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Dia de Treino/Os Simpsons- O Filme



Antoine Fuqua faz o que lhe compete: deixar brilhar o elenco e fazer esquecer um argumento que, apesar de interessante, se sustenta demasiado pela lei do acaso.

Assim, o elenco faz o filme. Os sempre bem Ethan Hawke, Cliff Curtis e Scott Glenn não desiludem, mas é sobre Denzel Washington que recaem todas as atenções. Que brilhante interpretação. Assombrosa. Rouba o filme para si e carrega-o às costas, justificando a toda a hora o Óscar de Melhor Actor que conquistou.

"Dia de Treino" é Denzel Washington. E só isso chega.




Não sou um admirador d'Os Simpsons. Nunca fui e muito menos o seria agora, numa altura em que a série atravessa uma decadência sem precedentes.

O filme acaba por espelhar a série: a primeira parte é bastante interessante, com ou outro momento de pura genialidade. A segunda é aborrecida e sem piada.

Para o legado da série e para o tempo que esteve a "marinar", esperava-se claramente um pouco mais.
No entanto, reitero: puro entretenimento.


Mas fica a questão: e para quando um filme de American Dad!?

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Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut»


Alexandreo Grande? Não...
Alexandre, o Frágil, talvez.
Se quisermos ser um pouco mais directos, Alexandre, o Chorão ou até mesmo Alexandre, o Homossexual.
É este o Alexandre que Oliver Stone nos mostra.

As intenções de Oliver Stone eram nobres e, sem dúvida, louváveis. É, ainda assim, que por elas se fica. Mais do que o mito e a lenda, Stone pretendia retratar Alexandre, o Homem. E, neste aspecto, não poderemos acusar Stone de pecar por falta de empenho, ou preguiça.
A análise à vida pessoal -refiro-me, concretamente, a relações familiares e amorosas- de Alexandre foi efectivamente competente, no mínimo. Direi mesmo exaustiva.

No entanto, esta focalização tão grande no homem, Alexandre, suscita determinadas questões:
Era isto o pretendido? Mais do que um blockbuster, "Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut" é um épico. Não um biopic dramático. Onde estão as façanhas épicas? Onde está a aventura? A acção? Não se podem prescindir de tais componentes, tendo em conta o género a que "Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut" se propôs ser.
Era esta abordagem preferível a outras? Aparentemente, julgando pela recepção fraca (um pouco mais entusiasta, nesta versão) que a obra de Stone teve, a resposta é clara.
Está bem delimitada a linha entre a atenção e a quase obecessão?
Foi Oliver Stone capaz de se moderar, de ter rigor, coerência e contenção?
Não se terá
Stone deixado deslumbrar, pelo menos parcialmente, pelos meios que tinha à sua disposição?

Infelizmente, o panorama não é o mais inovador. Oliver Stone alimentou e contribuiu com a sua realização para um argumento que, a nível estrutural, é uma verdadeira nódoa. Nesta versão «Revisited: The Final Cut», Stone tem todo o tempo do mundo para perder as estribeiras.
A homossexualidade não é uma sugestão, mas um pilar do filme. Orgias, danças, homens nus, violações e, veja-se, até homens a beijarem-se.
Não era preciso, não era preciso isto. Que falta de delicadeza por parte de Oliver Stone.

Mas Stone não se fica por aqui nos erros cometidos. Algumas cenas são indisculpáveis. A cena com Bucephalus e o jovem Alexandre (muito bem interpretado por Connor Paolo) parece ter saído de um vulgar filme da Disney.
O encontro sexual entre Alexandre e Roxane é verdadeiramente ridículo. Parece ter sido filmada por um qualquer tarefeiro, e um não muito são, a nível mental... Um simples abraço entre Alexandre e Hefestião é muito mais tocante e agradável.
A batalha de Gaugamela, embora muito bem idealizada, falha redondamente na execução.

E poderia continuar: os slow-motions escusados, a adição de rugidos de leões aos soldados, o simples facto de as personangens não envelhecerem e, acima de tudo, a completa falta de linearidade temporal. A acção de "Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut»" não se mantém no mesmo espaço de tempo por mais de vinte minutos. É incrível, um erro incompreensível.

Mas ainda mais incompreensível é a forma como Stone é igualmente capaz de momentos... de tirar o fôlego. A Batalha na Índia é qualquer coisa de arrebatador. Stone filma a acção com uma mestria inegável, dela extraindo a tensão e o drama na perfeição. E como se não bastasse o confronto, que faz jus (mais do que qualquer outro momento do filme) à palavra épico, entre Bucephalus e o elefante, Stone tem ainda a brilhante ideia de distorçer as cores. E o efeito produzido é fenomenal, enche de júbilo até o mais inexperiente dos cinéfilos. Que lucidez, que tirada de génio.

Quanto ao argumento e conforme já foi referido, possui uma evidente debilidade na sua base: a narração. A narração é, a meu ver, um facilitismo. Um facilitismo necessário, mas não essencial. O problema reside precisamente no narrador: Ptolomeu, interpretado por Anthony Hopkins.
Sim, apenas interpretado por Anthony Hopkins, como o envelhecido Ptolomeu. Porque o jovem Ptolomeu, esse... mal o vemos. É um mero secundário, dos mais secundários de toda a corte de Alexandre. Porque razão lhe foi a ele atribuída a narração da obra? Quanta incoerência.

Convém não esquecer, de todo, a excessiva focalização nos romances de Alexandre e nas discussões com os que o rodeiam (algumas tão triviais, outras de grande intensidade).
Stone, que também escreveu o argumento, ao tentar mostrar a sua sensiblidade, acabou por ser sensível de mais. Não existem limites, não existem barreiras, não existe pudor.

Não que o argumento esteja propriamente mal escrito. Alguns diálogos e monólogos são de uma credibilidade e interesse inegáveis. O leque de personangens é também muito vasto e igualmente enriquecido.
Para além disto, “Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut»” é um filme repleto de simbolismos, mensagens codificadas com várias camadas de complexidade.
O problema foi mesmo o núcleo e a abordagem feita por Oliver Stone.

A produção é, invariavelmente, um autêntico luxo. Uma fotografia lindíssima, uma das melhores cenografias que já vi, um guarda-roupa competente e efeitos especiais discretos são disso exemplos . A banda-sonora de Vangelis possui uns temas superiores a outros, mas acaba por satisfazer bastante.

Mas a grande desilusão deste "Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut»" é mesmo o elenco. A Colin Farrell falta todo o estofo do mundo para o papel. É demasiado pequeno para tão grande papel, embora a abordagem tomada por Stone acabe por favorecer o actor irlandês.
O ridículo sotaque de Angelina Jolie é um entrave à apreciação da sua interpretação. Jolie recorre ao overacting com demasiada frequência e, por vezes, assume-se apenas como uma mera vilã.
Rosario Dawson e Jonathan Reys Meyers, no curto tempo de antena de que dispõem, estão francamente mal. Anthony Hopkins pouco melhor está, mas o aproveitamento das suas capacidades é quase nulo.

Apenas Jared Leto, de forma surpreendente, e sobretudo Val Kilmer fogem à tendência. O segundo é definitvamente o melhor elemento do elenco, obtendo uma das melhores prestações da sua carreira. Também Christopher Plummer tem uma interpretação bastante boa.

Uma série de escolhas mal feitas e uma evidente debilidade no estabelecimento de prioridades, ditam a sentença de "Alexandre, o Grande «Revisited: The Final Cut»".
Mesmo com mais de três horas e meia de duração, permanece a sensação de que tanto mais podia ser dito -ou tanto menos podia ser mostrado...

Um filme tão grande, quanto... pequeno.


"Fortune favors the bold."

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Identidade Desconhecida/Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo


O maior problema de "Identidade Desconhecida". é ser tão indistinto e vulgar. Falta-lhe aquele toque especial, aquele toque de especial competência que foi atribuído aos posteriores filmes da série
Esta fita de Doug Liman é pouco ambiciosa e de concretização fácil, precisamente porque o próprio Liman é assim.


A realização, o argumento, a montagem, o próprio Matt Damon. Nenhum deles passa de mediania, nenhum deles arrisca verdadeiramente e nenhum deles é e consegue fazer de "Identidade Desconhecida" um filme memorável.

E com toda esta banalidade, quem tem tempo para se lembrar da banda-sonora ou de Chris Cooper?

Apenas um bom entretenimento.





O que dirão deste "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo" aqueles que acusaram (sem razão, a meu ver) "O Cofre do Homem Morto" de ser demasiado complexo?

Que confusão ridícula e escusada é este filme.
Conspirações, planos, histórias paralelas, dez personagens principais e quase três horas de duração que se revelam insuficientes, embora claramente muito cansativas.

Gore Verbinsky quis pôr os ingredientes todos neste terceiro filme, e a panela acabou mesmo por transbordar e de que maneira.
Não tinha de o fazer, não tinha de dar o protagonismo a todos os personagens. Acaba por nenhum deles ter o protagonismo que realmente merece, e sobretudo da melhor forma.


O elenco também se deixa aniquilar sem dó nem piedade.
Johhny Depp desaparece totalmente, e quem o pode censurar? Geoffrey Rush e Keira Knightley excedem-se. Orlando Bloom e Bill Nighy não existem.


Apesar de tudo, e esquecendo a debilidade argumentativa, "Nos Confins do Mundo" entretém muitíssimo bem. Repleto de efeitos especiais ao mais alto nível, e principalmente dispostos ao espectador da forma correcta (e não da irritante "forma Michael Bay"), são responsáveis por várias cenas de cortar a respiração. O climáx final, por exemplo, é verdadeiramente épico.

Também o humor escapou ileso à debilidade generalizada de "Nos Confins do Mundo", mas tal deve-se ao facto de quase todas as personagens serem transformadas em sidekick's, num ou outro momento.

Vale o que vale, como filme isolado. Como conclusão (agora já nem isso) à trilogia, é uma desilusão catastrófica.

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Tróia- Versão de Realizador


Épicos falhados. Creio que esta é uma questão pertinente: haverão filmes mais necessitados de uma segunda oportunidade, do que épicos falhados?
Um épico, género do qual se espera tudo. Género que tudo promete. Género que tem possibilidades quase ilimitadas, a todos os níveis.
Falhado? Inadmissível, a meu ver. Um épico não pode falhar. E um épico falhado precisa, mais do que qualquer outro filme, de uma segunda oportunidade.

Em linguagem cinematográfica, tal traduz-se numa Versão de Realizador.
“Mas até as Versões de Realizador não fazem milagres". Isto era o que eu diria, se não tivesse assistido à fenomenal obra-prima que é a Versão de Realizador de “Reino dos Céus”.
São dois filmes, e sobretudo dois contextos, muito semelhantes, aqueles que envolveram “Tróia” e “Reino dos Céus”.

E, com esta Versão de Realizador, Wolfgang Petersen tinha a oportunidade para provar, não só que era realizador, mas também que o desastre que foi “Tróia” não tinha sido culpa sua.
Contudo, atentemos no facto de Petersen não ser Ridley Scott. Scott é realizador, é um grande realizador. Petersen não. E o que alcançou nesta sua segunda oportunidade, foi o que se esperaria de um tarefeiro: um filme ligeiramente melhor.

Afinal de contas, existem erros crassos que já estão imiscuídos na própria natureza de “Tróia”: o péssimo argumento, o visual de Achiles ou a falta de talento de Orlando Bloom.
E os trinta minutos que Petersen adiciona a esta nova versão, não têm importância suficiente que justifique a sua inclusão.

O filme em si ganha alguma riqueza, sem dúvida. Personagens como Odysseus (interpretado por Sean Bean) ou Priam (interpretado por Peter O’ Toole) saiem a ganhar.
Uma cena introdutória e algo simbólica, envolvendo um cão, é também portadora de substancial interesse.

Mas a Wolfgang Petersen falta mesmo contenção.Note-se, por exemplo, a adição e maior explicitação das cenas de nudez e de cariz sexual. Mas haveria mesmo necessidade? Foi este o motivo do insucesso do filme? A não aparição dos seios de Diane Kruger? Por favor…
Um outro exemplo foi o final extendido, sem dúvida uma adição inútil.

Por último, “Tróia- Versão de Realizador” sai a perder pela alteração radical (e ridícula) da banda-sonora. Cenas chave como o combate entre Achiles e Hector, ou até mesmo o final, parecem murchar sem o acompanhamento musical certo.

“Tróia- Versão de Realizador” é preferível ao original. Mas o que aqui se pedia –ou, deverei dizer, exigia- era uma mudança profunda e responsável, ao nível de “Reino dos Céus”.
Não uma mera inclusão de todo o material não utilizado, apenas pela curiosidade do exercício, como foi feito com as Versões Estendidas da trilogia “O Senhor dos Anéis”.


"- I won't ask you to fight this war for me.
-You already have."

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Homem-Aranha 3/Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal


Vem à mente o terceiro capítulo da saga "Piratas das Caraíbas": muita parra, mas pouca uva.
Estão lá os fabulosos efeitos especiais (só a sequência do nascimento de Sandman merecia o Óscar que foi parar a "A Bussola Dourada"), estão lá 10 000 enredos e sub-enredos, está lá a duração excessiva (uma consequência dos 10 000 enredos e sub-enredos) e de regresso estão apenas os problemas no elenco.

Os actores que não são erros crassos de casting (Thomas Haden Church, Bryce Dallas Howard, James Franco e o sempre excelente J.K. Simmons) são desperdiçados até mais não.
Restam "os outros", encabeçados pelo insosso Elijah Wo... quer dizer, Tobey Maguire.

E que momentos foram aqueles em que vimos Maguire a dançar pelas ruas de Nova Iorque, com um penteado ridículo? Mas está tudo doido?!

Funcionará como entretenimento, nada mais.





O defeito não será com certeza a falta de realismo de algumas sequências, muito pelo contrário, já que se trata de feitio da saga Indiana Jones.
O verdadeiro problema é o decréscimo de qualidade ao fim da primeira meia hora.

Como é possível que, com todos os seus recursos, "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" seja um filme tão aborrecido quanto simplório? Adivinharíamos que era Steven Spielberg na cadeira de realizador, se não tivéssemos visto o filme desde o início?

Vale pela cumplicidade entre Harrison Ford e Shia LaBeouf.

Funcionará como entretenimento, nada mais.

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Brincadeiras Perigosas


"Brincadeiras Perigosas" marca o primeiro encontro entre a minha pessoa e a pouco ortodoxa filmografia de Michael Haneke. E que primeiro encontro este!

"Brincadeiras Perigosas" irá perdurar na minha memória como um dos filmes mais intensos e verdadeiramente estranhos da última década. O estilo de realização de Michael Haneke é diferente de tudo o que já tinha visto até ao momento. Uma realização cruel e crua, em concordância com a natureza de "Brincadeiras Perigosas", e quase insuportável. Cenas enormes, exploração ao máximo da capacidade de sofrimento do fabuloso elenco e ainda uma série de pormenores inesquecíveis, como o facto de Haneke nunca filmar directamente as cenas de violência, deixando assim o espectador imaginar o que terá acontecido, ou a quase ausência de banda-sonora
Michael Haneke rompe com as convenções do género, tendo um dos melhores e mais irreverentes trabalhos de realização de 2007. Trabalho este que peca apenas por falta de contenção, já que uma ou outra cena é bastante cansativa devido à sua excessiva duração.

O elenco é igualmente magistral. Apesar das interpretações muito competentes de Naomi Watts e Tim Roth, ambos são ultrapassados pelos perturbadores Michael Pitt e Brady Corbet. Este último, especialmente, está fabuloso.

Então, o que faltou a "Brincadeiras Perigosas" para ser um grande filme? Faltou um argumento. Apesar da crítica social nele implícita, no final, não deixa de permanecer uma sensação de insuficiência, porque Haneke não tinha assim tanto para contar.
Recapitulando: adolescentes perturbados invadem lar de família perfeita... e pronto. Pelo meio há o habitual: jogos macabros, diálogos incisivos mas em quantidade reduzida, e as típicas reviravoltas do género.
E Michael Haneke ainda faz pior. Tenta compor o cenário com a sua realização desconcertante, mas, como já referi, excede-se e torna "Brincadeiras Perigosas" muito parado.

E que cena foi aquela do comando? Honestamente, não sei bem o que pensar daquilo. Genialidade? Insanidade? Nunca tinha visto uma cena assim, mas é de facto marcante...

E, afinal de contas, essa é a palavra de ordem para definir "Brincadeiras Perigosas": marcante.

"-Why don't you just kill us?
-You shouldn't forget the importance of entertainment."

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Ratatui


Já todos o sabemos: a Pixar é incapaz de produzir um mau filme. Estes revolucionários estudos animados apresentam-nos, ano após ano, excelentes propostas animadas. Ao contrário da Dreamwoks, que continua a preterir a qualidade a favor do lucro, a Pixar é a verdadeira herdeira de toda a magia de Walt Disney.
Por isso mesmo, "Ratatui" nunca poderia se um mau filme. O que não invalida que, dentro da "família Pixar", "Ratatui" seja um dos filmes menos bons. O que, por sua vez, não invalida que "Ratatui" seja um bom filme. Confuso? Nem por isso.

"Ratatui" esbanja, sobretudo, dedicação e amor. Neste caso, o amor pela alimentação resulta numa fita dedicada e surpreendentemente informativa. Remy não é apenas um personagem sem essência que aparenta gostar de cozinhar, mas quase um verdadeiro rato que realmente sabe o que está a fazer. É esta tridimensionalidade argumentativa, este realismo das personagens que assegura a empatia do público.

Mas esta é uma característica já comum nas obras da Pixar e que, por si só, não eleva assim tanto o filme. No caso de "Ratatui", era necessária alguma descontracção e a existência de mais gags que atribuíssem ao filme mais fluidez. Não bastam problemáticas e vocabulário de cozinha, é preciso dar igual importância ao humor, para que "Ratatui" não caia nas malhas do aborrecimento. O que, por alguns momentos, chega a acontecer.

"Ratatui" é também um filme ligeiramente desequilibrado e incoerente, tentando apostar no já referido realismo (por exemplo, e ao contrário da maior parte das obras da Dreamworks, os animais não conseguem comunicar com os humanos por voz), mas é também possuidor de erros incríveis no mesmo campo (um rato que consegue manipular um homem, puxando-lhe os cabelos? Sim, pois...).

Os desempenhos vocais são todos feitos por actores semi-desconhecidos, com excepção para Peter O' Toole que, refira-se, está fantástico.
A nível técnico, "Ratatui" é obviamente irrepreensível. Animação e banda-sonora são magníficas.
A propósito, deixo aqui uma curiosidade: Sabiam que tenho um amigo meu, cujo pai é amigo de um tipo que trabalhou em "Ratatui"? Pois é, sou uma celebridade...

"Ratatui" venceu o o Óscar de Melhor Filme de Animação com toda a justiça. Como, aliás, todas as obras da Pixar.


"If we are what we eat, then I only want to eat the good stuff."

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Family Guy apresenta: A Guerra das Estrelas


Os Griffin estão a ver televisão numa noite como outra qualquer quando se dá um corte na luz. Sem nada para fazerem, é então que Peter se lembra de contar uma história "de acção, intriga e da esperteza necessária para ficar com os direitos de merchandising": a história de Star Wars...

Mas quem diria que a junção de dois objectos de culto que não me enchem as medidas, Family Guy e Star Wars, pudesse resultar num verdadeiro hino à comédia.

Está garantida a boa-disposição numa fita que não deixa que simples pormenores, como a duração ou o facto de ser animada, lhe retire as verdadeiras qualidades, como a determinação e a inteligência necessárias para tornar esta obra em algo que, se ainda não o é, muito não faltará: um verdadeiro filme de culto.



São tantas as frases geniais presentes no filme que seria um crime publicar uma e deixar as outras de fora.

[Re-apreciação feita a 29/03/10]
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Ultimato

Jason Bourne (Matt Damon) está mais determinado do que nunca em descobrir todas as ramificações da conspiração em que está envolvido, ao mesmo tempo em que persegue incessantemente a sua identidade.

A fasquia foi claramente elevada com "Supremacia", a segunda fita desta trilogia de acção, e também realizada por Paul Greengrass. A meu ver, o realizador tinha como meta a elaboração de algo que superasse o seu anterior produto, e que simultâneamente oferecesse uma conclusão à altura do hype criado à volta da trilogia.
Infelizmente, este "Ultimato" nada mais é do que um exercício vazio de inovação, e cujo interesse para o fim de Jason Bourne é tão pequeno, que o próprio filme chega a ser escusado.
Mas já lá iremos.

Independentemente de não ter atingido a sua meta, "Ultimato" é, antes de mais e sobretudo, um excelente filme de acção. Sequências brilhantemente orquestradas, originais e de grande fôlego, aliadas a um Matt Damon tão seguro e credível quanto apelativo, graças ao crescente misticismo que imprime a Bourne. Aqui, o mérito vai também para Paul Greengrass.

Infelizmente, Greengrass acaba por perder o controlo sob o seu próprio e peculiar estilo de realização, insistindo constantemente numa câmara tremida que provoca um misto nada simpático de irritação e frustração no espectador (excepção feita às cenas de acção, onde este estilo cai como uma luva).

É no entanto a sensação de déja-vu que perdura, uma vez que "Ultimato" acaba por ser muito semelhante a "Supremacia" em vários aspectos, senão quase todos.
E no factor que o podia distinguir da fita de 2004, a conclusão exigida, é onde
"Ultimato" mais falha com um final pouco coerente, inacabado e muito decepcionante. Não existe um twist, não existe uma pose final, e praticamente não existe Albert Finney (tanto tempo à sua espera, para uma aparição de 10 minutos.)

"Ultimato" é, sem dúvida, uma boa fita de acção. Mas já tinhamos uma.


"Listen people, do you have any idea who you're dealing with? This is Jason Bourne! You are nine hours behind the toughest target you have ever tracked."

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Transformers

Sam Witwicky (Shia LaBeouf) é um adolescente que se verá envolvido numa enorme batalha entre duas raças de organismos robóticos, os Autobots e os Decepticons.

Todo e qualquer aspecto que "Transformers" possa ter de positivo não se deve ao trabalho de Michael Bay e à sua necessidade de espectacularidade e explosões (que ocupam 98% da fraca sequela), mas sim à sua "fragrância humana" que torna "Transformers" não só um filme aceitável, mas até mesmo um bom pedaço de entretenimento.

Obviamente que esta fragrância humana a que me refiro se trata do elenco, onde um ascendente Shia LaBeouf é muito bem suportado pelo sidekick John Turturro e pelo clássico (aquisição de casting inteligente, esta) Jon Voight.

Só é pena que Bay insista em meter o dedo de vez em quando e não se consiga conter minimamente, porque sequências como a primeira meia hora ou a batalha final são para esquecer...

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Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado


O Quarteto Fantástico (Chris Evans, Jessica Alba, Ioan Grufudd e Michael Chiklis) têm agora de entender as origens da chegada do Surfista Prateado à Terra.

Claramente não aprenderam com os erros do primeiro filme. Série B novamente mascarada de blockbuster com a presença de Jessica Alba e os efeitos especiais. Representação mal feita do Surfista Prateado e ridícula de Galactus.

Não fosse Chris Evans e a nota era mínima.

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Elas Não Me Largam


Charlie (Dane Cook) tem a fama de ser um amuleto da sorte para qualquer mulher: depois de se envolverem com ele, casam-se com o próximo homem que namorem.
Ao principio agradado com este facto, Charlie fica em posição difícil ao conhecer Cam (Jessica Alba), uma tratadora de pinguins com queda para acidentes.

São muitos os pontos que "Elas Não Me Largam" tem em comum com "Um Azar do Caraças": Ambos são irreverentes, fartos em cenas de cariz sexual e não são genuinamente comédias.

O que abona a favor deste filme é sobretudo a inserção de alguns momentos mais sérios e bem conseguidos, e um sidekick muito eficaz (Dan Fogler).

De resto, "Elas Não Me Largam" é de difícil aceitação, graças ao seu ambiente demasiado hardcore e grande escassez de gags que, quando aparecem, são estereotipados.


"-What's sex without love?
-Sex! It is still sex!!!"

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Harry Potter e a Ordem da Fénix


Depois do conturbado regresso de Voldemort (Ralph Fiennes), o jovem Harry Potter (Daniel Radcliffe) caiu agora em descrédito perante o mundo da feitiçaria e o Ministério da Magia, que decide impor o seu controlo em Hogwarts através da pouco ortodoxa professora Dolores Umbridge (Imelda Staunton).

A saga do feiticeiro mais famoso do mundo teve o seu auge em 2004, ano da elaboração de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban". E sendo verdade este facto, também não é menos verdade que este "Harry Potter e a Ordem da Fénix" é o pico negativo desta mesma saga.

O principal defeito é sem dúvida a total perda de magia. É algo um pouco metafórico sim, mas que tem como causas factores técnicos bem concretos.
O prepotente argumento, que dispara os factos completamente à pressão e insere personagens que nunca vimos antes sem sequer explicar as suas origens, tudo isto sempre com muito cliché à mistura. A (falta de) banda-sonora, que deixa tanto a desejar quando comparada com a de John Williams. A insossa realização de David Yates, que prefere andar com a câmara em cima do ombro a correr atrás dos protagonistas de lado para lado.
Enfim, tudo isto transforma este "Harry Potter e a Ordem da Fénix" num verdadeiro teen movie de aventura, muito rígido e muito pouco mágico. Perdeu-se a componente e a fragrância mágica, tão visível no primeiro capítulo e na já referida fita de Alfonso Cuarón, e Hogwarts passou a Colégio da Barra (alusão a Morangos com Açúcar) num instante.

O elenco espelha esta falta de sentimento que o filme tem. Radcliffe é péssimo. Definitivamente, não é o actor que aparentava ser em "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Rupert Grint e Emma Watson não deslumbram mas também não estragam o resultado final.
O restante elenco é quase na totalidade indecentemente desperdiçado. Alan Rickman, Fiona Shaw, Emma Thompson ou Helena Bonham Carter são apenas adições comerciais e não real elenco. Assim, apenas me posso pronunciar sobre Michael Gambon, que apesar de não estar mal deixa saudades de Richard Harris, e sobre a estranhíssima Imelda Staunton que aparenta estar bem no seu papel, mas à qual não consigo tecer muitos elogios pois é verdadeiramente irritante.

E é isto "Harry Potter e a Ordem da Fénix": o pior capítulo de toda a saga e um filme sofrível.


"You are a fool, Harry Potter, and you will lose everything."


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Paranóia


Kale (LaBeouf) é um adolescente rebelde, que se encontra em prisão domiciliaria por ter agredido um professor.
Kyle passa os seus dias a espiar os vizinhos, até que começa a desconfiar que um deles é um assassino.

Da polémica gerada aquando da estreia de "Paranóia", que relacionava a fita de D. J. Caruso com "Janela Indiscreta", apenas se conclui que este facto acabou por favorecer o filme que, apesar de conter alguns erros grosseiros e ser enganador (na medida em que 80% do filme é uma salgalhada à "American Pie"), acaba por surpreender pela positiva ao se afirmar como entretenimento de qualidade.

E, neste aspecto, "Paranóia" deve muito ao elenco, com Shia LaBeouf a assumir o protagonismo com talento, estofo e muito carisma. Surpreendente pela positiva está David Morse naquela que será uma das suas melhores interpretações da sua carreira.
Carrie-Anne Moss está algo apagada. Ainda deve estar a recuperar o fôlego de quando filmou a trilogia "Matrix"...

De referir ainda que, se "Paranóia" triunfa em algum campo, não o deve de certeza a Caruso que não tem qualquer sensibilidade artística.


"-So, when you say that you... popped your theacher...
-Yeah, I punched him in the face!
-Listen, I get it. I went to school. There are plenty of theachers I wanted to just... kill."


Do mesmo realizador- "Aposta de Risco"

Com os mesmos actores- "Eu, Robot", "Matrix", "Matrix Reloaded" e "Matrix Revolutions"

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Eu Sou a Lenda


Robert Neville(Smith) é um cientista do exército americano que é, de alguma forma, imune a um poderoso vírus que dizimou a maior parte da população mundial. Aqueles que não morreram, perderam todo o comportamento humano, assemelhando-se agora a zombies.
Quanto a Robert, é agora o único humano numa desolada Nova Iorque, tendo sido deixado para trás com duas missões:descobrir a cura para o vírus, e manter-se vivo...

Com alguma destreza e muita perspicácia, o realizador Francis Lawrence tenta, com o misto entre suspense e drama e a portentosa interpretação de Will Smith (cada vez melhor), transformar "Eu Sou a Lenda" num épico moderno e também numa abordagem séria sobre um assunto muito em voga nos dias de hoje.

Contudo, esta fita é apenas mais um filme de acção, com factores bons (Smith) e menos bons (o argumento pouco original e, ao que dizem, copiado).
Destacam-se ainda os efeitos especiais, a visão de uma Nova Iorque deserta, a curta participação de Emma Thompson e a versão alternativa do filme, à qual vale a pena dar uma olhada.

O entretenimento não está totalmente assegurado, pois é (bem) preterido a favor de uma reflexão mais ou menos séria.
Mas continua a faltar algo...

"There is still hope. You are not alone."

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Juno




Juno(Page) é uma adolescente de 16 anos que engravida do seu melhor amigo, Paul(Cera). A principio com ideias de abortar, Juno acaba por decidir entregar o seu bebé para um casal, solução que lhe parece mais fácil.
Contudo, Juno vai descobrir que a gravidez nada tem de fácil...

De uma forma algo redutora podemos afirmar que "Juno" é o "Uma Família à beira de um ataque de nervos" de 2007. São duas obras independentes, e que conquistaram o público e a crítica, bem como prémios da Academia. Se a primeira obra não foi muito do meu agrado, já "Juno", embora tenha gostado mais, não me conquistou particularmente.
Para começar, e devido ao próprio tema que aborda, a fita de Jason Reitmen é virada para uma determinada faixa etária, o que limita um pouco o filme. Depois, o filme também é demasiado focado na personagem de Ellen Page, factor este que torna quase todo o elenco demasiado secundário. No caso de J.K. Simmons, por exemplo, é algo de criminoso...

Em relação aos aspectos mais positivos, existem dois que devem ser obrigatoriamente mencionados: a banda-sonora e o elenco.
O primeiro aspecto, porque todas as canções expostas no filme parecem ter sido criadas para o mesmo e todas elas são aplicadas na exacta fracção de segundo, sendo então bem sucedidas em produzir sequências muito bem conseguidas, nomeadamente o final.
O elenco, porque temos dois excelentes protagonistas, Page(que merecia um Óscar) e Cera e secundários de muito talento, como o já referido Simmons.
Enfim, "Juno" é um filme simpático, mas que vive sobretudo da excelente Ellen Page.
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Superhero Movie-Um Estrondo de Filme/Epic Movie

Um adolescente(Drake Bell) é mordido por uma libelinha,que o faz ter poderes sobrenaturais.

Os spoof movies,são um género cinematográfico descoberto recentemente,com a série "Scary Movie",em 2000.A partir daí,foram constantes os filmes deste género,sempre a gozarem com os últimos êxitos de Cinema.

Desta aberração cinematográfica,podemos-nos apenas questionar sobre a sanidade mental dos indíviduos responsáveis por isto.De facto,e o que é mais revoltante,é que "Superhero Movie-Um Estrondo de Filme" não tem argumento rigorosamente nenhum.É apenas a história de "Homem-Aranha",com alguns gags mais do que previsíveis e ligeiras referências a outros filmes.

O elenco é também muito fraco,com Leslie Nielsen a voltar(ainda e sempre) à carga,Drake Bell a provar que nunca deveria ter saído do Nickolodeon e uma presença comercial de 20 segundos de Pamela Anderson.

Enfim,se puserem as mãos em cima deste produto cinematográfico,larguem-no imediatamente e certifiquem-se que as lavam...


Nota-1*

O Melhor-???

O Pior-Tudo.




Quatro orfãos têm de se juntar para salvarem Gnarnia,das garras da malvada White Bitch...

Sim,"As Crónicas de Nárnia:O Leão,A Feiticeira e o Guarda-Roupa" é um dos alvos deste "Epic Movie".E tal como este,muitas outras fitas são gozadas.E tal como o seu companheiro de cima,a crítica será semelhante.

Argumento inexistente,elenco péssimo,efeitos especiais que são um insulto para o espectador e por aí fora...

Só não leva a mesma nota,por uma brilhante imitação de Jack Sparrow,o "Captain Jack Swallows".Não fossem ligeiras diferenças físicas e vocais e eu diria que Johnny Depp actuava em "Epic Movie".


Nota-1.5*


O Melhor-A excelente imitação de Jack Sparrow.

O Pior-Tudo o resto.
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Licença para Casar

Dois jovens pretendem casar,mas para o fazerem,terão de passar por um intensivo curso de preparação para o casamento,conduzido pelo revendo Frank(Robin Williams).

É realmente uma pena ver uma estrela do calibre de Robin Williams,envolvido nesta "comédia"sem ponta por onde se lhe pegue.

Desde o argumento previsível e mais do que visto,passando por um elenco duvidoso,até à completa falta de gags,nada resulta em "Licença para Casar".
Nota-1.5*
O Melhor-A presença de Robin Williams consegue salvar o filme da nota mínima.

O Pior-Tudo o resto.
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Música e Letra

Alex Fletcher(Hugh Grant) foi um membro da banda"PoP",com grande sucesso nos anos 80,mas que agora se limita a fazer pequenas actuações em hóteis e festas.Quando surge a oportunidade de voltar ao sucesso,Fletcher terá de implorar a Sofie Fisher(Drew Barrymore),para que o ajude a escrever uma canção que o levará de novo à ribalta.

O perito em comédias românticas Hugh Grant carrega às costas,com a sua imaculada interpretação,uma interessante mas pouco inovadora comédia romântica.


Não é perda de tempo se virem "Música e Letra",pois garanto-vos que passam um bom bocado,mas não estejam à espera de muito,pois há mais e melhor,e com o mesmo actor("O Amor Acontece")...
Nota-3*

O Melhor-Hugh Grant é sempre sinónimo de entretenimento.

O Pior-Existem muitos "Música e Letra" por aí...
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Mr.Bean em Férias


Mr.Bean(Rowan Atkinson) ganha uma viagem a França,onde vai ser a causa de muitos sarilhos...
Este "Mr.Bean em Férias" não passa de uma clara,desesperada e,obviamente,mal sucedida tentativa de reviver os bons(maravilhosos)tempos da série protagonizada por Rowan Atkinson.

Com um argumento extremamente fraco,este obriga o próprio personagem Bean a assemelhar-se quase a um animalzinho estúpido,quando este na verdade demonstrava grande inteligência na série.

Obviamente que com argumento destes,Atkinson não foi na direcção certa...O melhor de todo o filme é então o fantástico personagem Carson Clay,interpretado(e bastante bem)pelo veterano Willem Dafoe.

No geral,este é um filme com as suas piadas(muito forçadas) e que agrada à generalidade das pessoas,mas que se revela insuficiente para amantes da série,como eu.


Nota-2.5*

O Melhor-O personagem e a interpretação de Willem Dafoe.

O Pior-Ver o quão maltratada foi a personagem Bean.
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