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Doom- Sobrevivência



Numa estação espacial no planeta Marte algo corre mal. Os cientistas morrem. É chamado um grupo de marines para ver o que se passa. Marines descobrem que o que eles pensavam que se passava não é na verdade o que se passa mesmo. Pelo meio? Tiros, monstros, zombies e etc. Mas tudo apenas para maiores de 12 anos!

Terror espacial sempre foi um conceito que me agradou muito, quer no campo no cinema, quer no campo dos videojogos.Desde o tempo em que jogava Alien Trilogy (na altura ainda era uma trilogia) na Sega Saturn, até aos dias de hoje em que consumo Dead Space na PS3.Adoro a saga Alien bem como o primeiro "Predador". E apesar de claramente inferiores, acabo por não detestar outros títulos mais fracos como "Alien vs Predador 2".
Ora "Doom- Sobrevivência" vem inserir-se claramente neste meio. Trata-se da adaptação cinematográica do jogo Doom, a primeira experiência de First Person Shooter no mundo dos videojogos (curiosamente a estrear também na Sega Saturn).

No entanto, "Doom- Sobrevivência" é um filmezito sofrível e muito pouco profissional, que apenas poderá entreter com o cérebro bem desligado. O conceito de terror espacial passa a tiroteio espacial (devido à classificação para M/12, não há gore, violência ou suspense), os efeitos especiais são rascas, a realização é péssima e o elenco é pobre, inexperiente e em piloto automático.
E tudo isto banhado numa overdose de clichés que chega a ser ridícula (como exemplo temos o grupo de marines, onde há espaço para todos os estereótipos, desde O Tarado, passando pelo Fanático Religioso até ao Novato).

Salva-se The Rock que apesar de ter mais carisma do que talento arranca alguns bons momentos, e a cena FPS que impressiona mais pela inovação do que pela qualidade.

E um parágrafo ainda para a colossal banda-sonora de Clint Mansell, que sustenta muitas cenas-chave do filme, triunfando pela diferença e beleza. O final, por exemplo, é muitíssimo bem conseguido graças a este aspecto fulcral

Se encarado como entretenimento, "Doom- Sobrevivência" está dentro dos limites do aceitável. Fora isso, esqueçam.


"Semper fi, motherfucker."

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O Discurso do Rei/ O Turista


Honestamente, esperava pior, bem pior. Afinal de contas, "O Discurso do Rei" tinha, não tudo, mas bastante para me desagradar. Mas não o fez.

Não sendo, de todo, uma obra-prima, um filme indispensável ou até mesmo o melhor do seu ano, "O Discurso do Rei" é uma obra interessante e sobretudo cativante, capaz de prender a atenção do espectador do início ao fim.

Esqueçamos o argumento...disperso, e concentremos-nos antes na realização dinâmica de Tom Hooper e, claro, no portentoso elenco.

Se o oscarizado Firth dispensa comentários, cabe ainda assim a Geoffrey Rush a interpretação do filme. Com o pouco que tinha, fez muito. Muito mesmo.




Enfim, tudo aquilo que não deveria ser, é o que "O Turista" é: uma desculpa -por sinal, péssima- para ver dois dos mais badalados actores a fazerem...bem, a não fazerem realmente nada de especial.

Depp, embora se safe, está a anos-luz dos seus melhores momentos. Jolie, essa, nem vê-la.

Não esquecendo, inevitavelmente, o ridículo argumento acompanhado de um final penoso.

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Blade Trinity:Perseguição Final/O Homem da Máscara de Ferro


Valha-nos o excelente, ambíguo e desconcertante final da Versão Extendida deste que é um autêntico tiro ao lado, em comparação com o segundo filme (crítica aqui) e uma amostra patética do primeiro (crítica aqui).

A acção é escassa, demasiado estilizada para agradar minimamente, muitíssimo mal filmada por David S. Goyer e muito mal feita (golpes de wrestling e efeitos especiais fracos, mas muito pouco combate credível).

A caracterização das personagens é risível: Blade é agora um preguiçoso convencido que fala muito e faz pouco; Hannibal King é um sidekick demasiado forçado para ter piada; o Drácula (ou será Drake?...) é um hino à labreguice e todo o gang dos vampiros parece demasiado mau para ser verdade.

A história é escrita em cima do joelho e os diálogos são os mesmos do primeiro filme, embora com a ordem das palavras trocada.

Wesley Snipes já não tem a essência que tinha nos filmes anteriores, Ryan Reynolds vai tentando fazer o que lhe compete e Jessica Biel nem precisava de abrir a boca.






É de facto uma pena que a realização de Randall Wallace seja tão má. Não acerta uma e deita fora um elenco brilhante e um argumento repleto de subtilezas e potencial.

Belíssima história, grandes diálogos e exaustiva exploração das personagens que, por sua vez, são personificadas por um elenco de alto gabarito.

Grandes interpretações de John Malkovich, Gérard Depardieu e Jeremy Irons.

Banda-sonora magnífica.

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Aposta de Risco/Outra Questão de Nervos


Fraquíssimo.

História banal, realização totalmente amadora e inconsequente e... um argumento de nos deixar sem palavras. Mas que diálogos são estes? Que personagens são estes?
Um filme tão limitado e mesmo assim tão arrastado.

E o elenco, que horror.
Al Pacino tem das piores interpretações da sua carreira, o seu personagem é uma caricatura pateta que apenas nos momentos pseudo-cómicos se sai menos mal.
Rene Russo nunca foi actriz e Matthew McConaughey... que desastre! Parece saído dos meus piores pesadelos, que péssima interpretação. Assim de repente, esta é a pior interpretação que já vi num filme. Desastrosa, catastrófica.





Longe do primeiro, é um filme agradável com um ou dois (literalmente) momentos de ir às lágrimas.
Mérito de Billy Cristal.

Robert De Niro arrasta-se, umas vezes melhor outras pior.
Entretém.

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