E depois daquela coisa a que alguns chamaram de teaser trailer...

As férias chegaram
O Castelo Andante
O que acham? Faço bem? Mal?
Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


Tinha isto gravado em VHS e de tempos a tempos via-o com enorme prazer. É um filme chunga com um bom elenco e com um argumento mais que visto. Mas pronto, dava-me prazer e lá estava eu...

John Milius também fez um filme a malhar nos "reds" (cinema muito em voga nos anos 80). Aqui previu uma invasão dos sovieticos aos EUA e uma jovem resistencia para lhes fazer frente. Outro dos filmes que eu curtia à brava e que pelos vistos vai ter um remake...

uma certa vez numa noitada de cervejolas um amigo meu estava a contar a história de um filme espectacular sobre um ex-combatente do Vietname que tinha a policia à perna e se tinha refugiado na selva e sozinho lutara contra um exercito. Na altura sabia lá eu quem era o Stallone e muito menos o Rambo e naquilo em que se iriam transformar.

Infiltrado/ A Fúria do Último Escuteiro



Michael Douglas e as femme fatale
No entanto, tal não era assim nos tempos áureos do primeiro capítulo de Oliver Stone. Aliás, foi nesse ano de 1987 que Michael Douglas alcançaria o auge da sua carreira. Venceu um Óscar, sim, mas o meu foco será numa outra obra do presente ano e que traria ao mundo a primeira femme fatale de Michael Douglas.
Note-se que este é um artigo meramente didáctico, feito por gosto pessoal e sem razão aparente. Apenas me parecem uma série de concidências interessantes, já que nenhum dos filmes ou actores aqui mencionados (incluindo o próprio Michael Douglas) se encontra na lista dos meus favoritos.

A sinopse- Michael Douglas teria aqui a sua primeira "aventura", a mais familiar e pessoal. Enquanto o advogado Dan Gallagher, Douglas vai fazer uma marotice com Alex Forrest, interpretada de forma brilhante por Glenn Close.
Alex não vai gostar de ser rejeitada (já que Dan era casado e viu tudo como um caso de uma noite) e vai assegurar-se de que, de uma maneira ou de outra, Dan será seu.
Vai, digamos, por coelhos em pratos limpos. "Coelhos"? Eu queria dizer "tudo".
A femme- Esta femme fatale foi fiel ao seu título e acabou por fazer a vida bem negra, não só a Dan, mas à sua restante família. Intimidações, actos de legalidade questionável e atitudes erróneas acabariam por mostrar a verdadeira demência de Alex Forrest.
O Douglas- O filho de Kirk Douglas faz aqui um papel relativamente fácil, sem muito esforço ou carga dramática. A do homem comum. O simples protótipo do homem comum, um papel acessível.
Sobre o filme- O filme em si constituiu um sucesso enorme: Nomeações para os Óscars, criação de novos vocábulos, sessões fotográficas em conta e, para mais tarde recordar e acima de tudo, uma grande, grande interpretação de Glenn Close.

A sinopse- Um polícia mandrião, alcoólico e algo (muito) kinky -Michael Douglas em mais um papel banal- encontra-se a investigar um homicídio violento, quando se vai envolver com a principal suspeita, Catherine Trammell (electrizante Sharon Stone), uma escritora perita em jogos psicológicos e em... quebrar o gelo.
A femme- Uma vez mais, Michael Douglas é completamente engolido pela sua co-protagonista. Desta feita, é Sharon Stone que o faz, ainda com mais classe e pinta do que Glenn Close, cinco anos antes. A sua Catherine é uma das melhores personagens dos anos 90, desconcertante e marcante, responsável por um par de momentos verdadeiramente inesquecíveis. E sim, sempre com um pé à frente de Nick.
O Douglas- Regular, uma vez mais. O seu Nick Curran é um personagem muito fácil e substancialmente esterotipado -quem não se lembra do Nick Conklin de "Chuva Negra" ?- e que, definitivamente, não é a verdadeira estrela do filme.
Sobre o filme- Cativante, viciante, desconcertante, imperdível, de impossível interrupção da visualização, incapaz de desagradar e que vai melhorando a cada visualização. Um exemplo a seguir, no campo do policial de suspense, um sucesso estrondoso e que ainda arrecadou alguns prémios. E claro, com aquele toquezinho hardcore tão bem vindo.

A sinopse- Um executivo de uma empresa informática envolve-se com a sua superior (Demi Moore)... e arrepende-se. A menina não gostou de ser rejeitada e vai pôr-lhe um processo em cima.
A femme- Se é certo que não falta sensualidade a Demi Moore, já o seu (pouco) talento surte mais dúvidas. Ainda para mais com um papel bastante limitado (esta femme fatale não passa de uma mulher mimada e arrogante, sem nenhum objectivo definido.
O Douglas- Pobre Michael Douglas... Aqui já está velho de mais. Para além disto, o personagem em si não passa de um banana. Teve a sorte de contracenar com Moore, porque de resto, limita-se a ganhar o dele.
Sobre o filme- Um tiro ao lado. Barry Levinson tentou aproveitar-se dos filmes anteriores, mas esqueceu-se que o seu vale zero. Banal, sem fôlego ou um pingo de inovação, e muito enganador. Não tem nada de thriller, nada de erótico, nada de acção, nada de nada... Não se deixem enganar como eu, ignorem este...
Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Sete)
The Final Cut- A Última Memória/ Funcionário do Mês



E do nada, vi-o!






