Cabine Telefónica


"Nao é curioso? Quando o telefone toca, pode ser qualquer pessoa. Mas um telefone a tocar, tem mesmo de ser atendido não tem?"
É a partir deste mote que parte "Cabine Telefónica" este original e... "libertador" filme, que com o seu elevado e bem sucedido teor claustrófobico, consegue agarrar o espectador do início ao fim.

A realização de Joel Schumacer é estilosa e dinâmica, mostrando a visão para deixar a desejar na concretização.
O argumento, tem a difícil tarefa de conseguir preencher com interesse um espaço tão pequeno como uma cabine telefónica. E consegue-o, com mais ou menos eficácia (vai perdendo força para culminar num final interessante, mas precipitado).

Colin Farrel tinha aqui a possibilidade de obter uma grande interpretação, mas o seu registo não chega nem perto do de "Em Bruges" (crítica aqui). É uma pena. Não que seja uma má interpretação, mas poderia ter sido muito maior.
Kiefer Sutherland,por sua vez, consegue ser infinitamente mais intenso, sem sequer precisar de mostrar a face.


"Isn't it funny? You hear a phone ring, and it could be anybody. But a ringing phone has to be ansered, doesnt´t it? Doesn't it?"

[Análise re-editada a 14/08/10]

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