
Longo? Cansativo? Personalidade desinteressante? Não devem ter visto o mesmo filme que eu...


[Re-apreciação feita em 29/03/10]

Não que L. Jackson faça mal este género de papel. Não que o contexto não mude um pouco, de filme para filme. Não que não existam excepções, como a brilhante performance em "O Protegido" (crítica aqui).
Mas, no geral, Samuel L. Jackson tem estado sempre a desempenhar o mesmo papel em toda a sua carreira, papel este que tem vindo a constituir um desafio cada vez menor.
Vejamos agora este "Shaft": suposta (o nome é apenas uma desculpa para utilizar o tema musical de Isaac Hayes) homenagem/remake ao filme dos anos 70, mas nada mais do que uma nova oportunidade para ver Samuel L. Jackson a fazer de, surpresa das surpresas, bad motherfucker! Com um distintivo e um fato Armani, mas um bad motherfucker na mesma.
Um bad motherfucker que acaba por ser engolido por um perturbador Christian Bale, que merecia mais tempo de antena se o argumento não se tivesse perdido, e um surpreendente Jeffrey Wright.
Quanto ao filme em si, e depois desta dissertação, digo: é um filme de acção banalíssimo, como existem por aí aos milhares. Vale pelo elenco e pelo oportunismo...
"You know me. It's my duty to please that booty!"

"Lucky Numbers" é um dos filmes menos conhecidos da carreira de John Travolta. Não chegou, aliás, a estrear no nosso país, tendo sido ignorado, um pouco por todo o mundo, até ao momento em que foi desculpa para dar a Travolta o Razzie de Pior Actor.
Assim, penso ser necessária uma ligeira contextualização. "Luc
ky Numbers" é uma comédia datada de 2000, realizada por Nora Ephron (a mesma de "Julie & Julia"), e baseada num escândalo de lotaria ocorrido nos anos 80.
O seu elenco é encabeçado por John Travolta e suportado por Lisa Kudrow ("Uma Questão de Nervos"-crítica aqui), Tim Roth, Bill Pulman e, veja-se, Michael Moore.
Sinceramente, achei piada a este "Lucky Numbers". Quer dizer, "achei piada" talvez não seja a melhor forma de me expressar, já que
Nora Eprhon, mesmo com as personagens mais promissoras, insiste em afastar-se do humor. E exigia-se também mais alguma duração de forma a evitar o atrofiamento de toda a informação que nos é dada, perto do final.
Mas, no geral e muito graças a John Travolta (que é o melhor do filme) "Lucky Numbers" acaba por se revelar uma proposta bem superior ao esperado.
"As our Jewish friends say: Enjoy."











