Quando uma Cena vale por um Filme (II)- O Corcunda de Notre Dame


E assim se marca a diferença pelo choque.

Uma das sequências musicais mais poderosas de todo o universo Dinsey.

Consulta a crítica ao filme, aqui.

Read more

O Feitiço do Tempo


Fiquei desiludido, bastante desiludido. Apesar da sua premissa interessante e algo propícia ao humor, bem como a descontraída e carismática interpretação de Bill Murray (uma das melhores do actor), "O Feitiço do Tempo" acaba por prometer muito mais do que realmente oferece.

É um filme simpático e agradável, que conquista de imediato a empatia do espectador, mas muito pouco dado à real comédia. A abordagem é, por vezes, indecisa, previsível e até algo incompleta. As situações vividas pelo protagonista são a causa de sorrisos por simpatia, mas nunca de gargalhadas sinceras.
Harold Ramis insiste em afastar-se do humor, desperdiçando o seu valioso material e, veja-se, indo mesmo ao encontro do drama (embora de forma muito bem sucedida).

A insossa Andie MacDowell também não ajuda, embora as aparições intermitentes de Stephen Tobolowsky compensem.

No entanto, e para tanto hype gerado à volta de "O Feitiço do Tempo", sobrevalorização parece ser a palavra de ordem. O que é uma pena.


"-You wanna throw up here, or you wanna throw up in the car?
-I think... both."

Read more

O Corcunda de Notre Dame


De todas as grandes obras que constituíram o auge da Walt Disney Pictures, a época conhecida como Disney Renaiscence e que teve lugar entre os anos de 1989 e 1999, "O Corcunda de Notre Dame" é a mais poderosa.

Em 1996 nascia o mais provocador filme dos estúdios de Walt Disney, uma fita dramaticamente pesada e emocionalmente tocante. Um épico animado sem precedentes que viria a abalar, com rigor e segurança, todos os princípios pré-estabelecidos pela Walt Disney Pictures até ao momento.
Embora não tão dramático como a obra original de Victor Hugo, "O Corcunda de Notre Dame" é, no vasto reino da animação, o mais negro e perturbador produto já idealizado. Produto este, derivado de uma visão comandada pela coragem, a necessidade de marcar a diferença pelo choque.

"O Corcunda de Notre Dame" é assim, para todos os efeitos, um portentoso drama. É animado sim, mas tal condição não necessita de doses de humor. Aliás, estas quando estão presentes e embora sejam sempre bem-vindas, encontram-se claramente desenquadradas e aparentam ser algo amadoras. Compreende-se a necessidade de tornar a fita mais acessível às crianças, mas "O Corcunda de Notre Dame" não engana ninguém.
Seja nas sequências musicais (o tema "Hellfire" é avassalador) ou nas já referidas doses de humor (quase todo ele negro como o filme), a obra de Gary Trousdale e Kirk Wise é, efectivamente, a mais adulta da Disney.

Uma vez mais, é o vilão quem merece os maiores elogios, onde o estrondoso desempenho vocal de Tony Jay é o símbolo máximo da dedicação por detrás do fabuloso Frollo. Imagem do terror, a priori, e da cobiça, a posteriori, Frollo é verdadeiramente inesquecível. É ao implacável juíz quem pertence a melhor cena do filme, o já referido tema musical "Hellfire".
Num registo mais descontraído e até algo exibicionista, é refrescante ver um herói como o capitão Phoebus a trazer alguma lua a toda a escuridão.

O prodígio alastra-se também à animação propriamente dita, neste caso para contemplarmos o majestoso retrato de Notre Dame que nos é oferecido. Magnífico monumento animado, visualmente estonteante e recompensador.

Uma palavra final à banda-sonora de Alan Menken, épica e concordante com o espírito do filme. Magníficas melodias acompanhadas de lindíssimas canções e que mereciam, talvez, menos protagonismo.
Eis o único real defeito que posso apontar ao filme: os momentos musicais são em grande número e, na esmagadora maioria das vezes, consecutivos, o que pode provocar algum cansaço.

No final, sentimos-nos esmagados pelo peso que "O Corcunda de Notre Dame" passou para nós.
Nunca estive tão feliz por ser esmagado.


"-Sir, request permission to stop this cruelty.
-In a moment, captain. A lesson needs to be learned here."

Read more

Get Smart- Olho Vivo/ Ela, Eu e o Outro


Eis um daqueles casos em que as melhores piadas- aquelas que têm realmente piada, aquelas que inovam- se encontram todas no trailer. Pensamos que aquilo é só uma pequena amostra do que "Get Smart- Olho Vivo" tem para oferecer, mas afinal pouco mais temos.
É óbvio que fica a desilusão, e as culpas têm de ser atribuídas ao medíocre Peter Seagal que, incrivelmente, acaba por aproveitar bem melhor Dwayne Johnson do que Steve Carell.





Já me tinha apercebido, aquando da revisão de "A Máscara" (crítica aqui), que uma opinião prematura de um filme pode ser muito enganadora. Neste caso, a revisão de "Ela, Eu e o Outro" serviu para me aperceber da escassa qualidade desta obra, em todos os sentidos. Jim Carrey é conduzido para a comédia estúpida e não paara a comédia tresloucada e típica do actor. E já nem falo no desperdício de talento de Renée Zellweger ou da premissa totalmente idiota e igualmente estúpido (não há outra palavra) desenvolvimento.

Read more

O filme é um guilty pleasure. A interpetação pode ser histérica. O argumento se calhar é incoerente, mas...


Este é o papel mais cómico da carreira de Jim Carrey!

Como filme, "O Mentiroso Compulsivo" (crítica aqui) até pode não ser das melhores propostas. Mas é nele que temos a oportunidade de ver um grande actor fazer aquilo que sabe fazer melhor!

É o que acho. E vocês? Qual é o melhor papel cómico da carreira de Jim Carrey?


"-Me teacher tells me beauty is on the inside.
-That's just something ugly people say."
Read more

Jackie Brown


Esclarecerei antes de mais: "Jackie Brown" não é o meu filme favorito. Nem é sequer o meu filme favorito de Quentin Tarantino. Aliás, "Jackie Brown" é o filme menos "à Tarantino" de Tarantino.

A história é perfeitamente banal, a realização apresenta alguns toques típicos do mestre (a fixação por pés-neste caso os de Bridget Fonda) mas pouca inovação, e o argumento não é dos melhores. Os diálogos estão presentes mas em quantidade assustadoramente reduzida, e Tarantino insiste em focar-se nas personagens menos interessantes, nomeadamente a de Robert Forster, em vez de dar destaque aos melhores elementos do elenco.

Elenco este que deixa também a desejar, existindo um tremendo desequilíbrio entre os vários intérpretes. A protagonista Pam Grier confunde carisma com irritação constante e torna-se verdadeiramente desagradável. Robert Forster não justifica, de todo, a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário. Ao veterano actor falta garra e energia, mostrando-se aborrecido e transmitindo esse aborrecimento a quem o está a ver. Já Michael Keaton só quer mesmo ter estilo, acabando por fazer uma figurinha bem ridícula.

Bem melhor está Samuel L. Jackson, a fazer uma variação de Jules Wintfield mas com o cunho de Tarantino bem visível. Uma grande interpretação, um personagem fantástico, e muito bem suportado pelo fabuloso Robert De Niro que, num papel que nada combina consigo, prova a sua versatilidade e inerente talento. Também gostei da presença de Bridget Fonda, forte embora merecesse mais protagonismo.

"Jackie Brown" é um dos piores filmes de Quentin Tarantino. O material com que trabalhava não era o mais promissor e interessante, tendo sido igualmente explorado da pior forma.
Apesar da precipitação com que conduziu "Jackie Brown", Quentin Tarantino continua a ser incapaz de fazer um mau filme.Ficam alguns excelentes momentos (devidamente acompanhados por, como não podia deixar de ser, uma banda-sonora de grande qualidade) neste produto que marca a junção do meu realizador de eleição com o meu actor de eleição.


"-Is she dead? Yes or no?
-Pretty much."

Read more

Que bem que soube rever esta grande obra animada



E com isto, fiquei cheio de vontade de (re)ver todos os grandes filmes da era Disney Renascence.
Read more

Quando uma Cena vale por um Filme (I)- Romance Perigoso




A segurança de Clooney, a irreverência de Cheadle, a testosterona de ambos.

Read more

De Paris com Amor


O que esperar dos responsáveis por "Busca Implacável"? Muita acção, muita adrenalina, muitos tiros, muitas perseguições, muito estilo e muito pouco cérebro.
Isto é mau? Não, não necessariamente.

Se ligarmos o cérebro:
Vemos uma fita pouco razoável, com um argumento demasiado complexo para aquilo que se pretendia, personagens muito pouco credíveis e cenas de acção que ultrapassam largamente os limites do razoável.

Se não ligarmos o cérebro:
Temos um genuíno guilty pleasure com todos os condimentos já habituais e que referi em cima.

Eu fico-me, decididamente, por esta segunda hipótese, pois assim posso apreciar esta divertida e despreocupada fita de grande acção.

É certo que não existe a carga de seriedade ou semi-dramatismo presentes em "Busca Implacável" e que facilitaram a sua aceitação, no entanto, (um alternativo) John Travolta garante o estilo e o carisma que Liam Neeson não tinha. Só é pena que ainda fique aquém das suas capacidades, uma vez que o papel é demasiado oco para o actor mostrar o seu real talento, salvo raras excepções, funcionando por vezes como um sidekick. Claro que continua a ser sempre um prazer enorme ver Travolta a emanar estilo e uma jovialidade que há muito nele não viamos. Quero mais, mais John Travolta para o futuro.
Mais discreto mas mais bem aproveitado está Jonathan Rhys Meyers, a demonstrar o seu talento e a confirmar que é um actor a ter em atenção no futuro.

É realmente uma pena que a história em si seja menos acessível do que deveria, já que é quase irrelevante neste género de filmes e deveria ser o mais básica possível.
Destaque para uma deliciosa referência a "Pulp Fiction".

"De Paris com Amor" é portador de um ritmo alucinante, extremamente rápido e quase desgastante, uma autêntica montanha-russa de emoções com constantes trocas de tiros que levam os próprios personagens a troçarem da situação.

As marcas do realizador Pierre Morel (sim, eu notei algumas apesar de ser o seu segundo filme) estão lá, como as inesperadas cenas violentas no seio familiar. A filmagem é também muito ritmada, embora claramente mediana.

Mas, no geral, eis o melhor começo possível do ano cinematográfico de 2010: mais um guilty pleasure!

"-I'm not your driver. I'm your partner.
-Yeah, you're the chess player. I read your file.
-You play?
-Do I look like I play board games?"

Read more

De queixo caído e cabeça a andar à roda


Em termos de complexidade, "Donnie Darko" deixa "Efeito Borboleta" (crítica aqui) a um canto. O argumento, aparentemente, é genial. Para já, fica a total frustração por ter me escapado grande parte da trama. Estou, aliás, tão confuso que nem sei se assisti à versão original ou à de realizador.

Avizinha-se um estudo bem profundo da obra de Richard Kelly, a começar de imediato, bem como (mais do que?) uma revisão óbvia.

Crítica? Nem pensar. Para começar, há que perceber o filme. Depois logo se vê. Depois.

Já agora, alguém ajuda a explicar "Donnie Darko"? Locais onde me possa informar? Alguém?
Read more
Related Posts with Thumbnails