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Alien- O Recontro Final


There are some places in the universe, you don't go alone... except if you're with James Cameron.

James Cameron tinha todas as razões e desculpas para falhar aqui.
"É difícil suceder/fazer justiça/ser digno/ser superior a um filme revolucionário como "Alien- O Oitavo Passageiro". "As sequelas são quase sempre inferiores aos filmes originais"
Assim sendo, ninguém esperava que Cameron fosse capaz de elaborar este magnífico, envolvente e apaixonante -sim, leram bem- filme, um exemplo inatacável e inabalável no campo da ficção científica fusionada com o terror e a acção.

Foi aqui que James Cameron brilhou mais alto. Foi aqui que James Cameron elevou ao máximo esta tão querida saga de filmes. O retrato que Cameron faz de todo este universo é de uma dedicação quase hipnótica, quer nos foquemos na captação dos cenários, feita de forma pautada e tranquila para que o espectador se possa ambientar bem, ou na magnífica direcção de actores.

James Cameron dá-se ainda ao luxo de experimentar vários registos, alternando-os em proporção, relativamente aos cenários. A acção, o terror, o suspense, o drama e até o humor. Refira-se que, para alguns destes registos, determinados elementos do elenco são imprescindíveis.

Sigourney Weaver tem a melhor interpretação da sua carreira, presenteando-nos com uma prestação esforçadíssima, segura e mais do que credível. Uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz mais do que justificada.
Secundários de luxo, como o já conhecido de Cameron, Michael Biehn, o aqui estreante Lance Henriksen, a jovem prodígio Carrie Henn e os sidekick's Bill Paxton, Jennete Goldstein e Al Mathews garantem fabulosos momentos de grande Cinema.

Os valores de produção são, no mínimo, louváveis. Uma banda-sonora inebriante de James Horner suporta outros aspectos técnicos muito competentes, como uma desgastante (no bom sentido, obviamente) fotografia em tons de cinzento, uma cenografia, no mínimo, muito ambiciosa e, claro, efeitos especais ao mais alto nível e, sobretudo, actuais.

O que James Cameron faz aqui, é ir mais longe. Simplesmente, ir mais longe. No número de Aliens? Sim, sem dúvida. Mas também no aprofundamento da personangem Ripley, na maior focalização do amor maternal, no lidar com mais e maiores espaços, com mais actores, mais efeitos especiais, etc...
É ir mais além. É ir além de "Alien- O Oitavo Passageiro".

James Cameron tinha tudo para falhar. Mas não o fez. Muito pelo contrário, não só fez o melhor filme de toda a saga, como também o melhor filme da sua carreira.
E claro, o melhor filme de terror espacial da história do Cinema.


"I like to keep this handy... for close encounters."

"Man, you look just like I feel."

"-Hey Vasquez, have you ever been mistaken for a man?
-No. Have you?"


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Titanic/Demolidor- O Homem sem Medo (Versão de Realizador)


Não há muito a dizer sobre "Titanic" que já não seja do conhecimento geral: um hino a lamechice, sem sombra de dúvida.

Ainda assim, reconheço que é um filme de visualização bastante fácil e até agradável. Dificilmente falhará em entreter o mais exigente dos espectadores, graças à sua vertente épica (mais concretamente, a técnica).






Porque há filmes tão, tão fracos, que a única Versão de Realizador que os beneficiaria seria uma que eliminasse a maior parte das cenas.


Porque há filmes com um argumento construído por base de uma lista interminável de clichés e show-off.


Porque há um elenco totalmente incapaz e mal dirigido.


Porque há um "realizador" que se atreve a afirmar que esta sua versão poderia ser superior ao projecto original, ou que tão pouco se dá ao trabalho de tentar alterar um projecto tão fracassado.


Porque há filmes miseráveis, ridículos e risíveis como "Demolidor- O Homem sem Medo" que, não importa quanto tempo lhes seja adicionado, continuarão a ser péssimos.


Porque acreditei eu nesta palhaçada?

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Agente Acidental/A Verdade da Mentira


Um duo por demais improvável mas estranhamente bem sucedido.

O carisma de L. Jackson e a patetice de Levy fazem deste um filme bem simpático.





Até nos seus projectos assumidamente sem substância (até porque James Cameron não é um realizador com tanta substância como aparenta), Cameron não deixa de oferecer um "embrulho" de encher as medidas.

Carisma, efeitos especiais e muito irrealismo. Afinal de contas, é um filme (dois aliás, o argumento é uma colagem mal feita de dois filmes diferentes) protagonizado por Arnold Schwarzenegger...

Ainda assim, o elemento que mais brilha é o sidekick Tom Arnold.

Bom entretenimento, mas claramente longo de mais.
Cameron devia ter-se ficado apenas pela hora e meia de duração e feito só um filme e não dois...

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Avatar


Jake Sully (Sam Worthington) é um soldado tetrapelégico que acaba de chegar ao planeta Pandora, com uma missão especial: Infiltrar-se na tribo local, os Na'vi, para conseguir que estes abandonem o seu local de habitação, que está por cima de uma enorme reserva de um metal precioso. Para isto, Jake irá controlar mentalmente um Avatar, um corpo criado em laboratório e fisicamente semelhante aos Na'vi.

Quanto a mim, tudo o que James Cameron conseguiu provar com "Avatar" foi que, para além de arrogante e presunçoso, é um grande mentiroso.
O copy/paste não é uma técnica exclusiva de Cameron. É certo que muitos filmes se baseiam, basearam e vão basear nas histórias de outros filmes. No entanto, não me lembro de nenhum dos realizadores destes filmes ter vindo dizer algo como "Este filme "is the single most complex piece of filmaking ever made"".
É precisamente esta atitude que não suporto. James Cameron não foi minimamente humilde ou discreto, tendo-se a si próprio e a "Avatar" como divinos. Obviamente que as expectativas eram elevadíssimas, e o resultado final é para mim a constatação de que afinal era mesmo tudo só garganta...
Mas vamos por partes.

Eu não vi (ainda) a versão 3D de "Avatar", por isso custa-me apelidá-lo de revolucionário. Mas lá que é um primor visual ninguém pode negar. Efeitos especiais e fotografia produzem um regalo para os olhos, tornando o filme um sério candidato aos Oscars, apesar da grande concorrência.

É a nível de estrutura argumentativa que "Avatar" é quase inqualificável. É que factos como o excesso de clichés, diálogos à bad boy (ou bad girl) ou a existência de cenas escusadas (como a cena final de Sigourney Weaver) parecem pouco quando comparadas com o plágio descarado que "Avatar" pratica.
Desde pequenos pormenores até à história base, fitas como "Danças com Lobos", "Parque Jurássico", "King Kong", "O Acontecimento" (a questão do apelo à planta levantada pelo Filipe Coutinho é por demais pertinente), "Matrix Revolutions" e até mesmo "Pocahontas" são plagiadas com arrogância.
Repito: o problema não é tanto o plágio, mas a forma como este foi feito.

No elenco, Sam Worthington não tem estofo para protagonizar a obra. Não o tinha nem em "Exterminador Implacável: Salvação", quanto mais agora. Zoe Saldana está demasiado cibernética para merecer destaque. Michelle Rodriguez não saiu de "Velozes e Furiosos" e Giovani Ribisi é demasiado secundário.
Apenas Sigourney Weaver é digna de destaque, provando que ficção científica é mesmo o seu território.

Infelizmente, eu tinha razão. Com ou sem 3D, "Avatar" é só efeitos especiais. E um dos piores filmes do ano.


"You're not in Kansas anymore. You're in Pandora!"

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O Exterminador Implacável 2:O Dia do Julgamento

O cyborg T-800(Arnold Schwarzenegger) terá de agora proteger o futuro líder dos humanos,John Connor(Edward Furlong),de um novo exterminador,o T-1000(Robert Patrick).

Em 1984,um jovem e ambicioso realizador chamado James Cameron,lembrou-se de fazer um filme sobre exterminadores,com um musculado austríaco como protagonista.Devido ao enorme sucesso de "O Exterminador Implacável",Cameron continuou finalmente a sua obra de culto,7 anos depois.E,verdade seja dita,não só "O Exterminador Implacável 2:O Dia do Julgamento" supera o seu antecessor,como se torna,pelo menos na minha opinião,um dos melhores filmes puro entretenimento de sempre.

Arnie é fantástico na composição do seu personagem,infinitamente melhor do que o exterminador "labrego" de 1984.Uma palavra ainda para Edward Furlong,que se poderia ter tornado um grande actor.

Quanto a Cameron,o seu trabalho resulta na perfeição.As situações que acontecem e,sobretudo,a forma majestosa como acontecem tornam a fita num delírio visual para qualquer um,mesmo com alguns anos em cima.

Destaque ainda para os revolucionários,e sobretudo actuais,efeitos especiais.
Enfim,para concluir, "O Exterminador Implacável 2:O Dia do Julgamento" é entretenimento puro e diversão para todos.



Nota-4*

O Melhor-O entretenimento que o filme proporciona.

O Pior-Ter que ligar outra vez o cérebro...
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