Assalto ao Metro 1 2 3


Enervante, revoltante, gritante. Estes e muitos mais adjectivos do mesmo género podiam ser utilizados para classificar a falta de talento demonstrada nesta miserável fita, por parte de Tony Scott, que tão descaradamente desperdiçou o grande talento de John Travolta, conduzindo-o a uma espiral descendente de overacting que não demora muito a ultrapassar a barreira do ridículo.

O trabalho de câmara fraquíssimo, quase amador, inconsequente e totalmente idiótico de Scott é complementado pela já referida frágil direcção de actores (excepção feita ao underacting de Denzel Washington).

Como cereja no topo do bolo, "Assalto ao Metro 1 2 3" é ainda dono de um argumento muito pobre, repleto das mais variadas incoerências e falhas, bem como uma série de clichés do género, o que, obviamente, origina um punhado de cenas que pouco devem à lógica (algumas mesmo ridículas, como a do leite).


Paira o sentimento de desilusão pelo filme, de raiva por Scott e de pena por Travolta.


"-A catholic, a good catholic would know that he is got a train loaded with innoccent people. I mean, you don't want to kill innocent people, do you?
-A good catholic knows that nobody is innocent!"

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Harry Potter e a Pedra Filosofal/Harry Potter e a Câmara dos Segredos


Um começo brilhante, embora com algumas limitações ao nível do desenrolar da acção e da sua inerente (e, refira-se, inevitável) infantilidade, este primeiro filme é um autêntico tesouro.

Fotografia e cenografia deslumbrante, uma banda-sonora de John Williams absolutamente inesquecível e, claro, um elenco de excepção.

Para além de uma série de secundários de luxo (Richard Harris, Maggie Sm
ith, John Hurt, Robbie Coltrane, John Cleese e, claro, o soberbo Severus Snape de Alan Rickman), temos três achados no que à representação diz respeito. Três belíssimas, belíssimas interpretações que encabeçam esta excelente proposta de entretenimento infanto-juvenil.




Em nada descurando o seu predecessor, "A Câmara dos Segredos"
é sem dúvida, a meu ver, o mais intenso filme de toda a saga. Apesar dos seus efeitos especiais serem mais limitados, quando comparados com os filmes mais recentes, apesar do seu cariz infantil ainda presente... sequências como as palavras do Basilísco a ecoarem pelas paredes do castelo, a conversa de Harry com o diário de Tom Riddle ou a aparição de Aragog confirmam esta minha teoria.

A causa? O argumento, evidentemente. Bem mais limado, completo e aperfeiçoado, mas infelizmente confinado a um contexto com o qual pouco ou nada combina...mas que em muito melhora.


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As Confissões de Schmidt



Alexander Payne filma "As Confissões de Schimdt" com uma segurança e um talento notáveis. Sem ambição de inovar e cair no descrédito, presenteia o espectador com alguns planos magníficos e interessantissimos, construindo, aos poucos e poucos, a rampa de lançamento pela qual é lançado Jack Nicholson, que nos oferece uma das melhores actuações da sua carreira, numa espécie de spin-off do Melvin Udall de "Melhor É Impossível" (crítica aqui), justamente premiada com uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor, bem como o Globo de Ouro para Melhor Actor Drama.

Fossemos a juntar o trabalho destes dois homens, e estávamos perante um grande filme, certamente. Infelizmente, o argumento de "As Confissões de Schimdt", também a cargo de Payne, é um poço de indecisões e buracos. Ora um filme sério, ora uns picos cómicos, ora uns toquezitos de road-movie e muitas, muitas personagens e cenas desnecessárias.

O caso mais concreto desta debilidade argumentativa prende-se com o decepcionante final, que deita a perder, não só uma história interessante, mas também a possibilidade de a concluir de forma minimamente... conclusiva. É que um final, não é sinónimo de uma conclusão, e "As Confissões de Schimdt" não tem uma conclusão.

Solidária com o espectador, está Kathy Bates, cujo promissor papel e substancial talento, são totalmente desperdiçados em aparições, sem dúvida marcantes (quem se esquecerá da visão de uma Bates totalmente nua?...), mas rápidas, intermitentes e...perturbadores.
O resultado é uma interpretação que totaliza uns meros 20 minutos e cuja premiação com a nomeação para o Óscar e Globo de Ouro de Melhor Actriz (muito, demais) Secundária, fica por explicar.

E é uma pena, porque este "As Confissões de Schimdt" tinha muito potencial. Fica-se pelo entretenimento mediano e uma grande interpretação.
Finalmente, uma nota especial para o excelente poster do filme. Nunca nenhum poster consegui ser tão dramático e tão cómico, ao mesmo tempo.


"Life is short, and I can't afford to waste another minute."

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Apanha-me se Puderes


É um problema que Steven Spielberg está constantemente a enfrentar: é responsável por filmes tão bons, que quando tenta optar pela discrição é de imediato acusado de ter perdido os seus talentos. "A Guerra dos Mundos" (crítica aqui), por exemplo, é um bom filme que sofreu com este problema.

"Apanha-me se Puderes" é de facto um filme menor na carreira de Steven Spielberg. Foi uma espécie de brincadeira, um feel-good movie sobre um vigarista, com toques cómicos e dramáticos. Não é um mau filme de todo, apenas por comparação.

A história em si é interessante mas não apaioxanante. O argumento tem trechos em que cativa mais e outros em que cativa menos, debruçando-se de forma delicada mas desequilibrada sobre os momentos e figuras da vida de Frank Abagnale (é dado muito mais espaço ao se pai do que à mãe).

Leonardo DiCaprio não tem de se esforçar muito para fazer de rapazinho-um rapazinho vigarista mas um rapazinho- e Christopher Walken está bastante bem numa cena específica (a do almoço com Frank), mas no cômputo geral não justifica a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário. Quem mais me surpreendeu foi Tom Hanks, com uma performance a roçar a comicidade e claramente mais desafiadora para o actor, de quem não gosto particularmente.

John Williams parecia ter voltado aos seus velhos tempos, mas apenas o tema principal do filme fica no ouvido.
Filme este que, apesar de não ser nada mau, deixa muito a desejar para a equipa técnica que possui.


"-Well, would you like to hear me tell a joke?
-Yeah, we'd love to hear a joke from you.
-Knock knock.
-Who's there?
-Go fuck yourselfes!"

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Miami Vice


Michael Mann é um dos melhores realizadores da actualidade. Com discrição e atenção, Mann é um verdadeiro estudioso que foi desenvolvendo ao longo dos anos a sua apuradíssima técnica visual que torna qualquer filme seu um prodígio a este nível. Mas Michael Mann não se fica pela fruição artística, conciliando o seu talento com argumentos sólidos e produzindo assim alguns dos melhores filmes dos últimos anos. O exemplo mais recente (até ao ano de estreia de "Miami Vice") foi o brilhante "Colateral" (crítica aqui), que nos mostrou o lado mais negro de Tom Cruise. Mas em "Miami Vice", Mann espalha-se ao comprido. O embrulho é muito bonito e polido, como só Mann sabe fazer, mas o presente é verdadeiramente medíocre.

"Miami Vice" é um poço de coolness. Nas roupas, nos acessórios, nos visuais, no tom de voz, na forma de andar. Michael Mann filma de forma irrepreensível, com planos brilhantes que nos aproximam dos actores e desconstroem a noite com uma mestria inegável. Dá-nos ainda aqueles pormenores que valem por um filme, verdadeiros traços de humildade e humanismo que conquistam qualquer alma. Não há como o negar: atrás das câmaras, Michael Mann é um dos melhores da actualidade e a prová-lo estão inúmeras sequências: a noite passada por Sonny e Isabella ou a fabulosa, embora escusada, sequência inicial.

O problema é que Mann presume que é tão bom a realizar como é a escrever, algo que "Miami Vice" prova ser falso. O argumento é verdadeiramente fraco e tolhido de defeitos.
Para começar, existe um desequilíbrio incrível na incisão feita aos dois protagonistas. Colin Farrell é profundamente explorado e tem mesmo direito a uma relação amorosa metida a martelo. Já Jamie Foxx tem o pouco tempo que merece, não passando de um mero secundário que raramente aparece sem Farrell no mesmo plano.
Depois, temos diálogos tão sintéticos que até enjoam. Mann encurta ao máximo a quantidade e a duração das falas e prejudica-se muito mais do que se poderia pensar à partida, abatendo a credibilidade da história em várias vertentes. A relação entre os protagonistas, por exemplo, reduz-se a uma meia-dúzia de trocas de palavras breves e simples, que causam as mais diversas e indesejadas impressões no espectador (que Sonny e Ricardo não se suportam, não se conhecem, não têm confiança um com o outro, etc..).

Além disto, outros aspectos técnicos desiludem igualmente, sobretudo a sonoplastia, que torna a troca de tiros final verdadeiramente ridícula.
Salva-se a banda-sonora, um aspecto sempre em alta nos filmes de Mann.

O elenco também é demasiado inexperiente e de poucos créditos firmados para assegurar a estabilidade interpretativa que se pretendia. É certo que Jamie Foxx já tinha vencido um Óscar, mas tal não passou de um "acidente de percurso", já que o registo do actor em "Miami Vice" não foge às tendências medíocres que tem mostrado durante toda a sua carreira.
Colin Farrell está substancialmente melhor, mas o seu personagem não constitui um especial desafio para o actor irlandês. Do restante elenco, apenas John Ortiz é digno de destaque e afirma-se como o melhor elemento do conjunto.

Mas, tal como o inegável talento de Michael Mann, é impossível negar que "Miami Vice" é o seu pior filme.


"-You seem okay. But him, I don't like how he looks.
-Do you wanna fuck my partner or do you wanna do business with us?"

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Colateral


Michael Mann é um dos melhores realizadores da actualidade. Isto é ponto assente. O homem que faz da noite, dia. Perfeccionista por natureza e explorador compulsivo das suas personagens (o estudo feito a Vincent, e que é analisado no Making Of de "Colateral" é exemplo disso mesmo), Michael Mann nunca descura nenhum aspecto nos seus filmes.
É um verdadeiro realizador. E um grande realizador.

E "Colateral" é o seu segundo melhor filme, um filme que chega a emanar magia apesar do seu contexto e da aparente simplicidade da história. Mann filma de forma fantástica, encontrando pura beleza em locais tão (também) aparentemente insípidos como uma simples esquina de uma rua de Los Angeles ou um Taxi perfeitamente banal.
Filmado em alta definição, "Colateral" é visualmente estonteante e repleto de grandes momentos de Cinema, não só pela qualidade da imagem mas também pelo perfeccionismo e realismo das cenas. Mérito? De Mann evidentemente.

Mas não só. O subtil argumento de Stuart Beattie é repleto de diálogos profundos e existencialistas, ajudando a dinamizar o filme a torná-lo em algo mais, muito mais do que um mero filme de acção.
A banda-sonora está ao rubro, não descurando o registo visto noutras obras do realizador, e a fotografia destaca-se igualmente, não fugindo também ela ao padrão visto nos anteriores filmes de Michael Mann.

O maior trunfo de "Colateral" é, ainda assim, Tom Cruise. Mesmo com a sua altura e voz que, como bem sabemos, não intimidam muito, o actor compõe um vilão totalmente marcante e obtém mais uma grande interpretação.
Jamie Foxx é muito elogiado pela sua prestação, mas a meu ver não existem motivos para tal. Uma interpretação mediana. O mesmo não poderá ser dito da curta mas inesquecível presença de Javier Bardem, aqui ainda "pós-Anton Chigurh".

"Colateral" só é desfavorecido por se deixar apanhar numa rede de clichés e cenas tipicamente "à filme", que não só contrariam a natureza do filme mas também a do seu realizador. E são obviamente uma decepção.

Ainda assim e evidentemente, "Colateral" trata-se de um excelente filme e um dos melhores de Michael Mann.


"-You just met him once and you killed him like that?
-What? I should only kill people after I get to know them?"

"Yo, homie. Is that my briefcase?"


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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


O mexicano Alfonso Cuáron revolucionou de forma muito original e eficaz o universo cinematográfico de Harry Potter, conferindo-lhe mais seriedade e realismo, atribuindo-lhe de forma pioneira a badalada "faceta adulta" e fazendo de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkabam", de longe, o melhor capítulo de toda a saga.

Inovação, estilo e contenção são as palavras que melhor descrevem a realização de Cuarón. Já não se tratam de crianças, mas de jovens adultos, com problemas a sério, num mundo negro (grande fotografia), realista e credível.

Também o argumento é um primor. Não se precipita, não apresenta cenas e personagens à pressão e é ainda abençoado com um excelente twist. Pena virar uma autêntica manta de retalhos, na recta final do filme, e o ridicularizar da promissora rivalidade entre Harry e Draco Malfoy, que tanto prometia em "A Câmara dos Segredos" (crítica aqui)

O elenco secundário está, como sempre, em primeiro plano, tal é a sua qualidade. Para além do sempre bem Alan Rickman e do muito competente David Thewlis, temos ainda um Gary Oldman absolutamente inesquecível, e com um tratamento visual brilhante.
De referir ainda os jovens Rupert Grint e Emma Watson, a adição de Michael Gambon (que deixa a desejar) em substituição do falecido Richard Harris, e, por fim, a fraquíssima interpretação de Daniel Radcliffe, que inicia aqui a sua curva descendente que o afastou da qualidade interpretativa obtida em "A Pedra Filosofal" (crítica aqui).

Enfim, eis, de longe, o melhor capítulo de toda a saga.


"Well, well, Lupin. Out for a little walk... in the moonlight, are we?"

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Inimigos Públicos/Nova Iorque 1997

Uma enorme desilusão.

Apesar de uma realização, pelo menos a nível visual, cuidada de Michael Mann, e da excelente interpretação de Johnny Depp (o seu John Dillinger é qualquer coisa de fantástico), "Inimigos Públicos" é uma inevitável desilusão.

O argumento é pouco dinâmico, pouco vivo, pouco...interessante.
"Inimigos Públicos" é um filme extremamente aborrecido durante grande parte da sua duração, Christian Bale tem uma das piores interpretações da sua carreira e as cenas de Marion Cotillard contam-se pelos dedos das mãos, naquele que é um desperdício imperdoável do talento da francesa.

Um final mais do que digno, cenas de acção de alto gabarito, mas no seu cômputo geral, um filme que fica a anos-luz da melhor obra do seu (grande) realizador.




Não posso dizer que tenha corrido bem esta primeira incursão pela filmografia de John Carpenter. Não. Não, de todo.
"Nova Iorque 1997" é mau, demasiado mau para ser verdade. Talvez o segredo esteja no fenómeno que o filme foi e que, obviamente, 30 anos depois, não me atingiu. Talvez se trate de um filme com grande valor histórico. Para mim foi, como é já evidente, constituiu também uma desilusão de proporções épicas.

Com uma premissa e um personagem principal absolutamente deliciosos, riquíssimos a nível argumentativo e visual, creio que o que Carpenter (ou seja lá quem for) fez aqui, foi um desperdício abismal destes dois factores.

A premissa, rapidamente se esfuma numa odisseia que, apesar de visua
lmente atractiva o quanto baste (pela sua surrealidade, entenda-se...), é escassa em momentos de acção, com o filme a assumir um ritmo sofrível e a tornar-se profundamente aborrecido.

O protagonista, "Snake" Plissken, é também ele um desperdício personificado por Kurt Russell. Tanto prometia, tanto carisma tinha para mostrar...mas o seu real protagonismo acaba por ser bastante, bastante inferior ao esperado e sobretudo ao desejado.
Pouco falador, bastante ausente e com pouca presença em cena. Inexplicável.

Fica uma banda-sonora...diferente, e um final (os últimos segundos mesmo, não a recta final do filme, bastante penosa...) intrigante a suscitar bastante curiosidade em relação à sequela.



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Alguém Tem Que Ceder


"Alguém Tem Que Ceder" foi agraciado com uma nomeação para os Oscars, bem como três para os Globos de Ouro (das quais venceu o Globo para Melhor Actriz Comédia/Musical-Diane Keaton). Prémios estes que, embora não espelhem a qualidade do filme, são mais do que merecidos.

Conhecendo agora um pouco melhor a realizadora e argumentista Nancy Meyers, posso, com toda a certeza, afirmar que o seu maior problema é... não suportar o seu próprio talento. Sendo capaz de obter premissas interessantes, desenvolvê-las de forma coerente (apesar de criar histórias e personagens secundárias que, em tudo, são ignoradas), e filmá-las com um profissionalismo memorável, a Nancy Meyers falta sempre a capacidade de atribuir uma conclusão minimamente capaz às suas obras.

"Alguém Tem Que Ceder" não foge, infelizmente, a esta regra. Meyers não consegue terminar a sua (excelente) história, e vai arrastando e arrastando a acção, apenas adiando o inadiável: um final frouxo e que, embora previsível, continua a ser decepcionante.
O que é uma pena, porque "Alguém Tem Que Ceder" tinha potencial para ser um marco do seu género.

Assim, apenas ficam na memória as excelentes interpretações de Jack Nicholson e Diane Keaton, bem como (o milagre!) uma interpretação bastante razoável de Keanu Reeves. Já Amanda Peet e Frances McDormand visam apenas a atracção de mais público, visto que raramente aparecem em cena.

Com "Alguém Tem Que Ceder", Nancy Meyers assina o seu filme mais extremista, possuidor do melhor e do pior.


"-Your pants, please.
-Ladies, first."

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Os Suspeitos do Costume


"Os Suspeitos do Costume" é um filme extremamente inteligente, que deve tudo ao brilhante argumento idealizado por Christopher McQuarrie, à inspirada realização de Bryan Singer e, claro, ao exemplar elenco, onde uma série de actores que estamos habituados a ver em papéis secundários se eleva e nos presenteia com um conjunto de grandes interpretações.

E apesar de as atenções estarem focadas em Kevin Spacey, que está muito bem, todo o restante elenco é igualmente magistral. O malogrado Gabriel Byrne, o divertido Benicio Del Toro, o excitado Stephen Baldwin, o impaciente Kevin Pollak, o determinado Chazz Palminteri e até o misterioso Pete Postlethwaite. Todos estão verdadeiramente fenomenais e qualquer um merecia a (justa) distinção atribuída a Spacey.

Mas "Os Suspeitos do Costume" tem o seu maior mérito no fabuloso argumento, que torna esta fita num policial atraente, mas que se sustenta sobretudo num crescendo de suspense que faz da sua visualização um verdadeiro vício. Para além da sua intrínseca e óbvia qualidade, "Os Suspeitos do Costume" é extremamente viciante, garantindo entretenimento do princípio ao fim.
A forma como o escrito de McQuarrie manipula o público sem este se aperceber é verdadeiramente brilhante. A cereja no topo do bolo é o fenomenal twist, que encerra "Os Suspeitos do Costume" da melhor maneira possível, bigger than life, estabelecendo-o como uma total obra-prima.

O argumento é, por sua vez, dinamizado pela excelente realização de Bryan Singer, que não só adensa visualmente o mistério em torno da verdadeira identidade de Keyser Soze, mas também oferece delicadas e perspicazes pistas sobre este mesmo mistério. Sem dúvida alguma, uma realização excelente.

Uma nota ainda para a estimulante montagem, sobretudo nas sequências finais, a misteriosa fotografia e a lindíssima banda-sonora.

"Os Suspeitos do Costume" é um daqueles filmes especiais, que vai melhorando de visualização para visualização. E foi o que aconteceu, pelo que me sinto profundamente feliz por ter redescoberto esta obra-prima.


"Keaton always said, "I don't believe in God, but I'm afraid of him." Well I believe in God, and the only thing that scares me is Keyser Soze."

"-You know what happens if you do another turn in the joint?
-Fuck your father in the shower and then have a snack?"


"How do you shoot the devil in the back? What if you miss?!"

"You think you can catch Keyser Soze? You think a guy like that comes this close to getting caught, and sticks his head out? If he comes up for anything it'll be to get rid of me. After that... my guess is you'll never hear from him again."

"The greatest trick the devil ever pulled was convincing the world he didn't exist. And like that... he is gone!"



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