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Há Dias de Azar...



Existe uma diferença abismal entre admirar Quentin Tarantino e imitá-lo. Admirar, qualquer um o faz, até eu. Imitar já é mais difícil. Imitar bem é ainda mais difícil.

E é inegável: "Há Dias de Azar..." respira Tarantino por todos os poros, e as influências do realizador, sobretudo ao nível do argumento, são evidentes. Mas apenas ele teria a capacidade de tornar esta incursão pelo mundo do crime na obra-prima a que o seu portentoso argumento aspirava.
Uma vez que não é Tarantino quem realiza, mas o escocês Paul McGuigan , responsável pelo interessante "Push- Os Poderosos" (crítica aqui), "Há Dias de Azar..." vê o seu voo até à genialidade a ser abruptamente cancelado, já que McGuigan pouco mais é do que um mero tarefeiro, pouco incompetente sem dúvida, mas infinitamente limitado. E é claramente essa a sensação que fica no final do filme: a de desperdício, graças aos limites impostos ao argumento e até ao elenco, por este realizador.

Evidentemente, e conforme é já perceptível, o argumento é verdadeiramente portentoso. Quer ao nível de diálogos, cuja elegância exibirei no final desta análise, quer ao nível de personagens, quer até mesmo no que ao desenvolvimento da história, portadora de um twist avassalador, o escrito de Jason Smilovic é um autêntico primor.
Pecará por alguma rigidez em determinados momentos, pelo segundo twist, perfeitamente inútil, e pela falta de exposição atribuída ao personagem de Stanley Tucci.

De referir ainda a dócil banda-sonora e a vertiginosa montagem, sempre muito importante em filmes do género para, por fim, avançarmos em direcção ao elenco de excepção.
Exceptuando Lucy Liu, apenas boa a espaços, e a interpretação indistinta de Bruce Willis, tão habituado a personagens do género, todo o restante elenco é excelente.
Josh Hartnett tem uma prestação por demais convincente, bastante descontraída e muitíssimo carismática, encaixando no papel como uma luva. Morgan Freeman, embora também ele no seu papel do costume, é capaz (embora com ajuda do argumento) de sobressair com classe. Stanley Tucci está muito bem e quanto a Ben Kinglsey, tem pura e simplesmente a melhor interpretação da fita.

Embora de lamentar o suspiro por mais, "Há Dias de Azar..." é um primoroso e profundamente viciante entretenimento.


"I bet it was that mouth that got you that nose. "

"
-I didn't think you were him, I thought he was you. And I was trying to tell him - you that they picked up the wrong guy.
-
The wrong guy for what?
-Whatever it is you wanna see me about.

-
Do you know what I wanna see you about?
-
No.
Then how do you know I got the wrong guy?
-
Because I'm not...
-
Maybe I want to give you $96,000. In that case do I still have the wrong guy?
-Do you wanna give me $96,000?
-No, do you wanna give me $96,000?
-
No, should I?
-
I don't know, should you?"

"-Yitzchok the Fairy.
-Why do they call him "the Fairy"?
-Because he's a fairy.
-What, he's got wings, he flies, he sprinkles magic dust all over the place?
-He's homosexual. "

"-You must be Mr. Fisher.
-Must I be? Because that hasn't been working out for me lately.
-But I'm afraid you must.
-Well if I must."


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Diamante de Sangue


"Diamante de Sangue" levanta apenas uma única questão verdadeiramente pertinente: quem está melhor no seu papel? O intempestivo DiCaprio ou o avassalador Hounson?

O primeiro tem, na minha opinião, uma das melhores, talvez a melhor performance da sua carreira. É cruel e possessivo, numa interpretação excelente, cativante e claramente trabalhada (destaque-se o sotaque, por exemplo). É um fantástico e nada estereotipado anti-herói. A nomeação para o Óscar foi mais do que merecida, e acrescente-se que a atribuição do prémio também não defraudava ninguém.
Quanto a Djimon Hounson, é completamente avassalador. É a palavra que me ocorre sempre que penso na sua enorme interpretação, tão comovente quanto capaz. Foi também nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário, e apesar do prémio ser igualmente merecido, fica por perceber a adição do "Secundário", já que Hounson é tão ou mais protagonista do que DiCaprio.
Jennifer Connely dá corpo a uma personagem tão cliché e mal construída que até mete dó. Não se podia esperar mais do que uma fraca interpretação.

E porque me foquei tanto no elenco, pergunta o leitor? Bem, porque é basicamente esse o único ponto de interesse de "Diamante de Sangue", visto que a fita de Edward Zick acaba por se
perder em cenas escusadas, que tornam o argumento disperso e que têm ainda como consequência uma duração excessiva e a perda de credibilidade do filme.

A nível técnico, é maioritariamente a fotografia do our own Eduardo Serra que compõe a pintura, ao captar algumas das mais belas paisagens africanas já vistas (exemplo disso é a cena final de DiCaprio).

"Diamante de Sangue", ou "como tentar tirar partido de um bom elenco".


"I like to get kissed before I get fucked."

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Miami Vice


Michael Mann é um dos melhores realizadores da actualidade. Com discrição e atenção, Mann é um verdadeiro estudioso que foi desenvolvendo ao longo dos anos a sua apuradíssima técnica visual que torna qualquer filme seu um prodígio a este nível. Mas Michael Mann não se fica pela fruição artística, conciliando o seu talento com argumentos sólidos e produzindo assim alguns dos melhores filmes dos últimos anos. O exemplo mais recente (até ao ano de estreia de "Miami Vice") foi o brilhante "Colateral" (crítica aqui), que nos mostrou o lado mais negro de Tom Cruise. Mas em "Miami Vice", Mann espalha-se ao comprido. O embrulho é muito bonito e polido, como só Mann sabe fazer, mas o presente é verdadeiramente medíocre.

"Miami Vice" é um poço de coolness. Nas roupas, nos acessórios, nos visuais, no tom de voz, na forma de andar. Michael Mann filma de forma irrepreensível, com planos brilhantes que nos aproximam dos actores e desconstroem a noite com uma mestria inegável. Dá-nos ainda aqueles pormenores que valem por um filme, verdadeiros traços de humildade e humanismo que conquistam qualquer alma. Não há como o negar: atrás das câmaras, Michael Mann é um dos melhores da actualidade e a prová-lo estão inúmeras sequências: a noite passada por Sonny e Isabella ou a fabulosa, embora escusada, sequência inicial.

O problema é que Mann presume que é tão bom a realizar como é a escrever, algo que "Miami Vice" prova ser falso. O argumento é verdadeiramente fraco e tolhido de defeitos.
Para começar, existe um desequilíbrio incrível na incisão feita aos dois protagonistas. Colin Farrell é profundamente explorado e tem mesmo direito a uma relação amorosa metida a martelo. Já Jamie Foxx tem o pouco tempo que merece, não passando de um mero secundário que raramente aparece sem Farrell no mesmo plano.
Depois, temos diálogos tão sintéticos que até enjoam. Mann encurta ao máximo a quantidade e a duração das falas e prejudica-se muito mais do que se poderia pensar à partida, abatendo a credibilidade da história em várias vertentes. A relação entre os protagonistas, por exemplo, reduz-se a uma meia-dúzia de trocas de palavras breves e simples, que causam as mais diversas e indesejadas impressões no espectador (que Sonny e Ricardo não se suportam, não se conhecem, não têm confiança um com o outro, etc..).

Além disto, outros aspectos técnicos desiludem igualmente, sobretudo a sonoplastia, que torna a troca de tiros final verdadeiramente ridícula.
Salva-se a banda-sonora, um aspecto sempre em alta nos filmes de Mann.

O elenco também é demasiado inexperiente e de poucos créditos firmados para assegurar a estabilidade interpretativa que se pretendia. É certo que Jamie Foxx já tinha vencido um Óscar, mas tal não passou de um "acidente de percurso", já que o registo do actor em "Miami Vice" não foge às tendências medíocres que tem mostrado durante toda a sua carreira.
Colin Farrell está substancialmente melhor, mas o seu personagem não constitui um especial desafio para o actor irlandês. Do restante elenco, apenas John Ortiz é digno de destaque e afirma-se como o melhor elemento do conjunto.

Mas, tal como o inegável talento de Michael Mann, é impossível negar que "Miami Vice" é o seu pior filme.


"-You seem okay. But him, I don't like how he looks.
-Do you wanna fuck my partner or do you wanna do business with us?"

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Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto


Sequelas: investimentos sempre pouco rentáveis, do ponto de vista qualitativo, na minha opinião. A regra é simples e, de um modo geral, quase inatacável. As sequelas raramente ultrapassam o original.
E, neste caso, o original era apenas "Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra" (crítica aqui), um dos maiores e mais inesperados sucessos da década. Como tal, avizinhava-se uma tarefa deveras difícil e que foi, a meu ver, totalmente bem sucedida.

"O Cofre do Homem Morto" é maior, melhor e mais completo em tudo que o seu antecessor, um triunfo enorme repleto de entretenimento e qualidade. A começar pelo tom deste novo filme, mais negro, mais sério e mais adulto. Mas também portador de um valor paisagístico enorme e claramente benéfico à vista. Aqui se resume a qualidade evidente da fotografia presente neste segundo tomo.
Também Hans Zimmer assume destaque, ele que agora toma as rédeas da banda-sonora e adiciona o seu cunho pessoal e indispensável à mesma, enriquecendo-a substancialmente.

Gore Verbinski consegue manter um ritmo interessante, nunca deixando o filme tornar-se aborrecido ou previsível, já que são várias as personagens que são acompanhadas (mas nunca demais, como acontece no terceiro filme). Verbinski concebe ainda uma ou outra cena de cortar a respiração, tal como o jogo de dados ou o magnífico final em jeito de twist.

Quanto ao argumento, da autoria de Ted Elliott e Terry Rossio, é um autêntico primor. Mais profundo, mais abragente e bem mais interessante, envolvente e complexo (não confuso, essa descrição cabe a "Nos Confins do Mundo", cuja crítica pode ser vista aqui).
Uma nova palete de personagens é exibida, sendo que algumas como Davy Jones ou Lord Beckett são verdadeiros achados. De referir por fim a brilhante opção em aumentar a comicidade da dupla Ragetti/Pintel, que se provou uma aposta ganha.

O elenco permanece irrepreensível. Johnny Depp aperfeiçoa aqui o seu genial boneco e obtém mais uma excelente interpretação, embora tenha aqui a dificuldade de disputar o protagonismo das cenas com o desconcertante Bill Nighy. Keira Knightley cresce a olhos vistos como actriz e Stellan Skarsgard confere segurança ao elenco. Apenas Orlando Bloom demonstra a habitual apatia.

Resta ainda fazer uma referência obrigatória e mais do que merecida aos maravilhosos efeitos especiais que, por aglomerados de pixeis como o Kraken ou o próprio Davy Jones, conquistaram o justíssimo Óscar na referida categoria.

"Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto" é pois um magnífico filme de puro entretenimento que suplanta o seu antecessor e causa inveja ao seu sucessor.


"Damn you, Jack Sparrow!"

"-This is going to save Elizabeth?
-How much do you know about Davy Jones?
-Not much.
-Yeah, it's going to save Elizabeth."

"Turns out not even Jack Sparrow can best the devil."

"-But I wonder, Sparrow, can you live with this? Can you condemn an innocent man, a friend, to a lifetime of servitude in your name while you roam free?
- Yep. I'm good with it."

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The Departed:Entre Inimigos


"The Departed:Entre Inimigos", grande vencedor dos Óscares de 2006 e que conquistou, entre outros, o de Melhor Filme e Melhor Realizador para Martin Scorsese, é um verdadeiro fenómeno. Mas um que me transcende por completo, uma vez que não o considero nem tão pouco uma boa proposta, quanto mais um grande filme.

"The Departed:Entre Inimigos" tinha tudo, absolutamente tudo para funcionar: um grande realizador, um grande elenco e uma grande equipa técnica. Mas falha em quase tudo.
O argumento é lastimoso. Custa a crer que foi escrito por William Monahan, o responsável pela obra-prima "Reino dos Céus-Versão de Realizador", que desenvolve a relativamente interessante premissa da pior maneira, sustentando a trama à custa da violência e do elenco, sem acrescentar realmente nada de interessante. Não existe tensão, não existe adrenalina, não existe drama, não existem valores familiares definidos como nos é dado a crer, ou uma história de amor minimamente convincente. Existe pouco a contar e o resultado é uma filme apático, aborrecido e que roça o ridículo por diversas vezes (o final, por exemplo, é tão forçado quanto precipitado).

Martin Scorsese também não filma com especial mestria. Tem uns espasmos, aqui e ali, mas na maior parte das vezes limita-se a retratar sequência violenta e escusada atrás de sequência violenta e escusada. A opção de usar quase constantemente banda-sonora também não foi a mais feliz, conduzindo a um cansaço que era claramente evitável.

O elenco, sobretudo o principal, desilude igualmente. Leonardo DiCaprio está muito pouco seguro de si, fazendo lembrar o rapazinho de "A Praia" (crítica aqui). Não é um papel exigente e DiCaprio não tem uma boa interpretação.
Matt Damon vai pelo mesmo caminho. O seu personagem é claramente mais interessante, e exigia um carisma que o protagonista de "O Bom Rebelde" não tem e que tenta substituir por uma cara pateta e piadinhas de circunstância.
Quanto a Jack Nicholson, limita-se a fazer de Jack Nicholson. Longe vão os tempos em que cada personagem representava um desafio para o lendário actor (e consquentemente grandes interpretações) e, excepção feita ao Melvin Udall de "Melhor É Impossível" e ao Warren Schmidt de "As Confissões de Schmidt" (Crítica aqui), há muito que Nicholson não surpreende realmente.

Por outro lado, fiquei completamente rendido ao talento de Mark Whalberg. Como nunca mais o iremos ver, Whalberg agarra com todas as suas forças o difícil papel, e presenteia-nos com a melhor interpretação da fita, bem como a melhor da sua carreira e ainda uma das melhores de 2006. Justifica totalmente a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário e, refira-se, merecido. A beneficiar, em parte, do talento de Mark Whalberg está Alec Baldwin, que funciona como um excelente buddy e com quem protagoniza a melhor cena do filme.

No entanto, não há como o negar: "The Departed:Entre Inimigos" continua a ser uma tremenda decepção, e um filme cujo mediatismo me transcende por completo.


"-Fuck yourself!
-I'm tired for fucking your wife.
-How's your mother?
-Good, she is tired from fucking my fahter."

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O Mentiro Compulsivo / Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio


É uma pena que o argumento seja construído à base de uma incoerência que afecta todo o filme.

Não mentir não é o mesmo que dizer sempre a verdade.

É este o problema de "O Mentiroso Compulsivo". Confunde a sua premissa, para fomentar de forma mais fácil a tolice.

De resto, o overacting de Jim Carrey é delicioso. Um dos melhores papéis cómicos de que me lembro, a valer todo o filme e a fazer esquecer grande parte do restante elenco amador.
Carrey, que dá ainda uma pontinha no campo mais sério, faz de "O Mentiroso Compulsivo" um dos meus grandes guilty pleasures.






Sem dificuldade, o melhor filme da saga e o único com substância.

Lucas Black pode não ter o charme, mas tem o talento. O personagem Han é muito bem conseguido.

Dois excelentes momentos a recordar: o diálogo entre Sean e Han, sobre o valor de um homem e o valor de um carro, e o excelente final que nos brinda com um cameo de Vin Diesel.


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Infiltrado/ A Fúria do Último Escuteiro


Mas haverá ainda paciência para o complexado Spike Lee e os seus preconceitos raciais? Especialmente depois do esgotante "Malcolm X" (crítica aqui)? Não da minha parte.

O que há é a irritação óbvia de ver um policial com o potencial deste "Infiltrado" ser embebido em racismos e polémicas que nada acrescentam à história. Algumas das sequências são tão gratuitas que se tornam verdadeiramente insuportáveis.

Quanto a mim, Spike Lee é um homem doente e, independentemente do seu talento atrás das câmaras (que até tem algum, a fotografia, por exemplo, de "Infiltrado" é excelente), falta-lhe conter as suas convicções (leia-se paranóias) e deixar de as infiltrar nos seus filmes.

Spike Lee sacrificou "Infiltrado" e ainda se deu ao luxo de dirigir mal Denzel Washington e Jodie Foster.

O argumento quer ser tão misterioso e tão fechado, que acaba por não se explicar convictamente.

E com tanto defeito, quase que nos esquecemos da excelente interpretação de Clive Owen.





Acabou por me desiludir. Tem um punhado de cenas porreiras, mas torna-se muito pirotécnico muito cedo. Coisas a rebentar aborrecem-me, gosto mais dos primeiros momentos em que Bruce Willis "dá show".

Ainda assim, é um compreensível guilty pleasure. Meu é que não...


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The Final Cut- A Última Memória/ Funcionário do Mês


Decepção. Mais um filme possuidor de uma premissa fantástica, mas que se perde, em primeiro lugar, nos defeitos já típicos, como o argumento muito, muito frouxo e a realização anedótica, que, aliás, não sabe trabalhar nem a intriga pseudo-policial (que de intrigante só tem a premissa), quanto mais o suspense.

Para além disto, existem sempre aquelas falhas logísticas e questionáveis em filmes do género, que projectam o futuro mas de forma muito incongruente e limitada.

Robin Williams tenta o underacting mas a realização em nada ajuda. A relação entre Williams e Mira Sorvino também não convence.

Nota para o final, tão "metido a martelo" que até enjoa.

Vale pela premissa e as questões que coloca, bem como alguma preocupação estética. Note-se que tais qualidades só são visíveis na primeira meia hora de filme...






Pronto... Mais uma comédia banal, que se digere e esquece com muita facilidade. Um ou outro momento mais bem conseguido, mas acaba por corresponder. O que não é bom nem mau...


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Em Busca da Felicidade/Underworld: Evolução


Enésima versão do típico filme lamechas, aqui convertido a filme de actor de forma a arrancar a mais poderosa interpretação da carreira do subvalorizado Will Smith, que por este filme recebeu a nomeação para o Óscar de Melhor Actor.
Para além disto e da química natural de Will Smith com o jovem Jaden Smith (filho do actor na vida real), pouco mais há a elogiar.

A realização é amadora e indecisa (evitando, ainda assim e por várias vezes, ir deliberadamente ao encontro do drama e até mesmo da comédia), e o argumento é por demais redutor e algo incoerente, terminando com o típico final feliz e a evidente preguiça para uma conclusão decente.

Não é um mau filme, quanto mais não seja pela excelente performance de Will Smith. Mas fica muito aquém do que podia ter sido.


"This part of my life... this part right here? This is called happyness."




Evolução? Pelo contrário, regressão. Regressão, dependência, chungaria, estupidez. Eis alguns dos adjectivos que classificam bem esta sequela de "Underworld- O Submundo" (crítica aqui).

Para além de não se aguentar como filme a solo (a prová-lo estão os constantes, irritantes e inúteis flashbacks dos acontecimentos do primeiro filme), "Underworld: Evolução" chega mesmo a ser confuso e totalmente incoerente na sua abordagem.

Não se podiam ter cingido àquilo que eram capazes de fazer (acção non-stop), tinham que arranjar um enredo tão estapafúrdio quanto idiota. Histórias, mitos, lendas, nomes trocados e ainda o enredo do primeiro filme são alguns dos ingredientes utilizados na salgalhada sem sentido a que alguns chamam de "argumento". É tudo uma confusão e são várias as perguntas que ficam no ar.

Pouco inteligente foi também a opção de descartar Michael Sheen e Bill Nighy, sendo que agora o elenco está reduzido à pouco explorada (a nível de talento) Kate Beckinsale.

Enfim, um fracasso. Conseguiu ser pior do que o original, o que não era fácil.
O meu conselho? Vejam o terceiro tomo e fiquem-se por aí.


"-You don't scare me, Selene.
-Well, we'll have to work on that."

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O Diabo Veste Prada


Andy Sachs(Anne Hathaway) é uma jovem que acabou de se formar e espera agora a oportunidade ideal para entrar no mundo da moda. A sua oportunidade chega como assistente pessoal de Miranda Priestly (Meryl Streep), a rainha do mundo da moda e o diabo em pessoa.

É um facto provado e já é inerente ao código genético de qualquer cinéfilo: Meryl Streep é uma senhora actriz. E não é uma senhora actriz qualquer. É a senhora actriz que conseguiu salvar este "O Diabo Veste Prada", filme banalíssimo e que apesar de passado no universo da moda, não tem nada que o destaque de tantos outros.

Meryl Streep- 5 Estrelas
"O Diabo Veste Prada"- 2 Estrelas
5-2=


"-You have no style or sense of fashion.
-Well, I...
-No, no. That wasn't a question."

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Marie Antoinette


Algumas partes da vida de Marie Antoinette (Kirsten Dunst), uma das mais polémicas rainhas de França.

Chamar filme biográfico ou retrato de vida a "Marie Antoinette" seria um elogio considerável, para além de obviamente falso.
O que Sofia Coppola faz aqui é apenas um retrato muito pessoal, muito teen, muito preguiçoso e um pouco fútil sobre a vida da rainha. Optando por manipular ou até mesmo ignorar (o final é do mais decepcionante possível) a história, Coppola prefere ser irreverente mas ao mesmo tempo incompleta (ou incompetente...) na análise que faz.
E assim, "Marie Antoinette" dificilmente agradará àqueles que não se identificam particularmente com a realizadora.

E este estilo pessoal e egoísta acaba por influenciar negativamente outros aspectos técnicos.
O argumento, que pouco ou nada tem para dizer, revelando-se mais uma edição extendida da revista Gina, onde nos é apresentada a lista de fofoquiçes e adultérios de Versalhes.
O guarda-roupa, premiado pela Academia, é um aspecto naturalmente mais trabalhado mas que também cai facilmente no exagero, transformando por vezes os corredores de Versalhes em passerelles de moda.
A fotografia, quando associada a alguns espasmos por parte de Coppola, é dos poucos aspectos bem conseguidos.

O elenco sofre também.Kirsten Dunst faz de Kirsten Dunst. Naquela que podia ter sido a sua grande oportunidade, Dunst acaba por não se afastar do seu papel-tipo de jovem donzela (aqui um pouco mais literal, é certo), muito por culpa da já referida abordagem teen. Não foi desta para a jovem actriz, e a sua performance acaba por nos fazer desejar que apareça por lá o Homem-Aranha e a leve dali para fora.
Surpreendente é Jason Schwartzman que consegue roubar todas as cenas à rainha Dunst, sempre com uns maneirismos e uma postura muito pouco másculos, que acabam por abonar a seu favor.
Igualmente surpreendente é Steve Coogan, o companheiro de Ben Stiller em "Tempestade Tropical", e que se sai aqui muito bem e muito longe do registo cómico (leia-se paspalhão) de Stiller e companhia.

"Marie Antoinette" é claramente uma desilusão. Um filme aparentemente melhor do que na verdade é, e que é claramente prejudicado pela irritante e caprichosa visão da mimada Sofia Coppola, a quem deveria ter sido dada rédea mais curta e um orçamento menor.

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Serpentes a Bordo


Neville Flynn (L. Jackson) é um agente do FBI que tem de escoltar John Saunders (Houghton), testemunha chave contra um mafioso. No entanto, o voo que ambos tomam é repleto de cobras venenosas.

"Serpentes a Bordo" é claramente um filme de série B. Este é um facto visível na abordagem rasca que o filme assume desde o início bem como uns efeitos especiais fracos e um recurso excessivo a cenas de violência extrema.

No entanto, o entretenimento acaba por estar sem dúvida garantido.
Quer dizer, qual é o cinéfilo que se preze que não quer ver o nosso "Bad Motherfucker" a lutar contra cobras num avião?!


"Enough is enough! I am tired of these motherfucking snakes on this motherfucking plane!"

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Separados de Fresco


Gary(Vaughn) e Brooke(Aniston) conhecem-se ocasionalmente num estádio de futebol. A relação inicia-se e intensifica-se, até que acabam por se chatear, originando uma verdadeira guerra dos sexos.

Muito pouco objectiva, esta fita de Peyton Reed. Não descreve propriamente o início e intensificar da relação entre os protagonistas, nem propriamente a deteriorização da mesma.
Apenas... apanha os acontecimentos de forma demasiado despreocupada e retrata uma estranha relação, ficando-se pelo "não ata nem desata" durante todo o filme.

Ora comédia, ora pseudo-drama, sim, é certo que "Separados de Fresco" é um pouco diferente da maioria das comédias românticas, mas isso não é necessariamente bom...

No elenco, Vince Vaughn comprova que é mais do que uma imitação não loira de Owen Wilson, onde o seu verdadeiro talento, já explorado anteriormente em "O Mundo Perdido:Parque Jurássico" e posteriormente em "O Lado Selvagem", é (levianamente) aproveitado.
Jennifer Aniston não oferece mais do que a carinha bonita de sempre.
Destaque para a presença cómica de Jon Favreau(realizador de "Homem de Ferro"), responsável por grande parte dos gags.


"-Our company, "The Three Brothers", intends to conquer the Chicago tourism by land, sea and air.
-That's amazing!
-We're still only in land, with the buses."

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A Senhora da Água


Esta análise faz parte do "Especial M. Nigth Shyamalan"
Cleveland Hepp(Giamatti) é empregado de um condomínio privado, fazendo todo o tipo de biscates, para garantir o conforto dos residentes. Numa noite, Hepp descobre uma misteriosa jovem, a nadar na piscina do condomínio, que diz ser uma "narf", uma criatura marinha que se encontra em perigo.

"A Senhora da Água" é, sem dúvida alguma, o mais controverso, complexo e arriscado título da curta filmografia de M. Night Shyamalan. Aqui, mais do que nunca, o realizador toma o derradeiro e mais profundo passo, no retratar de valores como a crença e a fé, numa fita que se perde, algures, entre a realidade e a fantasia assumindo-se, por vezes, como um thriller de suspense e, noutros momentos, como a "bedtime story" que o próprio realizador afirma ser.

E é precisamente por causa destas características tão radicais que Shyamalan impôs a "A Senhora da Água", que as opiniões se dividem tanto sobre o filme. O realizador indiano tenta encostar todas as pessoas que vêm este filme à parede, e obrigá-las a olhar para dentro da sua alma, e verificarem se são realmente seres, ou apenas corpos ocos. Terá Shyamalan este direito? Eu penso que não, mas tenho de lhe dar o mérito por produzir, realizar e, sobretudo, escrever esta corajosa obra.

Eu já tinha antes referido que não me agradam as misturas que Shyamalan persiste em fazer entre realidade e fantasia. Em "O Sexto Sentido" o resultado final acabou por me agradar, em "O Protegido" nem por isso. Em "A Senhora da Água", Shyamalan vai bem mais longe, ignorando por completo a barreira existente entre estes dois conceitos e o resultado final, apesar de não ser mau, não é completamente do meu agrado.

A realização de Shyamalan atinge um novo nível de excelência artística. Com planos belíssimos e excelente transição dos mesmos, Shyamalan tão depressa nos mostra imagens comuns e até algo aborrecidas, como consegue apresentar-nos também verdadeiros quadros que se movem, com especial destaque para algumas cenas nocturnas.E neste último aspecto, tenho de referir também a brilhante fotografia, a melhor de todos os filmes do indiano.

Quanto ao elenco, temos um fantástico Paul Giamatti, numa das melhores interpretações da sua carreira, e Bryce Dallas Howard que, embora não esteja no mesmo registo de "A Vila", se encontra bastante bem. Destaque ainda para o próprio M. Night Shyamalan, com uma interpretação segura.

Concluindo, "A Senhora da Água" não é, de todo, um filme fácil, sobretudo na sua aceitação. Mesmo assim, não se justificam todos os dedos que lhe foram apontados.

"Thank you, for saving my life."


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300


Adaptação da novela gráfica de Frank Miller, que relata a batalha do numeroso exército persa contra uns meros 300 espartanos.

A fita de Zach Snyder é inesquecível. Quer se goste ou deteste, Snyder fez de "300" uma obra imponente e majestosa que, quem viu, irá recordar durante muito tempo. Tal como "Sin City-A Cidade do Pecado" todo o filme usa(e abusa) do CGI. Se é certo que "300" é visualmente assombroso, também é certo que o CGI usado retira, certamente, realismo e adiciona plasticidade a toda a batalha, afastando assim "300" da definição de épico que muitos teimam em associar a este filme.

Noutros aspectos, há que mencionar um argumento marcante, porém ausente, com poucos mas bons(excelentes) diálogos e uma banda-sonora que, embora possua qualidade, é extremamente desadequada a todo o contexto histórico no qual o filme se insere.

Finalmente, é preciso referir um elenco escolhido a dedo. Gerard Butler está fenomenal e tem com certeza a melhor interpretação da sua carreira, e o nosso compatriota Rodrigo Santoro está irreconhecível(em termos interpretativos e físicos).

Concluindo, "300" é um excelente filme de acção, mas que tanto agradará a uns como desagradará a outros.
"You will find I'm kind. Unlike the cruel Leonidas who demanded that you stand, I require only that you kneel."


N.d.R.- Obviamente que existiam algumas frases mais marcantes, mas postei esta para fugir um pouco às do costume.
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Firewall


Jack Stanfield(Ford)é um informático que trabalha num banco.Numa noite, um amigo seu apresenta-o a Bill Cox(Bettany), um homem de negócios que quer fazer um investimento no banco onde Jack trabalha.Mas Cox acaba por revelar ser o chefe de um bando que tem a família de Jack prisioneira, e que exige que Jack roube o seu próprio banco.
Que Harrison Ford foi um dos maiores e mais carismáticos heróis cinematográficos das últimas duas décadas, ninguém duvida. Agora, tenho a certeza que até o público e os seus maiores fãs já se terão conformado com o facto de que Ford está demasiado envelhecido para determinados papéis. Pois, aparentemente, o realizador Richard Loncarine ainda não se terá conformado com este facto.
É que ver o personagem de Harrison Ford, casado com uma mulher que tinha idade para ser sua filha, pai de duas crianças que tinham idade para ser seus netos, e a espancar criminosos trinta anos mais novos, era cliché à dez anos atrás Agora, é simplesmente ridículo.
É também chato ver um argumento com algum potencial e inovação, ser desperdiçado em mais um filme de pancadaria e, finalmente, é triste ver o enorme talento de Harrison Ford, bem como o de Paul Bettany(que se revelou um excelente vilão) serem também desperdiçados numa fita tão medíocre.
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Borat

Borat(Sacha Baron Cohen) é um repórter do Cazaquistão que vai seguir o seu sonho de viajar para a América,para fazer uma reportagem sobre os costumes americanos.Mas Borat depressa vai esquecer tudo isto,ao ficar maravilhado com Pamela Anderson.

"Borat" é um dos filmes mais polémicos da última década e Cohen um dos mais polémicos comediantes do seu tempo.Aliás,é errado classificar "Borat" como filme."Borat" é sim,um complexo estudo social não sobre o Cazaquistão,mas sobre a aparentemente perfeita américa e sobre a sua podridão.Apesar da cobertura humorística de que "Borat" se veste,de forma a causar menos impacto, é um documentário com intenção de dar um estalo de luva branca em toda a América.
Agora,há que ver as coisas do prisma americano.Se fossemos nós a andar na rua,gostaríamos de ser usados como objecto de gozo,por parte deste britânico cheio de lata?É certo que tem piada,mas não deixa de ser chato para as pessoas usadas.

Falando agora um pouco de Baron Cohen,será justo afirmar que este mereceu o Globo de Ouro,conquistado a estrelas como Johnny Depp?Eu penso que sim.A forma como Cohen concebeu o personagem,o seu visual,forma de andar e,claro,o maravilhoso sotaque.E se formos a pensar que Cohen é britânico,ainda mais aplauso têm de ser atribuídos.

Há que referir ainda o fabuloso argumento do filme,a transpirar inovação e humor,desde pormenores como Borat a lavar a cara na sanita até frases como "What gun would you recommend to shoot jews?".
Para concluir,"Borat" é uma obra interessante,hilariante e polémica.Os seus momentos de humor oscilam entre o genial(aula de condução) e o exagerado(luta pelo hotel).
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À Noite,no Museu

Larry Daley(Ben Stiler) é um homem de poucos talentos,que é contratado como guarda-nocturno do Museu de História Natural,de Nova Iorque.Ao principio relutante,Larry fica surpreendido ao verificar que todas as peças do museu ganham vida,à noite.

Com a estreia(mais ou menos) recente da sequela desta fita,e visto que tive a oportunidade de a rever,achei por bem elaborar uma crítica a "À Noite,no Museu".E,devo dizer,fiquei algo surpreendido com a diferença entre a minha avaliação anterior e esta nova,constatando que sobrevalorizei o filme.


Embora o ponto de partida do filme de Shawn Levy seja interessante e,sobretudo,original,o desenvolvimento do filme acaba por se tornar medíocre,revelando "À Noite,no Museu" como uma comédia barata.Aliás,não deixa de ser incrível como o argumento do filme vai decaindo de qualidade,à medida que o filme avança.
Em relação ao elenco,também não estamos muito bem.Ben Stiller é um actor de quem eu não gosto nada e,aqui,volta a provar a sua falta de talento para a representação.Os "compinchas" do costume de Stiller também estão presentes.Owen Wilson,consegue ser pior do que Stiller e Steve Coogan não é muito melhor do que estes.
Contamos ainda com um pobre Robin Williams em muito má forma e anos-luz de "O Bom Rebelde".

Para concluir,"À Noite,no Museu" é um filme com uma premissa interessante,mas que se perde com a comédia barata de Ben Stiller.
Nota-2*
O Melhor-A primeira meia hora de filme.
O Pior-Daí para a frente...
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Um Trunfo na Manga

Buddy "Aces"Israel(Jeremy Piven),é um ilusionista com relações na máfia.Quando é convencido a denunciar todas estas relações ao FBI,Buddy torna-se o inimigo número um de Primo Sparazza,o chefe da máfia, que,no seu leito de morte,oferece um milhão de dólares por Buddy.Esta choruda recompensa vai trazer muitos assassinos de todo o mundo.
À partida e numa primeira análise,"Um Trunfo na Manga" parece ser uma mistura de "Revólver"com "Ocean's Eleven",sobretudo devido ao estilo e acção que a fita apresenta.Infelizmente,acabou por se parecer mais com o primeiro,sobretudo na complexidade do argumento.

De facto,ao iniciarmos a visualização de "Um Trunfo na Manga",percebemos logo que não nos espera pêra doce,em termos de compreensão da mesma.E assim é.Aliás.o clímax do filme são vários tiroteios de ordem aleatória sustentados por um conjunto de coincidências.Assim,pela forma como a trama se desenrola,era de esperar um twist final.E é aqui que reside a maior falha do filme.
O realizador Joe Carnahan não nos apresenta um,mas vários twists finais,acabando por ser o personagem de Andy Garcia a explicar todo o filme num espaço de minutos.


No que toca ao elenco,nomes sonantes como Ray Liotta,Ben Affleck ou o já mencionado Garcia são escandalosamente desperdiçados,sendo óbvio que a sua presença apenas se destina a chamar mais público.Os reais protagonistas do filme são então Jeremy Piven,que agarrou com unhas e dentes a oportunidade,e Ryan Reynolds,que estamos habituados a ver como o bobo da corte.

Destaque ainda para o par que melhor resulta,o de Alicia Keys e Taraji P. Henson.

Para concluir,"Um Trunfo na Manga" é um filme que consegue entreter mas que se esgota a si mesmo.


Nota-3*

O Melhor-O estilo que a obra emana e Jeremy Piven.

O Pior-As explicações para o filme só serem dadas nos últimos 10 minutos.
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O Amor Não Tira Férias


Duas mulheres,uma inglesa e outra americana,com graves problemas românticos,decidem trocar de casa.

Nancy Meyers é uma realizadora com experiência no campo das comédias românticas.Claro que isto não significa que "O Amor Não Tira Férias" seja uma referência no género,porque não o é.De facto,e se a base do filme até tem o seu quê de interesse e,sobretudo,originalidade(algo raro nas comédias de hoje),o resultado final é decepcionante devido a falhas.

E estas falhas estão no argumento.Existem clichés e situações desnecessárias mas é sobretudo a falta de credibilidade das histórias que não consegue sustentar o filme.Se a história romântica entre Diaz e Law é demasiado fácil e difícil de engolir pela forma tão rápida e casual como os protagonistas se envolvem,a história entre Winslet e Black(sim,eu sei,um par improvável mas interessante),de romântica só tem os últimos 10 minutos.
A referir ainda que Meyers opta por renegar a história de Winslet e Black para segundo plano,dando mais protagonismo à história de Diaz e Law que é,em tudo, menos interessante do que a primeira.

Falemos agora do elenco.Cameron Diaz está como peixe na água.Mas quanto a mim,é má actriz e não gostei da sua interpretação.O mesmo se aplica a Jude Law.Quanto a Kate Winslet,não é costume vê-la neste tipo de papéis e,por vezes,a fazer figurinhas algo ridículas.Mas está bem no seu papel.Jack Black também foge,em parte,do seu género,mas a qualidade da interpretação mantém-se elevada.

No geral,"O Amor Não Tira Férias" é uma comédia romântica como muitas outras,que apenas visa entreter,mas que se apresenta como mais do que realmente é.


Nota-2.5*

O Melhor-A dupla Kate Winslet/Jack Black.

O Pior-A falta de credibilidade do filme.
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