O Mentiro Compulsivo / Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio


É uma pena que o argumento seja construído à base de uma incoerência que afecta todo o filme.

Não mentir não é o mesmo que dizer sempre a verdade.

É este o problema de "O Mentiroso Compulsivo". Confunde a sua premissa, para fomentar de forma mais fácil a tolice.

De resto, o overacting de Jim Carrey é delicioso. Um dos melhores papéis cómicos de que me lembro, a valer todo o filme e a fazer esquecer grande parte do restante elenco amador.
Carrey, que dá ainda uma pontinha no campo mais sério, faz de "O Mentiroso Compulsivo" um dos meus grandes guilty pleasures.






Sem dificuldade, o melhor filme da saga e o único com substância.

Lucas Black pode não ter o charme, mas tem o talento. O personagem Han é muito bem conseguido.

Dois excelentes momentos a recordar: o diálogo entre Sean e Han, sobre o valor de um homem e o valor de um carro, e o excelente final que nos brinda com um cameo de Vin Diesel.


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Os Mercenários/Resident Evil: Ressureição


É certo que não se esperava muito, mas esperava-se mais. A nível argumentativo, "Os Mercenários" vale zero. É mesmo uma mera desculpa para "tiros, bombas e murros nas trombas".
E quando tenta inventar, mete o pé na argola. O repescar do personagem de Dolph Lundgren, por exemplo, é ridículo.
Mas enfim, também não é esse o verdadeiro objectivo de "Os Mercenários", mas sim o de entreter.

Sylvester Stallone tem vindo a demonstrar cada vez mais maturidade atrás das câmaras, e apesar de 90% de "Os Mercenários" ser só acção desmiolada, é acção mais do que satisfatória.

Além disso, Stallone ainda consegue dois grandes momentos: o surpreendentemente dramático monólogo de Mickey Rourke e claro, a tão badalada cena entre o próprio e Arnold Schwarzenegger (Bruce Willis está claramente a mais) muito, muito bem conseguida.

O elenco faz aquilo que já se esperava., uns melhores do que outros.
Mickey Rourke, Jake Roberts e mesmo Stallone estão bastante bem. Jason Statham e Jet Li não.

Vale pelo entretenimento, pela honestidade e até mesmo pela alma de Stallone, que soube envelhecer o seu cinema.





Mau, mau, mau. Paul W.S. Anderson é um mero coordenador de efeitos especiais, nunca um realizador.

Clichés, irrealismo, buracos no argumento, elenco péssimo. Não consegue entreter, não se consegue ligar aos outros filmes.

Dos piores filmes do ano.

For the record, este foi a minha primeira experiência em 3D numa sala de Cinema. Não me espicaçou particularmente, bem pelo contrário...

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Senhoras e senhores, o Melhor Actor do Mundo?


Assim parece. Que alívio tão grande.

Agora, mais do que nunca, espera-se ansiosamente o reencontro entre Joaquin Phoenix e David Letterman, marcado para os próximos dias!

Estou, confesso, estranhamente feliz com esta confirmação daquilo sobre o qual já vinha a desconfiar desde o início. Finalmente!


"Am I not merciful?!"
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Qunado uma Cena vale por um Filme (XIII)- Tróia


De facto, ainda não me tinham ocorrido outras fontes de vídeo para além do Youtube. Contornado este problema, deixo-vos por fim com um momento que já queria exibir há algum tempo.


Se não há duvidas de que se trata da melhor cena de "Tróia" (crítica aqui), também se afirma facilmente como um dos mais excitantes combates a dois -porque não, o melhor?- já vistos num épico.


É uma luta coordenada ao pormenor, com uma faixa musical a encaixar na perfeição e, no meu caso, profundamente viciante.

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Joaquin... Fénix?


É, desde há uns meses para cá, um dos maiores mistérios que assolam o mundo da 7.ª Arte. O actor de renome Joaquin Phoenix, já nomeado por duas vezes para os Óscars, é actualmente uma das personalidades que mais polémica gera.
A polémica é bem conhecida. Os motivos é que nem por isso...

Tem vindo a surgir a teoria de que toda esta alienação e aparente mudança de personalidade, não passa de uma elaborada farsa. Com que objectivo? Porque razão? Para quando a verdade?

Estas eram as questões a que o documentário de Casey Affleck, também actor, sobre Phoenix iria responder... ou não...

Agora que o documentário já estreou, qual é, afinal, o Joaquin Phoenix que está "still here"?
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Alien- O Recontro Final


There are some places in the universe, you don't go alone... except if you're with James Cameron.

James Cameron tinha todas as razões e desculpas para falhar aqui.
"É difícil suceder/fazer justiça/ser digno/ser superior a um filme revolucionário como "Alien- O Oitavo Passageiro". "As sequelas são quase sempre inferiores aos filmes originais"
Assim sendo, ninguém esperava que Cameron fosse capaz de elaborar este magnífico, envolvente e apaixonante -sim, leram bem- filme, um exemplo inatacável e inabalável no campo da ficção científica fusionada com o terror e a acção.

Foi aqui que James Cameron brilhou mais alto. Foi aqui que James Cameron elevou ao máximo esta tão querida saga de filmes. O retrato que Cameron faz de todo este universo é de uma dedicação quase hipnótica, quer nos foquemos na captação dos cenários, feita de forma pautada e tranquila para que o espectador se possa ambientar bem, ou na magnífica direcção de actores.

James Cameron dá-se ainda ao luxo de experimentar vários registos, alternando-os em proporção, relativamente aos cenários. A acção, o terror, o suspense, o drama e até o humor. Refira-se que, para alguns destes registos, determinados elementos do elenco são imprescindíveis.

Sigourney Weaver tem a melhor interpretação da sua carreira, presenteando-nos com uma prestação esforçadíssima, segura e mais do que credível. Uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz mais do que justificada.
Secundários de luxo, como o já conhecido de Cameron, Michael Biehn, o aqui estreante Lance Henriksen, a jovem prodígio Carrie Henn e os sidekick's Bill Paxton, Jennete Goldstein e Al Mathews garantem fabulosos momentos de grande Cinema.

Os valores de produção são, no mínimo, louváveis. Uma banda-sonora inebriante de James Horner suporta outros aspectos técnicos muito competentes, como uma desgastante (no bom sentido, obviamente) fotografia em tons de cinzento, uma cenografia, no mínimo, muito ambiciosa e, claro, efeitos especais ao mais alto nível e, sobretudo, actuais.

O que James Cameron faz aqui, é ir mais longe. Simplesmente, ir mais longe. No número de Aliens? Sim, sem dúvida. Mas também no aprofundamento da personangem Ripley, na maior focalização do amor maternal, no lidar com mais e maiores espaços, com mais actores, mais efeitos especiais, etc...
É ir mais além. É ir além de "Alien- O Oitavo Passageiro".

James Cameron tinha tudo para falhar. Mas não o fez. Muito pelo contrário, não só fez o melhor filme de toda a saga, como também o melhor filme da sua carreira.
E claro, o melhor filme de terror espacial da história do Cinema.


"I like to keep this handy... for close encounters."

"Man, you look just like I feel."

"-Hey Vasquez, have you ever been mistaken for a man?
-No. Have you?"


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Gentileza


O Roberto Simões persiste em demonstrá-la, estendendo um novo convite a este escriba, desta vez para um breve comentário a propósito do filme "Tróia", no âmbito da iniciativa do CINEROAD, "A Maratona dos Épicos".

O comentário, do qual me gabo, modéstia à parte, de ser um dos mais espirituosos que produzi nestes últimos tempos, pode ser encontrado aqui.

Os agradecimentos ao Roberto são obrigatórios.

Fica igualmente a nota de que este não será o fim das colaborações entre o Cinemajb e o CINEROAD, nesta iniciativa...
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O Senhor da Guerra


Ver Nicolas Cage a um bom nível tem vindo a tornar-se uma tarefa cada vez mais difícil. O sobrinho de Francis Ford Coppola atravessa há quase três anos um período de decadência pessoal e profissional que não parece ter fim à vista.

"O Senhor da Guerra" será, por ventura, um dos últimos filmes onde o podemos ver a um grande nível. Aqui, Cage entrega-se de corpo e alma ao papel e oferece-nos uma das melhores interpretações da sua carreira, ofuscando o restante elenco num one-man show mereçedor de muitos elogios.

A dirigi-lo está Andrew Niccol, argumentista de "The Truman Show- A Vida em Directo", que confere a "O Senhor da Guerra" um carisma muito pessoal e característico bem como uma enorme capacidade de manipular as emoções da audiência (consequência da constante transição do filme entre comédia negra e drama).
Só é pena que a abordagem do conteúdo seja, por vezes, maçuda e demasiado documental.

No entanto, "O Senhor da Guerra" é uma fita interessantíssima e sem pudor. Uma visão honesta do mundo do tráfico de armas, recomendada sobretudo para fâs de Nicolas Cage, e portadora de um dos melhores posters que já vi.


"Where there's a will, there's a weapon."

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Ocean's Twelve/Con Air- Fortaleza Voadora


As fantásticas personagens do primeiro filme, não passam aqui de meras caricaturas.

O argumento é chato e sustêm-se com base no humor. E o tipo de humor aqui apresentado deveria ser utilizado, apenas e só, como complemento. Nunca como base na história.

O desperdício do elenco é claro. "Ocean's Twelve" tem George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Catherine Zeta-Jones e Vincent Cassel.
E uma dúzia de secundários que vão aparecendo pelo meio.





O elenco é a grande mais valia. Nicolas Cage está seguríssimo e John Malkovich é um excelente vilão.

De resto, é o típico filme de acção dos anos 90, para ver com o cérebro desligado. Claro que, às vezes, "Con Air- Fortaleza Voadora" ultrapassa os limites do ridículo...

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Quando uma Cena vale por um Filme (XII)- O Bom Rebelde


Esta não é, simplesmente, a (ou uma das) cena que vale pelo filme.


Esta é, também, a cena (ou uma das) que valeu a Robin Williams o Óscar de Melhor Actor Secundário que conquistou.

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