Por isso, já sabem: de 13 a 20 de Fevereiro, toca a passar por aqui. Muitos posts se avizinham.
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É que, a serem estes que referi, então "Moon- O Outro Lado da Lua" é um fiasco como sci-fi movie, graças aos seus efeitos grosseiros e banais (excepção feita às cenas com os "dois" Sams). No entanto, só alguém totalmente ingénuo acreditaria que o objectivo de Duncan Jones era elaborar um bom filme de ficção científica.
Nada disso. Na verdade, "Moon- O Outro Lado da Lua" é um fita com um carácter humano verdadeiramente impressionante, uma humildade louvável, e que instiga a uma reflexão do foro antropológico, social e filosófico, com uma profundidade e uma eficácia fenomenais.
A solidão é a única companheira de Sam Rockwell que, numa verdadeira tour-de-force, atinge uma das melhores interpretações do ano, optando por um registo que funde na perfeição a apatia com a angústia e a resignação.
É uma magnífica interpretação, e fica por perceber a falta de interesse, por parte da Sony, na recomendação do filme à Academia (factor que teve como consequência, certamente, a não nomeação de Rockwell para o Óscar de Melhor Actor).
Quanto a Kevin Spacey, está regular como a voz do computador GERTY, embora não atinga um registo especialmente memorável.
Mas é sobretudo o triunvirato entre a hipnótica banda-sonora, a penetrante fotografia lunar, e a já referida magnífica interpretação de Sam Rockwell, que personificam claramente a ambição de Duncan Jones.
Não fossem algumas arestas por limar, e Duncan Jones teria atingido a perfeição. Assim, fica-se "apenas" pelo grande filme que é "Moon- O Outro Lado da Lua".
"-I wanna go home.
-I know."
