Scary Movie- Um Susto de Filme/Mulheres Perfeitas


Plágio descarado ou pura genialidade? Como se classifica o argumento de "Scary Movie"? Bem, de ambas as maneiras. Algumas cenas são cópias óbvias de outros filmes, apenas levemente pontilhadas por gags previsíveis. Noutras, nota-se não só o brotar da imaginação e da criatividade, mas também algumas homenagens sinceras.
Se na qualidade, "Scary Movie" é irregular, no entretenimento não falha nunca.





O ambiente criado por Frank Oz é interessante e cativante. Uma mistura hábil, embora por vezes forçada, de comédia e drama muito bem personificada por Nicole Kidman.
A conclusão é das mais patéticas que já vi. Julgavam que ninguém questionaria aquilo? Um dos maiores plot holes da última década que revela uma incompetência inacreditável.

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Ora vejam só quem está a chegar ao Cinemajb...


Estou esperançoso, muito esperançoso.
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Showtime/O Exterminador Implacável 3: A Ascenção das Máquinas


Tenho uma tendência inexplicável para gostar deste género de filmes, fracos e que nada acrescentam ao Cinema, mas descontraídos. "Showtime" é uma forma reciclada do policial tosco, agora com o meu actor de eleição a juntar-se a um dos melhores comediantes dos anos 90.
É um filme fraco e ninguém o nega. Mas, tal como a maior parte, tem os seus momentos.




A falta de alma é notória por todo o lado. Falta de alma, falta de talento, falta de competência. Quando não está a copiar descaradamente o teu antecessor (crítica aqui), Jonathan Mostow apenas se preocupa com cenas de acção escusadas e algo idiotas, com efeitos especiais (ao contrário dos outros dois filmes) atrasados em relação à época.
Schwarzenegger tem pouco protagonismo e, quando aparece, ou está a destruir coisas ou com a própria face destruída. Kristanna Loken tem uma "intepretação" verdadeiramente horrível.
Vale pelo final poético, a abrir as portas para um quarto capítulo (crítica aqui) quase tão fraco como este.


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Com Ledger, Downey Jr. e tantos outros em 2008...


...todos se esqueceram deste senhor e da sua grande interpretação neste filme.

"I have one rule if we are going to cooperate, my dear: never lie to me."

Exigia-se a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário.
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Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


É chegada a vez do Ricardo Vieira, autor do blogue 35mm e do banner correspondente a esta iniciativa (pelo qual lhe agradeço muito), de expor os seus cinco maiores guilty pleasures.

Godzilla


Apesar de ser alvo de um cgi extremamente manhoso em algumas partes e de ter um argumento com falhas, Godzilla é um filme que me marcou por ter sido o primeiro filme a ter ido ver a um cinema.


The Mummy/The Mummy Returns




Estes dois filmes são entretenimento que, pessoalmente, gosto bastante de ver. Obviamente que não os vejo sempre que dão na TVI, mas não foram poucas as vezes que já os vi. Gosto da sensação de aventura que têm e por serem relacionados com a mitologia egípcia e, claro, pr terem Rachel Weisz.



American Pie/American Pie 2


Gosto mais do primeiro, mas o segundo também me faz rir a bom rir. Sim, são comédias teens, mas as situações que a narrativa nos dá, são muito engraçadas. E têm um conjunto de personagens do mais cómico que há. O Stifler então, provoca-me espasmos de parvoíce pegada. Suck me beautiful!



The Negotiator


Acho este filme brutal. A tensão que existe na fita é incrivel. Samuel L, Jackson, que deve ter no currículo uns 300 filmes, e Kevin Spacey dão-nos um mano a mano memorável, cheio de frases fabulosas. Não o tenho na colecção, mas sempre que dá na tv, tento ver.


Assassins


Sylvester Stallone e Antonio Banderas num confronto muito interessante. É um daqueles filmes banais de sábado á noite, mas que não consigo deixar de ver!
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Missão: Impossível/Romance Perigoso


Num filme cujo título é "Missão: Impossível", o espectador não pode esperar, à partida, muito realismo na trama. Pode esperar, sim, a habitual trama de espionagem, ligeiramente complexa e ligeiramente mal fundamentada. Algo típico neste género de filmes, onde o dinheiro é razão para o bom virar mau.

Custa também um pouco ver como Brian De Palma se foca demasiado em Tom Cruise para ignorar um elenco secundário tão sonante.
Jon Voight, Kristin Scott Thomas, Jean Reno ou Ving Rhames são nomes que desfilam em volta de Cruise, mas sem se tornarem realmente marcantes. Pouco tempo de antena, personagens demasiado ocas (típicas dos anos 90) ou ambos, são as causas para a falta de imposição do elenco secundário.

Menos mal que o protagonista é Tom Cruise, símbolo de estilo e que se dá ao luxo de conseguir uma interpretação muito capaz, num registo irónico e algo arrogante.

Apesar da sua premissa aparentemente inteligente, "Missão: Impossível" é um filme para ver com o cérebro desligado. Um dos melhores do seu género, nos anos 90.


"Anonimity... is like a warm blanket."




"Romance Perigoso" é uma espécie de balão-de-ensaio para "Ocean's Eleven" (crítica aqui). Steven Soderbergh peca apenas por duas coisas. A primeira é a indecisão entre fazer um filme romântico, um thriller de assaltos, um buddy-movie, um policial ou uma comédia. "Romance Perigoso" corre estes géneros todos, conseguindo pedacinhos deliciosos de todos eles, mas sem se fixar realmente em nenhum. Falta coerência à realização.
O segundo erro chama-se Jennifer Lopez. Antes de mais, quem lhe disse que era actriz, enganou-a bem. Até mete dó vê-la no meio de tão talentoso elenco. Além disto, e para o papel que deveria representar (o de feeme fatale meets bad-ass), Lopez deixa muito a desejar, já que não está minimamente atraente (quilos e maquilhagem a mais).

Erros que parecem pouco, quando comparados com outros aspectos. O argumento é excelente, divertido mas a explorar muito bem a vertente romântica sem se tornar lamechas ou cliché.
Lopez também não estraga muito, já que o filme é de George Clooney. Competentíssima interpretação a criar empatia com o público. Quando não é de Clooney, é de Ving Rhames, de Don Cheadle, de Steve Zahn (hilariante) ou de Albert Brooks.

Uma palavra final para o cameo de Samuel L. Jackson e a banda-sonora, juntamente com a recomendação total por parte deste vosso escriba, isto se quiserem passar um bom momento de cinema.


"Now that I can say that I fucked a U.S. Marhall, do you think I will?"

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Em Férias

Gosto muito deste meu blogue, orgulho-me dele. No entanto, por vezes sinto-me quase obrigado a manter certos compromissos (o Especial Hayao Miyazaki ou a prometida análise para homenagear o 100.º Aniversário de Akira Kurosawa).

No entanto, dou por mim a recordar que não existem, de facto, quaisquer prazos a cumprir.
E confesso-me também um pouco cansado de toda a pressão que tento impor a mim próprio para cumprir prazos inexistentes.

Por isso mesmo, e na necessidade de relaxar um pouco ao nível cinematográfico, a maior parte das análises que estavam rotuladas como "para breve", serão adiadas.
O motivo? Férias. Férias de grandes filmes (em qualidade e em comprimento) que exigem o cérebro ligado. Férias das grandes e cansativas críticas (em comprimento- e em qualidade?), férias dos dias em que era necessário ver-pela primeira vez- dois e três filmes de cada vez, só para momentos mais tarde poder fazer as respectivas análises e assim respeitar este e aquele especial.

O blogue pode ter um carácter quase obrigatório. Quase obrigatório não é igual a obrigatório.
Chegam momentos em que é desnecessária alguma descontracção, (re)ver um ou outro filme menos bom, mas que por sua vez dê mais gozo. Numa palavra: descontracção.

Por isso mesmo e durante os próximos dias (até ao final da semana, pelo menos), o Cinemajb irá assumir o Ritmo de Férias. Não serão menos, as actualizações. Muito pelo contrário, uma vez que as críticas exibidas serão a filmes (na maioria das vezes) mais fracos e, por isso mesmo, mais sucintas, o número de críticas irá aumentar.
Serão análises breves, a filmes que não merecem nem têm muito que se lhes diga. Existirão algumas excepções, como é o caso da fita "O Feitiço do Tempo", cuja crítica irá ser publicada brevemente.

Peço desculpa pela "preguiça", mas estou certo de que todos compreenderão. Afinal de contas, todos precisamos de um descanso.
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Frustrado [Actualização]

É como me sinto. Profundamente frustrado. Há precisamente 30 dias que o Especial Hayao Miyazaki não progride. Tenho estado todo este tempo a tentar contornar uma dificuldade técnica que me tem vindo a impedir de assistir a duas das mais consagradas obras do realizador, "A Princesa Mononoke" e "O Castelo Andante".
E hoje, finalmente... declaro derrota.

Até ao fim pensei que fosse possível assistir a estes dois filmes, certamente possuidores de muita qualidade. No entanto, e após vários fracassos, resigno-me agora com a impossibilidade de o fazer.
Faço-o com frustração, mas não creio ser razoável continuar a prolongar esta iniciativa por causa desta irritante questão.

Talvez no futuro tenha oportunidade de ver estas obras. Espero sinceramente que sim. Mas não agora. Não para já. Não no âmbito do Especial Hayao Miyazaki que encerrará, ainda esta semana, com a análise a "Tenkû no shiro Rapyuta". Espero eu...


[Actualização]- E depois da desistência... vem o milagre! "O Castelo Andante" já cá canta!


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A prova...


...de que não é preciso um grande argumento para fazer um grande filme.
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Um Cidadão Exemplar


Hoje em dia é cada vez mais raro o filme de acção que me agarre e interesse tanto, quanto "Um Cidadão Exemplar" conseguiu.

Não é um filme perfeito, longe disso. Está cheio de incoerências e erros típicos do género, a começar no personagem estereotipado de Jamie Foxx e a acabar no final forçado e cliché.

Mas "Um Cidadão Exemplar" é um filme com um ritmo imparável, onde o realizador F. Gary Gray consegue criar um crescendo de suspense e espectacularidade à medida que o filme avança. É como uma subida pela montanha-russa, começa devagarinho mas vai tornando-se cada vez mais excitante com o passar do tempo. A comandar esta montanha-russa está um surpreendente Gerard Butler que, com o seu registo irónico e perturbador, carrega o filme às costas usufruindo de uma portentosa interpretação.
Há que agradecer ainda a Jamie Foxx pela sua fraca performance (a não fugir ao habitual registo do actor) e que apenas acentuou ainda mais o contraste entre ele e Butler.
Melhor para todos nós.

"Um Cidadão Exemplar" pode não ser a melhor proposta do género. Mas é um filme verdadeiramente viciante. Que venham mais assim.


"-You end this!
-I'm just getting warmed up."

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