Quando uma Cena vale por um Filme (XIV)- Star Wars: A Ameaça Fantasma



Continuando na senda dos duelos, aqui fica um excelente exemplo de tal.

Apenas é de lamentar a falta de protagonismo de Darth Maul, no restante filme, já que era um vilão por demais promissor.
Read more

Alta Pedrada/Tempestade Tropical


A típica barreira que separa a comicidade da estupidez, é quebrada. Por vezes hilariante, noutras simplesmente ridículo.

Seth Rogen é péssimo, péssimo actor e cada vez esgota mais a única personagem que sabe fazer: a de drogado despreocupado.

Valha-nos o fantástico James Franco, a roubar todas as cenas em que entra e sempre protagonista das melhores. Nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Actor Comédia mais do que justificada.





Curiosamente, uma análise bastante semelhante será feita a "Tempestade Tropical".

Dois pontos são inegáveis: Robert Downey Jr. e Tom Cruise estão geniais nos seus papéis. Portadores das melhores e mais hilariantes cenas do filme, fazem de "Tempestade Tropical" aquilo que ele é: o melhor filme da carreira de Ben Stiller.
Mas "Tempestade Tropical" é também um filme que oscilante entre a genialidade e a mediocridade.

A genialidade está bem vincada na concepção dos personanges Kirk Lazarus e Les Grossman: nos diálogos, nos trejeitos, na caracterização e, claro, nos respectivos intérpretes.

A mediocridade está em tudo o resto, a começar pelo cunho parvalhão que Stiller insistiu (ou deverei dizer, não resistiu?) em dar a "Tempestade Tropical", sacrificando uma potencial crítica satírica a Hollywood e infestando-a de piadas fáceis e previsíveis, tipicamente suas.

Enfim, que pena.

Read more

The Departed:Entre Inimigos


"The Departed:Entre Inimigos", grande vencedor dos Óscares de 2006 e que conquistou, entre outros, o de Melhor Filme e Melhor Realizador para Martin Scorsese, é um verdadeiro fenómeno. Mas um que me transcende por completo, uma vez que não o considero nem tão pouco uma boa proposta, quanto mais um grande filme.

"The Departed:Entre Inimigos" tinha tudo, absolutamente tudo para funcionar: um grande realizador, um grande elenco e uma grande equipa técnica. Mas falha em quase tudo.
O argumento é lastimoso. Custa a crer que foi escrito por William Monahan, o responsável pela obra-prima "Reino dos Céus-Versão de Realizador", que desenvolve a relativamente interessante premissa da pior maneira, sustentando a trama à custa da violência e do elenco, sem acrescentar realmente nada de interessante. Não existe tensão, não existe adrenalina, não existe drama, não existem valores familiares definidos como nos é dado a crer, ou uma história de amor minimamente convincente. Existe pouco a contar e o resultado é uma filme apático, aborrecido e que roça o ridículo por diversas vezes (o final, por exemplo, é tão forçado quanto precipitado).

Martin Scorsese também não filma com especial mestria. Tem uns espasmos, aqui e ali, mas na maior parte das vezes limita-se a retratar sequência violenta e escusada atrás de sequência violenta e escusada. A opção de usar quase constantemente banda-sonora também não foi a mais feliz, conduzindo a um cansaço que era claramente evitável.

O elenco, sobretudo o principal, desilude igualmente. Leonardo DiCaprio está muito pouco seguro de si, fazendo lembrar o rapazinho de "A Praia" (crítica aqui). Não é um papel exigente e DiCaprio não tem uma boa interpretação.
Matt Damon vai pelo mesmo caminho. O seu personagem é claramente mais interessante, e exigia um carisma que o protagonista de "O Bom Rebelde" não tem e que tenta substituir por uma cara pateta e piadinhas de circunstância.
Quanto a Jack Nicholson, limita-se a fazer de Jack Nicholson. Longe vão os tempos em que cada personagem representava um desafio para o lendário actor (e consquentemente grandes interpretações) e, excepção feita ao Melvin Udall de "Melhor É Impossível" e ao Warren Schmidt de "As Confissões de Schmidt" (Crítica aqui), há muito que Nicholson não surpreende realmente.

Por outro lado, fiquei completamente rendido ao talento de Mark Whalberg. Como nunca mais o iremos ver, Whalberg agarra com todas as suas forças o difícil papel, e presenteia-nos com a melhor interpretação da fita, bem como a melhor da sua carreira e ainda uma das melhores de 2006. Justifica totalmente a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário e, refira-se, merecido. A beneficiar, em parte, do talento de Mark Whalberg está Alec Baldwin, que funciona como um excelente buddy e com quem protagoniza a melhor cena do filme.

No entanto, não há como o negar: "The Departed:Entre Inimigos" continua a ser uma tremenda decepção, e um filme cujo mediatismo me transcende por completo.


"-Fuck yourself!
-I'm tired for fucking your wife.
-How's your mother?
-Good, she is tired from fucking my fahter."

Read more

Assassinos/Blade II


Belo entretenimento, típico dos anos noventa, para ver de cérebro bem desligado.

Stallone a fazer de si próprio (o que não é mau) e Banderas num delicioso overacting.

Enfim, um guilty pleasure.





Na sequela (demasiado) directa daquele que será o maior dos meus guilty pleasures, o que falta realmente a este "Blade II" é argumento e realização.

O argumento é fraco, muito fraco. Torna o filme aborrecido e tenta quebrar esta tendência, inserindo uma série de twists e reviravoltas no mínimo... questionáveis. A repescagem do personagem Whistler, por exemplo, é ridícula.

Já a realização de Del Toro falha mesmo na essência terrorífica e incomodativa, ou até mesmo no suspense, que tão bem caracterizavam o original "Blade".
Este "Blade II" é mais leviano, mais comercial, mais indistinto. Perde aquela aura... adulta e é de facto uma pena. Passamos de um filme de terror e suspense para um filme de acção. E nem o gore ou os (fracos) efeitos especiais servem para atenuar este efeito.

Vale-nos o sempre bem (sobretudo enquanto Blade, aquele que para mim é o papel da sua vida) Wesley Snipes e outros dois colaboradores habituais do realizador: Luke Goss e Ron Perlman.
O segundo é portador de uma coolness capaz de rivalizar com a de Snipes, e por falar em rivalidades, a de Blade e Reinhardt é deliciosa e infelizmente subaproveitada.

Read more

Ocorreu-me agora

Nolan fez com um só filme, o que os Wachowski não conseguiram fazer com três: conjugar na perfeição a essência de um blockbuster com profundidade filosófica.

Andaram perto com o primeiro. Mas só perto...
Read more

O Tesouro/O Recruta


Mais um delicioso guilty pleasure.

Hisória simples, interessante e cativante.
Elenco muitíssimo competente. Boa banda-sonora.

Belíssimo entretenimento.





Como policial, nada acrescenta ao género. Conspirações frouxas, argumento banal e um twist previsível.


Colin Farrell ainda não tinha amadurecido como actor.
Al Pacino, dá-nos aqui uma das suas últimas boas e lúcidas interpretações.


Excelente final.

Read more

América Proíbida (Crítica brevemente)



"Well, my conclusion is: Hate is baggage. Life's too short to be pissed off all the time. It's just not worth it. Derek says it's always good to end a paper with a quote. He says someone else has already said it best. So if you can't top it, steal from them and go out strong."



Read more

Clube de Combate


"Clube de Combate" é, certamente, um dos mais complexos e multi facetados pedaços de Cinema que já vi na minha vida. Complexidade esta que está presente, não na apresentação dos factos e no seu desenvolvimento, mas sim na sua essência e inúmeras mensagens e alertas à sociedade nele dissimulados.

No entanto, há que clarificar desde já o seguinte aspecto acerca da fita de David Fincher: "Clube de Combate" não é um filme. Mas antes três filmes confinados a uma só designação.
Senão, veja-se.


Filme I «O Narrador e Marla Singer»

Este primeiro filme, aborda a relação d'O Narrador (Edward Norton) com a deslocada Marla Singer (Helena Bonham Carter). Este filme domina claramente a primeira meia hora de "Clube de Combate", imiscuindo-se mais tarde no segundo e terceiro filmes.

O aparecimento de Bonham Carter em cena soa, desde o início, a forçado. A personangem cai do céu e a sua relevância para a história é francamente reduzida.
A relação de Singer com O Narrador é muito pouco ortodoxa, e a forma como é preterida a favor do Filme II, também não abona a seu favor.

Resta-nos a qualidade da interpretação de Helena Bonham Carter, naquele que será provavelmente o melhor registo de toda a sua carreira.


Filme II «O aparecimento de Tyler Durden e O Clube de Combate»

Este segundo filme é, numa só palavra, ge-ni-al. É a representação mais directa da essência do argumento de Jim Uhls, é a forma mais clara de passar a mensagem de David Fincher. É a verdadeira crítica à sociedade, o grito de revolta e o abrir de olhos.
Trata-se de uma sucessão quase consecutiva de magníficas e inolvidáveis cenas de Cinema e de frases marcantes e de um carácter reflexivo, social e filosófico extremamente profundo.

Obviamente que é também neste segmento de "Clube de Combate", que podemos assistir à introdução e afirmação de uma das melhores personagens da história do Cinema: o explosivo e totalmente imprevisível Tyler Durden, um personagem verdadeiramente fenomenal e totalmente cativante, num compêndio ideal entre estilo e substância.

Personagem este que é personificado de forma soberba por um Brad Pitt no auge da sua carreira e que, entregando-se de corpo e alma ao papel, nos dá a sua mais poderosa interpretação. Brilhante, magnífica, sensacional performance.


Filme III «O Projecto Destruição e a descoberta da verdade»

Apenas uma palavra definiria na perfeição este terceiro filme: desilusão. Não foi apenas O Narrador que perdeu o controlo d'O Projecto Destruição, mas também David Fincher perdeu o controlo sobre o seu projecto... acabando por o destruir.
Na sua última hora, "Clube de Combate" sofre uma incrível reviravolta, resultante de uma radical mudança na abordagem e tendo como consequência a total aniquilação do filme.

"Clube de Combate" torna-se aborrecido, estranho, distante e atípico. Torna-se, evidentemente, num outro filme. Mas um que Brad Pitt já não protagoniza, um onde a crítica social não está presente.
O que está presente é uma manta de retalhos, onde foi colocado um dos melhores twists da história do Cinema, uma espécie de dramatismo barato e muita desorientação ao nível do argumento.

__________________________________________________________________________________

Como foi referido anteriormente, os três filmes misturam-se, evidentemente, entre si, numa disposição que segundo o autor do blogue e tendo em conta o esquema de cores apresentado, corresponde ao seguinte gráfico.
______________________________________________________________________

Conclusões? Algumas. Antes de mais, tratemos de sintetizar os elementos positivos que são comuns a estes três filmes.

Uma banda-sonora espectacular dos The Dust Brothers, uma realização soberba de David Fincher, uma grande, grande interpretação de Edward Norton e um argumento claramente mais ambicioso do que devia. E aqui, o dedo tem de ser apontado também a Fincher, pela sua grande ambição mas escassa perspicácia. Embora Fincher compense, claramente, atrás das câmaras.

"Clube de Combate" é, senão pois, um tripartido pedaço de Cinema, para todos os gostos, mas que no seu cômputo geral e infelizmente, acaba por saber a pouco.


"-When we are dying, people really listen to us instead of...
-Of just waiting for their turn to speak."

"If you wake up at a different time, in a different place, could you wake up as a different person?"

"This is your life and it's ending one minute at a time."

"We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact."

" It's only after we've lost everything that we're free to do anything."

"The things you own end up owning you."

"You have to consider the possibility that God does not like you."


Nota Filme I


Nota Filme II


Nota Filme III


Nota Final



Read more

A Cidade


A primeira e aclamada experiência atrás das câmaras de Ben Affleck, "Vista Pela Última Vez...", escapou-me. Ainda assim, trazia deste "A Cidade" as melhores referências, que apenas se equiparam à correspondente desilusão.
Afinal de contas, o que parece ver (nem) toda a gente de tão bom em "A Cidade"?

Qualidades, apenas vejo duas. As cenas de acção, que para além de bem filmadas, são sobretudo portadoras de uma sonoplastia arrepiante, e a grande e desconcertante interpretação de Jeremy Renner, que rouba todas as cenas em que entra e parece gritar por uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário.

E é isto, "A Cidade".
O argumento, repleto de clichés e incoerências, apresenta-nos diálogos verdadeiramente primitivos e situações pouco credíveis.
A realização de Affleck é anedótica. Flashbacks inseridos "porque sim" e que nada ajudam à compreensão da história (que, por falar nisso, se enrola e complica tanto na última meia hora...), momentos de humor despropositados e uma ou outra cena simples e inexplivavelmente mal construída (a morte d'O Florista é grotesca e provoca gargalhadas involuntárias).
Affleck nunca foi grande actor, Rebecca Hall é esquecida a meio do filme e o restante elenco mantém-se na sombra.

Mas afinal, o que tem de tão bom este "A Cidade"?


"-I need your help. I can't tell you what it is, you can never ask me about it later, and we're gonna hurt some people.
-Whose car we takin'?"

Read more

Shoot Me/Van Helsing


Boa interpretação de Maria João Bastos e realização cuidada de André Badalo.

Ainda assim, um filme muito atípico para tão curta duração.
Faz falta um pouco mais de informação, e a simples sugestão nem sempre é suficiente.

Um trabalho curioso e com algum potencial, mas fica-se por aí.




Algo subvalorizado, já que se trata de entretenimento competente.

Hugh Jackman tem carisma, Kate Beckinsale tem (muita...) beleza e o overacting de Richard Roxburgh assenta como uma luva no personagem.

Os primeiros vinte minutos de "Van Helsing" são qualquer coisa.

O problema é mesmo o argumento.

Read more
Related Posts with Thumbnails