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Hércules



De todas as grandes obras que constituíram o auge da Walt Disney Pictures, a época conhecida como Disney Renaiscence e que teve lugar entre os anos de 1989 e 1999, "Hércules" é a mais descontraída.

Não deixa de ser, aliás, extremamente curioso: um ano depois de ter alcançado os extremos do dramatismo com "O Corcunda de Notre Dame" (crítica aqui), a Disney decide redefinir o conceito de pura diversão com este "Hércules". A abordagem feita é quase a oposta, uma espécie de inversão de mentalidade que apenas pretende realçar a versatilidade dos estúdios de Walt Disney.

"Hércules" é leviano em todas as suas vertentes:
- Na espirituosa e vibrante banda-sonora a cargo, uma vez mais, de Alan Menken (quer nos egmentos musicais, quer nas fantásticas canções -destaquem-se belíssimos temas como "From Zero to Hero", o tripartido "Gospel Truth" e o nomeada para o Óscar de Melhor Canção Original "Go The Distance") ;
-Na refrescante tela cromática, repleta de cores leves e alegres;
-No próprio argumento, possuidor de uma série de personagens hilariantes desde o malogradamente hilariante Philoctetes, passando pelo carismático vilão Hades (provavelmente o mais divertido do universo Disney -característica algo desenquadrada, não?) até à própria relação entre os protagonistas, que é mais insólita do que propriamente divertida.

E aqui reside, simultâneamente, o maior trunfo e o maior erro de "Hércules". Toda esta descontracção é algo excessiva e pedia-se alguma seriedade que, quando de facto existe e tal como os apontamentos humorísticos de "O Corcunda de Notre Dame" (mais um elo de ligação entre ambos os filmes), parece deslocada do que até ali vimos.

Felizmente que a realização de Ron Clements e John Musker é, novamente e seguindo o exemplo do seu anterior trabalho em "Aladdin" (crítica aqui), extremamente dinâmica e visualmente arrebatadora. A dupla serve-se uma vez mais do complemento digital, agora para nos presentear com uma das melhores cenas animadas desta Disney Renaiscence: a épica luta de Hércules contra a Hydra. Verdadeiramente de cortar a respiração, uma cena de antologia e que permanecerá na história como uma das melhores da Disney.

Um destaque ainda para as dobragens, neste caso portuguesas, com os maiores elogios a serem entregues directamente ao actor Fernando Luís -um dos melhores nesta área, no nosso país- e ainda uma pequena curiosidade: com "Hércules", é a segunda vez que o actor José Raposo dobra um personagem anteriormente dobrado por Danny DeVito. A primeira foi em "Space Jam" (crítica aqui).

Com novos defeitos e novas qualidades, "Hércules" é, ainda assim, um marco na Disney Renaiscence e uma proposta animada irrecusável.

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O Mundo Perdido:Parque Jurássico


Era inevitável, depois do mega-sucesso de "Parque Jurássico", que uma sequela não fosse feita para tentar fazer render o franchise. O que joga a favor deste filme(e que não o faz, por exemplo, no terceiro) é que é Steven Spielberg quem está ao volante, garantindo o entretenimento, a qualidade e(ainda)a originalidade.

O argumento é interessante e coeso, apesar da narrativa assumir por vezes um ritmo lento e, tal como no filme anterior, a perder-se na segunda metade.
A realização é muito competente como sempre, com destaque para alguns planos especialmente bem conseguidos(nomeadamente os da sombra do T-Rex) e a banda-sonora é, provavelmente, o único aspecto de "O Mundo Perdido:Parque Jurássico" que supera o seu antecessor.

No elenco, Vince Vaughn surpreende, Juliane Moore confirma, mas é Jeff Goldblum quem rouba(outra vez!) todas as cenas. Pete Postlethwaite está também muito bem.

"O Mundo Perdido:Parque Jurássico"
é entretenimento ao mais alto nível e não deixa ficar mal o seu predecessor.


" Oh, yeah. Oooh, ahhh, that's how it always starts. Then later there's running and screaming."

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Alien- O Regresso


Sou, como é sabido, um fã acérrimo da saga Alien. Sempre teve um papel muito forte na minha vida, algo que explica a minha aparente aceitação por quase todos os produtos relacionados com este franchising (excepção feita apenas ao odioso "Alien vs Predador 2").
"Alien- O Regresso" não é excepção. Apesar de ser uma sequela completamente escusada, acaba por conquistar um lugar nesta grande saga. Mesmo sendo um filme de altos e baixos.

O argumento, o ponto mais forte de todos os outros filmes, é repleto de falhas neste. A história é mesmo só "para encher chouriços" e a acção é oscilante entre uma adrenalina completamente frenética, e um asfixiante ritmo de caracol (embora nada desagradável).

Do ponto de vista artístico e técnico, "Alien- O Regresso" é dos filmes mais bem conseguidos. E, se isto acontece, é devido à eximia realização de Jean-Pierre Jeunet que é capaz de nos proporcionar belíssimos planos mesmo no meio de tanto gore (este é um dos, senão o capítulo mais violento de toda a saga).

Mas o melhor aspecto de "Alien- O Regresso" é mesmo a sua capacidade de entretenimento.
E porquê? Porque está recheado de autênticos bad-boys, protagonizados por alguns actores muito carismáticos (embora nem sempre talentosos), que nos trazem os melhores momentos da fita.
Neste campo, destaque para o sempre bem Ron Perlman.

De referir também, como não podia deixar de ser, Sigourney Weaver que assume aqui um papel muito menos "à donzela em apuros" (e Ripley já pouco o era nos outros filmes) , tornando-se antes numa espécie de anti-heroína, definição esta que parece ir mesmo ao encontro da personalidade da actriz, que nos oferece tão competente interpretação.
Winona Ryder é mesmo uma "donzela em apuros", e nem o facto de estar constantemente a pragejar anula este efeito.

Não é o melhor filme da saga. É provavelmente o pior. Mas desde quando isto é mau?


"-Hey Ripley. I heard you, like, ran into these things before.
-That's right.
-Wow, man. So, like, what did you do?
-I died."

"-What's in-fucking-side me?!
-There's a monster in your chest. These guys hijacked your ship, and they sold your cryoutube to this... human. And he put an alien inside of you. And in a few hours, it will burst its way through your ribcage, and you're gonna die. Any questions?
-Who are you?
-I'm the monster's mother."

"-I thought you were dead.
-I get that a lot."

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O Mentiro Compulsivo / Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio


É uma pena que o argumento seja construído à base de uma incoerência que afecta todo o filme.

Não mentir não é o mesmo que dizer sempre a verdade.

É este o problema de "O Mentiroso Compulsivo". Confunde a sua premissa, para fomentar de forma mais fácil a tolice.

De resto, o overacting de Jim Carrey é delicioso. Um dos melhores papéis cómicos de que me lembro, a valer todo o filme e a fazer esquecer grande parte do restante elenco amador.
Carrey, que dá ainda uma pontinha no campo mais sério, faz de "O Mentiroso Compulsivo" um dos meus grandes guilty pleasures.






Sem dificuldade, o melhor filme da saga e o único com substância.

Lucas Black pode não ter o charme, mas tem o talento. O personagem Han é muito bem conseguido.

Dois excelentes momentos a recordar: o diálogo entre Sean e Han, sobre o valor de um homem e o valor de um carro, e o excelente final que nos brinda com um cameo de Vin Diesel.


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Ocean's Twelve/Con Air- Fortaleza Voadora


As fantásticas personagens do primeiro filme, não passam aqui de meras caricaturas.

O argumento é chato e sustêm-se com base no humor. E o tipo de humor aqui apresentado deveria ser utilizado, apenas e só, como complemento. Nunca como base na história.

O desperdício do elenco é claro. "Ocean's Twelve" tem George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Catherine Zeta-Jones e Vincent Cassel.
E uma dúzia de secundários que vão aparecendo pelo meio.





O elenco é a grande mais valia. Nicolas Cage está seguríssimo e John Malkovich é um excelente vilão.

De resto, é o típico filme de acção dos anos 90, para ver com o cérebro desligado. Claro que, às vezes, "Con Air- Fortaleza Voadora" ultrapassa os limites do ridículo...

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Titanic/Demolidor- O Homem sem Medo (Versão de Realizador)


Não há muito a dizer sobre "Titanic" que já não seja do conhecimento geral: um hino a lamechice, sem sombra de dúvida.

Ainda assim, reconheço que é um filme de visualização bastante fácil e até agradável. Dificilmente falhará em entreter o mais exigente dos espectadores, graças à sua vertente épica (mais concretamente, a técnica).






Porque há filmes tão, tão fracos, que a única Versão de Realizador que os beneficiaria seria uma que eliminasse a maior parte das cenas.


Porque há filmes com um argumento construído por base de uma lista interminável de clichés e show-off.


Porque há um elenco totalmente incapaz e mal dirigido.


Porque há um "realizador" que se atreve a afirmar que esta sua versão poderia ser superior ao projecto original, ou que tão pouco se dá ao trabalho de tentar alterar um projecto tão fracassado.


Porque há filmes miseráveis, ridículos e risíveis como "Demolidor- O Homem sem Medo" que, não importa quanto tempo lhes seja adicionado, continuarão a ser péssimos.


Porque acreditei eu nesta palhaçada?

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Jackie Brown


Esclarecerei antes de mais: "Jackie Brown" não é o meu filme favorito. Nem é sequer o meu filme favorito de Quentin Tarantino. Aliás, "Jackie Brown" é o filme menos "à Tarantino" de Tarantino.

A história é perfeitamente banal, a realização apresenta alguns toques típicos do mestre (a fixação por pés-neste caso os de Bridget Fonda) mas pouca inovação, e o argumento não é dos melhores. Os diálogos estão presentes mas em quantidade assustadoramente reduzida, e Tarantino insiste em focar-se nas personagens menos interessantes, nomeadamente a de Robert Forster, em vez de dar destaque aos melhores elementos do elenco.

Elenco este que deixa também a desejar, existindo um tremendo desequilíbrio entre os vários intérpretes. A protagonista Pam Grier confunde carisma com irritação constante e torna-se verdadeiramente desagradável. Robert Forster não justifica, de todo, a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário. Ao veterano actor falta garra e energia, mostrando-se aborrecido e transmitindo esse aborrecimento a quem o está a ver. Já Michael Keaton só quer mesmo ter estilo, acabando por fazer uma figurinha bem ridícula.

Bem melhor está Samuel L. Jackson, a fazer uma variação de Jules Wintfield mas com o cunho de Tarantino bem visível. Uma grande interpretação, um personagem fantástico, e muito bem suportado pelo fabuloso Robert De Niro que, num papel que nada combina consigo, prova a sua versatilidade e inerente talento. Também gostei da presença de Bridget Fonda, forte embora merecesse mais protagonismo.

"Jackie Brown" é um dos piores filmes de Quentin Tarantino. O material com que trabalhava não era o mais promissor e interessante, tendo sido igualmente explorado da pior forma.
Apesar da precipitação com que conduziu "Jackie Brown", Quentin Tarantino continua a ser incapaz de fazer um mau filme.Ficam alguns excelentes momentos (devidamente acompanhados por, como não podia deixar de ser, uma banda-sonora de grande qualidade) neste produto que marca a junção do meu realizador de eleição com o meu actor de eleição.


"-Is she dead? Yes or no?
-Pretty much."

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A Outra Face


Não gostei tanto de "A Outra Face" como pensei que ia gostar. Estava à espera de uma grande fita de acção, mas com substância. Afinal de contas, este é tido como um dos melhores filmes de acção dos anos 90 mas, para os sortudos que já viram "Heat- Cidade sob Pressão" (crítica aqui), todo o filme de acção tem de... bem, tem de ser algo mais do que apenas um filme de acção. Ou isso ou entreter excessivamente bem, o que já implica outros factores como um nível de coolness e testosterona acima dos limites do razoável. Mas isso é outra conversa.

Este "A Outra Face" promete mais do que realmente oferece. É farto em cenas de acção, mas a sua longa duração (2:30 h) exigia uma substância que John Woo não lhe consegue atribuir. Fica-se pelas portentosas cenas de acção (que, a longo prazo, se tornam cansativas) e pelas suas marcas já habituais (as pombas, aquelas malditas!).

Woo peca também por não dar ao seu fantástico duo de protagonistas o tempo de antena que merecia, e aqui refiro-me a diálogos e capacidade interpretativa, já que vemos constantemente os protagonistas... a saltarem e a dispararem de um lado para o outro.
No caso de Nicolas Cage é apenas incomodativo, já que o actor nunca atinge um registo tão marcante quanto o seu ridículo corte de cabelo, embora obtenha uma interpretação capaz.
É com John Travolta que esta falta de protagonismo, sobretudo enquanto vilão, é verdadeiramente criminosa. Quando tem a oportunidade (recorde-se o primeiro encontro de ambos, já de caras invertidas, na prisão) John Travolta é absolutamente memorável, enquanto cria um dos melhores vilões do Cinema. Infelizmente, e como já referi, é uma criação tão (forçosamente) breve que acaba por não se impor como o actor merecia. O que é uma pena, mas o que nos vale a nós, fãs de Travolta, é que ao actor lhe bastam alguns momentos para marcar todo um filme.

No final, a sensação que fica é não tanto a de desilusão, mas sobretudo a de insuficiência. "A Outra Face" carece em substância e em capacidade de entretenimento. O que não invalida que não o faça, apenas não tão bem quanto poderia/deveria.


"You'll be seeing a lot of changes around here. Papa's got a brand new bag."

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O Amanhã Nunca Morre


Bond (Brosnan) tem de impedir a 3.ª Guerra Mundial, que poderá ser causada pelas mãos de Elliot Carver (Pryce), um barão dos media que pretende adquirir direitos vitalícios de transmissão na China.

À partida e após alguns minutos, é possível afirmar com toda a certeza que "O Amanhã Nunca Morre" era o mais promissor de todos os filmes da série James Bond que já vi.
Assim, é com muita pena que o vemos, de forma gradual mas clara, a tornar-se num verdadeiro "O Mundo Não Chega". Não fosse a primeira meia hora/45 minutos, e o resultado final não se afastava muito da fita referida.

Mas é precisamente na primeira etapa que "O Amanhã Nunca Morre" é tão bem-sucedido, servindo-se de uma premissa assaz inteligente, uma das melhores introduções que a série já viu e uma relação muito bem conseguida entre Bond e Paris Carver (Hatcher), que claramente serviu de base para a de Bond e Vesper em "Casino Royale".
Tudo isto acompanhado das, como não podia (devia, porque alguns nem isto fazem bem) deixar de ser, deliciosas one-liners.

Quanto ao elenco, Brosnan mostra mais carisma do que garra mas acaba por não estar mal. Jonathan Pryce não é um mau vilão de todo mas também já se viu melhor. O melhor elemento é então a veterana Judi Dench.

Enfim, não fossem as garras da banalidade terem-no apanhado, e "O Amanhã Nunca Morre" poderia ser um dos melhores filmes da saga Bond.


"-With all due respect,M, sometimes I don't think you have the balls for this job.
-Perhaps. The advantage is I don't have to think with them all the time."

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O Bom Rebelde


Will Hunting(Damon) é um adolescente, que apesar de não ter recursos financeiros ou emprego fixo, é dotado de uma grande inteligência.
Will trabalha como contínuo, numa universidade e todas as noites lá volta para resolver problemas matemáticos deixados no quadro do corredor que limpa, às escondidas.
Contudo, numa dessas noites, Will é descoberto por Gerard Lambeau(Skasrgard), um professor, que decide explorar o seu talento matemático, ao mesmo tempo que o encaminha para um psicólogo muito peculiar, Sean Maguire(Williams).

A independência de Damon e Affleck, alia-se à irreverência de Van Sant e à experiência de Williams. O resultado? Uma obra-prima instantânea.
Para além de ser uma fita de inegável qualidade, onde factores como o divertidamente genial e apaixonadamente filosófico argumento, a carismática e alegre realização ou as surpreendentes grandes interpretações do elenco contribuem para este facto, "O Bom Rebelde" é também um filme que pontua pela simplicidade e humildade com que se apresenta perante o público, conquistando-o de imediato.

Não seria justo terminar esta análise sem fazer uma referência especial à fantástica interpretação de Robin Williams, a melhor da sua carreira, a provar que o actor é muito mais do que um comediante de sucesso.

Enfim, um clássico instantaneo, uma obra de visualização extremamente fácil e agradável que perdurará para sempre na história do Cinema.


"You are not perfect, kid. And let me save you the suspense, this girl you met, isn't perfect eider. But the question is whether you're perfect for each other."



Do mesmo realizador- "Milk"

Com os mesmos actores- "Ocean's Eleven", "O Resgate do Soldado Ryan", "Licença para Casar", "À Noite no Museu", "Um Trunfo na Manga", "Duro Amor" e "Velocidade + Furiosa"

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Alien-O Regresso(Crítico Convidado-Hugo Gomes)


Realizado em 1979, Alien de Ridley Scott consistiu numa experiência acima do esperado, em que o autor combina o melhor do thriller de suspense digno de autoras literárias como Agatha Christie num meio ambiente futurista, realçando uma das criaturas cinematográficas mais notórias, o Alien. A fita de Scott rendeu 185 milhões de dólares, isto tudo num exemplo de ficção científica que só custou 11 milhões ao estúdio, 20th Century Fox. James Cameron (Titanic, Terminator 2), por outro lado, viu em Alien, mais que um culto, mas sim um franchising de sucesso e com isso realizou Aliens (1986), em que o sufixo (s) fez todo o sentido. Mais acção, mais Aliens (os fãs pediam), mais terror, sangue e vísceras, mais Sigourney Weaver (aqui consolidando numa das melhores heroínas do cinema), o êxito deste exemplo foi tanto que superou o original e deu nova vida a este projecto – franchising. A ideia de trilogia só veio em 1992, quando um homem chamado David Fincher (muito antes de Seven, Fight Club e The Curious Case of Benjamin Button) tinha saído directamente do mundo dos videoclipps (e Madonna) para entrar na direcção do cinema. O resultado foi um capítulo bem discreto, mas visualmente bem conseguido que não agradou de todos os fãs (a divisão acerca da qualidade deste ainda se discute nos dias de hoje), mas o autor teve a coragem (ou ousadia) de terminar a ambiciodade transposta por Cameron. Com o quê? Matando a protagonista, a Tenente Ripley (Sigourney Weaver), dando um final trágico mas poético.

Porém, a 20th Century Fox, tal como outros grandes estúdios, não via em Alien um legado terminado, mas sim um filão com ainda muito por explorar e reter. Com isso contratou de novo Weaver e um realizador em vias de ascender, Jean-Pierre Jeunet (anteriormente concebido Delicatessen e City of the Lost Children) para restaurar a comercialidade de Alien, que supostamente Fincher teria “assassinado”. O primeiro obstáculo que arrastou a produção foi como trazer á vida uma personagem que se encontrava morta no final do terceiro capítulo? A resposta foi simples e um pouco infantilizada, clonar, sendo esse a temática do argumento de Joss Whedon (criador das séries Buffy e Firefly), que depressa conseguiu desenrolar uma premissa convincente que assentasse no universo de Ripley e, obviamente, dos Aliens. esta ressuscitação como é lógico levou á ideia do titulo – Alien: Resurrection.

Resurrection, como havia referido, inicia com a clonagem de Ripley, e no seu ventre o embrião da criatura mãe dos Aliens, motivo o qual uma companhia de fabricação de armas interessou-se. Esta “clone” por sua vez, ganhou certas imunidades e características da criatura que se encontra dentro de si, estas habilidades serão confirmadas quando um grupo de mercenários invade o local, trazendo com eles a andróide Annalee Call (Winona Ryder). Com isto tudo, nada poderia fazer jus ao nome da saga se o cenário que o filme decorre (uma gigantesca nave), tivesse cheia de Aliens com um certo apetite por carne humana.
Reinvenção do original de Scott, Resurrection poderia facilmente cair como uma desavergonhada manobra de consolidar Alien nas bilheteiras, mas verdade seja dita, a fita tem alguns trunfos que se verifica na secção técnica e visual, como os efeitos especiais e práticos. Jeunet é um realizador bastante plausível nesse ramo e bom director de actores, capaz de captar uma química entre Weaver e Ryder, mesmo que as interpretações sejam automáticas e não permitem grandes rentabilidades. O resto é uma intriga demasiado “pleausure”, cujas referencias fazem delicias aos fãs (calma, pouco), mas assumindo como fita de acção não tem nem um cunho da obra que 11 anos antes fez estrondo nas bilheteiras e no legado da ficção cientifica. Temos algumas surpresas no final, algumas ousadias fastidiosas e uma sensação “déjà vu” que se arrasta por toda a narrativa, com proveito podemos tirar Ron Perlman, que não é praticamente um actor de grande beleza estética, mas sim uma presença forte e contagiante. Uma sequela dispensável, mas não é ruim de todo, não senhor!

Esta analise é totalmente elaborada por Hugo Gomes e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

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Melhor É Impossível

Um neurótico escritor(Jack Nicholson) tem a sua vida virada de pernas para o ar,ao cruzar o seu caminho com varias personagens pouco ortodoxas,como uma empregada de mesa(Helen Hunt),ou o seu vizinho(Greg Kinnear).

Este é,claramente,um "feel-good movie",que podia ter passado ao lado de muitos,se não fosse o excelente trabalho de James L. Brooks,tanto na realização e produção,mas sobretudo no fantástico argumento,que torna o filme em algo muito fácil de ver,para além de nos proporcionar umas boas 2h30,que passam a correr.

A destacar está o elenco,onde temos secundários de fazer inveja a muitos,como Helen Hunt,que apesar de estar bem no seu papel,não justificava o Óscar,Greg Kinnear,também muito bem no seu papel e com uma justa nomeação para Melhor Actor Secundário e Cuba Gooding Jr.,também bem sucedido no seu papel,embora esteja demasiado secundário.Obviamente, o principal destaque vai para a lenda viva Jack Nicholson,fantástico no seu papel, e a vencer(justamente)o Óscar de Melhor Actor.


Nota-4*

O Melhor-Jack Nicholson.

O Pior-Mau aproveitamento das capacidades de Cuba Gooding Jr.
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2.º-L.A. Confidential


Após um múltiplo homicídio num café,três polícias decidem investigar o caso.O detective Jack Vincennes(Kevin Spacey) que se serve dos media,o agente Bud White(Russell Crowe) que prefere usar a violencia e o típico cumpridor de regras,o agente Ed Hexley(Guy Pearce).


Para começar quero pedir desculpas pelo atraso deste top,mas o que posso dizer?
Em segundo lugar,temos um dos melhores filmes de 1997, o impecável "L.A.Confidential", um policial verdadeiramente fabuloso,onde o argumento tão abrangente e vasto se alia à segura realização do(na altura) pouco experiente Curtis Hanson. A maneira e a simplicidade como o realizador conduz o enredo é verdadeiramente de louvar.

O elenco é,claro,fabuloso.Temos um fantástico Kevin Spacey,que esteve "on fire" na década de 90 e neste filme só confirma isso mesmo.Russell Crowe está também muito bem no seu papel,aquele com que se afirmou definitivamente em Hollywood,apesar de ainda um pouco "verde".Guy Pearce está claramente inseguro no seu personagem,apesar dessa mesma insegurança ser característica do seu personagem,mas sai a perder com os dois primeiros. Finalmente,temos uma Kim Basinger que não é,na minha opinião,merecedora do Óscar que ganhou,pois a sua interpretação não ultrapassa mesmo a mediania e Danny De Vito,excelente como sempre,a fazer aquilo que faz melhor:entreter.

No geral,este é um filme com muita qualidade e um argumento espantoso de Curtis Hanson.

Nota-4*

O Melhor:O argumento fantástico(e justamente premiado pela Academia) de Curtis Hanson.

O Pior:A interpretação sobrevalorizada de Kim Basinger(injustamente premiada pela Academia).
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4.º-Homens de Negro


A "MIB" é uma organização não-governamental que controla as actividades extra-terrestres na Terra.Mas,devido a um incidente intergláctico, o experiente agente "K"(Tommy Lee Jones) tem de se unir ao novato agente "J"(Will Smith), para juntos tentarem expulsar um perigoso extra-terrestre da Terra.


Finalmente,alguma mente iluminada teve a brilhante ideia de misturar a ficção científica com a comédia.
E que bela ideia!
Ao misturar estes dois géneros, "Homens de Negro" apresenta-se como entretenimento puro e muita diversão.

A história é muito original, bastante divertida,com uma leve camada filosófica e,sobretudo, bastante credível.
Mas é mesmo no argumento,a par das interpretações, que o filme atinge o seu auge com diálogos muito inspirados e personagens extremamente cómicas e cheias de estilo.
Quanto às interpretações,Tommy Lee Jones e Will Smith ofereçem-nos sólidas interpretações, conseguindo exprimir bem a versatilidade emocional e rápida alteração entre o humor e a seriedade dos seus personagens(Lee Jones está fantástico na cena da anedota)
A destacar ainda,a excelente química entre ambos e o divertidíssimo Rip Torn.
No geral é entretenimento capaz e competente,sem o objectivo ou pretensão de ser algo mais.


Nota:3.5*


O Melhor-As interpretações e o argumento.

O Pior-A duração e talvez um pouco mais de seriedade em algumas cenas.
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