
Foi de uma forma quase chocante que hoje constatei a falsidade de tal estatuto, já que a sua visualização constituiu uma tremenda desilusão em vários campos.
Não era uma tarefa fácil, a de condensar todo um episódio bíblico da importância do retratado em "O Príncipe do Egipto" num filme, ainda para mais quando tem de se dar uma conversão para o formato animado. Não era uma tarefa fácil... e não foi alcançada.
"O Príncipe do Egipto" é um filme estagnado, com uma fórmula que se esgota muito facilmente, e claramente pressionado para enfiar todos aqueles momentos importantes da história do cristianismo numa brevíssima hora (até meia hora de filme, nada de histórico- ou importante... ou interessante-acontece). Notam-se os avanços repentinos na história e a falta de fluidez na narrativa, e o resultado é um filme que acaba sem darmos por ele.
É uma pena, e não estou feliz com esta conclusão, mas foi o que senti. Uma enorme pressão, falta de liberdade artística e criativa.
Quanto à animação em si, nota-se o pesar dos anos em algumas sequências, no entanto e de uma forma generalizada, "O Príncipe do Egipto" é um filme visualmente encantador e portador, inclusive, de um dos momentos mais memoráveis da história do Cinema animado, a épica divisão do Mar Morto.
Independentemente de tudo isto, fiquei muitíssimo decepcionado com esta revisão de "O Príncipe do Egipto". Uma sensação de pressão manteve-se durante todo o filme, no entanto, não será com isto que "O Príncipe do Egipto" irá perder a importância que tem na minha vida. Eis um filme que, mais do que muitos outros, merecerá uma nova oportunidade em breve.








