Andaram perto com o primeiro. Mas só perto...
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Andaram perto com o primeiro. Mas só perto...
O Tesouro/O Recruta


Como policial, nada acrescenta ao género. Conspirações frouxas, argumento banal e um twist previsível.
Colin Farrell ainda não tinha amadurecido como actor. Já Al Pacino, dá-nos aqui uma das suas últimas boas e lúcidas interpretações.
Excelente final.
América Proíbida (Crítica brevemente)


Clube de Combate
Filme I «O Narrador e Marla Singer»
A relação de Singer com O Narrador é muito pouco ortodoxa, e a forma como é preterida a favor do Filme II, também não abona a seu favor.
O que está presente é uma manta de retalhos, onde foi colocado um dos melhores twists da história do Cinema, uma espécie de dramatismo barato e muita desorientação ao nível do argumento.

-Of just waiting for their turn to speak."
"If you wake up at a different time, in a different place, could you wake up as a different person?"
"This is your life and it's ending one minute at a time."
"We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact."
" It's only after we've lost everything that we're free to do anything."
"The things you own end up owning you."
"You have to consider the possibility that God does not like you."
Nota Filme I
Nota Filme II

Nota Filme III
Nota Final

A Cidade
O argumento, repleto de clichés e incoerências, apresenta-nos diálogos verdadeiramente primitivos e situações pouco credíveis.
A realização de Affleck é anedótica. Flashbacks inseridos "porque sim" e que nada ajudam à compreensão da história (que, por falar nisso, se enrola e complica tanto na última meia hora...), momentos de humor despropositados e uma ou outra cena simples e inexplivavelmente mal construída (a morte d'O Florista é grotesca e provoca gargalhadas involuntárias).
-Whose car we takin'?"
Shoot Me/Van Helsing

Faz falta um pouco mais de informação, e a simples sugestão nem sempre é suficiente.
Algo subvalorizado, já que se trata de entretenimento competente.O problema é mesmo o argumento.

Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra

Sem dúvida uma das maiores surpresas desta última década, aquele que parecia ser apenas mais um filme da Disney viria a tornar-se não só um enorme fenómeno de culto e base para mais duas sequelas (também elas de grande sucesso comercial), mas também constituiria a prova final do derradeiro talento de Johnny Depp.
E de facto, "Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra" vive muito do seu excelente elenco. Johnny Depp constrói efectivamente um "boneco" inesquecível, o mais impensável dos piratas que, com maneirismos estranhos e uma indumentária a condizer, tão depressa consegue arrancar gargalhadas como assegurar a seriedade e a profundidade da história. É um personagem inteligente e bem mais complexo do que parece, mas não restam quaisquer dúvidas da qualidade da interpretação de Depp.
Geofrey Rush está também muito, muito bem. Sempre intimidante, tem uma interpretação à altura do personagem, tornando-o genuinamente mau mas sem nunca cair em estereótipos.
Keira Knightley dá os seus primeiros passos na representação, e fá-lo com muita classe ao contrário de Orlando Bloom.
O argumento assegura uma grande dose de entretenimento, já que está sempre um passo à frente do espectador e ostenta constantemente um pequeno twist para cativar a atenção.
A banda-sonora de Hans Zimmer perdura com facilidade, e os efeitos especiais estão ao mais alto nível.
Entretenimento por excelência e a melhor interpretação de Johnny Depp que, recorde-se, foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor.

Guilty Pleasures- Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo
É João Paulo Costa, autor do blogue CinePt, o próximo convidado desta rubrica do Cinemajb. Aqui ficam os seus cinco maiores guilty pleasures.
Femme Fatale
Brian de Palma é o rei do guilty pleasure. Não porque seja um mau cineasta (é, até, dos meus favoritos de sempre), mas porque não resiste a deixar as suas obsessões voyeurísticas bem vincadas nos seus filmes. O que por sua vez faz com que um mero mortal seja incapaz de resistir aos primeiros minutos de Femme Fatale nos quais Rebecca Romijn e Rie Rasmussen se comem numa casa de banho em pleno Festival de Cannes (faz tudo parte do plano do assalto, estúpido!). Ou quando, mais tarde, a mesma Rebeccazinha se “stripa” ao som de techo manhoso. Na verdade, até há duas Rebbecas, à boa maneira de Hitchcock, uma para os que preferem loiras, outra para os que preferem morenas, e ambas para criaturas como eu, que dão bom uso à tecla de pausa no telecomando. Tudo isto aliado ao sempre irrepreensível estilo de Palma e... um homem não é de ferro.
Masters of the Universe
Quando era puto (há 5 minutos atrás...) adorava esta épica xungaria que adaptava a já de sí epicamente xunga série animada He-Man and the Masters of the Universe. Revi-o aí há um ano e... bem, por pouco não me caíam lágrimas dos olhos. Não consigo resistir a um filme de super heróis que basicamente recupera grande parte das ideias de George Lucas em Star Wars e as copia sem dó nem piedade. O realizador tem quase nome de artista (Gary Goddard), mas a diferença que um “d” a mais pode fazer é aqui bem visível. E Dolph Lundgren é o poço de expressividade do costume, calculando-se que até tenha intimidado Frank Langella. Mas agora a sério, adoro Langella como Skeletor, uma personagem operática que o actor transforma em algo nunca visto. Até hoje, ainda sei de cor o seu monólogo na parte final em que se transforma num deus. E o arrepio na espinha é inevitável.
Jay & Silent Bob Strike Back

Quinto título de uma suposta trilogia de filmes de Kevin Smith dedicadas a estas personagens. Repleto de gags e inside jokes, referências cinéfilas, humor escatológico e estupidez da grande, este pode não ser o melhor de Smith, mas é sem dúvida aquele que mais vezes revi e nunca perdeu a capacidade para me fazer rir. Will Ferrell é qualquer coisa de surreal na personagem de um Ranger Florestal e possível homossexual reprimido (não o são todas as personagens de Smith?), e os cameos de actores em modo de auto-paródia são hilariantes. De Matt Damon, Ben Affleck e Gus Van Sant na rodagem de O Bom Rebelde Parte II: Época da Caça, ao fornicador de tartes Jason Biggs, tudo funciona na perfeição.
Flash Gordon
Ficção científica de série B produzida em 1980, mais famosa pela banda sonora dos Queen do que propriamente pelos seus méritos cinematográficos. Desde uma primeira cena em que o terrível Imperador Ming (Max von Sydow, sim, o próprio) se diverte a provocar desastres naturais na Terra pressionando botões de uma máquina, até à espectacular (errr...) batalha final inter-espécies, tudo tem um aspecto verdadeiramente foleiro (já o tinha quando eu me fartava de o ver na infância), mas completamente viciante, especialmente os diálogos e os efeitos especiais. Adoro! Ponto extremamente positivo e sem discussão possível: Ornella Muti era das mulheres mais bonitas do planeta.
Kingpin

Para quem ainda não teve o prazer de ver isto, dizer que Woody Harrelson dá corpo a um jogador de bowling maneta e Bill Murray a um arrogante vilão com um penteado indomável deve ser suficiente para que corram imediatamente para o vosso videoclube antes que este feche as portas de vez. Kingpin tem a assinatura idiota dos irmãos Farrelly, as mentes por detrás de Dumb and Dumber ou There's Something About Mary, também dignos de ponderar para uma lista como esta. O humor políticamente incorrecto marca o ritmo, restando ao espectador nenhuma solução para além da gargalhada constante. Um must.

