Mostrar mensagens com a etiqueta 2003. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2003. Mostrar todas as mensagens

Homicídio em Hollywood/Eraser


Um policial diferente, descontraído, com alguns apontamentos humorísticos a merecerem destaque, bem como uma prestação bastante bem conseguida por parte de Harrison Ford.





No género típico do actor, um dos melhores. A história não é a típica desculpa esfarrapada, o elenco contém nomes sonantes como James Caan e James Coburn e, evidentemente, as cenas de acção também não são de menosprezar.

De destacar, acima de tudo, o carisma do sidekick Robert Pastorelli e uma banda-sonora surpreendentemente qualitativa.

Read more

Matrix Reloaded/Matrix Revolutions


Passado o choque inicial, quando é chegado o momento de começarem a fundamentar as suas ideias, os irmãos Wachowski cometem uma calinada de proporções épicas, tornando o principal defeito do primeiro filme (crítica aqui) na única qualidade deste "Matrix Reloaded": os duelos, que apesar de absurdos do ponto de vista do realismo, asseguram algum entretenimento.

O resto é uma mistela pseudo-filosófica, que tem tanta falta de qualidade como excesso de pujança visual.






Um filme inútil, aborrecido e tremendamente pretensioso. E para aqueles que pensavam que "Matrix Reloaded" tinha sido apenas um erro de percurso, "Matrix Revolutions" confirma que afinal "Matrix" é que foi um golpe de sorte.

"Matrix Revolutions" é chato, confuso e até idiota, sem ponta por onde se lhe pegue, de difícil análise mas também de substância nula.
Para além disto, revela-nos ainda as tendências fetichistas e doentias dos "manos" Wachowski, que emergem o filme num ambiente absolutamente deplorável e enjoativo, uma característica já vista no tomo anterior.

Salva-se, ainda e sempre, Hugo Weaving.
Que, tal como no filme anterior e ainda com menos protagonismo, não chega para atenuar o desastre que é este "Matrix Revolutions".

Read more

Terapia de Choque/Bad Boys 2


Resta saber como se deixou Jack Nicholson arrastar para um projecto destes...porque, de resto, "Terapia de Choque" é uma comédia até bastante agradável, apesar do selo de banalidade carregado por Sandler.

Mérito de Nicholson e de um elenco de secundários bastante sólido.




Hilariante, de ir ás lágrimas por vezes. Esquecendo as enervantes, longas e cansativas sequências de acção bigger than life que Bay teima em impôr, "Bad Boys 2" é um two-man s
how de Martin Lawrence e sobretudo de Will Smith.

Com uma química inegável, acompanhada por doses semelhantes de carisma e talento, os dois actores protagonizam várias cenas de um humor nada subtil, nada discreto, mas muitíssimo eficaz.


Read more

Alguém Tem Que Ceder


"Alguém Tem Que Ceder" foi agraciado com uma nomeação para os Oscars, bem como três para os Globos de Ouro (das quais venceu o Globo para Melhor Actriz Comédia/Musical-Diane Keaton). Prémios estes que, embora não espelhem a qualidade do filme, são mais do que merecidos.

Conhecendo agora um pouco melhor a realizadora e argumentista Nancy Meyers, posso, com toda a certeza, afirmar que o seu maior problema é... não suportar o seu próprio talento. Sendo capaz de obter premissas interessantes, desenvolvê-las de forma coerente (apesar de criar histórias e personagens secundárias que, em tudo, são ignoradas), e filmá-las com um profissionalismo memorável, a Nancy Meyers falta sempre a capacidade de atribuir uma conclusão minimamente capaz às suas obras.

"Alguém Tem Que Ceder" não foge, infelizmente, a esta regra. Meyers não consegue terminar a sua (excelente) história, e vai arrastando e arrastando a acção, apenas adiando o inadiável: um final frouxo e que, embora previsível, continua a ser decepcionante.
O que é uma pena, porque "Alguém Tem Que Ceder" tinha potencial para ser um marco do seu género.

Assim, apenas ficam na memória as excelentes interpretações de Jack Nicholson e Diane Keaton, bem como (o milagre!) uma interpretação bastante razoável de Keanu Reeves. Já Amanda Peet e Frances McDormand visam apenas a atracção de mais público, visto que raramente aparecem em cena.

Com "Alguém Tem Que Ceder", Nancy Meyers assina o seu filme mais extremista, possuidor do melhor e do pior.


"-Your pants, please.
-Ladies, first."

Read more

O Corpo da Mentira/Parque Jurássico III


Mark Strong deslumbra e abafa o esforçado DiCaprio e o irritante Crowe, num thriller de acção bastante bem realizado, mas que peca por uma narrativa (episódica) limitada e algo...comum.

Satisfaz, e de que maneira. Mas um pouco mais seria sempre bem vindo.





Inútil, desapropriado, amador. Um série B miserável, que tenta aproveitar-se do enorme sucesso dos seus predecessores.

Argumento perfeitamente estapafúrdio, elenco fraco, eis pouco mais de uma hora de entretenimento que, embora eficaz graças a uma realização interessante que nos proporciona uma ou duas cenas para mais tarde recordar (a da ponte ou a do telefone), é de cariz bastante duvidoso...

Não tendo também praticamente qualquer ponto de contacto com os filmes anteriores, eis uma proposta claramente recusável...


Read more

Os Imortais


Embora o meu contacto com o nosso Cinema seja muitíssimo reduzido, "Os Imortais" sempre foi um dos poucos filmes portugueses que me despertaram curiosidade. E o filme de António-Pedro Vasconcelos parecia efectivamente o ponto de viragem do nosso Cinema, pelo menos aquele mais comercial.
Um filme de qualidade, com uma base tradicional portuguesa (o culto ao fado), mas com uma essência americana inegável (algumas cenas transpiram "Tudo Bons Rapazes" (crítica aqui)).

E de facto, "Os Imortais" é um filme muito bem conduzido durante grande parte da sua duração. Nem tanto pela investigação em si, muito frouxa e fácil, mas pelos elementos à sua volta, determinadas cenas-chave que, realmente, valem mesmo pelo filme.

O melhor de "Os Imortais" é, ainda assim, o elenco. Nicolau Breyner tem uma belíssima interpretação, muito completa, e Rui Unas é uma enorme surpresa.
Joaquim de Almeida faz o típico papel de durão, sempre com a sua "voz de bagaço" que dificulta a compreensão do que diz.

A realização é algo previsível e o argumento oscila entre o muito bom e o simplesmente estúpido.

Mas o pior de "Os Imortais" fica reservado para o fim. Para começar, o argumentista lembra-se de tentar trocar as voltas ao espectador, inserindo uma série de pseudo-twists e revelações inúteis, ainda por cima em vários tempos diferentes. Toda a confissão de Roberto Alua é tão mal orquestrada, tão incoerente e tão repleta de falhas que chega a ser risível.

O segundo problema que aqui se apresenta é a produção. Determinadas cenas associadas ao climáx do filme, exigiam um certo nível de produção que o orçamento de "Os Imortais" claramente não cobre. E como tal, a credibilidade deste climáx é arruinada sem sombra para dúvidas.

Muito bem idealizado mas muito mal executado na parte mais necessitada.
Ficam as intenções.


"Ai, os Imortais, os Imortais..."

Read more

O Tesouro/O Recruta


Mais um delicioso guilty pleasure.

Hisória simples, interessante e cativante.
Elenco muitíssimo competente. Boa banda-sonora.

Belíssimo entretenimento.





Como policial, nada acrescenta ao género. Conspirações frouxas, argumento banal e um twist previsível.


Colin Farrell ainda não tinha amadurecido como actor.
Al Pacino, dá-nos aqui uma das suas últimas boas e lúcidas interpretações.


Excelente final.

Read more

Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra


Sem dúvida uma das maiores surpresas desta última década, aquele que parecia ser apenas mais um filme da Disney viria a tornar-se não só um enorme fenómeno de culto e base para mais duas sequelas (também elas de grande sucesso comercial), mas também constituiria a prova final do derradeiro talento de Johnny Depp.

E de facto, "Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra" vive muito do seu excelente elenco. Johnny Depp constrói efectivamente um "boneco" inesquecível, o mais impensável dos piratas que, com maneirismos estranhos e uma indumentária a condizer, tão depressa consegue arrancar gargalhadas como assegurar a seriedade e a profundidade da história. É um personagem inteligente e bem mais complexo do que parece, mas não restam quaisquer dúvidas da qualidade da interpretação de Depp.

Geofrey Rush está também muito, muito bem. Sempre intimidante, tem uma interpretação à altura do personagem, tornando-o genuinamente mau mas sem nunca cair em estereótipos.
Keira Knightley dá os seus primeiros passos na representação, e fá-lo com muita classe ao contrário de Orlando Bloom.

O argumento assegura uma grande dose de entretenimento, já que está sempre um passo à frente do espectador e ostenta constantemente um pequeno twist para cativar a atenção.
A banda-sonora de Hans Zimmer perdura com facilidade, e os efeitos especiais estão ao mais alto nível.

Entretenimento por excelência e a melhor interpretação de Johnny Depp que, recorde-se, foi nomeado para o Óscar de Melhor Actor.


"You best start believing in ghost stories Miss Turner. You're in one!"

Read more

O ABC da Sedução/X-Men II


Juntamente com "Um Cidadão Exemplar" (crítica aqui), eis mais uma prova do grande talento de Gerard Butler, que carrega novamente um filme às costas.

"O ABC da Sedução" é banal em todas as suas vertentes, excepto em toda a criação e peronificação do personagem de Butler, verdadeiramente hilariante e que vale por todo o filme.
É ver para crer.

E muita atenção a Gerard Butler, que se está a afirmar cada vez mais.





Não é tão interessante como o primeiro. A realização inventiva de Bryan Singer continua lá e Hugh Jackman está ainda melhor. A presença de Brian Cox traz sempre mais classe ao elenco, sobretudo pela diminuição do protagonismo de Patrick Stewart.

Agora, o argumento fraco dá lugar à falta de um escrito, convenientemente substituído por fantásticas cenas de acção.

"X-Men II" é um filme-ponte, mas que assegura o entretenimento de qualidade.


Read more

Master & Commander- O Lado Longínquo do Mundo


"Master & Commander- O Lado Longínquo do Mundo", ou simplesmente "M&C-OLLdM", é um fascinante retrato cinematográfico das obras de Patrick O' Brian, e magistralmente dirigido por um Peter Weir no auge da sua carreira e que, depois do interessantíssimo trabalho em "The Truman Show- A Vida em Directo" (crítica aqui), prova a sua inegável mestria ao contornar o principal busílis desta adaptação: a falta de um argumento.

É um facto: "M&C-OLLdM" é muito sintético naquilo que (não) tem para contar. A sua história resume-se apenas a uma perseguição feita por um navio inglês a um navio francês. Tão simples quanto isto. E pensar-se-ia que, à partida, esta falha estrutural podia matar de imediato o filme, algo que não acontece devido, claro está, à enorme dedicação do realizador australiano.

Peter Weir envolve-se rapidamente, e de uma forma muito pessoal, no produto em que trabalha, criando assim uma fortíssima ligação entre o espectador e as personagens. Weir filma com grande intensidade e paixão, não só obtendo planos e enquadramentos visualmente estonteantes, mas conseguindo filmar de forma igualmente bela as mais variadas cenas. Quer sejam grandes momentos de acção -as poéticas batalhas marítimas- ou momentos à partida banais -os reconfortantes jantares da tripulação-, nada do que Peter Weir filma está a mais.
Todas as sequências têm uma conotação especial e uma tranquilidade parece preencher quem as está a ver, como se cada um de nós fizesse também parte da tripulação do Surprise. Weir esforça-se por captar ao máximo todo o ambiente de companheirismo e fraternidade vivido pelos intervenientes... e de facto consegue-o, criando uma empatia tal que torna impossível ao espectador ficar indiferente a todo aquele maravilhoso mundo marítimo.

Um forte apoio ao trabalho de Peter Weir é dado por outros aspectos técnicos que ajudam a tornar "M&C-OLLdM" um filme ainda mais fascinante. A banda-sonora, a sonoplastia, a cenografia, o soberbo guarda-roupa e especialmente a sensacional fotografia destacam-se claramente e contribuem para o tornar da "experiência Weir" verdadeiramente inesquecível.

Uma vez mais, Peter Weir volta a rodear-se de um elenco discretamente brilhante. Russel Crowe tem uma prestação magnífica, segura e confiante. O exemplo perfeito de um verdadeiro líder, sensível mas forte. É uma excelente interpretação do actor, que já está um pouco habituado a este género de performances bigger than life, depois de filmes como "Gladiador" (crítica aqui).
Igualmente fantástico está Paul Bettany, a contrabalançar a sua tranquilidade com a efusividade de Crowe, num underacting merecedor dos maiores elogios.
Elogios estes que, de uma forma geral, se aplicam a todo restante elenco, a maior parte dele desconhecido, mas todo ele competente.

Uma nota final para o poster que ilustra esta minha análise. É lindíssimo, verdadeiramente épico e, refira-se, ficaria ainda melhor sem a cabeça flutuante de Crowe.

"Master & Commander- O Lado Longínquo do Mundo" é, pois, uma experiência verdadeiramente fascinante, visualmente recompensadora e muito reconfortante. Não há como se apaixonar pelo universo idealizado por Peter Weir, ele que é a alma do filme.


"To wifes and sweethearts! May they never meet!"


Read more

Showtime/O Exterminador Implacável 3: A Ascenção das Máquinas


Tenho uma tendência inexplicável para gostar deste género de filmes, fracos e que nada acrescentam ao Cinema, mas descontraídos. "Showtime" é uma forma reciclada do policial tosco, agora com o meu actor de eleição a juntar-se a um dos melhores comediantes dos anos 90.
É um filme fraco e ninguém o nega. Mas, tal como a maior parte, tem os seus momentos.




A falta de alma é notória por todo o lado. Falta de alma, falta de talento, falta de competência. Quando não está a copiar descaradamente o teu antecessor (crítica aqui), Jonathan Mostow apenas se preocupa com cenas de acção escusadas e algo idiotas, com efeitos especiais (ao contrário dos outros dois filmes) atrasados em relação à época.
Schwarzenegger tem pouco protagonismo e, quando aparece, ou está a destruir coisas ou com a própria face destruída. Kristanna Loken tem uma "intepretação" verdadeiramente horrível.
Vale pelo final poético, a abrir as portas para um quarto capítulo (crítica aqui) quase tão fraco como este.


Read more

Underworld- O Submundo


Com a enorme variedade de filmes do género terror/acção/fantástico, não é de espantar que "Underworld- O Submundo" não se consiga impor perante o mercado, a não ser como entretenimento (e nem por isso dos melhores).

"Underworld- O Submundo" tem algum estilo, uma fotografia estimulante e um elenco com qualidade, com destaque para Michael Sheen e Bill Nighy.

No entanto, a fita de Len Wiseman cedo perde o seu fulgor, revelando-se apenas um projecto vazio. Graças à fórmula do argumento, que se esgota rapidamente, à realização confusa e aos ridículos apontamentos de série B (a transformação final de Michael é risível e as dentaduras usadas pelos actores são tão mal concebidas que dificultam o discurso).
Lá para o fim, "Underworld- O Submundo" atinge um período de decadência tal, que acaba por se tornar tremendamente aborrecido.

E tira completamente a vontade de assistir à sequela...


"Your incompetence is becoming most... taxing."


Read more

Amigos do Alheio


Ridley Scott é uma verdadeira força da natureza, um dos realizadores mais talentosos da actualidade e responsável por um punhado de obras-primas. Mesmo quando aponta, aparentemente, mais baixo (como, por exemplo, em "Um Ano Especial"-crítica aqui), Scott consegue sempre elaborar excelentes propostas.
"Amigos do Alheio" é um novo exemplo disso mesmo, um pequeno tesouro à espera de ser descoberto e um filme capaz de rivalizar, com orgulho, com qualquer outra obra do realizador.

Fundindo ,na perfeição, a premissa cómica com os apontamentos dramáticos, Ridley Scott dirige com mestria e segurança esta história insólita e francamente interessante. Utiliza uma fotografia visualmente estimulante, um trabalho de câmara desconcertante mas concordante com o personagem de Nicolas Cage (destaquem-se, igualmente, as inovadoras filmagens em primeira pessoa ) e, claro, volta a rodear-se de um fantástico elenco.

Nicolas Cage está fabuloso. Tem, provavelmente, a melhor interpretação da sua carreira como o instável vigarista Roy Waller, adoptando todos os tiques e características de alguém psicologicamente afectado. É cómico na sua abordagem e dramático na sua essência. Fabulosa interpretação a recordar o Melvin Udall de Jack Nicholson (em "Melhor É Impossível"-crítica aqui).
A contracenar com Cage está Alison Lohman, actriz-revelação que emana uma confiança notável enquanto começa por conduzir um retrato credível de uma típica adolescente, apenas para, mais tarde, revelar o seu portentoso talento dramático.
Por fim, Sam Rockwell. Sam Rockwell faz o costume e obtém mais uma excelente interpretação, maioritamente cómica e que dá ao espectador tanto gozo assistir, como deu, certamente, ao actor fazer.

Lamento, por isso mesmo, que "Amigos do Alheio" não atribua tanto protagonismo ao actor como eu gostava. Acaba por existir um desvio dos golpes levados a cabo pelos dois homens para uma focalização na filha de Roy. Concluímos assim que a trama principal é mesmo a segunda, no entanto, não deixa de ser ligeiramente prejudicial para Rockwell.

Mas não há como enganar: "Amigos do Alheio" é uma proposta extremamente interessante e um dos melhores filmes de Ridley Scott.


"You're not a bad guy, you know. You're just not a very good one."

Read more

American Pie: O Casamento


É o melhor capítulo de toda a saga American Pie, sem dúvida (não contando, claro, com a aberrante trilogia posterior a este filme).

É o filme mais adulto, mais credível e mais abrangente. E é, simultâneamente, o mais desesperadamente hilariante.
É o show Seann William Scott, o jovem actor que saltou para o estrelato com uma das personagens cinematográficas mais divertidas dos últimos anos: Steve Stifler!

Todos os adolescentes e jovens adultos de hoje conhecem este mítico personagem, mestre na sua "arte" e rival de Finch "Fucker" (Eddie Kaye Thomas, numa (quase) igualmente hilariante composição oposta à de Scott), aquele que cometeu o pecado capital!

É entetenimento bem disposto e extremamente divertido, capaz de agradar a (quase) todas as idades. E o melhor de tudo é que pode ser visto sem necessidade de recorrer aos seus antecessores.

Uma palavra ainda para Eugene Levy, a repisar o seu divertido papel de "pai-galinha", e para a fantástica banda-sonora.


"-Now, Jim, let me handle this. These are my people.
(Stifler)-They're gay?
-No, you bleating imbecile. They have style, they're cultured, they're sophisticated.
-So, they're gay."

Read more

Jogos Mais Perigosos/Bruce, o Todo-Poderoso


O filme não consegue alcançar o seu primeiro e principal objectivo: superar ou pelo menos fazer esquecer o original. Mesmo com mais 10 anos em cima, durante e depois da visualização de "Jogos Mais Perigosos", é o seu antecessor que fica na memória.

Isto porque a equipa técnica não só não iguala como prejudica o elenco, já que o argumento é demasiado confuso e a realização de F. Gary Gray é demasiado monótona, imprimindo um ritmo extremamente lento, fazendo o impossível e tornar um filme com este elenco e este nível de coolness aborrecido.

"Jogos Mais Perigosos" torna-se assim um desfile de estrelas, não só do mundo do cinema mas também do mundo da música que, mal dirigidas, obtém prestações sem alma.
John Travolta anda a espalhar o habitual estilo. Não é o mesmo Chilli Palmer que vimos em 1995, mas uma sombra deste. No entanto, é mais forte do que eu: não consigo desgostar do actor.
Do restante elenco, destaque para The Rock pela positiva, que é o melhor elemento com uma interpretação capaz e dedicada, e para Vince Vaughn pela negativa, que tenta ser engraçado mas só consegue ser irritante.

Eu fiquei com vontade de ver "Jogos Quase Perigosos", e é isso que vou fazer.


"I hate sequels."






Podemos encarar este filme de duas formas: o que ele é e o que ele podia ter sido.

Podia ter sido uma comédia revolucionária, nas mãos do realizador certo e do argumentista certo. O elenco, excepção feita à irritante Jennifer Aniston, certamente dava para isso. A premissa é deliciosa e seria ouro puro com verdadeiros profissionais.

Mas o que "Bruce, o Todo-Poderoso" é apenas mais um one-man show de Jim Carrey, uma comédia que raramente tem piada genuína (fá-lo de forma brilhante, por exemplo, nas cenas em que Carrey contracena com Steve Carell) e que vive e morre da performance de um grande actor e comediante.

É claro que a presença de Morgan Freeman, num papel mais do que apropriado ao seu estatuto no mundo do Cinema, sobe muitos pontos. Um espasmo de lucidez, a sua inclusão no elenco.


"-Oh, God.
-You can call me Bruce."

Read more

Escola de Rock


Dewey Finn (Jack Black) era o líder abusador de uma banda de rock. A sua vida era miserável, mas Finn achava-se o maior. Subitamente, a sua vida fica ainda mais miserável ao ser expulso da sua banda. Agora desempregado, Finn faz-se passar por professor, numa conceituada escola primária. Ao princípio desmoralizado, Finn depressa se entusiasma com a sua turma, constituída por crianças muito dotadas ao nível musical. Finn decide então formar uma autêntica escola de rock.

Admitamos, musicalmente falando, "Escola de Rock" é verdadeiramente surpreendente. Graças ao seu elenco extremamente empenhado (excepção feita a Joan Cusack, que deixa a desejar, física e interpretativamente), com um esforçadíssimo e muito divertido Jack Black a encabeçar (papel pelo qual recebeu a nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Actor Comédia/Musical), "Escola de Rock" garante grandes momentos de entretenimento.

E nem precisou de uma história muito convincente para o fazer.
Um guilty pleasure.


-"Here's the deal: I have a hangover. Does anyone knows what that means?
-It means that you're drunk?
-No! It means that I was drunk yesterday.

Read more

O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei


Frodo, Sam e Gollum (Elijah Wood, Sean Austin e Andy Serkis) continuam a sua jornada em direcção à Montanha da Condenação para destruirem o Anel-Mestre, enquanto que todos os seus amigos lutam por eles.

Esperava menos de Peter Jackson. Não menos qualidade, pois essa ainda existe apesar de em menor quantidade e mais dissimulada. Esperava menos... bem, tudo o resto.
Esperava menos Frodo, menos batalhas, menos CGI, menos orquestração e, definitivamente, menos duração. Enfim, esperava menos palha. Esperava que Peter Jackson soubesse que quantidade não é sinónimo de qualidade. Esperava que Peter Jackson não tivesse espremido ao máximo o argumento.
Esperava outra coisa.

A trama de "O Regresso do Rei" divide-se facilmente em dois momentos:
1- A jornada do trio referido em cima.
2- As batalhas.

O primeiro momento é deplorável. Porquê? Por causa do retoque (retoque é dizer pouco, da verdadeira (agora sim) transformação) à "Titanic" que Jackson atribui a todas as cenas em que estão presentes Frodo e Sam. E assim, temos o nosso pobre Sam a fazer de Titanic e a ir vezes sem conta contra o icebergue Frodo, que agora mais do que nunca, brilha a fazer aquilo que faz melhor, não só como personagem na história mas também como actor no filme: nada. Ser um empecilho.
Para aqueles que gostam da obra de James Cameron, as cenas entre Frodo e Sam são um mimo. Eu respeito isso. Agora também peço que respeitem a minha opinião, quando digo que não suporto estas cenas menos conseguidas (estou a tentar a todo o custo afastar-me da palavra maricada (que não tem nada a haver com homossexualidade!) para não ferir susceptibilidades, mas começa a ser difícil), que acabam por ocupar meio filme e que para além de suscitarem em mim um misto de raiva e aborrecimento, danificam seriamente o resultado final.

As batalhas são mais um festival de CGI e figurinos do que outra coisa. Sim, são épicas. Sim, são magistrais. Sim, são espectaculares. Mas apenas para quem gosta de ver planos rápidos e atribulados de milhares de pessoas à porrada e cabeças a rolar, tripas a saltar e etc...
Mais uma vez, não me incluo nesta categoria. Eu cá sou daqueles pacóvios que gosta mesmo é de história, diálogo e coisas assim.

Pelo meio, existe uma meia-duzita (quando comparadas com a extensão das cenas de Frodo ou das batalhas, é uma meia-duzita) de cenas realmente importantes e/ou interessantes para a história, como a cena dos fantasmas ou o diálogo entre Gandalf e Pippin na varanda, mas nada de muito significativo.

E isto tudo para dizer o quê? Para afirmar que o Peter Jackson pode ser um sabidola, mas a mim não me engana. O que Peter Jackson faz em "O Regresso do Rei" é, nada menos, do que espremer até ao caroço um argumento que não tinha assim tanto para dar, que não tinha assim tanta história, e que apenas dava para uma hora e meia, e não três.
Mas Jackson escolheu o caminho mais longo. São escolhas. Uns gostaram, outros não. Para aqueles que não gostaram, como eu, o resultado está bem à vista (ou nem por isso, porque ainda existem aqueles que adormeceram com uma hora de filme quando o Frodo estava a levar o Anel para a montanha, e acordaram com duas horas de filme quando o Frodo ainda estava a levar o Anel para a montanha).
Já dizia o grande Jack Nicholson, que saiu da sala a 45 minutos do final do filme, ao pequeno (duplo sentido aqui) Elijah Wood: " Too many endings, man.". Não só finais, mas tudo. Demasiado tudo.

E isto leva-me a uma nova questão: já que Jackson quis fazer algo em grande (tamanho), porque não dividir (literalmente) a fita em duas partes, para não se tornar tão cansativa? Três horas e um quarto de filme? Não se justificava. Não se justificava nem em "As Duas Torres", quanto mais agora.

Quanto ao elenco, nem sequer me expressarei sobre Elijah Wood. Acho que aquela palavra de três letras, que começa por G e acaba em Y (mais uma vez, nenhuma alusão a Homossexualidade!!), expressa muito bem os meus sentimentos sobre este actor.
O resto do elenco é muito competente "como o costume". No entanto, tenho de me debruçar sobre alguns nomes em específico.
Para começar, Sean Austin, o elemento que contrabalança com Wood em todos os sentidos e que revela uma enorme segurança para a representação.
Ian McKellen também merece destaque, pois apesar de estar menos bem e mais "plástico" do que em "A Irmandade do Anel", tem um papel de grande relevância e uma interpretação de igual qualidade.
Também Viggo Mortensen é um verdadeiro herói, e um dos poucos que está ao nível do primeiro filme.

A nível técnico, como seria de prever não há uma falha a apontar. Apenas um destaque especial para a banda-sonora, que apesar de ser excessivamente usada, é uma das melhores alguma vez feitas para Cinema. Howard Shore está de parabéns e justifica o Óscar.

Uma nota ainda para a Versão Extendida do filme que, apesar de ser bem sucedida em brevíssimos momentos, acaba por não ter efeito práctico nenhum. Continua a existir o desiquilíbrio entre história para contar e tempo usado para a contar. Com uma diferença: agora são quatro (!!!) horas...

Como eu já disse, "O Regresso do Rei" tem qualidade. Tem um nível considerável de qualidade. Mas está perdida, algures naquelas mais de três horas de agonia (chega a ser uma agonia, em muitos momentos).
Para muitos, este é o auge da trilogia. Para mim, a coisa descambou um pouco. E porque assim é...

"We come to it, at last."

Read more
Related Posts with Thumbnails