O Amor Não Tira Férias


Duas mulheres,uma inglesa e outra americana,com graves problemas românticos,decidem trocar de casa.

Nancy Meyers é uma realizadora com experiência no campo das comédias românticas.Claro que isto não significa que "O Amor Não Tira Férias" seja uma referência no género,porque não o é.De facto,e se a base do filme até tem o seu quê de interesse e,sobretudo,originalidade(algo raro nas comédias de hoje),o resultado final é decepcionante devido a falhas.

E estas falhas estão no argumento.Existem clichés e situações desnecessárias mas é sobretudo a falta de credibilidade das histórias que não consegue sustentar o filme.Se a história romântica entre Diaz e Law é demasiado fácil e difícil de engolir pela forma tão rápida e casual como os protagonistas se envolvem,a história entre Winslet e Black(sim,eu sei,um par improvável mas interessante),de romântica só tem os últimos 10 minutos.
A referir ainda que Meyers opta por renegar a história de Winslet e Black para segundo plano,dando mais protagonismo à história de Diaz e Law que é,em tudo, menos interessante do que a primeira.

Falemos agora do elenco.Cameron Diaz está como peixe na água.Mas quanto a mim,é má actriz e não gostei da sua interpretação.O mesmo se aplica a Jude Law.Quanto a Kate Winslet,não é costume vê-la neste tipo de papéis e,por vezes,a fazer figurinhas algo ridículas.Mas está bem no seu papel.Jack Black também foge,em parte,do seu género,mas a qualidade da interpretação mantém-se elevada.

No geral,"O Amor Não Tira Férias" é uma comédia romântica como muitas outras,que apenas visa entreter,mas que se apresenta como mais do que realmente é.


Nota-2.5*

O Melhor-A dupla Kate Winslet/Jack Black.

O Pior-A falta de credibilidade do filme.

6 Eloquentes Intervenções Escritas:

Filipe Assis disse...

Por acaso (não será com certeza), este filme é para mim um guilty pleasure. Muito boas interpretações e onde a banda sonora pontua sempre positivamente.

Não é mais do que 3,5*, mas é um tanto mais do que as habituais comédias românticas (americanas).

Cumps.
Filipe Assis
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Tiago Ramos disse...

Eu dava-lhe pelo menos 3,5.
Este sim, é um verdadeiro guilty pleasure.

Jackie Brown disse...

eu não partilho muito da tua opinião.

as minhas expectativas eram altas,por isso fiquei decepcionado,sobretudo com as coincidências da historia.

abraço

Fifeco disse...

Este filme é um dos meus guilty pleasures de eleição. Dar 5 em 10 a este filme parece-me muito pouco mesmo. Partilho da opinião do Filipe.

Abraço

Jackie Brown disse...

pois,fifeco,são opiniões.
eu repito:
se apenas existisse a história de Winslet,a nota subiria muito.
a outra história puxa para baixo.

abraço

Jackie Brown disse...

Tiago,

de facto para alguns pareçe ser um guilty pleasure.

para mim,deixou a desejar

abraço

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