E contra todas as expectativas...


Adorei!

Fantástica obra-prima, com uma fotografia soberba e uma realização magistral.

Longo? Cansativo? Personalidade desinteressante? Não devem ter visto o mesmo filme que eu...


It's the way of the future.
Read more

Afinal...


Não digo que seja uma obra-prima, nem sequer uma das melhores propostas do género mas... caramba, já vi bem pior!

A sobrevalorização levou à subvalorização...
Read more

Family Guy apresenta: A Guerra das Estrelas


Os Griffin estão a ver televisão numa noite como outra qualquer quando se dá um corte na luz. Sem nada para fazerem, é então que Peter se lembra de contar uma história "de acção, intriga e da esperteza necessária para ficar com os direitos de merchandising": a história de Star Wars...

Mas quem diria que a junção de dois objectos de culto que não me enchem as medidas, Family Guy e Star Wars, pudesse resultar num verdadeiro hino à comédia.

Está garantida a boa-disposição numa fita que não deixa que simples pormenores, como a duração ou o facto de ser animada, lhe retire as verdadeiras qualidades, como a determinação e a inteligência necessárias para tornar esta obra em algo que, se ainda não o é, muito não faltará: um verdadeiro filme de culto.



São tantas as frases geniais presentes no filme que seria um crime publicar uma e deixar as outras de fora.

[Re-apreciação feita a 29/03/10]
Read more

60 Segundos


Memphis Raines(Cage) foi em tempos o maior ladrão de carros do mundo, mas agora está retirado. Contudo, quando o seu irmão Kip(Ribisi) é apanhado numa dívida de morte, Memphis só tem uma maneira de lhe salvar a vida: roubar 50 automóveis numa só noite.

Ora aqui está o verdadeiro cinema de acção! Qual "Velocidade Furiosa" qual quê. "60 Segundos" é o "pai" dos filmes de acção modernos, como o já referido ou outros como "Correio de Risco" e até mesmo "Ocean's Eleven", e claramente superior à maior parte das fitas que se vêm agora.

Um argumento coeso, simples e directo, uma realização despretensiosa e descontraída (apesar de Angelina Jolie ser mal aproveitada), uma banda-sonora à altura e, claro, um elenco de luxo (ainda para mais sendo o tipo de filme que é):

Nicolas Cage (ainda) a grande nível, Robert Duvall num dos seus últimos bons papéis e um igualmente excelente Giovanni Ribisi.O que mais se pode pedir

Só tenho pena que a recta final de "60 Segundos" seja cliché, manchando um pouco o filme, e Jolie esteja aquém do esperado, quer em termos interpretativos quer em termos de protagonismo.

Fica ainda por explicar o título da obra, tanto o original como o ainda mais redutor título português.

Mas gostei imenso. Entretenimento de qualidade, com valores familiares bem assentes. Vale a pena.


"- I have four days to deliver fifty cars, and I have no cars.
-That's another problem.
-Is a another problem, isn't it? It's about me delivering fifty top hand cars because I said I would. Because if I don't, my south american friend goes somewhere else from now on and that's not good, it's an humiliation, because I'm the asshole who said it could deliver. Am I an asshole? Do I look like an asshole?!
-Yeah..."

[Re-apreciação feita em 29/03/10]

Read more

Amigos do Alheio


Ridley Scott é uma verdadeira força da natureza, um dos realizadores mais talentosos da actualidade e responsável por um punhado de obras-primas. Mesmo quando aponta, aparentemente, mais baixo (como, por exemplo, em "Um Ano Especial"-crítica aqui), Scott consegue sempre elaborar excelentes propostas.
"Amigos do Alheio" é um novo exemplo disso mesmo, um pequeno tesouro à espera de ser descoberto e um filme capaz de rivalizar, com orgulho, com qualquer outra obra do realizador.

Fundindo ,na perfeição, a premissa cómica com os apontamentos dramáticos, Ridley Scott dirige com mestria e segurança esta história insólita e francamente interessante. Utiliza uma fotografia visualmente estimulante, um trabalho de câmara desconcertante mas concordante com o personagem de Nicolas Cage (destaquem-se, igualmente, as inovadoras filmagens em primeira pessoa ) e, claro, volta a rodear-se de um fantástico elenco.

Nicolas Cage está fabuloso. Tem, provavelmente, a melhor interpretação da sua carreira como o instável vigarista Roy Waller, adoptando todos os tiques e características de alguém psicologicamente afectado. É cómico na sua abordagem e dramático na sua essência. Fabulosa interpretação a recordar o Melvin Udall de Jack Nicholson (em "Melhor É Impossível"-crítica aqui).
A contracenar com Cage está Alison Lohman, actriz-revelação que emana uma confiança notável enquanto começa por conduzir um retrato credível de uma típica adolescente, apenas para, mais tarde, revelar o seu portentoso talento dramático.
Por fim, Sam Rockwell. Sam Rockwell faz o costume e obtém mais uma excelente interpretação, maioritamente cómica e que dá ao espectador tanto gozo assistir, como deu, certamente, ao actor fazer.

Lamento, por isso mesmo, que "Amigos do Alheio" não atribua tanto protagonismo ao actor como eu gostava. Acaba por existir um desvio dos golpes levados a cabo pelos dois homens para uma focalização na filha de Roy. Concluímos assim que a trama principal é mesmo a segunda, no entanto, não deixa de ser ligeiramente prejudicial para Rockwell.

Mas não há como enganar: "Amigos do Alheio" é uma proposta extremamente interessante e um dos melhores filmes de Ridley Scott.


"You're not a bad guy, you know. You're just not a very good one."

Read more

Shaft/Lucky Numbers


Admitamos, Samuel L. Jackson é possuidor de um carisma como poucos, mas desde 1994 (ano em que interpretou Jules Wintfield, na obra-prima "Pulp Fiction"-crítica aqui) que se tem mantido constantemente no mesmo registo: o de bad motherfucker.É um facto.

Não que L. Jackson faça mal este género de papel. Não que o contexto não mude um pouco, de filme para filme. Não que não existam excepções, como a brilhante performance em "O Protegido" (crítica aqui).
Mas, no geral, Samuel L. Jackson tem estado sempre a desempenhar o mesmo papel em toda a sua carreira, papel este que tem vindo a constituir um desafio cada vez menor.

Vejamos agora este "Shaft": suposta (o nome é apenas uma desculpa para utilizar o tema musical de Isaac Hayes) homenagem/remake ao filme dos anos 70, mas nada mais do que uma nova oportunidade para ver Samuel L. Jackson a fazer de, surpresa das surpresas, bad motherfucker! Com um distintivo e um fato Armani, mas um bad motherfucker na mesma.

Um bad motherfucker que acaba por ser engolido por um perturbador Christian Bale, que merecia mais tempo de antena se o argumento não se tivesse perdido, e um surpreendente Jeffrey Wright.

Quanto ao filme em si, e depois desta dissertação, digo: é um filme de acção banalíssimo, como existem por aí aos milhares. Vale pelo elenco e pelo oportunismo...


"You know me. It's my duty to please that booty!"




"Lucky Numbers" é um dos filmes menos conhecidos da carreira de John Travolta. Não chegou, aliás, a estrear no nosso país, tendo sido ignorado, um pouco por todo o mundo, até ao momento em que foi desculpa para dar a Travolta o Razzie de Pior Actor.

Assim, penso ser necessária uma ligeira contextualização. "LucNegritoky Numbers" é uma comédia datada de 2000, realizada por Nora Ephron (a mesma de "Julie & Julia"), e baseada num escândalo de lotaria ocorrido nos anos 80.
O seu elenco é encabeçado por John Travolta e suportado por Lisa Kudrow ("Uma Questão de Nervos"-crítica aqui), Tim Roth, Bill Pulman e, veja-se, Michael Moore.

Sinceramente, achei piada a este "Lucky Numbers". Quer dizer, "achei piada" talvez não seja a melhor forma de me expressar, já que
Nora Eprhon, mesmo com as personagens mais promissoras, insiste em afastar-se do humor. E exigia-se também mais alguma duração de forma a evitar o atrofiamento de toda a informação que nos é dada, perto do final.

Mas, no geral e muito graças a John Travolta (que é o melhor do filme) "Lucky Numbers" acaba por se revelar uma proposta bem superior ao esperado.


"As our Jewish friends say: Enjoy."

Read more

Grandes Prémios Cinemajb: Melhor Argumento

3.º Lugar- "Amar... É Complicado"


"Portador de uma premissa interessante e de um desenvolvimento assaz credível e bem estruturado (...) somos presenteados com momentos hilariantes, como, por exemplo, a visão de uma Meryl Streep totalmente drogada!".

Crítica completa aqui.


2.º Lugar- "Moon- O Outro Lado da Lua"


"Uma fita com um carácter humano verdadeiramente impressionante, uma humildade louvável, e que instiga a uma reflexão do foro antropológico, social e filosófico, com uma profundidade e uma eficácia fenomenais."

Crítica completa aqui.


1.º Lugar "Sacanas Sem Lei"


"o argumento de "Sacanas Sem Lei" prima pela coragem necessária para satirizar um dos piores períodos da história(...) Tarantino joga com as nossas emoções de uma forma sobre-humana (...) a riqueza linguística de "Sacanas Sem Lei" (...), símbolo de uma determinação tão forte que apenas estabelecerá um limite para Quentin Tarantino: o Céu"

Crítica completa aqui, aqui e aqui.
Read more

Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


Tempo agora de conhecermos os cinco maiores guilty pleasures do Alex Supertramp, autor do ainda recente e promissor O Homem das Pipocas.


5º - Bone Collector


Um thriller/policial que conta com as prestações de Denzel Washington e de Angelina Jolie. nos principais papéis. Este filme marcou os meus tempos de pré-adolescência, na altura achava-o um filme quase perfeito, agora que cresci sei que não é bem assim, de todo mas ainda o consigo apreciar bastante embora as suas imensas falhas.


4º - EuroTrip


Esta comédia para adolescentes é um pouco parva. Mas como as vezes uma pessoa gosta de desligar o cérebro e apreciar todos os clichés que existem resolvi colocá-lo aqui no 4º posto.


3º - Hollow Man


O que dizer acerca de um filme que fala sobre um cientista que descobre uma maneira de ficar invisível mas não conseguindo voltar ao normal começa a ficar tolo e a matar os seus colegas de pesquisa. Depois deste pequeno sumário já dá para perceber que o filme não é lá muito bom, mas é impressionante que sempre que está a dar na tv eu tenho de ver é impressionante.


2º - Mr. Deeds


Este filme é engraçado mas depois de me lembrar de uma determinada cena tive de o posionar aqui. Um filme em que Adam Sandler tem um pé preto no qual não tem sensibilidade e John Turturo tem de lhe bater várias vezes com todo o tipo de instrumentos para o comprovar só pode ser um pouco estúpido. Mas mesmo assim não deixo de gostar no filme.


1º - Scream 2 & 3




Este é sem dúvida o meu maior guilty pleasure. Os filmes estão bastante abaixo do primeiro da saga e com aqueles todos twists finais ainda pior fica, mas já os vi vezes sem conta e embora saiba que são maus vou com certeza vê-los de novo.





E cá estão os meus maiores Guilty Pleasures, agradeço desde já ao Jackie Brown pelo convite e por se ter lembrado de mim um recém-chegado ao mundo dos blogues.
Read more

Estão Todos Bem


Esta análise que seguidamente vos apresentarei tem um objectivo muito particular: tentar evitar, a todo o custo, a previsível subvalorização que "Estão Todos Bem" virá a sofrer no futuro, realçando assim as suas qualidades.

Que são muitas. "Estão Todos Bem" é, embora tardiamente, um dos melhores filmes do ano. Um drama poderoso, discreto e com alguns momentos extremamente bem conseguidos.
Não se trata, de todo, da comédia que aparenta ser, mas de uma dissertação interessantíssima sobre os valores familiares e a solidão na terceira idade.

O argumento não é genial, desperdiça o elenco secundário de grande calibre (destaque-se Sam Rockwell que, de papel em papel, sobe cada vez mais na minha consideração) e transforma "Estão Todos Bem" num filme de actor. Além disso, notam-se alguns facilitismos no desenrolar da trama, de modo a que as questões mais secundárias sejam de resolução bem mais fácil do que deveriam. No entanto, existem alguns momentos realmente comoventes e que acabam por compensar o resto
Já a realização é bastante mais apelativa, mantendo a qualidade ao mesmo tempo que transmite ao espectador os simbolismos presentes no filme como, por exemplo, a importância dos cabos eléctricos.

Mas "Estão Todos Bem" é mesmo um filme de actor, uma oportunidade para ver Robert De Niro a comprovar, finalmente e agora totalmente (já o tínhamos visto numa boa mas pouco marcante prestação, em "Pânico em Hollywood" (crítica aqui)), que não perdeu o seu enorme talento para a arte da representação e que basta o papel certo para uma grande interpretação. E é o caso. Robert De Niro, que é o meu actor de eleição, tem a sua melhor interpretação em décadas, uma performance dedicada e tocante, merecedora dos mais altos elogios.

E só este grande actor é suficiente para transportar o filme às costas, filme este que não é nada mau. Nada mau mesmo. Recomendação total.


"If you would ask me I would have to say in all honesty, Everybody's fine. Everybody's fine."

Read more

Parabéns, Mestre


Quentin Tarantino, o meu realizador de eleição, completa hoje 47 anos de idade.

Esperemos que continue a oferecer-nos mais obras-primas com a mesma jovialidade de sempre pelos próximos, pelo menos, 47 anos!

Parabéns, Mestre!
Read more
Related Posts with Thumbnails