Guilty Pleasures: Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo


Desta vez, é Nuno Pereira, autor do blogue Cria o teu avatar! que nos deixa a lista dos seus cinco maiores guilty pleasures, com uma primeira posição bastante curiosa...



5 – Tom Yum Goong (2005)


Gosto do cinema de acção e com este filme acabei por descobrir o cinema Tailandês e o imenso artista que é o Tony Jaa num filme absolutamente incrível com cenas longas de pancadaria que hoje passados estes 4 a 5 anos já vi dezenas de vezes. A cena do restaurante com as escadas em caracol é absolutamente fantástica e viciante de ver.


4 - Banana Joe (1982)


Bud Spencer e todos os seus filmes eram sempre alvo da minha procura especialmente nos videoclubes, sendo que este Banana Joe foi dos poucos filmes de Spencer que vi em cinema e que na altura foi por um fio que eu e o meu primo não saímos mais cedo da sala..., pois as gargalhadas eram enormes e o divertimento tornava-se incomum para mais quando víamos o barrigudo do Spencer a dormir rodeado dos seus.... 30 ou 40 filhos.



3 – Commando (1985)

Este é o único filme após Terminator interpretado pelo Arnold que nunca vi em cinema... E não pela participação da Alyssa Milano que ainda era pequenina, mas sim pela sensação de força transmitida pelo monte de músculos que era Schwarzenegger este filme foi sempre visto e revisto varias vezes, muitas delas com os vizinhos e amigos de infância aqui da rua.



2 – Dumb and Dumber (1994)


Eu sou da era do VHS e embora tenha visto este filme em estreia no cinema, foi na fita de VHS vista em inúmeros serões e jantares familiares que este filme se tornou numa relíquia aqui em casa . Quando vinha o vizinho ou os tios e primos jantarem cá a casa.. que filme vamos ver ? A resposta era sempre Dumb and Dumber e todo se tornava ainda mais engraçado quando todos criamos contar as cenas momentos antes de elas acontecerem.... Jim Carrey és o maior :)



Ok é batota.... mas que posso dizer de um trailer que via sempre que chegava a casa varias vezes seguidas, que posso dizer destes dois minutos e meio que me mostravam mais alguma coisa do universo Matrix que tanto me fazia pensar, repensar e mesmo reinventar a própria imaginação do que era a Matrix. Certamente que foi um entre milhões que viveram esses longos anos de espera entre o original e as sequelas... Este trailer foi e é qualquer coisa de espectacular que vejo e revejo inúmeras vezes, só com este trailer as sequelas de Matrix afinal já valeram a pena, e por isso tenho que dizer este é o meu verdadeiro Guity Pleasure.
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Têm aqui duas tarefas:



1-Não rir

2-Refutar o que é aqui dito
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Titanic/Demolidor- O Homem sem Medo (Versão de Realizador)


Não há muito a dizer sobre "Titanic" que já não seja do conhecimento geral: um hino a lamechice, sem sombra de dúvida.

Ainda assim, reconheço que é um filme de visualização bastante fácil e até agradável. Dificilmente falhará em entreter o mais exigente dos espectadores, graças à sua vertente épica (mais concretamente, a técnica).






Porque há filmes tão, tão fracos, que a única Versão de Realizador que os beneficiaria seria uma que eliminasse a maior parte das cenas.


Porque há filmes com um argumento construído por base de uma lista interminável de clichés e show-off.


Porque há um elenco totalmente incapaz e mal dirigido.


Porque há um "realizador" que se atreve a afirmar que esta sua versão poderia ser superior ao projecto original, ou que tão pouco se dá ao trabalho de tentar alterar um projecto tão fracassado.


Porque há filmes miseráveis, ridículos e risíveis como "Demolidor- O Homem sem Medo" que, não importa quanto tempo lhes seja adicionado, continuarão a ser péssimos.


Porque acreditei eu nesta palhaçada?

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Bem-vindo a Zombieland


Se numa qualquer enciclopédia existir o termo guilty pleasure, a imagem que o ilustrará será um poster de "Bem-vindo a Zombieland".

Violento, tresloucado, inconsequente e delirante, "Bem-vindo a Zombieland" é um dos filmes menos preconceituosos que já vi, com o puro intuito de divertir quem o vê.

A forma descontraída e despretensiosa como o realizador Ruben Fleischer aborda a história é impagável. O elenco foi escolhido a dedo, e Woody Harelson tem uma entrega total a um papel moldado especialmente para o seu grande talento e carisma.

E "Bem-vindo a Zombieland" nem tão pouco precisa de um argumento especialmente sólido para assegurar o entretenimento, já que perde força ao fim da primeiro hora.

O truque, está em saber aproveitar os recursos disponíveis, e em conquistar rapidamente o espectador. E Fleischer não perde tempo a fazê-lo, orquestrando nos primeiros minutos algumas das melhores ... bem, pelo menos das mais insólitas cenas de Cinema desta década.

E eu não sei quanto a vocês, mas em mim resultou.
O termo guilty pleasure nunca pareceu fazer tanto sentido.


"You're like a penguin on the north pole who hears that the south pole is really nice this time of the year.
-There are no penguins on the north pole.
-Do you wanna feel how hard I can punch?"

"-You got to enjoy the little things.
-I hate to give credit to someone who looks like Yosemite Sam, but i'm righting it down. Rule n.º 32: "Enjoy the little things."

"-You're not gonna shoot them, are you?
-Not unless the shoot me. Oh, I hope they shoot me."

[Filme re-analisado e análise re-editada a 14/08/10]

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Cabine Telefónica


"Nao é curioso? Quando o telefone toca, pode ser qualquer pessoa. Mas um telefone a tocar, tem mesmo de ser atendido não tem?"
É a partir deste mote que parte "Cabine Telefónica" este original e... "libertador" filme, que com o seu elevado e bem sucedido teor claustrófobico, consegue agarrar o espectador do início ao fim.

A realização de Joel Schumacer é estilosa e dinâmica, mostrando a visão para deixar a desejar na concretização.
O argumento, tem a difícil tarefa de conseguir preencher com interesse um espaço tão pequeno como uma cabine telefónica. E consegue-o, com mais ou menos eficácia (vai perdendo força para culminar num final interessante, mas precipitado).

Colin Farrel tinha aqui a possibilidade de obter uma grande interpretação, mas o seu registo não chega nem perto do de "Em Bruges" (crítica aqui). É uma pena. Não que seja uma má interpretação, mas poderia ter sido muito maior.
Kiefer Sutherland,por sua vez, consegue ser infinitamente mais intenso, sem sequer precisar de mostrar a face.


"Isn't it funny? You hear a phone ring, and it could be anybody. But a ringing phone has to be ansered, doesnt´t it? Doesn't it?"

[Análise re-editada a 14/08/10]

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Esta pergunta é directamente para um grupo específico:

aqueles que têm blogues de cinema: já alguma vez sofreram os efeitos da dita "falta de inspiração"?

Nunca foi um fenómeno em que acreditasse muito, no entanto, sou agora confrontado com uma série de problemas que me têm vindo a arruinar esta "temporada"bloguística do Verão.

Desde a escassez de vontade de escrever, passando por alguma irritação derivada da tentativa de "forçar" uma crítica, até a uma clara sensação de que o meu vocabulário me parece, agora, extremamente limitado.
Sempre as mesmas palavras, os mesmos adjectivos, os mesmos pensamentos.

Não há inovação, não há frescura, não há vontade, não há evolução no meu método de escrita.
Em tempos -há alguns meses atrás e olhando para trás- tinha a clara sensação de que estava a evoluir no meu método de análise escrita.
Após editar uma crítica, olhava para o que tinha escrito e sentia-me orgulhoso.

Ultimamente, tal não me tem acontecido. De todo.
Todas as minhas análises me parecem iguais, carentes de chama e dedicação. Algo robóticas talvez.
Não me consigo explicar muito bem, enfim.

De qualquer forma, constato que, de uma forma geral, a minha vontade para escrever neste meu Cinemajb que tanto me orgulha, tem vindo a decrescer, cada vez mais radicalmente com o passar dos dias. E é uma situação que me tem vindo a preocupar seriamente.

A causa? Não sei. Talvez seja o Verão. Com o calor, a vontade de estar em frente a um computador diminui. Talvez seja só uma fase passageira, de puro desinteresse, tal como que a que passei, sensivelmente, há um ano atrás.
Talvez não.

Não me interpretem mal. O Cinema continua a estar no centro do meu mundo, a despertar-me sensações como nenhuma outra coisa.
É a vontade de me expressar sobre essas sensações, e sobretudo a capacidade de o fazer de forma minimamente bem conseguida que, sinto-o, estou a perder.

E, a ser assim, é o blogue e os leitores quem sofrem com isto.

Vejo-me então obrigado a assumir uma de duas posturas:
-uma postura preventiva e efusiva, onde tentarei mudar o método crítico do Cinemajb (nomeadamente para análises bem mais curtas, e uma maior selectividade nas obras a analisar, entre outras coisas);
-uma postura de indiferença, onde optarei por aguentar esta situação até ver os seus reais contornos e, espero eu, fim à vista.

No entanto, note-se claramente que este que vos escreve, o faz com um misto de estupefacção e atrapalhamento.
Ainda para mais, estando o Cinemajb a aproximar-se de um momento importante, gostaria imenso de poder dizer que permaneci activo nesta blogosfera por mais do que uns meros (se lá chegar) dois anos.

É por isso mesmo que necessito da opinião, reflexão e, se possível, do aconselhamento dos leitores do Cinemajb. Sobre toda esta problemática, sobre a questão que vos coloco no início deste texto e sobre o método crítico do Cinemajb.

Conto com vocês.
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Wonder Boys- Os Prodígios



Numa palavra: delicioso. Absolutamente delicioso, um feel-good movie com tanta descontracção quanto qualidade.

Curtis Hanson surpreende, após o bem-sucedido "L.A. Confidencial", e não só dirige com imensa segurança um elenco excelente, arrancando algumas das melhores interpretações de nomes como Michael Douglas, Tobey Maguire ou Katie Holmes, sendo é ainda capaz de proporcionar ao espectador belíssimos momentos de um cinema deveras apaixonante.

Para além disto, Hanson dobra um argumento que, apesar de recheado de insólitas personagens, não deixa de conter igualmente várias pontas soltas.

Não obstante este pequeno busílis, "Wonder Boys- Os Prodígios" é um filme para se apreciar com o coração e não com o cérebro.


"-She's a transvestite.
-You're stoned.
-She's still a transvestite."

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Down to three

Assim se encontra a lista de candidatos para o papel de Riddler, na continuação de "O Cavaleiro das Trevas".

Leonardo DiCaprio, Tom Hardy e Joseph Gordon-Levitt. São estes os três nomes.


Se me permitem, gostaria de deixar aqui algumas observações:

-Sim, fazem todos parte do elenco de "A Origem". Parece-me uma coincidência algo infeliz, pois dá a sensação de que houve aqui alguma cunha ou assim;

-Estava muito mais animado quando os nomes de Johnny Depp e Eddie Murphy ainda estavam envolvidos. Ver Depp como Ridler teria sido algo, certamente, fabuloso. Too bad;

-Não creio que DiCaprio tenha, muito honestamente, a "estaleca" para o papel. Pelo que Ledger nos deu, vemos que Christopher Nolan não se contenta com pouco.
Não é uma questão de talento, mas uma questão de versatilidade. DiCaprio não é o "camaleão" que Robert DeNiro, o já referido Johhny Depp e até mesmo Heath Ledger provaram ser.
Penso que é um actor demasiado rígido e algo (muito) typecasted, não como o "menino" de "Titanic" -um estigma que já conseguiu ultrapassar- mas como herói. De acção, de drama, de romance, mas um herói.

Quanto a Tom Hardy, pelo que vi em "A Origem", penso que dará um interessante... sidekick. Pouco mais. Até pode ter talento, mas eu não lho conheço em grande quantidade.

Assim, acho que é mesmo Gordon-Levitt a escolha ideal. Não só pelo grande talento que já demonstrou, mas também pelas parecenças físicas inegáveis com Heath Ledger, um dado que me parece interessante.


Embora, as minhas esperanças recaiam todas sobre Depp...
E, afinal de contas, a esperança é a última a morrer...



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Só vos peço

Fiquem atentos a este.

Garanto que não se vão arrepender.

Ele está escondido por entre outros blogues, na barra lateral.

Fiquem atentos.
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20000 e mais algumas

Já é alguma coisa.

Ia fazer referência quando chegasse às 20000 visitas, mas acabei por me atrasar um pouco.

Muito, muito obrigado a todos.
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