Mostrar mensagens com a etiqueta Tony Scott. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tony Scott. Mostrar todas as mensagens

Assalto ao Metro 1 2 3


Enervante, revoltante, gritante. Estes e muitos mais adjectivos do mesmo género podiam ser utilizados para classificar a falta de talento demonstrada nesta miserável fita, por parte de Tony Scott, que tão descaradamente desperdiçou o grande talento de John Travolta, conduzindo-o a uma espiral descendente de overacting que não demora muito a ultrapassar a barreira do ridículo.

O trabalho de câmara fraquíssimo, quase amador, inconsequente e totalmente idiótico de Scott é complementado pela já referida frágil direcção de actores (excepção feita ao underacting de Denzel Washington).

Como cereja no topo do bolo, "Assalto ao Metro 1 2 3" é ainda dono de um argumento muito pobre, repleto das mais variadas incoerências e falhas, bem como uma série de clichés do género, o que, obviamente, origina um punhado de cenas que pouco devem à lógica (algumas mesmo ridículas, como a do leite).


Paira o sentimento de desilusão pelo filme, de raiva por Scott e de pena por Travolta.


"-A catholic, a good catholic would know that he is got a train loaded with innoccent people. I mean, you don't want to kill innocent people, do you?
-A good catholic knows that nobody is innocent!"

Read more

Jogo de Espiões



"Jogo de Espiões" é um filme que me diz muito mais do que à partida poderia pensar, e cuja tarefa de detecção dos seus defeitos e qualidades é bem mais complexa e pessoal do que o previsto.
O termo "guilty pleasure" emerge de imediato na minha mente.

"Jogo de Espiões" tem o seu cerne no confronto e contraste entre dois homens, o passado e o futuro, experiência e a beleza, a sensatez e a rebeldia e sendo, sobretudo, a história das vivências de Nathan Muir (um papel delicioso que Robert Redford agarra com uma segurança notável e molda a seu bel-prazer com todo o talento que possui) e Tom Bishop (personagem que carece de maior dimensão, e que não dá espaço a Brad Pitt para nada mais do que um registo razoável).

No entanto, é na forma como dispõe estas vivências, que "Jogo de Espiões" obtém o seu maior trunfo.
O estilo e o exibicionismo são conceitos de que o realizador Tony Scott nunca prescinde no seu
método de trabalho, e tais estão presentes em "Jogo de Espiões" e a tornar a experiência cinematográfica em si mais intensa, delicada e aprazível.

É assim, pois, e a par da excelente performance de Redford, a vertente argumentativa o ponto mais alto de "Jogo de Espiões", que aposta numa trama pouco convencional (de teor sobretudo político, e não de acção) e algo complexa.

Trama esta que divide a sua acção em vários momentos -a maior parte deles em flashback- delimitados, de forma muito bem sucedida, por uma cinematografia cuidada, acompanhados por uma banda-sonora fenomenal de Harry Gregson Willis e pautados por uma ou outra grande cena (e estas, por sua vez, repletas de diálogos -maioritariamente por parte de Redford- fenomenais).

Revista a situação, a problemática mantém-se: "Jogo de Espiões", guilty pleasure ou não?


"Don't ever risk your life or your career for an asset. If it comes down to you or them... send flowers."

"-Fuck your rules, Nathan.
-Okay. But tonight they saved your life."

[Análise re-editada a 30/07/10]
Read more

Infiltrado/ A Fúria do Último Escuteiro


Mas haverá ainda paciência para o complexado Spike Lee e os seus preconceitos raciais? Especialmente depois do esgotante "Malcolm X" (crítica aqui)? Não da minha parte.

O que há é a irritação óbvia de ver um policial com o potencial deste "Infiltrado" ser embebido em racismos e polémicas que nada acrescentam à história. Algumas das sequências são tão gratuitas que se tornam verdadeiramente insuportáveis.

Quanto a mim, Spike Lee é um homem doente e, independentemente do seu talento atrás das câmaras (que até tem algum, a fotografia, por exemplo, de "Infiltrado" é excelente), falta-lhe conter as suas convicções (leia-se paranóias) e deixar de as infiltrar nos seus filmes.

Spike Lee sacrificou "Infiltrado" e ainda se deu ao luxo de dirigir mal Denzel Washington e Jodie Foster.

O argumento quer ser tão misterioso e tão fechado, que acaba por não se explicar convictamente.

E com tanto defeito, quase que nos esquecemos da excelente interpretação de Clive Owen.





Acabou por me desiludir. Tem um punhado de cenas porreiras, mas torna-se muito pirotécnico muito cedo. Coisas a rebentar aborrecem-me, gosto mais dos primeiros momentos em que Bruce Willis "dá show".

Ainda assim, é um compreensível guilty pleasure. Meu é que não...


Read more

Homem em Fúria


John Creasy (Washington) é um ex-soldado sem um motivo para viver. Relutante, Creasy aceita um emprego como guarda-costas de uma criança, Pita Ramos (Fanning), que vive no México.
Ao príncipio indiferente, Creasy acaba por se afeiçoar bastante a Pita. Quando esta é raptada, Creasy decide fazer uso de todas as suas capacidades e matar todos os envolvidos no rapto de Pita.

"Homem em Fúria" marca a segunda colaboração entre o realizador Tony Scott e o actor Denzel Washington. Felizmente que aqui a realização de Scott não é má o suficiente para estragar o filme (como acontece, por exemplo, em "Assalto ao Metro 1 2 3"), apesar de ser muito incómoda para o espectador, com todos os seus tiques e maneirismos típicos de um videoclip.
O argumento, esse, é poderoso apesar de pouco original.

A mais valia acaba por ser o elenco. Washington tem a melhor interpretação da sua carreira, a seguir à de "Dia de Treino", e comprova mais uma vez que é um dos melhores actores do mundo. A contracenar com este, está a jovem Dakota Fanning que confirma, em tão tenra idade, um enorme talento.
Quanto aos secundários, Christopher Walker está bem e Mickey Rourke está ainda melhor.
Marc Anthony deixa a desejar e prova-nos, infelizmente, que não tem mais talento para a representação do que a sua cônjuge.

De referir ainda a boa banda sonora e uma fotografia que, miraculosamente e apesar de Scott bem puxar para baixo, consegue destacar-se pela positiva.

"Homem em Fúria" é um excelente filme de acção, com uma poderosa mensagem subentendida.


"A man can be an artist on anything, food, whatever. It depends on how good he is at it. Creasy's art is death. And he is about to paint is masterpiece."

Read more
Related Posts with Thumbnails