Instinto Fatal
Depois do curioso e nada agradável "Desafio Total" (crítica aqui), Paul Verhoeven dá a sua cartada de mestre neste badalado thriller erótico que chocou audiências por todo o mundo aquando da sua estreia, mas que se trata, sobretudo e principalmente, de um dos policiais mais cativantes das últimas décadas.
Verhoeven mantém (algumas) caractéristicas já evidenciadas noutras obras, como a exibição de cenas de substancial violência, bem como uma grande (enorme!) dose de tensão sexual. Tensão esta que é concretizada e personalizada através de Sharon Stone, que não só tem uma excelente interpretação, como compõe igualmente uma das melhores personagens femininas de sempre.
Stone, quando aliada ao desconcertante trabalho de Verhoeven (os planos (muito!) pouco convencionais, interligados meticulosamente com uma banda-sonora arrepiante, sempre mantendo de forma irrepreensível o suspense e aumentando o interesse), faz o filme.
Se outros factores técnicos e humanos se mantivessem a este patamar, estaríamos certamente perante um grande filme.
Assim, fica-nos um filme naturalmente inesquecível, mas apenas um bom filme.
"-Got some coke?
-I've got a Pepsi in the fridge."

Robin Hood
Mas lá que se esperava muito, muito mais de Ridley Scott e companhia, disso não restam dúvidas.
A própria história de "Robin Hood" é limitada a todos os níveis, desde as personagens, passando pela estrutura narrativa (quase episódica e que, com o passar dos minutos, vai perdendo força), até à falta de carga dramática, tão visível em, por exemplo, "Gladiador" (crítca aqui).
Cate Blanchett limita-se a fazer uma cara sisuda e Mark Strong está a anos-luz da sua interpretação em "O Corpo da Mentira" (crítica aqui).
"Robin Hood" fica na sombra, não só de "Gladiador", mas também de qualquer outra obra de Ridley Scott.
E ninguém mais do que eu lamenta isso.
"Rise, and rise again. Until lambs become lions."
It all ends there

Passatempo: A que filme pertence esta tagline? (Oito)
Pergunta: O que fazer, quando um épico realizado por Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe não corresponde às expectativas?
Só mesmo para dar outro exemplo
Contexto- Smith (enquanto Bane) luta contra Neo na nave de Morpheus. Neo fica cego. Bane diz:
Já o facto de "Mr." não ser traduzido, é risível. Tendo em conta que o que vemos é um homem a tratar outro pela segunda pessoa do singular, mas a chamá-lo ainda assim de Mr./Sr., tem o seu quê de ridículo não?
...
Quando uma Cena vale por um Filme (VI)- Snatch- Porcos e Diamantes
E o que se segue é igualmente delicioso.
Tudo Bons Rapazes




