Não há que enganar


It's going to be one hell of a summer!


Fonte
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Instinto Fatal

Depois do curioso e nada agradável "Desafio Total" (crítica aqui), Paul Verhoeven dá a sua cartada de mestre neste badalado thriller erótico que chocou audiências por todo o mundo aquando da sua estreia, mas que se trata, sobretudo e principalmente, de um dos policiais mais cativantes das últimas décadas.

Verhoeven mantém (algumas) caractéristicas já evidenciadas noutras obras, como a exibição de cenas de substancial violência, bem como uma grande (enorme!) dose de tensão sexual. Tensão esta que é concretizada e personalizada através de Sharon Stone, que não só tem uma excelente interpretação, como compõe igualmente uma das melhores personagens femininas de sempre.

Stone, quando aliada ao desconcertante trabalho de Verhoeven (os planos (muito!) pouco convencionais, interligados meticulosamente com uma banda-sonora arrepiante, sempre mantendo de forma irrepreensível o suspense e aumentando o interesse), faz o filme.

Se outros factores técnicos e humanos se mantivessem a este patamar, estaríamos certamente perante um grande filme.

Assim, fica-nos um filme naturalmente inesquecível, mas apenas um bom filme.


"-Got some coke?
-I've got a Pepsi in the fridge."

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Robin Hood


Seria incorrecto afirmar que "Robin Hood" tinha potencial para mais, porque de facto... não tem.
Mas lá que se esperava muito, muito mais de Ridley Scott e companhia, disso não restam dúvidas.

A própria história de "Robin Hood" é limitada a todos os níveis, desde as personagens, passando pela estrutura narrativa (quase episódica e que, com o passar dos minutos, vai perdendo força), até à falta de carga dramática, tão visível em, por exemplo, "Gladiador" (crítca aqui).

E já não bastando o facto da história não passar da mediania, também o argumento se dá ao luxo de ser demasiado sintético para o que era pedido. Diálogos breves, pouco fluidos e definitivamente pouco marcantes, aos quais o adjectivo épico não pode ser associado. Cenas banais, forçadas e desnecessárias. Personagens irritantes e facilmente descartáveis.

Ridley Scott bem tenta fazer alguma coisa para atenuar estas falhas mas, excepção feita a um ou outro momento memorável (como o disparar de uma flecha, em slow-motion, algo que me agradou imenso), a realização do veterano realizador nada consegue fazer para salvar "Robin Hood".

O facto é que o que aqui foi tentado, não incursar pela já conhecida história, acaba por originar uma série de novos erros e fragilidades que a equipa de "Robin Hood" não foi capaz de colmatar.

Dos restantes aspectos técnicos, apenas a fotografia merece (algum) destaque.

Quanto ao elenco, todo ele não sai, invariavelmente, da mediania. Russel Crowe tenta dar um certo carisma à personagem, algo que até nem é desapropriado, já que "Robin Hood" aposta muito mais no humor do que no verdadeiro drama (até porque não tem capacidade para isso), mas que não satisfaz na totalidade.
Cate Blanchett limita-se a fazer uma cara sisuda e Mark Strong está a anos-luz da sua interpretação em "O Corpo da Mentira" (crítica aqui).

No final, "Robin Hood" entretém satisfatoriamente. Mas tal tarefa é, a meu ver, muito pouco ambiciosa.
"Robin Hood" fica na sombra, não só de "Gladiador", mas também de qualquer outra obra de Ridley Scott.
E ninguém mais do que eu lamenta isso.


"Rise, and rise again. Until lambs become lions."

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It all ends there


Parece que vem mesmo aí uma coisa em grande.

E se é certo que a fragrância mágica já desapareceu há muito tempo (desde o quarto filme que o que temos é uma intriga enjoativa típica dos Morangos com Açúcar), não será incorrecto afirmar que a vertente épica está cada vez mais apurada.

E, nesse sentido, creio que este (pen)último filme da série não vai desiludir ninguém. A julgar pelo poster, pelo menos...
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Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Oito)

Nível: Difícil


"Only the legend will survive."
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Pergunta: O que fazer, quando um épico realizado por Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe não corresponde às expectativas?




Resposta: Ver um épico realizado por Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe que as supera.

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Só mesmo para dar outro exemplo

Filme- "Matrix Revolutions"

Contexto- Smith (enquanto Bane) luta contra Neo na nave de Morpheus. Neo fica cego. Bane diz:

"I wish you could see yourself, Mr. Anderson."

tradução:

"Gostava que te pudesses ver, Mr. Anderson."

Já o facto de "Mr." não ser traduzido, é risível. Tendo em conta que o que vemos é um homem a tratar outro pela segunda pessoa do singular, mas a chamá-lo ainda assim de Mr./Sr., tem o seu quê de ridículo não?

...
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Quando uma Cena vale por um Filme (VI)- Snatch- Porcos e Diamantes


Vinnie Jones dá uma lição de representação. Mas quem diria...

E o que se segue é igualmente delicioso.

Excelente trabalho de realização de Guy Ritchie e, claro, excelente escrito do mesmo.

Atentem no monólogo de Jones. Genial.
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Fan-tás-ti-co!


Elenco sublime

Realização magnífica

Argumento genial


Adorei. Muito bom mesmo.
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Tudo Bons Rapazes


Um filme sem magia. Foi a clara sensação que me ficou. Independentemente da mestria de Martin Scorsese, que existe e é visível em duas ou três cenas memoráveis (embora Scorsese tenha demonstrado mais amor pelo Cinema noutros trabalhos), "Tudo Bons Rapazes" sabe a pouco. Talvez o problema esteja no realismo com que é filmado, que lhe dá uma fragrância documental muito pouco estimulante.

O elenco está todo bastante bem, embora apenas Joe Pesci obtenha uma interpretação realmente digna de destaque. É também uma pena que Robert De Niro tenha sido tão menosprezado para segundo plano.

O argumento também não é nada de transcendente. Uma narrativa episódica, viciante é certo, mas nunca brilhante. Não há empatia.

Tal como não há empatia com todo o filme no geral. Não da minha parte. Não me disse mesmo, mesmo nada.

"What do you mean I'm funny?"

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