Quando uma Cena Vale por um Filme (XVI)- Os Imortais



Uma cena característica desta delícia de filme que estou agora a descobrir, com muito agrado e surpresa.

Como é dito nos comentários do vídeo, "Deus no céu, Nico na terra".

Crítica em breve

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Quando uma Cena vale por um Filme (XV)- Blade



É por esta e por muitas outras, que este filme é provavelmente o meu maior guilty pleasure.

No fim, apenas nos fica uma frase:

"Quinn. I'm gettin' a little tired of choppin' you up. Thought I might try fire for a change."
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Guilty Pleasures- Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo



A inagurar o fim do descanso desta iniciativa, estão as escolhas do mais que conhecido Roberto Simões, autor do blogue CINEROAD.


AUGUST RUSH - O SOM DO CORAÇÃO (2007)


Porventura, o mais recente dos meus guilty pleasures. Um filme adorável, muito bem fotografado, interpretado (Freddie Highmore, o menino prodígio, Rhys Meyers ou Keri Russell), realizado e musicado! Hans Zimmer faz milagres numa autêntica pérola inspirada no clássico Oliver Twist de Dickens.



A PRAIA (2000)


Uma viagem a um paraíso perdido, com praias de sonho, sol e águas cristalinas, numa ilha perfeita, sempre foi o ideal cenário para mim. Tem tudo a ver comigo.
Fora esse facto exterior, deveras fascinante, temos DiCaprio, a fotografia, alguns planos e sequências brilhantes de Boyle e as músicas e canções! Moby... ufff que canção.



ARMAGEDDON (1998)


Sempre fui fã do cinema de acção de Michael Bay. As explosões, a adrenalina, as emoções à flor-da-pele, o humor e as músicas sensacionais e poderosas aliadas à filmagem empolgante. ARMAGEDDON tem tudo isso, para além de um elenco notável e efeitos especiais alucinantes.



DOCE NOVEMBRO (2001)


Charlize Theron, num dos melhores papéis da sua carreira. Um argumento simples, mas cheio de sentimento, «delicioso»... A crítica pode dizer o que quiser deste filme, mas tem um lugar merecido no meu Jardim das «Delícias».



CONHECES JOE BLACK? (1998)



Com Brad Pitt, Anthony Hopkins e Claires Forlani, todos subtilmente inspirados, e com uma excelente banda sonora de Thomas Newman, Conhece Joe Black? é outra das minhas delícias irresistíveis. Comovente, belo e um não-sei-quê de poético na abordagem da morte
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Aparentemente para a SIC, este também é do Spielberg

É só estarem atentos à publicitação de "Olhos de Lince", que será exibido amanhã na SIC.

Não terão dificuldades em ler "Um Filme de Steven Spielberg", a dada altura.

E é isto...


Ah, alguém reparou nos cortes feitos a "Quem tem medo do Zohan?", exibido há duas semanas?

Afinal parece que há mesmo uma SIC Cut...


E já agora, parece que para a TVI, é "Optimus Supremo" e não "Prime". Go figure...
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Identidade Desconhecida/Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo


O maior problema de "Identidade Desconhecida". é ser tão indistinto e vulgar. Falta-lhe aquele toque especial, aquele toque de especial competência que foi atribuído aos posteriores filmes da série
Esta fita de Doug Liman é pouco ambiciosa e de concretização fácil, precisamente porque o próprio Liman é assim.


A realização, o argumento, a montagem, o próprio Matt Damon. Nenhum deles passa de mediania, nenhum deles arrisca verdadeiramente e nenhum deles é e consegue fazer de "Identidade Desconhecida" um filme memorável.

E com toda esta banalidade, quem tem tempo para se lembrar da banda-sonora ou de Chris Cooper?

Apenas um bom entretenimento.





O que dirão deste "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo" aqueles que acusaram (sem razão, a meu ver) "O Cofre do Homem Morto" de ser demasiado complexo?

Que confusão ridícula e escusada é este filme.
Conspirações, planos, histórias paralelas, dez personagens principais e quase três horas de duração que se revelam insuficientes, embora claramente muito cansativas.

Gore Verbinsky quis pôr os ingredientes todos neste terceiro filme, e a panela acabou mesmo por transbordar e de que maneira.
Não tinha de o fazer, não tinha de dar o protagonismo a todos os personagens. Acaba por nenhum deles ter o protagonismo que realmente merece, e sobretudo da melhor forma.


O elenco também se deixa aniquilar sem dó nem piedade.
Johhny Depp desaparece totalmente, e quem o pode censurar? Geoffrey Rush e Keira Knightley excedem-se. Orlando Bloom e Bill Nighy não existem.


Apesar de tudo, e esquecendo a debilidade argumentativa, "Nos Confins do Mundo" entretém muitíssimo bem. Repleto de efeitos especiais ao mais alto nível, e principalmente dispostos ao espectador da forma correcta (e não da irritante "forma Michael Bay"), são responsáveis por várias cenas de cortar a respiração. O climáx final, por exemplo, é verdadeiramente épico.

Também o humor escapou ileso à debilidade generalizada de "Nos Confins do Mundo", mas tal deve-se ao facto de quase todas as personagens serem transformadas em sidekick's, num ou outro momento.

Vale o que vale, como filme isolado. Como conclusão (agora já nem isso) à trilogia, é uma desilusão catastrófica.

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Alien- O Regresso


Sou, como é sabido, um fã acérrimo da saga Alien. Sempre teve um papel muito forte na minha vida, algo que explica a minha aparente aceitação por quase todos os produtos relacionados com este franchising (excepção feita apenas ao odioso "Alien vs Predador 2").
"Alien- O Regresso" não é excepção. Apesar de ser uma sequela completamente escusada, acaba por conquistar um lugar nesta grande saga. Mesmo sendo um filme de altos e baixos.

O argumento, o ponto mais forte de todos os outros filmes, é repleto de falhas neste. A história é mesmo só "para encher chouriços" e a acção é oscilante entre uma adrenalina completamente frenética, e um asfixiante ritmo de caracol (embora nada desagradável).

Do ponto de vista artístico e técnico, "Alien- O Regresso" é dos filmes mais bem conseguidos. E, se isto acontece, é devido à eximia realização de Jean-Pierre Jeunet que é capaz de nos proporcionar belíssimos planos mesmo no meio de tanto gore (este é um dos, senão o capítulo mais violento de toda a saga).

Mas o melhor aspecto de "Alien- O Regresso" é mesmo a sua capacidade de entretenimento.
E porquê? Porque está recheado de autênticos bad-boys, protagonizados por alguns actores muito carismáticos (embora nem sempre talentosos), que nos trazem os melhores momentos da fita.
Neste campo, destaque para o sempre bem Ron Perlman.

De referir também, como não podia deixar de ser, Sigourney Weaver que assume aqui um papel muito menos "à donzela em apuros" (e Ripley já pouco o era nos outros filmes) , tornando-se antes numa espécie de anti-heroína, definição esta que parece ir mesmo ao encontro da personalidade da actriz, que nos oferece tão competente interpretação.
Winona Ryder é mesmo uma "donzela em apuros", e nem o facto de estar constantemente a pragejar anula este efeito.

Não é o melhor filme da saga. É provavelmente o pior. Mas desde quando isto é mau?


"-Hey Ripley. I heard you, like, ran into these things before.
-That's right.
-Wow, man. So, like, what did you do?
-I died."

"-What's in-fucking-side me?!
-There's a monster in your chest. These guys hijacked your ship, and they sold your cryoutube to this... human. And he put an alien inside of you. And in a few hours, it will burst its way through your ribcage, and you're gonna die. Any questions?
-Who are you?
-I'm the monster's mother."

"-I thought you were dead.
-I get that a lot."

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Quando uma Cena vale por um Filme (XIV)- Star Wars: A Ameaça Fantasma



Continuando na senda dos duelos, aqui fica um excelente exemplo de tal.

Apenas é de lamentar a falta de protagonismo de Darth Maul, no restante filme, já que era um vilão por demais promissor.
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Alta Pedrada/Tempestade Tropical


A típica barreira que separa a comicidade da estupidez, é quebrada. Por vezes hilariante, noutras simplesmente ridículo.

Seth Rogen é péssimo, péssimo actor e cada vez esgota mais a única personagem que sabe fazer: a de drogado despreocupado.

Valha-nos o fantástico James Franco, a roubar todas as cenas em que entra e sempre protagonista das melhores. Nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Actor Comédia mais do que justificada.





Curiosamente, uma análise bastante semelhante será feita a "Tempestade Tropical".

Dois pontos são inegáveis: Robert Downey Jr. e Tom Cruise estão geniais nos seus papéis. Portadores das melhores e mais hilariantes cenas do filme, fazem de "Tempestade Tropical" aquilo que ele é: o melhor filme da carreira de Ben Stiller.
Mas "Tempestade Tropical" é também um filme que oscilante entre a genialidade e a mediocridade.

A genialidade está bem vincada na concepção dos personanges Kirk Lazarus e Les Grossman: nos diálogos, nos trejeitos, na caracterização e, claro, nos respectivos intérpretes.

A mediocridade está em tudo o resto, a começar pelo cunho parvalhão que Stiller insistiu (ou deverei dizer, não resistiu?) em dar a "Tempestade Tropical", sacrificando uma potencial crítica satírica a Hollywood e infestando-a de piadas fáceis e previsíveis, tipicamente suas.

Enfim, que pena.

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The Departed:Entre Inimigos


"The Departed:Entre Inimigos", grande vencedor dos Óscares de 2006 e que conquistou, entre outros, o de Melhor Filme e Melhor Realizador para Martin Scorsese, é um verdadeiro fenómeno. Mas um que me transcende por completo, uma vez que não o considero nem tão pouco uma boa proposta, quanto mais um grande filme.

"The Departed:Entre Inimigos" tinha tudo, absolutamente tudo para funcionar: um grande realizador, um grande elenco e uma grande equipa técnica. Mas falha em quase tudo.
O argumento é lastimoso. Custa a crer que foi escrito por William Monahan, o responsável pela obra-prima "Reino dos Céus-Versão de Realizador", que desenvolve a relativamente interessante premissa da pior maneira, sustentando a trama à custa da violência e do elenco, sem acrescentar realmente nada de interessante. Não existe tensão, não existe adrenalina, não existe drama, não existem valores familiares definidos como nos é dado a crer, ou uma história de amor minimamente convincente. Existe pouco a contar e o resultado é uma filme apático, aborrecido e que roça o ridículo por diversas vezes (o final, por exemplo, é tão forçado quanto precipitado).

Martin Scorsese também não filma com especial mestria. Tem uns espasmos, aqui e ali, mas na maior parte das vezes limita-se a retratar sequência violenta e escusada atrás de sequência violenta e escusada. A opção de usar quase constantemente banda-sonora também não foi a mais feliz, conduzindo a um cansaço que era claramente evitável.

O elenco, sobretudo o principal, desilude igualmente. Leonardo DiCaprio está muito pouco seguro de si, fazendo lembrar o rapazinho de "A Praia" (crítica aqui). Não é um papel exigente e DiCaprio não tem uma boa interpretação.
Matt Damon vai pelo mesmo caminho. O seu personagem é claramente mais interessante, e exigia um carisma que o protagonista de "O Bom Rebelde" não tem e que tenta substituir por uma cara pateta e piadinhas de circunstância.
Quanto a Jack Nicholson, limita-se a fazer de Jack Nicholson. Longe vão os tempos em que cada personagem representava um desafio para o lendário actor (e consquentemente grandes interpretações) e, excepção feita ao Melvin Udall de "Melhor É Impossível" e ao Warren Schmidt de "As Confissões de Schmidt" (Crítica aqui), há muito que Nicholson não surpreende realmente.

Por outro lado, fiquei completamente rendido ao talento de Mark Whalberg. Como nunca mais o iremos ver, Whalberg agarra com todas as suas forças o difícil papel, e presenteia-nos com a melhor interpretação da fita, bem como a melhor da sua carreira e ainda uma das melhores de 2006. Justifica totalmente a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário e, refira-se, merecido. A beneficiar, em parte, do talento de Mark Whalberg está Alec Baldwin, que funciona como um excelente buddy e com quem protagoniza a melhor cena do filme.

No entanto, não há como o negar: "The Departed:Entre Inimigos" continua a ser uma tremenda decepção, e um filme cujo mediatismo me transcende por completo.


"-Fuck yourself!
-I'm tired for fucking your wife.
-How's your mother?
-Good, she is tired from fucking my fahter."

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Assassinos/Blade II


Belo entretenimento, típico dos anos noventa, para ver de cérebro bem desligado.

Stallone a fazer de si próprio (o que não é mau) e Banderas num delicioso overacting.

Enfim, um guilty pleasure.





Na sequela (demasiado) directa daquele que será o maior dos meus guilty pleasures, o que falta realmente a este "Blade II" é argumento e realização.

O argumento é fraco, muito fraco. Torna o filme aborrecido e tenta quebrar esta tendência, inserindo uma série de twists e reviravoltas no mínimo... questionáveis. A repescagem do personagem Whistler, por exemplo, é ridícula.

Já a realização de Del Toro falha mesmo na essência terrorífica e incomodativa, ou até mesmo no suspense, que tão bem caracterizavam o original "Blade".
Este "Blade II" é mais leviano, mais comercial, mais indistinto. Perde aquela aura... adulta e é de facto uma pena. Passamos de um filme de terror e suspense para um filme de acção. E nem o gore ou os (fracos) efeitos especiais servem para atenuar este efeito.

Vale-nos o sempre bem (sobretudo enquanto Blade, aquele que para mim é o papel da sua vida) Wesley Snipes e outros dois colaboradores habituais do realizador: Luke Goss e Ron Perlman.
O segundo é portador de uma coolness capaz de rivalizar com a de Snipes, e por falar em rivalidades, a de Blade e Reinhardt é deliciosa e infelizmente subaproveitada.

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