Grandes Prémios Cinemajb: Surpresa do Ano

3.º Lugar- "Underworld:A Revolta "


""Underworld:A Revolta" é um filme que pode, deve e merece ser visto como uma obra individual, independente do (...) original"

Crítica completa aqui.


2.º Lugar- "Watchmen-Os Guardiões"


"Fiquei verdadeiramente impressionado com a excelência visual do filme"

Crítica completa aqui.



1.º Lugar- "Moon-O Outro Lado da Lua"


""Moon- O Outro Lado da Lua" é uma fita com um carácter humano verdadeiramente impressionante, uma humildade louvável, e que instiga a uma reflexão do foro antropológico, social e filosófico, com uma profundidade e uma eficácia fenomenais."

Crítica completa aqui.
Read more

Uma das melhores cenas iniciais que já vi!

Já era para fazer referência a este brilhante momento de Cinema e agora, apanhando a "boleia" do Samuel Andrade, parece-me o momento ideal.

O filme é "Operação Swordfish", uma fita de grande acção, datada de 2001, com um elenco de luxo que inclui nomes como John Travolta ou Halle Berry, e cuja crítica pode ser visitada aqui.

Para o futuro? O estilo de John Travolta, a substância do seu monólogo e a espectacularidade da explosão.

Vejam os primeiros 5 minutos de "Operação Swordfish" e deliciem-se!

"You know what the problem with Hollywood is? They make shit. Unbelievable, unremarkable shit."





Read more

Banido! O produtor, não o filme


O malogrado produtor de "Estado de Guerra", acusado de conduta incorrecta, já conhece a sua sentença: será banido da cerimónia dos Óscars que decorrerá este Domingo.

A minha opinião? Uma punição branda, dentro das possibilidades que a Academia tinha à sua disposição, mas mais do que adequada à acção em si que, a meu ver, não é assim tão grave quanto isso.

Ah, é verdade: Força "Sacanas Sem Lei"!
Read more

Malcolm X


Todos nós sabemos o quão difícil é transpor para a grande tela toda uma vida. Mesmo que condensado, algumas vezes com bons resultados ("Homem na Lua"),um filme biográfico exige uma perícia e uma dedicação que poucos possuem, ou uma limitação pré-estabelecida ao exercício biográfico ("Invictus").
É um género de difícil concretização e que, a meu ver, vive do argumento.

Aqui reside o principal problema de "Malcolm X". O argumento, escrito a quatro-mãos por Spike Lee e Arnold Perl, é pouco coeso, desequilibrado e muito, muito aborrecido.
São retratados meros excertos da vida do protagonista, na maior parte das vezes com um ténue elo de ligação, e quase sempre desinteressantes. A excessiva duração também não ajuda.

Culpas no cartório também para Spike Lee, agora na realização, a fazer um trabalho monótono e a revelar os seus complexos racistas ao invés de sensibilidade artística. Trabalho este que pode ser caracterizado por uma palavra: inexperiência.

Noutras vertentes técnicas, a banda-sonora e o guarda-roupa pontuam, a sonoplastia e a montagem não.

O elenco é encabeçado por um brilhante Denzel Washington que, com uma das melhores interpretações da sua carreira e justamente premiada com a nomeação para o Óscar de Melhor Actor, carrega o filme às costas. É, aliás, o único membro que merece destaque.

No final, a sensação com que se fica após a visualização de "Malcolm X", é a pior possível para um filme biográfico: era mesmo necessário fazer um filme sobre Malcolm X? E, já agora, terá sido Spike Lee a pessoa mais indicada para o fazer?


"I will not touch the white man's poison; his drugs, his liquor, his swine, his women."

Read more

Grandes Prémios Cinemajb: Melhor Banda-Sonora

3.º Lugar- "Moon-O Outro Lado da Lua"


"Mas é sobretudo o triunvirato entre a hipnótica banda-sonora, a penetrante fotografia (...) e a (...) magnífica interpretação de (...) Rockwell, que personificam claramente a ambição de Duncan Jones."
Crítica completa aqui.


2.º Lugar- " Watchmen-Os Guardiões"

"Destaque (...) para uma excelente banda-sonora, com fantásticas canções como "The Times they are A-Changing", de Bob Dylan."

Crítica completa aqui.


1.º Lugar- "Sherlock Holmes"


"A destacar-se pela positiva está a banda-sonora de Hans Zimmer, divertida e apropriada à época representada (...)."

Crítica completa aqui.
Read more

Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


A juntar-se ao agradecimento óbvio por ter aceite o meu convite, manifesto também a minha gratidão ao Samuel Andrade, autor do Keyse Soze's Place, por me ter facilitado a vida na elaboração deste post.
Assim é que é, Samuel!


1. O ÚLTIMO GRANDE HERÓI (1993), de John McTierman



Ridicularizado, menosprezado e esquecido até à medula: foi este o saldo de O ÚLTIMO GRANDE HERÓI aquando da sua estreia e estes sinónimos tornaram-se num rótulo do qual o filme nunca se descolou. Contudo, foi conquistando, ao longo dos anos, um considerável número de fãs (incluindo eu) que se rendeu às suas cenas memoráveis e desenfreado sentido de auto-ironia. Arnold Schwarzenegger troçando da sua própria imagem? O Cinema de grande orçamento made in Hollywood a fazer pouco de si mesmo? A propositada abundância de clichés narrativos e erros de continuidade de uma ponta à outra do filme? Não serão motivos suficientes para se encarar O ÚLTIMO GRANDE HERÓI como algo de único e especial?

Tendo em conta a quantidade de produções menores que, actualmente, obtêm sucesso imediato sem reservas, continua a espantar-me o falhanço crítico e comercial deste filme. Com John McTierman, um dos melhores realizadores de acção (
CAÇA AO OUTUBRO VERMELHO, 1990), ao leme das operações, uma irrepreensível interpretação de Charles Dance e Ian McKellen a surgir num divertido cameo como a personagem da Morte de O SÉTIMO SELO (1957, Ingmar Bergman) que emerge literalmente do ecrã de uma sala de cinema, poderia ocupar todo este espaço com as razões para admirar O ÚLTIMO GRANDE HERÓI.

2. OPERAÇÃO SWORDFISH (2001), de Dominic Sena



Dos filmes cujos percursos ficaram imediatamente afectados pelo 11 de Setembro de 2001, OPERAÇÃO SWORDFISH foi o que mais "danos colaterais" registou. A seu favor, tinha produção de Joel Silver, "mago" das super-produções de Hollywood, um elenco de alto calibre (John Travolta, Hugh Jackman, Don Cheadle e, sobretudo, Halle Berry a ocupar a vaga de femme fatale com pouca ou nenhuma roupa), diálogos que podiam muito bem ter sido dactilografados por Quentin Tarantino e sequências de acção quase "orgiásticas" nos seus índices de devastação urbana. Com todos estes ingredientes, o que poderia falhar?

Obviamente, o contexto temporal da sua estreia não foi o mais favorável à sugestão de planos ultra-secretos para derrubar estados que acolhem terroristas como refugiados políticos ou visões de prédios a explodir com contornos demasiado semelhantes aos observados nas Torres Gémeas em 2001 — como resultado, OPERAÇÃO SWORDFISH "desapareceu" rapidamente de circulação. Deste modo, privou-se uma franja considerável de espectadores de um dos actioners que mais empreendeu na difícil tarefa de aliar um argumento coerente com a pura adrenalina ilógica das suas sequências de acção.

3.
G.I. JANE — ATÉ AO LIMITE (1997), de Ridley Scott



Antes de qualquer consideração, atentemos ao estado da carreira de Demi Moore na época em que G.I. JANE — ATÉ AO LIMITE estreou. Era a actriz mais bem paga e rainha da controvérsia de Hollywood. "Fresca" do sucesso e (sobretudo) polémica que STRIPTEASE gerara, Moore embarcou neste drama militar, sobre as hipóteses do factor girl power no seio do universo machista dos Fuzileiros norte-americanos, disposta a tudo: rapou o cabelo (acto que lhe "engordou" o salário), aumentou a sua musculatura e vociferou algumas das linhas de diálogo mais improváveis para uma actriz do seu estatuto — sendo "Master Chief... suck my dick!" a mais infame de todas.

Mas G.I. JANE — ATÉ AO LIMITE não é um 'guilty pleasure' apenas pela presença de Demi Moore. Ridley Scott aposta sempre muito no visual dos seus filmes, tornando-os atraentes até para os tecnicamente mais leigos, e o filme demonstrou a emergência do talento de um actor escandinavo-americano chamado Viggo Mortensen, que viria a afirmar-se na trilogia de Peter Jackson
O SENHOR DOS ANÉIS (2001, 2002 e 2003).

4.
DELÍRIO EM LAS VEGAS (1998), de Terry Gilliam



Antes de Terry Gilliam conceber a sua adaptação ao grande ecrã, já eu conhecia e prezava o livro de Hunter S. Thompson, considerando-o como uma daquelas obras totalmente "infilmáveis". Pois bem, o ex-Monty Python provou o contrário ao escolher Johnny Depp (Raoul Duke, um caricatural sósia do romancista) e Benicio Del Toro (no papel de Dr. Gonzo, o inflado advogado do protagonista) para conceber uma das películas mais curiosas e representativas sobre acid trips e excessos característicos de Las Vegas.

DELÍRIO EM LAS VEGAS é inteiramente filmado através de constantes e surpreendentes representações de alucinações e os esquizofrénicos close-ups, registados com lentes angulares, transformam as personagens em desenhos animados, transmitindo-nos a sensação de que a película decorre num País das Maravilhas adequado para "Alices" sem pavor de caírem na toca do coelho. Para além disso, o filme é povoado pelo mais interessante elenco de cameos de que há memória, com fugazes aparições de Tobey Maguire, Gary Busey, Ellen Barkin, Christina Ricci, Cameron Diaz, Harry Dean Stanton e o próprio Hunter S. Thompson. No final, tanto o livro como o filme parecem ser uvas da mesma casta...

5.
O ÚLTIMO A CAIR (1996), de Walter Hill



O ÚLTIMO A CAIR é vagamente baseado no clássico YOJIMBO, O INVENCÍVEL de Akira Kurosawa (que já havia sido reinterpretado por Sergio Leone em POR UM PUNHADO DE DÓLARES). Enquanto que a história original abordava temáticas como a honra e a paz, Walter Hill apostou num 'western do puro e do duro', ofegantemente dominado pela poeira tórrida do deserto norte-americano e a apatia expressiva de Bruce Willis no papel de um solitário que decide, pelo mero prazer de sentir a combustão da pólvora em revólveres, terminar com a luta entre os grupos rivais que avassala a cidade texana de Jericho.

A acção é súbita, explosiva, violenta e quase caricata — uma visão típica dos westerns produzidos nos anos 90 e são exemplos disso
RÁPIDA E MORTAL (1995, Sam Raimi) ou HOMEM MORTO (1995, Jim Jarmusch) — e a sequência que destaco de O ÚLTIMO A CAIR demonstra essas características. Se somarmos que o vilão principal é interpretado por Christopher Walken (nenhum actor consegue entrar tão facilmente em "modo automático" de antagonismo como ele), estão reunidas todas as condições para um dos 'guilty pleasures' que revejo com mais frequência e admito, muitas vezes, encará-lo como uma referência para o renascimento contemporâneo do género «Oeste Selvagem».
Read more

A Viagem de Chihiro


Esta análise contém SPOILERS.

"A Viagem de Chihiro" é, provavelmente, o mais belo filme de animação que já vi. É o ponto mais alto da carreira de um génio do audiovisual (já me mentalizei que Hayao Miyazaki é, nestas duas vertentes (aqui fica uma palavra à fenomenal banda-sonora), genial), um triunfo a nível técnico e que garantiu ao veterano Miyazaki o Óscar para Melhor Filme de Animação (distinção merecida, refira-se).

Aqui, excepcionalmente (pelo menos de acordo com o que já vi), Miyazaki funde a típica animação manual com alguns retoques digitais que apenas embelezam mais o que, por si só, já é magnífico. Mais do que utilizar é saber utilizar bem, e Hayao Miyazaki serve-se do complemento digital, apenas e só, quando estritamente necessário.
E o efeito é quase indescritível. O melhor mesmo será recordar aquela que é, a meu ver, a mais bem conseguida cena animada de "A Viagem de Chihiro", e que se trata do momento em que Chihiro segue Haku por entre um magnífico corredor de rosas.
Linda, lindíssima cena. Lindo, lindíssimo filme.

É portanto ainda mais frustrante constatar que Hayao Miyazaki continua a não obter o pleno, falhando assim em elevar "A Viagem de Chihiro" à categoria de obra-prima animada, ainda para mais quando tinha todas as possibilidades (e expectativas da minha parte) para o fazer.
Aqui, ao contrário do que aconteceu em "Kiki-Aprendiz de Feiticeira", onde pouco havia para contar, existe... de mais para contar. O facto é que o argumento acaba por tropeçar em si próprio e precipitar-se no seu climáx, revelando as fragilidades que queríamos ignorar até aí.

Falo, concretamente, da volta que sofre "A Viagem de Chihiro" a partir do encontro de Chihiro com a forma-dragão de Haku. A acção passa a assumir um ritmo extremamente e incompreensivelmente rápido, é-nos apresentada demasiada informação (personagens novas, relato de actos passados, e a própria temática que dificulta uma compreensão imediata, já que existem transformações, mudanças de forma e personagens fisicamente semelhantes) e dado pouco tempo para a digerir.

De repente, "A Viagem de Chihiro" chega ao fim e apenas restam as óbvias questões provocadas pelos buracos e incoerências do argumento:
"-Qual é a função do Sem-Face em toda a história? Quais as suas origens? Porque razão come três pessoas e muda radicalmente de temperamento?";
"Qual a função do espírito do rio? Perderam-se 20 minutos de filme no banho, porquê? Para poder dar a Chihiro aquele alimento? Só isso?";
-"Como é que Zeniba, ao contrário da sua irmã Yubaba e após pouquíssimo tempo, é tão simpática com Chihiro e companhia? A mesma Zeniba que nem hesitou em transformar o sobrinho, o bebé gigante, num rato?"

-"E qual é, afinal, a relação entre Haku e Chihiro? De amor? De amizade? É passado? Presente?"

Meros exemplos mas que ilustram bem o meu ponto de vista. Quanto mais não seja, e de uma perspectiva optimista, "A Viagem de Chihiro" precisará sempre de uma segunda visualização.



Read more

Estado de Guerra pode ser afastado da corrida aos Óscares


Parece que vamos ter muitas surpresas nesta última semana antes dos Óscares.
No seguimento do email enviado por um dos produtores de "Estado de Guerra" aos membros da Academia de Hollywood, que enaltecia a obra de Kathryn Bigelow e denegria outros candidatos como "Avatar", este pode ser alvo de punições graves por parte dos membros da Academia.

Punições estas que podem ir da não atribuição do prémio ao produtor em questão, caso "Estado de Guerra" ganhe o Óscar de Melhor Filme, até ao afastamento da fita dos candidatos ao Óscar.
Vai ser uma semana animada, vai...
Read more

Tenho... de ver... isto...


Estou a atravessar uma fase Scorsese/Dicaprio doida.

"O Aviador" já cá canta e "The Departed-Entre Inimigos" vem a caminho.

Mas acho que só este "Shutter Island" me vai saciar.

E vocês, leitores, o que acharam da mais recente obra da dupla?
Read more

Decepção



A fabulosa técnica animada não chega para fazer esquecer um argumento demasiado complexo.

Vem-me à memória o caso "Reino dos Céus".

Será que também existe uma Versão de Realizador de "A Viagem de Chihiro"?


Read more
Related Posts with Thumbnails