Fan-tás-ti-co


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É Nolan quem o diz

Batman regressa em 2012.
Joker nunca mais...
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Sinceramente?


Acho-o ligeiramente sobrevalorizado.

Mas não deixa de ser dos melhores filmes do seu género que já vi.

E com um final magnífico.
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Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Cinco)

Nível: Difícil


"When the world closed its eyes, he opened his arms."


Resposta- "Hotel Ruanda"

Vencedor- Filipe Costa
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Quando uma Cena vale por um Filme (IV)- Gangs de Nova Iorque


Uma de muitas grandes cenas e provas do talento de um enorme actor, numa obra-prima cuja crítica está disponível aqui.

Três palavras: Daniel Day-Lewis.

Digo e repito: provavelmente, a melhor interpretação que já vi.
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The Score- Sem Saída/Hitch- A Cura Para o Homem Comum

Exigia-se tão mais do que isto. Para aquele que é o único encontro de três dos maiores actores das suas gerações, Edward Norton, Robert De Niro e Marlon Brando, "The Score- Sem Saída" deixa demais a desejar.

Mas também, o que se esperaria com um argumento tão ridículo e uma realização tão fraca? Não deixa de ser, aliás, impressionante como Frank Oz consegue dirigir este elenco com tanta categoria de forma tão medíocre.

É certo que todos têm pouco que fazer, mas se já De Niro está indiferente ao que o rodeia, Brando (no seu último papel) pavoneia-se igualmente sem interesse.
É Norton, sobretudo enquanto o autista Brian, que ainda vai trazendo alguma luz a todo o projecto.

No entanto, não deixa de ser escandaloso que um elenco deste calibre resulte num filme tão pouco ambicioso.





Muito pouco a dizer. Enésima versão da comédia romântica, com bons e maus momentos, e rapidamente definível em duas palavras: Kevin James.
Hilariante.

Apenas uma observação, algo que me deixou alguma confusão: Allegra Cole, para súper-celebridade, deixa bastante a desejar em termos visuais, não?

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Máquina Zero


Bem-Vindo à Bodega.

Depois de ter visto a beleza na América, no seu filme de estreia, "Beleza Americana" (crítica aqui), o realizador Sam Mendes decidiu voltar-se para um tema bastante diferente: o da guerra. Neste caso, o da Guerra do Golfo. E, sem surpresa, Sam Mendes voltou a encontrar beleza, muita beleza. É, aliás, esse o seu dom.

Mas a sua maior qualidade, é mostrar esta beleza ao espectador. E em "Máquina Zero", Mendes fá-lo através da estonteante e libertadora fotografia de Roger Deakins que, numa reinvenção magnífica do conceito visual do "filme de guerra", obtém um trabalho verdadeiramente genial.

A "contracenar" com a fotografia de Deakins, está um elenco seguríssimo. Jake Gyllenhaal tem a sua melhor interpretação desde "Donnie Darko". Excelente trabalho do actor, com uma performance intensa e repleta de garra. Bastante bem está também Peter Sarsgaard, que surpreende ao obter, de longe, a melhor interpretação da sua carreira.
Pedia-se, no entanto, muito mais protagonismo para Chris Cooper. Já Jamie Foxx, embora não comprometendo o resultado final, mantém-se no seu habitual registo que me desagrada.

No entanto, "Máquina Zero" acarreta dois problemas. O primeiro, é o facto de "Máquina Zero" ser o filme de guerra com menos guerra de sempre. Percebem-se as intenções de Sam Mendes e a essência do argumento: apelar à reflexão. No entanto, uma ou outra sequência de acção não ficaria nada mal. Mas tal teria como consequência uma duração excessiva, já que o argumento de "Máquina Zero" não tem (entre outras coisas), a "elasticidade" do argumento de "Apocalypse Now".

Ainda assim, o principal busílis de "Máquina Zero" é mesmo o seu argumento, uma questão estrutural que, a dada altura, faz com que o filme de Sam Mendes perca todo o seu fulgor.
Esta reviravolta dá-se, sensivelmente, nos momentos em que os soldados partem para combater, após meses no acampamento. O registo satírico e divertido é substituído por mais uma incursão dramática nos traumas de guerra. Algo que, a meu ver, era escusado.

Com a agravante de "Máquina Zero" ter ainda uma vertente filosófica e simbólica substancialmente desenvolvidas, mas que acabam por contribuir para a dispersão da história, sobretudo na segunda parte do filme. Começam a ser demasiados os momentos-chave que exigem uma interpretação mais distante e, creio, nem todos eles foram feitos para o público entender. Embora sejam, sem dúvida, oportunidades que Sam Mendes não desperdiça para a elaboração de cenas inesqucíveis, como o vomitar de areia.

Mas "Máquina Zero" não deixa de ser uma das mais interessantes incursões sobre a guerra que já vi.


"Welcome to the suck."

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Nunca mais, nunca mais...

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Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Quatro)

Nível: Fácil


"Protecting the Earth from the scum of the universe."


Resposta- "Homens de Negro"

Vencedor- David Martins
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Tudo mal...

Ontem, revi "Os Intocáveis". Do início ao fim, apenas vi o filme uma vez. Quando o comprei, nos tempos em que ainda adquiria DVD's de filmes que nunca tinha visto, estava excitadíssimo. A edição era bem porreira, e o filme em si é tido como um dos melhores de gangsters. Ainda para mais com a premiação de Sean Connery. Quando vi o filme, fiquei abaladíssimo. Foi verdadeiramente decepcionante. Foi, aliás, tão decepcionante que nem me apeteceu escrever ou pensar mais sobre o assunto. Reflectir sobre o que estava mal em "Os Intocáveis".

Ontem, apeteceu-me rever o filme. Não o filme todo, mas algumas cenas-chave que, já agora, me permitissem obter uma opinião mais conclusiva sobre a obra de Brian De Palma.
E o que está, afinal, mal em "Os Intocáveis"? Tudo...

Mas como é possível que este seja considerado um grande filme, de gangsters ou do que quer que seja?!
Senão, veja-se:

A Realização

Anedótica. É incrível como algumas cenas estão tão ridiculamente mal concebidas. Por exemplo, na cena final do julgamento, após a condenação de Al Capone, o que vemos? Robert De Niro aos saltos, de forma grotesca, e Kevin Costner a tentar aproximar-se dele para lhe dizer a (frouxa) one-liner final, que De Niro... não ouve! Tem de pedir a Costner que repita o que disse!!

Ou na cena em que ambos se encontram no Hotel, e onde De Palma encena a violência de forma tão gratuita quanto idiótica (De Niro não suportou o tom de voz de Costner e quis logo partir para a violência?...).

Já para não falar das cenas de acção. No restaurante, no momento em que Capone rebenta a cabeça a um imediato seu, com um taco de basebol, só tive vontade de rir. Mas existiu alguma preocupação estética? A sonoplastia, por exemplo, é risível.

E a cena na estação? Costner só pode ser um super-homem, para conseguir matar todos aqueles homens, apanhar a arma que Andy Garcia lhe atira e ainda segurar o carrinho do bebé...

E os momentos em que Malone está a morrer? Sean Connery parece estar com prisão de ventre, bem como uma forte vontade de esbofetear Costner

E a banda-sonora? Sempre, sempre no momento errado... Pseudo-épica, mas sempre fora de contexto e terrivelmente irritante...


O argumento

Que ridículo... Que diálogos são aqueles?
Pergunta Malone a Stone:
"-São Judas, o patrono das causas perdidas e dos polícias... Qual queres ser? (Deixa cá ver, entre afirmar que quero ser aquilo que já sou, que é polícia, e "causas perdidas"... O que hei de dizer?...)
-Polícia" (Boa! Resposta mentalmente sã!)

E é com cada one-liner mais banal e parola... "Never stop fighting until the fight is over". A sério? Boa...

E as próprias cenas, não fazem sentido...
Uma das cenas finais, em que Ness desmascara Frank Nitti às portas do tribunal. Nitti foge, Ness persegue-o. Ness chega ao topo do edifício. Olha para baixo, e vê Nitti a tentar descer o prédio por uma corda. Ness saca da pistola, e mira para tentar acertar em Nitti. Mas, por alguma razão... perde a vontade! E volta a colocar a pistola no coldre, enquanto olha para Nitti. E Nitti, vendo a desistência de Ness, o que faz? Continua a descer o prédio, para assim fugir e evitar a prisão? Não! A meio caminho, decidide voltar a subir tudo o que já tinha descido (!), a rir-se (!!) para, chegado novamente ao telhado do prédio, se deixar prender por Ness (!!!). Obviamente que Nitti decide tecer um outro comentário menos simpático, e o que faz Ness? Continua a sua detenção? Agride-o? Dá-lhe um tiro?! Não! Atira-o do prédio abaixo!!!
Mas isto fará algum sentido, ou sou só eu?!


O Elenco

Vai pelo mesmo caminho. Kevin Costner não convence como polícia durão. Robert De Niro faz uma figurinha ridícula. Sean Connery não justifica, de todo, o Óscar. Está bem, não nego. Mas Óscar?! Andy Garcia tem pouco espaço...


A Conclusão

Está tudo mal em "Os Intocáveis".

Tudo mal...
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