Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Cinco)

Nível: Difícil


"When the world closed its eyes, he opened his arms."


Resposta- "Hotel Ruanda"

Vencedor- Filipe Costa
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Quando uma Cena vale por um Filme (IV)- Gangs de Nova Iorque


Uma de muitas grandes cenas e provas do talento de um enorme actor, numa obra-prima cuja crítica está disponível aqui.

Três palavras: Daniel Day-Lewis.

Digo e repito: provavelmente, a melhor interpretação que já vi.
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The Score- Sem Saída/Hitch- A Cura Para o Homem Comum

Exigia-se tão mais do que isto. Para aquele que é o único encontro de três dos maiores actores das suas gerações, Edward Norton, Robert De Niro e Marlon Brando, "The Score- Sem Saída" deixa demais a desejar.

Mas também, o que se esperaria com um argumento tão ridículo e uma realização tão fraca? Não deixa de ser, aliás, impressionante como Frank Oz consegue dirigir este elenco com tanta categoria de forma tão medíocre.

É certo que todos têm pouco que fazer, mas se já De Niro está indiferente ao que o rodeia, Brando (no seu último papel) pavoneia-se igualmente sem interesse.
É Norton, sobretudo enquanto o autista Brian, que ainda vai trazendo alguma luz a todo o projecto.

No entanto, não deixa de ser escandaloso que um elenco deste calibre resulte num filme tão pouco ambicioso.





Muito pouco a dizer. Enésima versão da comédia romântica, com bons e maus momentos, e rapidamente definível em duas palavras: Kevin James.
Hilariante.

Apenas uma observação, algo que me deixou alguma confusão: Allegra Cole, para súper-celebridade, deixa bastante a desejar em termos visuais, não?

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Máquina Zero


Bem-Vindo à Bodega.

Depois de ter visto a beleza na América, no seu filme de estreia, "Beleza Americana" (crítica aqui), o realizador Sam Mendes decidiu voltar-se para um tema bastante diferente: o da guerra. Neste caso, o da Guerra do Golfo. E, sem surpresa, Sam Mendes voltou a encontrar beleza, muita beleza. É, aliás, esse o seu dom.

Mas a sua maior qualidade, é mostrar esta beleza ao espectador. E em "Máquina Zero", Mendes fá-lo através da estonteante e libertadora fotografia de Roger Deakins que, numa reinvenção magnífica do conceito visual do "filme de guerra", obtém um trabalho verdadeiramente genial.

A "contracenar" com a fotografia de Deakins, está um elenco seguríssimo. Jake Gyllenhaal tem a sua melhor interpretação desde "Donnie Darko". Excelente trabalho do actor, com uma performance intensa e repleta de garra. Bastante bem está também Peter Sarsgaard, que surpreende ao obter, de longe, a melhor interpretação da sua carreira.
Pedia-se, no entanto, muito mais protagonismo para Chris Cooper. Já Jamie Foxx, embora não comprometendo o resultado final, mantém-se no seu habitual registo que me desagrada.

No entanto, "Máquina Zero" acarreta dois problemas. O primeiro, é o facto de "Máquina Zero" ser o filme de guerra com menos guerra de sempre. Percebem-se as intenções de Sam Mendes e a essência do argumento: apelar à reflexão. No entanto, uma ou outra sequência de acção não ficaria nada mal. Mas tal teria como consequência uma duração excessiva, já que o argumento de "Máquina Zero" não tem (entre outras coisas), a "elasticidade" do argumento de "Apocalypse Now".

Ainda assim, o principal busílis de "Máquina Zero" é mesmo o seu argumento, uma questão estrutural que, a dada altura, faz com que o filme de Sam Mendes perca todo o seu fulgor.
Esta reviravolta dá-se, sensivelmente, nos momentos em que os soldados partem para combater, após meses no acampamento. O registo satírico e divertido é substituído por mais uma incursão dramática nos traumas de guerra. Algo que, a meu ver, era escusado.

Com a agravante de "Máquina Zero" ter ainda uma vertente filosófica e simbólica substancialmente desenvolvidas, mas que acabam por contribuir para a dispersão da história, sobretudo na segunda parte do filme. Começam a ser demasiados os momentos-chave que exigem uma interpretação mais distante e, creio, nem todos eles foram feitos para o público entender. Embora sejam, sem dúvida, oportunidades que Sam Mendes não desperdiça para a elaboração de cenas inesqucíveis, como o vomitar de areia.

Mas "Máquina Zero" não deixa de ser uma das mais interessantes incursões sobre a guerra que já vi.


"Welcome to the suck."

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Nunca mais, nunca mais...

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Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Quatro)

Nível: Fácil


"Protecting the Earth from the scum of the universe."


Resposta- "Homens de Negro"

Vencedor- David Martins
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Tudo mal...

Ontem, revi "Os Intocáveis". Do início ao fim, apenas vi o filme uma vez. Quando o comprei, nos tempos em que ainda adquiria DVD's de filmes que nunca tinha visto, estava excitadíssimo. A edição era bem porreira, e o filme em si é tido como um dos melhores de gangsters. Ainda para mais com a premiação de Sean Connery. Quando vi o filme, fiquei abaladíssimo. Foi verdadeiramente decepcionante. Foi, aliás, tão decepcionante que nem me apeteceu escrever ou pensar mais sobre o assunto. Reflectir sobre o que estava mal em "Os Intocáveis".

Ontem, apeteceu-me rever o filme. Não o filme todo, mas algumas cenas-chave que, já agora, me permitissem obter uma opinião mais conclusiva sobre a obra de Brian De Palma.
E o que está, afinal, mal em "Os Intocáveis"? Tudo...

Mas como é possível que este seja considerado um grande filme, de gangsters ou do que quer que seja?!
Senão, veja-se:

A Realização

Anedótica. É incrível como algumas cenas estão tão ridiculamente mal concebidas. Por exemplo, na cena final do julgamento, após a condenação de Al Capone, o que vemos? Robert De Niro aos saltos, de forma grotesca, e Kevin Costner a tentar aproximar-se dele para lhe dizer a (frouxa) one-liner final, que De Niro... não ouve! Tem de pedir a Costner que repita o que disse!!

Ou na cena em que ambos se encontram no Hotel, e onde De Palma encena a violência de forma tão gratuita quanto idiótica (De Niro não suportou o tom de voz de Costner e quis logo partir para a violência?...).

Já para não falar das cenas de acção. No restaurante, no momento em que Capone rebenta a cabeça a um imediato seu, com um taco de basebol, só tive vontade de rir. Mas existiu alguma preocupação estética? A sonoplastia, por exemplo, é risível.

E a cena na estação? Costner só pode ser um super-homem, para conseguir matar todos aqueles homens, apanhar a arma que Andy Garcia lhe atira e ainda segurar o carrinho do bebé...

E os momentos em que Malone está a morrer? Sean Connery parece estar com prisão de ventre, bem como uma forte vontade de esbofetear Costner

E a banda-sonora? Sempre, sempre no momento errado... Pseudo-épica, mas sempre fora de contexto e terrivelmente irritante...


O argumento

Que ridículo... Que diálogos são aqueles?
Pergunta Malone a Stone:
"-São Judas, o patrono das causas perdidas e dos polícias... Qual queres ser? (Deixa cá ver, entre afirmar que quero ser aquilo que já sou, que é polícia, e "causas perdidas"... O que hei de dizer?...)
-Polícia" (Boa! Resposta mentalmente sã!)

E é com cada one-liner mais banal e parola... "Never stop fighting until the fight is over". A sério? Boa...

E as próprias cenas, não fazem sentido...
Uma das cenas finais, em que Ness desmascara Frank Nitti às portas do tribunal. Nitti foge, Ness persegue-o. Ness chega ao topo do edifício. Olha para baixo, e vê Nitti a tentar descer o prédio por uma corda. Ness saca da pistola, e mira para tentar acertar em Nitti. Mas, por alguma razão... perde a vontade! E volta a colocar a pistola no coldre, enquanto olha para Nitti. E Nitti, vendo a desistência de Ness, o que faz? Continua a descer o prédio, para assim fugir e evitar a prisão? Não! A meio caminho, decidide voltar a subir tudo o que já tinha descido (!), a rir-se (!!) para, chegado novamente ao telhado do prédio, se deixar prender por Ness (!!!). Obviamente que Nitti decide tecer um outro comentário menos simpático, e o que faz Ness? Continua a sua detenção? Agride-o? Dá-lhe um tiro?! Não! Atira-o do prédio abaixo!!!
Mas isto fará algum sentido, ou sou só eu?!


O Elenco

Vai pelo mesmo caminho. Kevin Costner não convence como polícia durão. Robert De Niro faz uma figurinha ridícula. Sean Connery não justifica, de todo, o Óscar. Está bem, não nego. Mas Óscar?! Andy Garcia tem pouco espaço...


A Conclusão

Está tudo mal em "Os Intocáveis".

Tudo mal...
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Em boa altura


Num momento em que o Cinemajb se encontra algo -um pouquinho- estagnado, não poderia ter surgido em melhor altura a notícia de que o meu blogue foi nomeado para um prémio.

Neste caso, o de Melhor Blog em Reviews (Cinema), no blog TvCinews, uma nomeação que suporta algum prestígio, já que sempre duvidei que as minhas análises escritas suscitassem tanto interesse entre os leitores (tanto é que andava a ponderar terminá-las, uma hipótese que, definitivamente, já pus de lado), algo que se veio a revelar falso. Afinal de contas, são as análises que constituem o cerne de um blogue como o meu.

Uma situação algo insólita, embora claramente fortuita, já que desconhecia por completo a existência do blogue TvCinews ou a existência destes prémios, os TvCinews Awards (2010).
Tal não invalida um sincero agradecimento ao autor do blogue, Pedro Barreira, por me ter incluído na sua lista de nomeados.
Uma congratulação ainda para os meus distintos adversários, juntamente com um desejo de boa-sorte a todos eles.

Não faz parte da minha natureza "fazer campanha" a favor do Cinemajb, mas sim a favor do voto. Por isso mesmo, espero que acedam ao blogue do Pedro e votem em todas as categorias, tal como eu já fiz!


Agradeço ao Pedro e a todos vós este novo voto de confiança!

Uma nota final de agradecimento ao David Martins, autor do blogue CINE 31, e cuja chamada de atenção para todo este aparato que quase me passava ao lado, é a mais recente razão para um agradecimento mais pessoal a este que é um dos mais entusiastas e atenciosos visitantes deste meu espaço.
Tal é visível, não só na quantidade e qualidade das intervenções do David aqui no blogue, mas também nas sempre prestáveis contribuições em outros domínios -nomeadamente o visual- para o Cinemajb.
Além disto, o David é já uma lenda vida desta blogosfera, com o seu CINE 31 acabadinho de completar 5 anos!

Não querendo descurar, como é óbvio, outros excelsos visitantes e comentadores do Cinemajb...
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Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Três)

Nível: Médio


"Great trilogies come in three."

Resposta- "Scary Movie 3- Outro Susto de Filme"

Vencedor- Filipe Costa
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Especial Hayao Miyazaki- Alegações Finais

É com algum pesar que o digo, mas há que constatar: o Especial Hayao Miyazaki terminou. "Oficialmente"? Só agora.
"Off the record"? Há vários meses.

Começou como um impulso, desenvolvendo-se numa ânsia incontrolável de conhecer mais deste autor japonês. Mas as dificuldades técnicas acabaram por ditar um final prematuro do que poderia ter sido uma descoberta ainda mais profunda da obra de Miyazaki.

Neste momento, não me encontro com a disposição suficiente para retomar a visualização da restante obra do autor, ainda para mais com condições técnicas tão adversas como as que enfrento.

Assim, não tenho escolha a não ser dar como terminado este especial. A fazê-lo, estão os seguintes comentários.

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Nota Introdutória

-A nível visual e artístico, a visualização das obras de Hayao Miyazaki foi de uma riqueza inestimável. Não só a belíssima animação, mas também a mágica banda-sonora foram responsáveis por alguns momentos de Cinema impagáveis.
É uma pena que a nível argumentativo, o autor se perca sempre. Ora demasiado infantil, ora demasiado confuso e, por vezes, incoerente e insuficiente. A história, o factor nuclear do sucesso de um filme, deixa sempre a desejar em alguma vertente. O que é de lamentar...


Kiki- A Aprendiz de Feiticeira (1989)


Um filme menor, não só no género animado, mas também na filmografia do autor. Não é especialmente marcante em qualquer campo, e a sua visualização, e não querendo classificá-la de "inútil", foi... escusada.

Consulta a crítica, na íntegra, aqui.


A Viagem de Chihiro (2001)


Sem sobra de dúvida, e independentemente de ser o meu filme preferido de Hayao Miyazaki, um caso de sobrevalorização. A sua fruição visual é inquestionável, mas as questões deixadas por responder pelo argumento são demais.

Consulta a crítica, na íntegra, aqui.


Ponyo à Beira-Mar (2008)


Não foi o começo ideal. As expectativas eram elevadíssimas, mas não me deixei contagiar pelo filme. Afinal de contas, não tenho como não o achar tremendamente infantil e até algo desorientado.

Consulta a crítica, na íntegra, aqui.

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-Ainda assim, espero sinceramente que tenha sido do agrado dos leitores. Ainda que tenha sido "Sol de pouca dura"...

-Uma nota final de agradecimento ao David Martins, pela elaboração do excelente banner que ilustrou o Especial Hayao Miyazaki.

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