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O Que as Mulheres Querem/Mr. e Mrs. Smith


"O Que as Mulheres Querem" não foge às tendências da realizadora Nancy Meyers: premissa é interessante e original, e o elenco de secundários que inclui desde Marisa Tomei até Alan Alda, é muito bem encabeçado por Mel Gibson (numa das suas melhores e últimas interpretações em muito tempo).

Infelizmente, e honrando a tendência da restante obra da realizadora, à medida que se aproxima do final, "O Que as Mulheres Querem" vai perdendo as qualidades.

Ainda assim, evidente guilty pleasure e grande Mel Gibson.




Valeu, e de que maneira, a Doug Liman, a brilhante química entre Brad Pitt e Angelina Jolie.
Separados, são dois grandes actores. Juntos, são perfeitos e carregam "Mr. e Mrs. Smith" às costas, porque de resto, o filme é um desastre.

Chega a ser hilariante o quão limitado é o argumento: não há início, não há conclusão, não há coerência, não há personagens para além dos dois protagonistas... De rir, nesse aspecto...

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Alguém Tem Que Ceder


"Alguém Tem Que Ceder" foi agraciado com uma nomeação para os Oscars, bem como três para os Globos de Ouro (das quais venceu o Globo para Melhor Actriz Comédia/Musical-Diane Keaton). Prémios estes que, embora não espelhem a qualidade do filme, são mais do que merecidos.

Conhecendo agora um pouco melhor a realizadora e argumentista Nancy Meyers, posso, com toda a certeza, afirmar que o seu maior problema é... não suportar o seu próprio talento. Sendo capaz de obter premissas interessantes, desenvolvê-las de forma coerente (apesar de criar histórias e personagens secundárias que, em tudo, são ignoradas), e filmá-las com um profissionalismo memorável, a Nancy Meyers falta sempre a capacidade de atribuir uma conclusão minimamente capaz às suas obras.

"Alguém Tem Que Ceder" não foge, infelizmente, a esta regra. Meyers não consegue terminar a sua (excelente) história, e vai arrastando e arrastando a acção, apenas adiando o inadiável: um final frouxo e que, embora previsível, continua a ser decepcionante.
O que é uma pena, porque "Alguém Tem Que Ceder" tinha potencial para ser um marco do seu género.

Assim, apenas ficam na memória as excelentes interpretações de Jack Nicholson e Diane Keaton, bem como (o milagre!) uma interpretação bastante razoável de Keanu Reeves. Já Amanda Peet e Frances McDormand visam apenas a atracção de mais público, visto que raramente aparecem em cena.

Com "Alguém Tem Que Ceder", Nancy Meyers assina o seu filme mais extremista, possuidor do melhor e do pior.


"-Your pants, please.
-Ladies, first."

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Amar... É Complicado


Uma mulher de meia idade (Meryl Streep) vê-se envolvida novamente com o seu ex-marido (Alec Baldwin), de quem se divorciou há mais de 10 anos. Para complicar, acaba por iniciar simultâneamente uma relação com o arquitecto (Steve Martin) que está a expandir a sua casa.

Não foi há muito tempo, nem por acaso, que tive a oportunidade de referir a realizadora e argumentista Nancy Meyers, aquando da análise a "O Que as Mulheres Querem".
Uma profissional com substancial talento em ambas as artes (especialmente na segunda), a Meyers carece dealguma ambição para dar o derradeiro passo na sua carreira, apesar da clara evolução.

Não será certamente com este "Amar... É Complicado" que o passo está dado, no entanto, não podemos dizer que este trabalho baixe a fasquia.
Portador de uma premissa interessante e de um desenvolvimento assaz credível e bem estrturado (apesar de previsível), a "Amar... É Complicado" faltou (entre algumas outras coisas) uma conclusão mais forte, menos precipitada e, certamente, menos policitcamente correcta para se afirmar como uma fita de grande qualidade. No entanto, somos presenteados com momentos hilariantes, como por exemplo a visão de uma Meryl Streep totalmente drogada!

Nancy Meyers volta a rodear-se novamente de um elenco invejável, onde a veterana Meryl Streep está bem como sempre, embora não alcance o registo a que nos tem habituado (em, por exemplo, "O Diabo Veste Prada"), a não ser na cena que acima referi.
Melhor estão os seus co-protagonistas. Alec Baldwin emana confiança e comicidade por todos os poros, surpreendendo a cada cena. Igualmente surpreendente é Steve Martin, que se encontra num registo claramente diferente do seu habitual (a comédia física), enverdando por uma vertente mais séria e cujos resultados são definitivamente mais satisfatórios.

As expectativas eram relativamente elevadas e, apesar de pairar um ligeiríssimo aroma de desilusão, "Amar É... Complicado" é uma proposta interessante um potencial guilty pleasure.


"-You look good, Janie.
-Yeah.
-You do. You allways do. Your hair is shorter.
-Longer.
-I like it."

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O Amor Não Tira Férias


Duas mulheres,uma inglesa e outra americana,com graves problemas românticos,decidem trocar de casa.

Nancy Meyers é uma realizadora com experiência no campo das comédias românticas.Claro que isto não significa que "O Amor Não Tira Férias" seja uma referência no género,porque não o é.De facto,e se a base do filme até tem o seu quê de interesse e,sobretudo,originalidade(algo raro nas comédias de hoje),o resultado final é decepcionante devido a falhas.

E estas falhas estão no argumento.Existem clichés e situações desnecessárias mas é sobretudo a falta de credibilidade das histórias que não consegue sustentar o filme.Se a história romântica entre Diaz e Law é demasiado fácil e difícil de engolir pela forma tão rápida e casual como os protagonistas se envolvem,a história entre Winslet e Black(sim,eu sei,um par improvável mas interessante),de romântica só tem os últimos 10 minutos.
A referir ainda que Meyers opta por renegar a história de Winslet e Black para segundo plano,dando mais protagonismo à história de Diaz e Law que é,em tudo, menos interessante do que a primeira.

Falemos agora do elenco.Cameron Diaz está como peixe na água.Mas quanto a mim,é má actriz e não gostei da sua interpretação.O mesmo se aplica a Jude Law.Quanto a Kate Winslet,não é costume vê-la neste tipo de papéis e,por vezes,a fazer figurinhas algo ridículas.Mas está bem no seu papel.Jack Black também foge,em parte,do seu género,mas a qualidade da interpretação mantém-se elevada.

No geral,"O Amor Não Tira Férias" é uma comédia romântica como muitas outras,que apenas visa entreter,mas que se apresenta como mais do que realmente é.


Nota-2.5*

O Melhor-A dupla Kate Winslet/Jack Black.

O Pior-A falta de credibilidade do filme.
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