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Homicídio em Hollywood/Eraser


Um policial diferente, descontraído, com alguns apontamentos humorísticos a merecerem destaque, bem como uma prestação bastante bem conseguida por parte de Harrison Ford.





No género típico do actor, um dos melhores. A história não é a típica desculpa esfarrapada, o elenco contém nomes sonantes como James Caan e James Coburn e, evidentemente, as cenas de acção também não são de menosprezar.

De destacar, acima de tudo, o carisma do sidekick Robert Pastorelli e uma banda-sonora surpreendentemente qualitativa.

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Jerry Maguire


Não havia a intenção de produzir um grande filme, e tal não aconteceu. O que não invalida que "Jerry Maguire" seja uma proposta extremamente interessante e apelativa, um feel-good movie que garante belíssimos e inteligentes momentos de entretenimento e muita, muita ternura.
Obviamente que o factor determinante para a qualidade da obra de Cameron Crowe, que realiza de forma mediana mas escreve magistralmente, é o elenco.

Não, não me refiro a Tom Cruise. Oferece-nos uma das melhores e mais descontraídas performances da sua carreira (apesar de confundir intensidade com histerismo), mas existe alguém que rouba todas as cenas em que entra.
Claramente também não me refiro a uma insossa Renée Zellweger, que pouco mais faz do que umas caretas.

Quem sobra? Sobra um fabuloso, hilariante e extremamente carismático Cuba Gooding Jr.. No seu primeiro grande papel, o afro-americano demonstra muita garra e talento óbvio. Resultado: Óscar de Melhor Actor Secundário, merecido, refira-se. Fica por explicar a decadência que a sua carreira vive agora.

Repito o que disse: "Jerry Maguire" não é um grande filme. Mas lá que é uma pequena maravilha, disso ninguém duvida.


"Show me the money!"

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O Rochedo/Romance Arriscado


Tem o mesmo erro de "A Fúria do Último Escuteiro" (crítica aqui): excesso de pirotecnia.

O que joga a favor de "O Rochedo" é o elenco. Sean Connery proporciona o carisma, Ed Harris a seriedade e Nicolas Cage é o meio termo entre ambos.

Pedia-se mais protagonismo (em termos de diálogos) para Connery, já que o seu personagem e a respectiva interpretação são muito boas.






A típica comédia parvalhona do maior parvalhão de Hollywood: Ben Stiller.

Vale, indubitavelmente, pelas hilariantes interpretações de Philip Seymour Hoffman e Alec Baldwin.

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O Corcunda de Notre Dame


De todas as grandes obras que constituíram o auge da Walt Disney Pictures, a época conhecida como Disney Renaiscence e que teve lugar entre os anos de 1989 e 1999, "O Corcunda de Notre Dame" é a mais poderosa.

Em 1996 nascia o mais provocador filme dos estúdios de Walt Disney, uma fita dramaticamente pesada e emocionalmente tocante. Um épico animado sem precedentes que viria a abalar, com rigor e segurança, todos os princípios pré-estabelecidos pela Walt Disney Pictures até ao momento.
Embora não tão dramático como a obra original de Victor Hugo, "O Corcunda de Notre Dame" é, no vasto reino da animação, o mais negro e perturbador produto já idealizado. Produto este, derivado de uma visão comandada pela coragem, a necessidade de marcar a diferença pelo choque.

"O Corcunda de Notre Dame" é assim, para todos os efeitos, um portentoso drama. É animado sim, mas tal condição não necessita de doses de humor. Aliás, estas quando estão presentes e embora sejam sempre bem-vindas, encontram-se claramente desenquadradas e aparentam ser algo amadoras. Compreende-se a necessidade de tornar a fita mais acessível às crianças, mas "O Corcunda de Notre Dame" não engana ninguém.
Seja nas sequências musicais (o tema "Hellfire" é avassalador) ou nas já referidas doses de humor (quase todo ele negro como o filme), a obra de Gary Trousdale e Kirk Wise é, efectivamente, a mais adulta da Disney.

Uma vez mais, é o vilão quem merece os maiores elogios, onde o estrondoso desempenho vocal de Tony Jay é o símbolo máximo da dedicação por detrás do fabuloso Frollo. Imagem do terror, a priori, e da cobiça, a posteriori, Frollo é verdadeiramente inesquecível. É ao implacável juíz quem pertence a melhor cena do filme, o já referido tema musical "Hellfire".
Num registo mais descontraído e até algo exibicionista, é refrescante ver um herói como o capitão Phoebus a trazer alguma lua a toda a escuridão.

O prodígio alastra-se também à animação propriamente dita, neste caso para contemplarmos o majestoso retrato de Notre Dame que nos é oferecido. Magnífico monumento animado, visualmente estonteante e recompensador.

Uma palavra final à banda-sonora de Alan Menken, épica e concordante com o espírito do filme. Magníficas melodias acompanhadas de lindíssimas canções e que mereciam, talvez, menos protagonismo.
Eis o único real defeito que posso apontar ao filme: os momentos musicais são em grande número e, na esmagadora maioria das vezes, consecutivos, o que pode provocar algum cansaço.

No final, sentimos-nos esmagados pelo peso que "O Corcunda de Notre Dame" passou para nós.
Nunca estive tão feliz por ser esmagado.


"-Sir, request permission to stop this cruelty.
-In a moment, captain. A lesson needs to be learned here."

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Missão: Impossível/Romance Perigoso


Num filme cujo título é "Missão: Impossível", o espectador não pode esperar, à partida, muito realismo na trama. Pode esperar, sim, a habitual trama de espionagem, ligeiramente complexa e ligeiramente mal fundamentada. Algo típico neste género de filmes, onde o dinheiro é razão para o bom virar mau.

Custa também um pouco ver como Brian De Palma se foca demasiado em Tom Cruise para ignorar um elenco secundário tão sonante.
Jon Voight, Kristin Scott Thomas, Jean Reno ou Ving Rhames são nomes que desfilam em volta de Cruise, mas sem se tornarem realmente marcantes. Pouco tempo de antena, personagens demasiado ocas (típicas dos anos 90) ou ambos, são as causas para a falta de imposição do elenco secundário.

Menos mal que o protagonista é Tom Cruise, símbolo de estilo e que se dá ao luxo de conseguir uma interpretação muito capaz, num registo irónico e algo arrogante.

Apesar da sua premissa aparentemente inteligente, "Missão: Impossível" é um filme para ver com o cérebro desligado. Um dos melhores do seu género, nos anos 90.


"Anonimity... is like a warm blanket."




"Romance Perigoso" é uma espécie de balão-de-ensaio para "Ocean's Eleven" (crítica aqui). Steven Soderbergh peca apenas por duas coisas. A primeira é a indecisão entre fazer um filme romântico, um thriller de assaltos, um buddy-movie, um policial ou uma comédia. "Romance Perigoso" corre estes géneros todos, conseguindo pedacinhos deliciosos de todos eles, mas sem se fixar realmente em nenhum. Falta coerência à realização.
O segundo erro chama-se Jennifer Lopez. Antes de mais, quem lhe disse que era actriz, enganou-a bem. Até mete dó vê-la no meio de tão talentoso elenco. Além disto, e para o papel que deveria representar (o de feeme fatale meets bad-ass), Lopez deixa muito a desejar, já que não está minimamente atraente (quilos e maquilhagem a mais).

Erros que parecem pouco, quando comparados com outros aspectos. O argumento é excelente, divertido mas a explorar muito bem a vertente romântica sem se tornar lamechas ou cliché.
Lopez também não estraga muito, já que o filme é de George Clooney. Competentíssima interpretação a criar empatia com o público. Quando não é de Clooney, é de Ving Rhames, de Don Cheadle, de Steve Zahn (hilariante) ou de Albert Brooks.

Uma palavra final para o cameo de Samuel L. Jackson e a banda-sonora, juntamente com a recomendação total por parte deste vosso escriba, isto se quiserem passar um bom momento de cinema.


"Now that I can say that I fucked a U.S. Marhall, do you think I will?"

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Missão Impossível II/Operação Flecha Quebrada


Numa tentativa de conseguir um exercício de estilo, John Woo ultrapassa largamente os limites do ridículo e elabora um filme totalmente oco e despido de qualquer credibilidade.

Não existe argumento, nem sequer existe premissa. O que existe é uma desculpa banal (nos filmes de Woo é sempre assim) para uma série de cenas de acção tresloucadas e irrealistas.
O nosso Ethan Hunt (um Tom Cruise afectado pela superficialidade inerente ao trabalho de Woo, e senhor de um corte de cabelo totalmente ridículo-alguém falou no de Nicolas Cage, em "A Outra Face" (crítica aqui) ?) passou de super-agente a super-homem, efectuando uma série de proezas físicas tão irrealistas que chegam a ser ridículas, e cuja única função é substituir o argumento inexistente.

Enfim, John Woo tem aqui o seu pior trabalho, não porque este seja muito diferente dos anteriores, mas porque está um ano atrás do seu tempo: as palhaçadas vistas em "Missão: Impossível II" eram admissíveis nos anos 90, mas nunca nos anos 00...


"-She's got no training for this.
-What? To go to bed with a man and lie to him? She's a woman. She's got all the training she needs."





A única coisa que "Operação Flecha Quebrada" tem de positivo é o protagonismo que atribui a John Travolta para que este faça o que sabe fazer melhor: vilões. A interpretação de Travolta é, não só uma lufada de ar fresco no ar pestilento que o filme carrega, mas também o melhor aspecto da fita de John Woo.

O resto é dispensável e repetitivo. Os mesmos erros apontados a "Missão: Impossível II": sequências de acção irrealistas e cansativas, personagens superficiais e a habitual desculpa para as duas primeiras características (neste caso, algo que termine com a palavra "nuclear").

Christian Slater não tem estofo para ser herói, nem muito menos para rivalizar com Travolta.
Vale mesmo só por John Travolta que, apesar de ser um vilão oco, não deixa de ser um vilão.


"I just realized something. I never actually killed anyone before. I mean, I dropped bombs on Baghdad, but... never face to face. I don't know what the big deal is. I really don't."

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O Fantasma


No início do século XX, um corrupto economista (Treat Williams) pretende encontrar três misteriosas caveiras que, combinadas entre si, guardam um grande poder. A tentar pará-lo está Kit Walker (Billy Zane), que desde jovem adoptou o pseudónimo de "Fantasma" para combater o crime.

Recordo-me de ter visto, em criança, este "O Fantasma" que até me marcou pela positiva. Ora foi precisa esta nova visualização para constatar um facto do qual já me tinha apercebido: as primeiras impressões sobre uma fita, especialmente em tenra idade, podem ser mesmo muito enganadoras.

Porque "O Fantasma" não só não é um excelente filme de aventuras como, antes pelo contrário, é um projecto falhado em quase todos os aspectos e uma das piores adaptações de BD de sempre.
Produção péssima, argumento cheio de lugares-comuns, elenco medíocre.

"O Fantasma" é aborrecido, ridículo e um dos piores filmes que já vi.


"-The Phatom helped Diana to escape. I think he's in love with her.
-Oh really? This is getting more interesting by the minute. Why do you say that?
-Because he could have had me, but he picked her."

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Space Jam


Michael Jordan tem de enfrentar o mais duro jogo da sua carreira de basquetebolista, ao unir-se aos Looney Tunes para juntos tentarem derrotar os Monstars, uma equipa de Aliens que pretende escravizar Bugs Bunny e companhia.

Um dos filmes mais marcantes e influentes de toda a minha infância, "Space Jam" é uma fita bastante bem conseguida, surpreendente a vários níveis e extremamente inovadora (para não dizer revolucionária).

Para além de cumprir os requisitos à partida já esperados, como a capacidade de entretenimento, os momentos humorísticos ou as técnicas utilizadas, "Space Jam" ganha ainda mais pontos ao se revelar um filme rico em outros aspectos que não chamam tanto a atenção da pequenada, mas mais de nós cinéfilos.
Neste campo, não há como não referir a capacidade de cativação e o amor claramente visível que "Space Jam" nutre pelo basquetebol. Qualquer indivíduo que assista a "Space Jam" fica imediatamente vulnerável à beleza deste desporto.

E se isto acontece, é em grande parte "culpa" de Michael Jordan que para além de ser prodigioso no basquetebol, prova ser também bem sucedido no campo da representação mesmo com um papel nada fácil, ainda para mais tratando-se de um estreante. Jordan é suportado pelas presenças cómicas de Wayne Knight e Bill Murray, este último numa genial representação dele próprio. Destaque ainda para um excelente desempenho vocal de Danny DeVito.

Arrisco-me a dizer, no entanto, que o melhor aspecto de "Space Jam" é a banda-sonora, onde para além de termos um James Newton Howard em boa forma, somos ainda presenteados com excelentes temas musicais, como "Fly Like an Eagle", "I believe I can fly" ou "Space Jam".

Enfim, uma pequena pérola este "Space Jam", subvalorizada e surpreendente.


"-What are you doing here?
-I got to take you back. You've got baseball practise.
-I can't. I'm helping my friends in a basketball game.
-Michael, you know that your friends are cartoon characters?
-Yeah, so?
-Nothing! It doesn't bother you, doesn't bother me."

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Medidas Extremas


Guy Luthan(Hugh Grant) é um médico de um hospital de Nova Iorque,que fica intrigado quando um doente seu morre misteriosamente no bloco operatório.Assim,Guy decide investigar o que se passa,para descobrir uma complexa rede de traições,onde nada é o que parece.

Datado de 1996,"Medidas Extremas" é um thiriler dramático interessante que consegue captar desde o início o interesse do espectador,devido ao facto de todo o filme ser misterioso.A história é revelada aos poucos,sem nenhum twist final mirabolante que abale a credibilidade do filme.O principal problema são alguns clichés,especialmente no final.

"Medidas Extremas" ganha ainda muito com o seu elenco.Hugh Grant está bastante bem no seu papel.Sai do seu registo de menino bonito das comédias românticas e afirma-se como um actor sério.Eu gostei da sua interpretação e tenho pena que não lhe tenham dado mais papéis deste género.Destaque ainda para Gene Hackman,que está também bem no seu papel,embora secundário demais.
No geral,"Medidas Extremas" é um filme interessante,com destaque para Hugh Grant.
Nota-3.5*

O Melhor-Hugh Grant

O Pior-Um final com alguns clichés.
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