Tenho... de ver... isto...


Estou a atravessar uma fase Scorsese/Dicaprio doida.

"O Aviador" já cá canta e "The Departed-Entre Inimigos" vem a caminho.

Mas acho que só este "Shutter Island" me vai saciar.

E vocês, leitores, o que acharam da mais recente obra da dupla?
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Decepção



A fabulosa técnica animada não chega para fazer esquecer um argumento demasiado complexo.

Vem-me à memória o caso "Reino dos Céus".

Será que também existe uma Versão de Realizador de "A Viagem de Chihiro"?


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Herói (Parte II)


No entanto, é sem dúvida uma tarefa bem mais complexa a de enumerar todos os aspectos que me agradaram nesta fabulosa produção chinesa.

Antes de mais, "Herói" é portador de um argumento verdadeiramente transcencente que, utilizando a cultura oriental que lhe cai na perfeição, constituí um dos mais profundos hinos ao amor que já tive o prazer de visualizar em cinema. O romance não correspondido entre Espada Partida (Tony Leung) e Neve Voadora (Maggie Cheung) é de uma lealdade quase divina e apenas superada pelo profundo amor que Sem Nome (Jet Li) nutre pelo seu povo. Uma história de proporções épicas e magistralmente concebida.

A igualá-la estão valores de produção largamente acima da média, uma autêntica melodia visual merecedora dos maiores elogios.
Antes de mais, um dos melhores trabalhos de cinematografia que já vi. Paisagens captadas em toda a sua essência parecem pouco quando comparadas com a sabedoria e a destreza que Christopher Doyle demonstrou ao fazer uso de 4 cores para ilustrar as várias vertentes do relato de Sem Nome, e assim dar um novo significado à palavra "beleza".
Obviamente que o trabalho de Doyle nunca ficaria completo sem a complementaridade oferecida pelo maravilhoso guarda-roupa que, juntamente com a poética e hipnotizante banda-sonora, concluí o trio divino responsável por alguns dos momentos mais arrebatadores que a nobre 7.ª Arte já me mostrou.

Claro que os factores acima referidos não impedem "Herói" de ser igualmente uma obra de acção de cortar a respiração, graças aos seus duelos estimulantes e coordenados ao pormenor (embora fosse desnecessária a falta de realismo em alguns momentos).

E quer seja nos momentos mais serenos ou nas alturas mais tensas, também o elenco parece ter sido escolhido durante meses, já que todos os seus elementos (sim, estou a incluir Jet Li) obtêm performances inigualáveis. Infelizmente, os adjectivos começam a faltar, pelo que apenas reforçarei a ideia de que este é... fantástico.

Com o aproximar do fim desta análise a "Herói", estou perfeitamente convicto de que não lhe fiz qualquer justiça com estas palavras. Ainda assim, e se a minha opinião tem algum valor para qualquer dos leitores do Cinemajb, recomendo total e vivamente esta obra transcendente que é "Herói".
De preferência, a sua Versão Extendida, pela simples razão de conter mais 7 minutos de puro cinema.

Obrigado, Yimou Zhang.



N.d.R.- Consulta a primeira parte da crítica a "Herói" aqui.
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Previsível


No início, tudo estava muito renhido mas "A Viagem de Chihiro" acabou por conquistar 40% dos leitores do Cinemajb, que a elegeram como a melhor obra de Hayao Miyazaki.

Quanto a mim, direi apenas que já previa semelhante resultado, uma vez que esta é, de um modo geral e como se pôde constatar, a mais aclamada obra do realizador japônes.
Foi, aliás, com "A Viagem de Chihiro" que Miyazaki atingiu o climáx da sua carreira ao receber o Óscar para Melhor Filme de Animação.

Empatados no segundo lugar ficaram "O Castelo Andante" e "A Princesa Mononoke", duas obras que também serão analisadas e que reuniram 20% dos votos cada uma, e com 10% dos votos para cada ficaram "Ponyo à Beira-Mar" e "Kiki-Aprendiz de Feticieira", cujas respectivas análises estão disponíveis aqui e aqui.

Fica ainda a informação de que, devido a um pequeno erro pelo qual me desculpo desde já, o filme "Castle in the Sky" (alguém sabe o título português?) não foi incluído nas votações. Será, no entanto, analisado também.

Agradeço a todos os leitores por terem votado e aproveito para relembrar que a crítica a "A Viagem de Chihiro" estará disponível já para a semana.


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Actualização » Um Caso de Subvalorização « Actualização


À terceira, foi de vez. Agora não consegui ficar indiferente à qualidade intrínseca a "Golpe Quase Perfeito", um dos maiores casos de subvalorização que recordo.
Não tenho, no entanto, muita moral para me expressar sobre este assunto.

De facto, também eu subvalorizei (e de que maneira) esta interessantíssima fita de Lasse Hallstrõm, realizador de "Chocolate", e que nos presenteia com a melhor interpretação da carreira de Richard Gere.

No sentido de enfatizar isto mesmo, aqui anuncio que irei quebrar uma regra-base do Cinemajb, ao rescrever pela primeira vez uma crítica a um filme.

A actual crítica, podem espreitá-la aqui. Mas a sua validade é, agora, nula.
Servirá, temporariamente até ser alterada, como meio de comparação e constatação da minha evolução na escrita e maturidade cinematográfica.

Um caso de subvalorização que não podia ser ignorado.
Nova crítica brevemente.
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Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


Por vezes, não são precisas introduções. O JBM, responsável pelo Cineblog tratou disso mesmo.
Fiquem com os seus cinco maiores guilty pleasures.

...

Ela: Ontem às tantas da noite deu Mortal Kombat na TVI. Que porcaria de filme. Quando eras puto gostavas daquilo.
Eu: Pois... Sabes como são os miúdos. Não percebem nada de cinema.
Ela: Olha, estás com um ar cansado. Que olheiras são essas.
Eu: Deitei-me tarde. Só isso.
Ela: Não me digas que estiveste a ver o...
Eu: ... Não. Que disparate. Estive a pôr uma papelada em dia... Para o trabalho.
Ela: Mas hoje é Sábado.
Eu: É para a semana...

Porque gostar de cinema é muito mais do que gostar de bons filmes, o Cinema JB pediu-me que enunciasse os meus cinco prazeres proibidos. Aqui ficam... mas não contem a ninguém... tenho uma reputação a manter.


5º Home Alone


Basicamente é o Casablanca dos filmes de família. Tem piada, tem coração e tem o Joe Pesci num papel familiar. É o grande clássico natalício das televisões nacionais e todos os Natais vejo-o como se fosse a primeira vez.


4º Jingle All The Way


É um filme patético com um conceito patético e um Schwarzenegger patético. Não consigo perceber porque gosto disto.


3º Karate Kid III


Sempre que passa na televisão fico colado ao ecrã. Uma história de coragem, amor e justiça. Ou simplemente uma reciclagem do primeiro Karate Kid - que por sua vez era um Rocky para os mais novos - com um vilão ainda mais alucinado. Não tem um pingo de originalidade e os clichés (alguns inventados pela própria "saga") sucedem-se a um ritmo alucinante. Mas parto-me a rir sempre que Mr. Miyagi ensina o Daniel San a varrer. Sou uma criatura básica.


2º Rocky IV


Vamos lá ser sinceros. Haverá algum amante de cinema que não tenha uma cantinho secreto no seu coração para este clássico da Guerra Fria? Stallone contra Lundgren. Tenho tudo dito.


1º Mortal Kombat



Secretamente acredito que o Tarantino gostava de ser o Paul W.S. Anderson. Este rapaz é o único realizador do momento a fazer verdadeira série B. Em 1995 brindou a humanidade com aquele que é provavelmente o melhor filme baseado num videojogo (seguido de perto pelo Resident Evil, também do P.W.S.A e também um guilty pleasure) . Um argumento risível, diálogos parolos, efeitos especiais mal amanhados e muita porrada. Sem dúvida que conseguiu capturar a essência do videojogo.
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Estado de Guerra


A guerra, como conceito, nunca foi muito fácil de retratar. Existem inúmeros filmes que tentam fazê-lo, uns com resultados bem mais satisfatórios do que outros. Não é, portanto, um género cinemtográfico incomum. É, isso sim, um género de difícil concretização e algo saturado, a precisar desesperadamente de uma perspectiva diferente.

Kathryn Bigelow traz-nos a visão feminina da guerra do Iraque, uma visão completamente banal e muito, muito sobrevalorizada.
Não negarei que Bigelow elabora um pequeno milagre, sendo capaz das mais variadas proezas técnicas (como a fantástica cena inicial, em particular a explosão em slow-motion), apesar do modesto orçamento. Bigelow capta o pesado ambiente de guerra de uma forma muito realista e competente, justificando claramente a nomeação para o Oscar.

É precisamente devido à sua produção modesta que este "Estado de Guerra" merecia um argumento que lhe elevasse o estatuto, tal como "Moon-O Outro Lado da Lua". Tal não acontece, visto que o escrito da autoria de Mark Boal é insuficiente e incoerente.
O relato do dia-a-dia de uma equipa anti-bomba é apelativo de início, mas rapidamente se desvanece numa falta de originalidade decepcionante (três casos quase idênticos). Para tentar contornar esta dificuldade, criam-se histórias paralelas que vão desde uma missão de sniping totalmente aborrecida até uma conveniente e levianamente explorada relação pseudo-paternal.
Além disto, quer-me parecer que o pobre Boal não conhecia minimamente o assunto sobre o qual pretendia escrever, já que o trio militar que nos é apresentado não passa de um bando de inconscientes, perturbados e infantis (como aliás a maioria das personagens) que merecia nada menos do que uns largos meses na prisão militar.

Um outro factor que me desagradou foi a publicidade enganosa levada a cabo por "Estado de Guerra" que, tão ridícula quanto inexplicavelmente, exibiu os nomes de Guy Pearce, Ralph Fiennes e David Morse (os mais conhecidos elementos do elenco) como se estes fossem realmente actores no filme de Kathryn Bigelow. As performances dos três actores, somadas, perfazem um tempo de quê, 5 minutos? 10? Era totalmente escusada esta estratégia de marketing, com a agravante de "Estado de Guerra" se vangloriar constantemente do seu estatuto de filme independente.
Era escusado também retirar protagonismo ao verdadeiro elenco de "Estado de Guerra", que é comandado por um irrepreensível Jeremy Renner a revelar-se um achado na nobre arte da representação.

Não é uma proposta desprovida de qualidade, no entanto, "Estado de Guerra" revela-se mais um caso de sobrevalorização. No entanto, e visto que está na ordem do dia, adianto que é substancialmente melhor do que "Avatar".


"There's enough bang in there to blow us all to Jesus. If I'm gonna die, I want to die comfortable."

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Herói (Parte I)


Por vezes existem filmes assim. Filmes capazes de nos arrebatar de tal forma, pelos melhores ou pelos piores motivos, que uma análise escrita parece quase impossível sob pena de não fazer a mínima justiça ao produto em questão.

O produto em questão é um com o qual eu nada me identifico, confesso. Aliás, muito raramente me aventuro para fora do cinema americano. "Herói" é um filme chinês, obviamente ligado às artes marciais, e com um elenco totalmente asiático a ser encabeçado por Jet Li, cujas capacidades para a arte da representação não justificam a popularidade do actor.

Sendo assim, foi de forma muito relutante que assisti a este "Herói" (em grande parte incentivado pelas análises do Roberto Simões e do Ricardo Vieira), sempre na defensiva e sempre na certeza de que o resultado final me iria desagradar.

Por vezes, há que admitir estarmos errados. Esta é uma daquelas ocasiões e, com mais ou menos preconceitos ou simplesmente gostos desfocados deste género de Cinema, em momento algum em me atreveria a dizer que "Herói" é um mau filme.
Muito pelo contrário, a fita de Yimou Zhang e apadrinhada por Quentin Tarantino (uma surpresa para mim e que elevou de imediato o meu interesse pela mesma) possui um nível qualitativo superado por muito poucos dos filmes que já tive o prazer de ver.
Assim, torna-se substancialmente mais fácil referir os aspectos de "Herói" que não me conquistaram totalmente.

O primeiro é a realização do já referido Yimou Zhang. Não obstante o seu magnífico trabalho durante grande parte da obra, sobre o qual me expressarei mais à frente, Zhang falha, redondamente a meu ver, nas sequências de artes marciais ao abusar clara e constantemente do slow-motion, atribuindo-lhes uma conotação de cansaço e aborrecimento totalmente desapropriada e obviamente escusada. Não sei se reunirei muito consenso neste meu ponto de vista, mas estou absolutamente convicto do que digo: se no início, o efeito era agradável e permitia uma perspectiva mais panorâmica da acção, o exagero da técnica apenas prejudicou o resultado final.

Apenas um outro obstáculo impede a minha total apreciação de "Herói": a linha narrativa utilizada para apresentar a trama do filme. Eu, honestamente, compreendo-a. São escolhas, e a usada para o argumento de "Herói", ao estilo de filmes como "Os Suspeitos do Costume", nunca me agradou.
Não me consigo conformar sabendo que estão a ser gastos dezenas de minutos com informações que se vêm a revelar, total ou parcialmente, falsas. Não me agrada, não consigo gostar. Já para não falar das consequências de tal linha narrativa, nomeadamente alguma confusão (não foi o meu caso, mas com outros aconteceu). Era desnecessário.

Reitero, no entanto, que estes foram os únicos factores que não me agradaram na totalidade. Afirmar que não gostei de algo, neste fenomenal "Herói", seria mentir.
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I felt like watching a masterpiece



"-Has anyone told you play an agressive game?
-Has anyone told you have very sensual lips?
-Extremely agressive."
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Grandes Prémios Cinemajb: Melhor Personagem

3.º Lugar- "Hans Landa" (Christoph Waltz, em "Sacanas Sem Lei")


A leviandade com que Landa leva a sua "profissão", apesar da dedicação, impelem um sentido de humor tão perverso que apenas podemos associa-lo a um nome: Quentin Tarantino.
Depois de uma série de personagens deliciosamente insuportáveis, aqui fica mais uma.


2.º Lugar "Tallhassee" (Woody Harelson, em "Bem-vindo a Zombieland")

Quer seja nos papéis mais propícios (o desastrado agente de "Golpe no Paraíso"), quer seja nos menos prováveis (o... whatever de "2012"), Woody Harelson sempre foi capaz de deixar bem vincado o seu carisma.
Quando o soltam no meio de zombies, o resultado é uma verdadeira delícia.


1.º Lugar- "Rorschach" (Jackie Earle Haley, em "Watchmen- Os Guardiões")

Com o hype (merecido) à volta do Landa de Waltz, todos se parecem ter esquecido da magnífica recriação levada a cabo por Haley, na fita de Zach Snyder.
Um personagem sombrio, profundo e extremista. Numa palavra: inesquecível.
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