Sequelas: investimentos sempre pouco rentáveis, do ponto de vista qualitativo, na minha opinião. A regra é simples e, de um modo geral, quase inatacável. As sequelas raramente ultrapassam o original.
E, neste caso, o original era apenas "Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra" (crítica aqui), um dos maiores e mais inesperados sucessos da década. Como tal, avizinhava-se uma tarefa deveras difícil e que foi, a meu ver, totalmente bem sucedida.
"O Cofre do Homem Morto" é maior, melhor e mais completo em tudo que o seu antecessor, um triunfo enorme repleto de entretenimento e qualidade. A começar pelo tom deste novo filme, mais negro, mais sério e mais adulto. Mas também portador de um valor paisagístico enorme e claramente benéfico à vista. Aqui se resume a qualidade evidente da fotografia presente neste segundo tomo.
Também Hans Zimmer assume destaque, ele que agora toma as rédeas da banda-sonora e adiciona o seu cunho pessoal e indispensável à mesma, enriquecendo-a substancialmente.
Gore Verbinski consegue manter um ritmo interessante, nunca deixando o filme tornar-se aborrecido ou previsível, já que são várias as personagens que são acompanhadas (mas nunca demais, como acontece no terceiro filme). Verbinski concebe ainda uma ou outra cena de cortar a respiração, tal como o jogo de dados ou o magnífico final em jeito de twist.
Quanto ao argumento, da autoria de Ted Elliott e Terry Rossio, é um autêntico primor. Mais profundo, mais abragente e bem mais interessante, envolvente e complexo (não confuso, essa descrição cabe a "Nos Confins do Mundo", cuja crítica pode ser vista aqui).
Uma nova palete de personagens é exibida, sendo que algumas como Davy Jones ou Lord Beckett são verdadeiros achados. De referir por fim a brilhante opção em aumentar a comicidade da dupla Ragetti/Pintel, que se provou uma aposta ganha.
O elenco permanece irrepreensível. Johnny Depp aperfeiçoa aqui o seu genial boneco e obtém mais uma excelente interpretação, embora tenha aqui a dificuldade de disputar o protagonismo das cenas com o desconcertante Bill Nighy. Keira Knightley cresce a olhos vistos como actriz e Stellan Skarsgard confere segurança ao elenco. Apenas Orlando Bloom demonstra a habitual apatia.
Resta ainda fazer uma referência obrigatória e mais do que merecida aos maravilhosos efeitos especiais que, por aglomerados de pixeis como o Kraken ou o próprio Davy Jones, conquistaram o justíssimo Óscar na referida categoria.
"Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto" é pois um magnífico filme de puro entretenimento que suplanta o seu antecessor e causa inveja ao seu sucessor.
E, neste caso, o original era apenas "Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra" (crítica aqui), um dos maiores e mais inesperados sucessos da década. Como tal, avizinhava-se uma tarefa deveras difícil e que foi, a meu ver, totalmente bem sucedida.
"O Cofre do Homem Morto" é maior, melhor e mais completo em tudo que o seu antecessor, um triunfo enorme repleto de entretenimento e qualidade. A começar pelo tom deste novo filme, mais negro, mais sério e mais adulto. Mas também portador de um valor paisagístico enorme e claramente benéfico à vista. Aqui se resume a qualidade evidente da fotografia presente neste segundo tomo.
Também Hans Zimmer assume destaque, ele que agora toma as rédeas da banda-sonora e adiciona o seu cunho pessoal e indispensável à mesma, enriquecendo-a substancialmente.
Gore Verbinski consegue manter um ritmo interessante, nunca deixando o filme tornar-se aborrecido ou previsível, já que são várias as personagens que são acompanhadas (mas nunca demais, como acontece no terceiro filme). Verbinski concebe ainda uma ou outra cena de cortar a respiração, tal como o jogo de dados ou o magnífico final em jeito de twist.
Quanto ao argumento, da autoria de Ted Elliott e Terry Rossio, é um autêntico primor. Mais profundo, mais abragente e bem mais interessante, envolvente e complexo (não confuso, essa descrição cabe a "Nos Confins do Mundo", cuja crítica pode ser vista aqui).
Uma nova palete de personagens é exibida, sendo que algumas como Davy Jones ou Lord Beckett são verdadeiros achados. De referir por fim a brilhante opção em aumentar a comicidade da dupla Ragetti/Pintel, que se provou uma aposta ganha.
O elenco permanece irrepreensível. Johnny Depp aperfeiçoa aqui o seu genial boneco e obtém mais uma excelente interpretação, embora tenha aqui a dificuldade de disputar o protagonismo das cenas com o desconcertante Bill Nighy. Keira Knightley cresce a olhos vistos como actriz e Stellan Skarsgard confere segurança ao elenco. Apenas Orlando Bloom demonstra a habitual apatia.
Resta ainda fazer uma referência obrigatória e mais do que merecida aos maravilhosos efeitos especiais que, por aglomerados de pixeis como o Kraken ou o próprio Davy Jones, conquistaram o justíssimo Óscar na referida categoria.
"Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto" é pois um magnífico filme de puro entretenimento que suplanta o seu antecessor e causa inveja ao seu sucessor.
"Damn you, Jack Sparrow!"
"-This is going to save Elizabeth?
-How much do you know about Davy Jones?
-Not much.
-Yeah, it's going to save Elizabeth."
"Turns out not even Jack Sparrow can best the devil."
"-But I wonder, Sparrow, can you live with this? Can you condemn an innocent man, a friend, to a lifetime of servitude in your name while you roam free?
- Yep. I'm good with it."

"-This is going to save Elizabeth?
-How much do you know about Davy Jones?
-Not much.
-Yeah, it's going to save Elizabeth."
"Turns out not even Jack Sparrow can best the devil."
"-But I wonder, Sparrow, can you live with this? Can you condemn an innocent man, a friend, to a lifetime of servitude in your name while you roam free?
- Yep. I'm good with it."











