A Semana da Redenção!

E eis que finalmente chegou a semana pela qual tenho esperado, a semana em que presentearei os meus leitores (faço anos, mas os presentes vão para vocês) com o ritmo rápido de 4 a 5 posts diários a que vos habituei no Verão, aquando do "renascimento" do Cinemajb.

Por isso, já sabem: de 13 a 20 de Fevereiro, toca a passar por aqui. Muitos posts se avizinham.
E não se esqueçam de comentar!
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Zombies Party: Uma Noite... de Morte


Shaun (Simon Pegg) é um um falhado: tem um fraco emprego numa loja de conveniencia, o seu melhor amigo, Ed (Nick Frost), vive às suas custas, e a relação com a namorada Liz (Kate Ashfield), está por um fio.
Shaun precisa de mudar a sua vida, e parece estar à espera que algo aconteça. Algo aconteceu... uma súbita epidemia de Zombies, assola subitamente a Inglaterra.

Tivesse uma produção à altura da sua ambição, e este "Zombies Party: Uma Noite... de Morte" (título completamente aberrante, ainda mais quando comparado com o original) tinha sido revolucionário.

Infelizmente, a produção é de baixo orçamento, e apesar das várias tentativas por parte do realizador Edgar Wright em disfarçar este facto, a temática do filme exige algum gore. Quando este não consegue ser bem feito, é a credibilidade do filme que é posta em causa. O que é uma pena.

E se é certo que um pouco de britcom nunca fez mal a ninguém, apoiar todo um argumento (ou deverei dizer, falta dele) no humor britânico, provoca cansaço e aborrecimento, algo que à partida seria impensável numa comédia sobre zombies.

O clímax final valeu a meia estrela a mais que atribuo a "Zombies Party: Uma Noite... de Morte" (já tinha dito que é um título ridículo?), e deixa-nos ainda mais desgostosos por o restante filme não possuir a mesma qualidade.

Para o futuro? A brilhante premissa (embora mal concretizada), o elenco extremamente capaz (Simon Pegg é, para a comédia ou para o drama, um achado, e Bill Nighy (sim, ele aparece) nunca está mal) e um grande, grande poster.

E não, não é superior a "Bem-vindo a Zombieland".


"Who died and made you fucking king of the zombies?"

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Supremacia


Anos depois dos incidentes relacionados com a Treadstone, Jason Bourne (Matt Damon) tenta agora viver uma vida normal, na Índia com Marie (Franka Potente), conservando o anonimato.
Bourne fugiu dos seus problemas, mas estes parecem tê-lo encontrado, quando um hitman assassina Marie, motivando assim o seu regresso e vingança.

"Supremacia" tem clara e mais do que merecida supremacia sobre o seu antecessor, "Identidade Desconhecida", em todos os aspectos.
Na realização de Paul Greengrass, repleta de adrenalina e realismo (embora o conceito de câmara em cima do ombro, seja alvo de abuso)e que contrasta com o monótono trabalho de Doug Liman;
No argumento de Tony Gilroy, que nos oferece uma trama bem mais intensa, dramática e interessante, do que a anterior conspiração frouxa;
No elenco, onde um surpreendente Matt Damon supera largamente o registo catatónico do filme anterior, conseguindo uma interpretação fria e bem mais credível, e a inserção de Joan Allen apenas beneficiou o mesmo.

Uma aposta claramente ganha, esta de Paul Greengrass.


"It's what you are, Jason, a killer. You allways will be."

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The Incredibles-Os Super-Heróis


Em tempos, o nosso planeta era dominado por super-heróis e súper-vilões, adorados pelo população e incentivados pelos media. Mas isso era dantes, pois uma autêntica revolta da população contra os super-heróis, em grande parte causada pelo protagonista do filme, o Sr. Incrível, fez com que estes tivessem de se afastar.
10 anos passaram, e o Sr. Incrível, agora com a identidade de Robert Peach, tenta viver uma vida normal, "fazendo um seguro de cada vez". Robert é casado Helen Peach, em tempos a Mulher-Elástica, e pai de três crianças que herdaram as caracteristicas especiais dos pais.
Robert é infeliz na sua vida, e tenta constantemente reviver os seus tempos de herói, fazendo acções de salvamento que, frequentemente, acabam mal. Robert terá esta oportunidade, quando é contactado por uma misteriosa mulher, que lhe irá propor uma tarefa digna de um herói.

Se hoje em dia, ir ao Cinema é uma actividade que raramente pratico, o mesmo não acontecia há um punhado de anos atrás. "The Incredibles-Os Super-Heróis", foi um filme ao qual assisti, pela primeira vez, no cinema. As expectativas eram enormes... e igualaram certamente a decepção posterior. Deparei-me com uma obra aborrecida e fiquei impressionado (quase chocado) com a violência que o filme de Brad Bird continha (destaco a cena do assalto a que Robert assiste, ou a tortura que lhe é feita).
Ao longo dos anos, fui adquirindo alguma maturidade, e a minha opinião sobre "The Incredibles-Os Super-Heróis" foi-se alterando gradualmente.

Foi neste fim-de-semana, que tive oportunidade de fazer a derradeira análise a esta fita.
"The Incredibles-Os Super-Heróis" continua a ser, na minha opinião, o filme mais controverso já produzido pela Pixar. É aquele que tem um carácter mais adulto, personificado através da violência já referida (mantenho a minha opinião, embora já não me "choque") ou das (fantásticas) cenas de acção. Este carácter mais adulto acaba por ser uma faca de dois gumes, uma vez que "The Incredibles-Os Super-Heróis" incute no expectador (sobretudo o menos infantil) uma dose elevadíssima de entretenimento e adrenalina, mas também uma igual dose de aborrecimento, resultante de uma trama pouco ao alcance dos mais novos, bem como uma excessiva duração.

No entanto, aquilo a que a Pixar já nos habitou, está lá: grandes doses de humor, efeitos fabulosos, personagens magníficos (Edna Mode é deliciosa) e uma banda-sonora fantástica.

Acredito que, a continuar assim, a minha consideração relativamente a "The Incredibles-Os Super-Heróis" venha a aumentar. O que só corrobora a minha teoria de que este é o filme mais adulto da Pixar.


"It's showtime!"

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Nota de Redação 2

Ora, em jeito de conclusão a esta situação, aqui fica a opinião do meu colega David Martins, sobre todo o assunto.
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Grandes Prémios Cinemajb: Cena com mais acção


Só um génio como Quentin Tarantino conseguiria criar uma cena com mais de meia hora, que não só é das melhores da sua obra-prima, como também sofre de um crescendo de suspense e interesse, culminando numa troca de tiros que é tão memorável, quanto inesperada.

O materializar da genialidade.

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Grande Cena. Grande Actor. Grande Filme


Ver aqui


Crítica aqui
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Nota de Redação

Caríssimos leitores do Cinemajb,

Não sou,de todo, um novato por aqui. Há um ano e meio que batalho nesta blogosfera, tão repleta de qualidade, pelo meu lugar. Tenho-o, aos poucos e poucos e à custa de muito trabalho, conquistado-o, e não o quero deitar a perder por nada.
Tudo aquilo que escrevo, é honesto, independente e pelo prazer e dever de agradar a todos os meus leitores.

Quanto à iniciativa que anunciei há algumas horas atrás, anunciarei já o óbvio: já não existe. Não existe pela simples razão de não ter agradado aos meus estimados leitores.
A iniciativa demorou muito tempo a ser trabalhada e avizinhava-se um projecto muito interessante.
No entanto, e como hipocrisia não faz parte da minha personalidade, admitirei que pode ter algumas (sejamos francos, não me parece que seja um (que palavra tão feia, esta) plágio) semelhanças com uma iniciativa levada a cabo por outros blogues.
São acusações claramente infundadas, visto que a iniciativa ainda não tinha "arrancado", e posso garantir que eram bastantes as inovações que tínhamos para apresentar.
Obviamente que contesto algumas palavras menos simpáticas, mas acabo por compreendê-las.

É por isso mesmo que, de livre consciência e ainda sem a aprovação de alguns dos outros membros, me retiro desta história.
Retiro-me um pouco magoado, é certo, mas com a distinta sensação de que posso ter magoado também.
Por isso mesmo, apresento igualmente os meus sinceros e humildes pedidos de desculpas aos utilizadores que se sentiram indignados com esta situação.

Gostaria ainda de, respeitosamente, saber a opinião dos leitores sobre toda esta situação, nomeadamente aqueles que comentaram no post anterior.
Tenho ainda a esperança de que este episódio possa ser resolvido sem dissabores, e que o meu trabalho não seja denegrido por um episódio isolado.

Ou assim pensava eu, quando sou igualmente confrontado com acusações de plágio e de estabelecimento de problemas em outros blogues.
Isto deixou-me, de facto, chocado. Nunca pensei que me acusassem de tal e não acho correcto que este caso seja utilizado como motor para este género de afirmações.

Ainda assim, apelo novamente aos comentadores deste blogue para que se expressem neste sentido.
Estou, de facto, chocado.

Actualização- O apelo aqui feito aos leitores, pretende, sobretudo, perceber se existe, ou não, fundamento para as acusações de plágio generalizado, feitas contra o meu espaço.
Um dia se passou, e nenhum leitor se manifestou sobre a situação. E, se esta situação se mantiver inalterada, serei obrigado a presumir que as acusações são, de facto, infundadas e não espelham a opinião de todos os leitores (apesar de espelharem a opinião de alguns...).
E, a ser esse o caso, esta questão será totalmente ignorada.
Mas, a ver vamos. Não me querendo precipitar, apelo, mais uma vez, aos leitores, para que se manifestem sobre o caso isolado de ontem, bem como as já referidas acusações.



Rui Francisco Pereira

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Moon- O Outro Lado da Lua


Esta análise contem SPOILERS.

No futuro, o lado obscuro da Lua é também controlado pelos humanos, com o objectivo de extrair um minério especial capaz de produzir grandes quantidades de energia.
Numa estação espacial aí situada, apenas um homem, Sam (Sam Rockwell), acompanhado do computador GERTY (com a voz de Kevin Spacey), estão presentes para garantir o bom funcionamento da mesma. No entanto, Sam constatará que até a Lua é um local tão propício como qualquer outro para a auto-descoberta.

Haverá algum critério pré-definido que deva ser preenchido, para a classificação de uma obra como sendo de ficção científica? Serão os efeitos especiais? Ou talvez um grande orçamento? Quiçá a presença de uma equipa técnica invejável?

É que, a serem estes que referi, então "Moon- O Outro Lado da Lua" é um fiasco como sci-fi movie, graças aos seus efeitos grosseiros e banais (excepção feita às cenas com os "dois" Sams). No entanto, só alguém totalmente ingénuo acreditaria que o objectivo de Duncan Jones era elaborar um bom filme de ficção científica.

Nada disso. Na verdade, "Moon- O Outro Lado da Lua" é um fita com um carácter humano verdadeiramente impressionante, uma humildade louvável, e que instiga a uma reflexão do foro antropológico, social e filosófico, com uma profundidade e uma eficácia fenomenais.

A solidão é a única companheira de Sam Rockwell que, numa verdadeira tour-de-force, atinge uma das melhores interpretações do ano, optando por um registo que funde na perfeição a apatia com a angústia e a resignação.
É uma magnífica interpretação, e fica por perceber a falta de interesse, por parte da Sony, na recomendação do filme à Academia (factor que teve como consequência, certamente, a não nomeação de Rockwell para o Óscar de Melhor Actor).
Quanto a Kevin Spacey, está regular como a voz do computador GERTY, embora não atinga um registo especialmente memorável.

Mas é sobretudo o triunvirato entre a hipnótica banda-sonora, a penetrante fotografia lunar, e a já referida magnífica interpretação de Sam Rockwell, que personificam claramente a ambição de Duncan Jones.

Não fossem algumas arestas por limar, e Duncan Jones teria atingido a perfeição. Assim, fica-se "apenas" pelo grande filme que é "Moon- O Outro Lado da Lua".


"-I wanna go home.
-I know."

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8 Maneiras de Perder um Oscar...


Quanto mais alto o sobem... menos custará a queda. Porque apesar das suas portentosas e mais do que merecidas 8 nomeações, penso que falo por todos os fãs de "Sacanas Sem Lei" quando digo que todos nós mantemos bem os pés no chão em relação a esta questão.
Trocando por miúdos, a fita do mestre Tarantino será a grande derrotada da noite dos Oscars, e ninguém poderá alterar isso.

O vencedor da noite também já é mais do que sabido: Avaplágio... ah, quer dizer, "Avatar".
O maior caso de sobrevalorização dos últimos anos arrecadou nove insuficientes (a meu ver, que esperava aí umas quinze...) nomeações, e é até mesmo capaz de conquistar os nove carecas.

A maior questão é saber quem ficará pelo meio termo. Eu aposto em "Estado de Guerra", apesar de ainda não ter visto. Parece-me que é capaz de conquistar mesmo o Oscar para Melhor Realizadora, algo que me dava felicidade (antes ver o oscar escapar a Tarantino, do que novamente nas mãos de Cameron).

Não posso deixar de referir o grande upgrade desta cerimónia: os 10 "candidatos" ao mais cobiçado dos prémios. As aspas devem-se à ilusão da disputa, uma vez que apenas quatro ou cinco serão potenciais vencedores.

Só posso dizer duas coisas:
-Vai Christoph Waltz!
- Deixa lá, Quentin Tarantino...

Lista dos nomeados aqui.
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