Quando uma Cena vale por um Filme (VIII)- Jogo de Espiões


A melhor cena do filme, a meu ver.

O confronto de gerações, com Brad Pitt a proporcionar o estilo, mas com Robert Redford a roubar para si toda a cena.

Chamo a atenção, ainda, para a maravilhosa banda-sonora.

Read more

E com tanta euforia por causa d'A Origem...

...tive que adquirir isto!

Read more

Jogo de Espiões



"Jogo de Espiões" é um filme que me diz muito mais do que à partida poderia pensar, e cuja tarefa de detecção dos seus defeitos e qualidades é bem mais complexa e pessoal do que o previsto.
O termo "guilty pleasure" emerge de imediato na minha mente.

"Jogo de Espiões" tem o seu cerne no confronto e contraste entre dois homens, o passado e o futuro, experiência e a beleza, a sensatez e a rebeldia e sendo, sobretudo, a história das vivências de Nathan Muir (um papel delicioso que Robert Redford agarra com uma segurança notável e molda a seu bel-prazer com todo o talento que possui) e Tom Bishop (personagem que carece de maior dimensão, e que não dá espaço a Brad Pitt para nada mais do que um registo razoável).

No entanto, é na forma como dispõe estas vivências, que "Jogo de Espiões" obtém o seu maior trunfo.
O estilo e o exibicionismo são conceitos de que o realizador Tony Scott nunca prescinde no seu
método de trabalho, e tais estão presentes em "Jogo de Espiões" e a tornar a experiência cinematográfica em si mais intensa, delicada e aprazível.

É assim, pois, e a par da excelente performance de Redford, a vertente argumentativa o ponto mais alto de "Jogo de Espiões", que aposta numa trama pouco convencional (de teor sobretudo político, e não de acção) e algo complexa.

Trama esta que divide a sua acção em vários momentos -a maior parte deles em flashback- delimitados, de forma muito bem sucedida, por uma cinematografia cuidada, acompanhados por uma banda-sonora fenomenal de Harry Gregson Willis e pautados por uma ou outra grande cena (e estas, por sua vez, repletas de diálogos -maioritariamente por parte de Redford- fenomenais).

Revista a situação, a problemática mantém-se: "Jogo de Espiões", guilty pleasure ou não?


"Don't ever risk your life or your career for an asset. If it comes down to you or them... send flowers."

"-Fuck your rules, Nathan.
-Okay. But tonight they saved your life."

[Análise re-editada a 30/07/10]
Read more

António Feio (1954-2010)



R I P
Read more

A origem da perfeição...

...começa na mente de Nolan e termina nas lágrimas de DiCaprio.


Não há palavras. Não as há, pura e simplesmente.


Hoje, poderia morrer, que morreria feliz.
Hoje, vi "A Origem".

Read more

Snatch- Porcos e Diamantes

Até o dia em que assisti a esta verdadeira injecção de adrenalina e divertimento que é “Snatch- Porcos e Diamantes”, o nome de Guy Richie era um que assimilava com significativa indiferença. “Revólver” fora um memorável exercício estético, mas portador de (uma falta de…) um dos argumentos mais complexos que já vira, e “Sherlock Holmes” (crítica aqui) nada mais tinha sido do que uma desilusão.
Foi assim com as expectativas relativamente baixas que assisti a este “Snatch- Porcos e Diamantes”, que se revelou, a todo e qualquer nível, não só uma enorme surpresa mas também um imediato integrante na lista dos meus filmes de eleição.

No entanto e antes de mais, deve ser feita uma brevíssima reflexão sobre algum do background de “Snatch- Porcos e Diamantes”, que deve toda a sua frescura e energia a uma obra-prima maior do Cinema: "Pulp Fiction".
Quentin Tarantino revolucionou a 7.ª Arte e instaurou um novo estilo, estilo que moldou a carreira de realizadores como P.T. Anderson e, claro, Guy Richie. Já “Pulp Fiction” assumiu-se, muito naturalmente, como a obra “a seguir” deste novo estilo. E “Pulp Fiction” foi, efectivamente, descaradamente decalcado sobre novas situações, contextos e personagens, várias vezes. “Um Trunfo na Manga” (crítica aqui) e “Há Dias de Azar…” (crítica aqui) são exemplos disso mesmo. Mas, ambas as obras carecem de um toque de génio que lhes confira uma identidade própria.
E é aqui que "Snatch- Porcos e Diamantes" se demarca das obras previamente referidas.

O retrato do mundo do crime, idealizado por Guy Ritchie, é irresistivelmente genial. Um pouco mais leviano e caricatural do que o de Tarantino, sim, mas (quase) igualmente bem conseguido. Personagens maravilhosos, hilariantes e inesquecíveis, situações impensáveis e diálogos fenomenais.

Em toda a sua essência, "Snatch- Porcos e Diamantes" respira e transpira Tarantino. E o que Guy Ritchie consegue aqui é um produto que, embora não sendo (ou pelo menos não parecendo) totalmente original, é absolutamente maravilhoso.

E o que dizer da realização de Richie? No mínimo, dinâmica. Muitíssimo dinâmica. Ritchie filme "Snatch- Porcos e Diamentes" com uma destreza incrível, conseguindo momentos de puro Cinema.
Ritchie faz tudo bem, bem demais. Desde o slow-motion, passando pelos planos improváveis até ao discreto uso dos efeitos especiais. Estrondoso trabalho do britânico.

Dos restantes aspectos técnicos, convém enaltecer a fotografia e sobretudo a banda-sonora.

E, com certeza, referir o magnífico elenco. Brad Pitt está surpreendente e tem uma das melhores e mais hilariantes interpretações da sua carreira. Excelso e esforçadíssimo trabalho do actor, a provar que é ainda capaz de surpreender e a obter um registo insólito mas portador de grande profissionalismo e qualidade.
Ainda mais surpreendente é Vinnie Jones. Para aqueles que, como eu, o tinham como um tijolo amorfo (com estilo, mas um tijolo amorfo), é em "Snatch- Porcos e Diamantes" que Jones dá um estalo de luva branca a todos os que dele duvidaram.

O restante elenco está bastante bem também, com destaque para Dennis Farina, com um papel relativamente semelhante ao de "Jogos Quase Perigosos" (crítica aqui), e Benicio Del Toro, pelo curto tempo de antena.

Não obstante ligeiríssimas falhas, "Snatch- Porcos e Diamantes" é uma aventura de tensão e interesse crescentes, que se afirma sem dificuldade como a obra-prima de Guy Richie.


"You should never underestimate the predictability of stupidity."

"Yes, London. You know: fish, chips, cup 'o tea, bad food, worse weather, Mary fucking Poppins... London!"



Read more

Só mesmo para esclarecer

O Cinemajb sabe-o: o filme do ano já estreou e, apesar de ainda não o ter visto (desta semana não passa), assume agora total protagonismo no Cinemajb.

Resta uma questão: quem já viu, o que acha dele?

E sim, voltei. E agora, com mais força do que nunca.

Read more

Em Férias

Também tenho direito.

Dia 26 regresso, e num ritmo mais intenso do que nunca.

Até lá e umas excelentes férias para todos.
Read more

Quando uma Cena vale por um Filme (VII)- Um Amor Inevitável



Uma cena verdadeiramente inesquecível de um filme verdadeiramente delicioso e, quanto a mim e assim de repente, o melhor do seu género.

Read more

Atracção Fatal


Foi necessária uma segunda visualização para me aperceber de algumas das qualidades mais escondidas presentes neste muito interessante "Atracção Fatal".

Ensaio realista e pessoal sobre as desventuras de um homem vulgar que se envolve com uma invulgar mulher, "Atracção Fatal" é realizado de forma irrepreensível por Adrien Lyne que, com uma segurança notável se serve de uma banda-sonora arrepiante e sobretudo de uma fulminante montagem de Michael Kahn.
Constroi um punhado de cenas excelentes, justificando assim e sem a menor dúvida, a nomeação (e, quem sabe, a vitória?) para o Oscar de Melhor Realizador.

O argumento é que, sinceramente, me desagradou. Nem é o desenvolvimento da história, que Lyne vai tornando cada vez mais intensa (os últimos 20 minutos são de cortar a respiração), que me incomoda, mas sim a recta inicial do desequilíbrio de Alex, que soa claramente a forçado.

O elenco é uma mais-valia. Michael Douglas está bem melhor do que eu pensava, obtendo uma prestação esforçada. Anne Archer não fica atrás.
No entanto, e num patamar qualitativo totalmente distinto, está uma fabulosa Glenn Close que obtém uma magnífica, memorável e desconcertante interpretação. Criou-se uma das melhores personagens femininas das últimas décadas, e o mérito é todo de Close.

De resto, temos um filme memorável. Dificilmente um grande filme, mas ainda assim uma proposta imperdível.
E, porque não, uma proposta algo... indecente, não?


"Well, what am I supposed to do? You won't answer my calls, you change your number. I mean, I'm not gonna be ignored, Dan!"

Read more
Related Posts with Thumbnails