito bem. Ainda assim, é a recriação brilhante de Kevin Spacey como Lester Burnham que merece os maiores elogios, e onde Spacey mostra aqui realmente do que é capaz, inclusive "engolindo" o seu Verbal Kint de "Os Suspeitos do Costume".
O restante elenco está também formidável, sendo que Chris Cooper também merece uma referência.

Podia concluir dizendo que "Beleza Americana" é um grande filme, tal como muitos grandes filmes que já vi. Mas "Beleza Americana" é sobretudo uma experiência soberba e inesquecivel, que transcende o simples conceito de cinema, como muito poucas que já vi.


"-Man, you are one twisted fuck.
-No. I'm just an ordinary guy with nothing to lose."

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Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


E agora com mais material, está na hora de começar a publicar com mais frequência as escolhas dos meus convidados.
Ora para marcar esta "nova era" (ou a primeira razão de que me lembrei para não dizer que era a vez deste convidado), nada melhor do que exibir as escolhas de um dos melhores bloggers desta blogosfera, o Tiago Ramos do Split Screen.


1. Doce Novembro (Sweet November)


Um dos argumento mais agradáveis, comoventes e doces de sempre. Mesmo a interpretação medíocre de Keanu Reeves, conjuga-se lindamente com a o charme que Charlize Theron transporta em todos os momentos do filme, mesmo os mais emocionais. Sweet November é um filme que puxa à lágrima facilmente e sobretudo feito para os eternos românticos. A banda sonora é subtil, mas poderosa, bem como a fotografia outonal que dá grande beleza ao filme.


2. O Amor Não Tira Férias (The Holiday)

Nora Ephron entrega-nos um filme simpático que, todo somado, se torna numa bela obra. A surpresa do elenco reunir Jack Black, Kate Winslet, Cameron Diaz e Jude Law rapidamente é confirmada pela qualidade das suas interpretações. O tema é banal, a história de amor também ela é comum, mas a verdade é que o ritmo de histórias cruzadas faz libertar muitos sorrisos, mesmo no cinéfilo mais sério. Mas também um dos temas principais do filme ser a própria paixão pelo Cinema, realização e escrita de argumentos, acaba por ser um dos motivos que me levam a gostar ainda mais do filme.


3. Música e Letra (Music and Lyrics)

É um filme carinhoso, light e divertido. O argumento remete-nos para a nostalgia dos anos 80 e o pop contagiante que se fazia ouvira na altura. A química entre Hugh Grant e Drew Barrimore é inegável e surpreendente. Não é o melhor que já se fez pelo género, mas é original e nostálgico. Um destaque para a divertida canção PoP! Goes My Heart.


4. A Duquesa (The Duchess)


Não é nem de longe um dos melhores do género já feitos, mas a verdade é que foi com este filme que acabei por começar a gostar mais de filmes de época.A Duquesa é um filme rico em vários sentidos. Os cenários são soberbos, bem como a maquilhagem, a fotografia e o guarda-roupa, mas também Keira Knightley apresenta um desempenho mais maduro e competente que o habitual. A força e energia que a personagem transmite são contagiantes, visto que a própria história original é por si própria instigante.


5. Push - Os Poderosos (Push)


É um filme bastante recente e um dos mais criticados, devido à inspiração óbvia na série televisiva Heroes. A verdade é que, ao contrário de muitos, encaro-o como uma interessante obra de entretenimento: a fotografia é vibrante, as cenas de acção bem filmadas e maioritariamente as personagens estão bem construídas. É um filme de puro entretenimento.
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Brand new guilty pleasure? Hope so!

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Grandes Prémios Cinemajb: Cena mais ridícula



O quê, era só uma cena? É que mais difícil do que encontrar a cena mais ridícula do ano, foi encontrar a cena mais ridícula de "Dragonball: Evolução". Como não consegui, optei por escolher todo o "filme" que não é nada mais do que um hino à insanidade mental, onde toda e qualquer cena é... é... ah sim, ridícula!
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