Grandes Prémios Cinemajb: Melhor Actriz Secundária
3.º Lugar- Marion Cotillard, em "Inimigos Públicos"


Marion Cotillard traz o verdadeiro toque feminino pelo qual a obra de Michael Mann chama, logo de início. Este toque feminino traduz-se num classicismo apaixonante e com aroma a feeme-fatale. Era impossível não encaixar na perfeição em Depp.
Crítica aqui.
2.º Lugar- Diane Kruger, em "Sacanas Sem Lei"


No meio de um elenco tão talentoso, também Diane Kruger tem o espaço que merece para conseguir brilhar no melhor momento da sua carreira. Tão repulsiva como (in)segura, esta é mais uma prova da brilhante direcção de actores de Quentin Tarantino.
Terceira parte da crítica aqui.
1.º Lugar- Anna Kendrick, em "Nas Nuvens"


Os melhores momentos da fita de Jason Reitman estão a cargo da hilariante Anna Kendrick. Sem sombra de dúvida, uma das revelações do ano. E ainda bem. Excelente performance cómico-dramática protagonista de segmentos verdadeiramente deliciosos.
Crítica aqui.
Quando uma Cena vale por um Filme (III)- Hércules
Memorável cena, verdadeiramente de cortar a respiração.
Uma das melhores da Disney Renaiscence.
Consulta a crítica a "Hércules", aqui.
Master & Commander- O Lado Longínquo do Mundo

"Master & Commander- O Lado Longínquo do Mundo", ou simplesmente "M&C-OLLdM", é um fascinante retrato cinematográfico das obras de Patrick O' Brian, e magistralmente dirigido por um Peter Weir no auge da sua carreira e que, depois do interessantíssimo trabalho em "The Truman Show- A Vida em Directo" (crítica aqui), prova a sua inegável mestria ao contornar o principal busílis desta adaptação: a falta de um argumento.
É um facto: "M&C-OLLdM" é muito sintético naquilo que (não) tem para contar. A sua história resume-se apenas a uma perseguição feita por um navio inglês a um navio francês. Tão simples quanto isto. E pensar-se-ia que, à partida, esta falha estrutural podia matar de imediato o filme, algo que não acontece devido, claro está, à enorme dedicação do realizador australiano.
Peter Weir envolve-se rapidamente, e de uma forma muito pessoal, no produto em que trabalha, criando assim uma fortíssima ligação entre o espectador e as personagens. Weir filma com grande intensidade e paixão, não só obtendo planos e enquadramentos visualmente estonteantes, mas conseguindo filmar de forma igualmente bela as mais variadas cenas. Quer sejam grandes momentos de acção -as poéticas batalhas marítimas- ou momentos à partida banais -os reconfortantes jantares da tripulação-, nada do que Peter Weir filma está a mais.
Todas as sequências têm uma conotação especial e uma tranquilidade parece preencher quem as está a ver, como se cada um de nós fizesse também parte da tripulação do Surprise. Weir esforça-se por captar ao máximo todo o ambiente de companheirismo e fraternidade vivido pelos intervenientes... e de facto consegue-o, criando uma empatia tal que torna impossível ao espectador ficar indiferente a todo aquele maravilhoso mundo marítimo.
Um forte apoio ao trabalho de Peter Weir é dado por outros aspectos técnicos que ajudam a tornar "M&C-OLLdM" um filme ainda mais fascinante. A banda-sonora, a sonoplastia, a cenografia, o soberbo guarda-roupa e especialmente a sensacional fotografia destacam-se claramente e contribuem para o tornar da "experiência Weir" verdadeiramente inesquecível.
Uma vez mais, Peter Weir volta a rodear-se de um elenco discretamente brilhante. Russel Crowe tem uma prestação magnífica, segura e confiante. O exemplo perfeito de um verdadeiro líder, sensível mas forte. É uma excelente interpretação do actor, que já está um pouco habituado a este género de performances bigger than life, depois de filmes como "Gladiador" (crítica aqui).
Igualmente fantástico está Paul Bettany, a contrabalançar a sua tranquilidade com a efusividade de Crowe, num underacting merecedor dos maiores elogios.
Elogios estes que, de uma forma geral, se aplicam a todo restante elenco, a maior parte dele desconhecido, mas todo ele competente.
Uma nota final para o poster que ilustra esta minha análise. É lindíssimo, verdadeiramente épico e, refira-se, ficaria ainda melhor sem a cabeça flutuante de Crowe.
"Master & Commander- O Lado Longínquo do Mundo" é, pois, uma experiência verdadeiramente fascinante, visualmente recompensadora e muito reconfortante. Não há como se apaixonar pelo universo idealizado por Peter Weir, ele que é a alma do filme.
"To wifes and sweethearts! May they never meet!"


Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo

É chegado o momento de sabermos demasiado sobre o Victor Afonso, autor do blogue O Homem Que Sabia Demasiado. Como? Descobrindo os seus cinco maiores guilty pleasures, é claro!
1) "O Micro-Herói" (1987)


Um louca aventura durante uma experiência secreta de miniaturização em que um homem se vê injectado no corpo de outro por engano. Divertidíssima e engenhosa. Um belo filme para Domingo à tarde, sem ter de pensar em mais nada.
2) "Conan, o Bárbaro" (1982)


Memorável estreia de Arnold Schwarzenegger no grande ecrã como o lendário guerreiro e herói, Conan o Bárbaro. Era ainda miúdo quando vi o filme e impressionou-me pelo físico de Arnold e pelas lutas de espada.
3) "Rambo, a Fúria do Herói" (1982)


Curiosamente, saiu no mesmo ano de "Conan", e talvez por isso tenha gostado. Não é um filme de culto nem de grande qualidade cinematográfica. Durante anos gozou-se o feito heróico de Rambo, mas ainda hoje me dá gozo vê-lo "limpar" aquela cidade de podridão e cobardia.
4) "Footloose" (1984)


Um filme repleto de espírito dos eighties, de bons números musicais e de uma electrizante banda sonora (hoje fora de moda, mas quem sabe...) com um jovem Kevin Bacon como protagonista. Na minha juventude, os meus amigos fartavam-se de dançar ao som de "Footloose" na discoteca, na esteira de "Fame".
5) "Sozinho em Casa" (1990)


O cinema também é entretenimento, certo? E este foi um bom e divertido entretenimento há 20 anos atrás. Das sequelas já não gostei, mas deste primeiro é um óptimo "guilty pleasure" que se revê bem em cada Natal à lareira, juntos da família, a ver a coça que o miúdo Culkin dá aos dois ladrões desastrados.
Quando uma Cena vale por um Filme (II)- O Corcunda de Notre Dame
E assim se marca a diferença pelo choque.
Uma das sequências musicais mais poderosas de todo o universo Dinsey.
Consulta a crítica ao filme, aqui.
O Feitiço do Tempo
Fiquei desiludido, bastante desiludido. Apesar da sua premissa interessante e algo propícia ao humor, bem como a descontraída e carismática interpretação de Bill Murray (uma das melhores do actor), "O Feitiço do Tempo" acaba por prometer muito mais do que realmente oferece.
É um filme simpático e agradável, que conquista de imediato a empatia do espectador, mas muito pouco dado à real comédia. A abordagem é, por vezes, indecisa, previsível e até algo incompleta. As situações vividas pelo protagonista são a causa de sorrisos por simpatia, mas nunca de gargalhadas sinceras.
Harold Ramis insiste em afastar-se do humor, desperdiçando o seu valioso material e, veja-se, indo mesmo ao encontro do drama (embora de forma muito bem sucedida).
A insossa Andie MacDowell também não ajuda, embora as aparições intermitentes de Stephen Tobolowsky compensem.
É um filme simpático e agradável, que conquista de imediato a empatia do espectador, mas muito pouco dado à real comédia. A abordagem é, por vezes, indecisa, previsível e até algo incompleta. As situações vividas pelo protagonista são a causa de sorrisos por simpatia, mas nunca de gargalhadas sinceras.
Harold Ramis insiste em afastar-se do humor, desperdiçando o seu valioso material e, veja-se, indo mesmo ao encontro do drama (embora de forma muito bem sucedida).
A insossa Andie MacDowell também não ajuda, embora as aparições intermitentes de Stephen Tobolowsky compensem.
No entanto, e para tanto hype gerado à volta de "O Feitiço do Tempo", sobrevalorização parece ser a palavra de ordem. O que é uma pena.
"-You wanna throw up here, or you wanna throw up in the car?
-I think... both."
O Corcunda de Notre Dame
De todas as grandes obras que constituíram o auge da Walt Disney Pictures, a época conhecida como Disney Renaiscence e que teve lugar entre os anos de 1989 e 1999, "O Corcunda de Notre Dame" é a mais poderosa.
Em 1996 nascia o mais provocador filme dos estúdios de Walt Disney, uma fita dramaticamente pesada e emocionalmente tocante. Um épico animado sem precedentes que viria a abalar, com rigor e segurança, todos os princípios pré-estabelecidos pela Walt Disney Pictures até ao momento.
Embora não tão dramático como a obra original de Victor Hugo, "O Corcunda de Notre Dame" é, no vasto reino da animação, o mais negro e perturbador produto já idealizado. Produto este, derivado de uma visão comandada pela coragem, a necessidade de marcar a diferença pelo choque.
Em 1996 nascia o mais provocador filme dos estúdios de Walt Disney, uma fita dramaticamente pesada e emocionalmente tocante. Um épico animado sem precedentes que viria a abalar, com rigor e segurança, todos os princípios pré-estabelecidos pela Walt Disney Pictures até ao momento.
Embora não tão dramático como a obra original de Victor Hugo, "O Corcunda de Notre Dame" é, no vasto reino da animação, o mais negro e perturbador produto já idealizado. Produto este, derivado de uma visão comandada pela coragem, a necessidade de marcar a diferença pelo choque.
"O Corcunda de Notre Dame" é assim, para todos os efeitos, um portentoso drama. É animado sim, mas tal condição não necessita de doses de humor. Aliás, estas quando estão presentes e embora sejam sempre bem-vindas, encontram-se claramente desenquadradas e aparentam ser algo amadoras. Compreende-se a necessidade de tornar a fita mais acessível às crianças, mas "O Corcunda de Notre Dame" não engana ninguém.
Seja nas sequências musicais (o tema "Hellfire" é avassalador) ou nas já referidas doses de humor (quase todo ele negro como o filme), a obra de Gary Trousdale e Kirk Wise é, efectivamente, a mais adulta da Disney.
Uma vez mais, é o vilão quem merece os maiores elogios, onde o estrondoso desempenho vocal de Tony Jay é o símbolo máximo da dedicação por detrás do fabuloso Frollo. Imagem do terror, a priori, e da cobiça, a posteriori, Frollo é verdadeiramente inesquecível. É ao implacável juíz quem pertence a melhor cena do filme, o já referido tema musical "Hellfire".
Num registo mais descontraído e até algo exibicionista, é refrescante ver um herói como o capitão Phoebus a trazer alguma lua a toda a escuridão.
O prodígio alastra-se também à animação propriamente dita, neste caso para contemplarmos o majestoso retrato de Notre Dame que nos é oferecido. Magnífico monumento animado, visualmente estonteante e recompensador.
Uma palavra final à banda-sonora de Alan Menken, épica e concordante com o espírito do filme. Magníficas melodias acompanhadas de lindíssimas canções e que mereciam, talvez, menos protagonismo.
Eis o único real defeito que posso apontar ao filme: os momentos musicais são em grande número e, na esmagadora maioria das vezes, consecutivos, o que pode provocar algum cansaço.
No final, sentimos-nos esmagados pelo peso que "O Corcunda de Notre Dame" passou para nós.
Nunca estive tão feliz por ser esmagado.
Seja nas sequências musicais (o tema "Hellfire" é avassalador) ou nas já referidas doses de humor (quase todo ele negro como o filme), a obra de Gary Trousdale e Kirk Wise é, efectivamente, a mais adulta da Disney.
Uma vez mais, é o vilão quem merece os maiores elogios, onde o estrondoso desempenho vocal de Tony Jay é o símbolo máximo da dedicação por detrás do fabuloso Frollo. Imagem do terror, a priori, e da cobiça, a posteriori, Frollo é verdadeiramente inesquecível. É ao implacável juíz quem pertence a melhor cena do filme, o já referido tema musical "Hellfire".
Num registo mais descontraído e até algo exibicionista, é refrescante ver um herói como o capitão Phoebus a trazer alguma lua a toda a escuridão.
O prodígio alastra-se também à animação propriamente dita, neste caso para contemplarmos o majestoso retrato de Notre Dame que nos é oferecido. Magnífico monumento animado, visualmente estonteante e recompensador.
Uma palavra final à banda-sonora de Alan Menken, épica e concordante com o espírito do filme. Magníficas melodias acompanhadas de lindíssimas canções e que mereciam, talvez, menos protagonismo.
Eis o único real defeito que posso apontar ao filme: os momentos musicais são em grande número e, na esmagadora maioria das vezes, consecutivos, o que pode provocar algum cansaço.
No final, sentimos-nos esmagados pelo peso que "O Corcunda de Notre Dame" passou para nós.
Nunca estive tão feliz por ser esmagado.
"-Sir, request permission to stop this cruelty.
-In a moment, captain. A lesson needs to be learned here."

Get Smart- Olho Vivo/ Ela, Eu e o Outro

Eis um daqueles casos em que as melhores piadas- aquelas que têm realmente piada, aquelas que inovam- se encontram todas no trailer. Pensamos que aquilo é só uma pequena amostra do que "Get Smart- Olho Vivo" tem para oferecer, mas afinal pouco mais temos.
É óbvio que fica a desilusão, e as culpas têm de ser atribuídas ao medíocre Peter Seagal que, incrivelmente, acaba por aproveitar bem melhor Dwayne Johnson do que Steve Carell.

É óbvio que fica a desilusão, e as culpas têm de ser atribuídas ao medíocre Peter Seagal que, incrivelmente, acaba por aproveitar bem melhor Dwayne Johnson do que Steve Carell.
Já me tinha apercebido, aquando da revisão de "A Máscara" (crítica aqui), que uma opinião prematura de um filme pode ser muito enganadora. Neste caso, a revisão de "Ela, Eu e o Outro" serviu para me aperceber da escassa qualidade desta obra, em todos os sentidos. Jim Carrey é conduzido para a comédia estúpida e não paara a comédia tresloucada e típica do actor. E já nem falo no desperdício de talento de Renée Zellweger ou da premissa totalmente idiota e igualmente estúpido (não há outra palavra) desenvolvimento.


O filme é um guilty pleasure. A interpetação pode ser histérica. O argumento se calhar é incoerente, mas...
Este é o papel mais cómico da carreira de Jim Carrey!
Como filme, "O Mentiroso Compulsivo" (crítica aqui) até pode não ser das melhores propostas. Mas é nele que temos a oportunidade de ver um grande actor fazer aquilo que sabe fazer melhor!
Como filme, "O Mentiroso Compulsivo" (crítica aqui) até pode não ser das melhores propostas. Mas é nele que temos a oportunidade de ver um grande actor fazer aquilo que sabe fazer melhor!
É o que acho. E vocês? Qual é o melhor papel cómico da carreira de Jim Carrey?
"-Me teacher tells me beauty is on the inside.
-That's just something ugly people say."
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