Alien:O Recontro Final(Crítico Convidado-Hugo Gomes)


Alien de Ridley Scott discutia o thriller com a combinação de ficção cientifica encenando num suspense próximo do terror, passado 7 anos, um realizador a ascender encontrou num horripilante conceito do realizador de Blade Runner, para o inovar o conceito de continuação, uma sequela dependente ao original, mas independente em termos de renovação do mesmo, James Cameron que futuramente irá ser o prestigiado criador da saga Terminator e do galardoadíssimo filme Titanic, dispensa qualquer termo de “mais do mesmo” e evolui Alien de 1979 para um filme de acção com pitadas do terror mais energético de sempre, em pleno anos 80 vivia-se o furor do slasher movie, e a sequela de Alien é bom receptor dessa influência.

Passado 57 anos desde as ocorrências do primeiro filme, Ellen Ripley (Sigourney Weaver) sobrevivente da nave mineira, Nostromo, viaja pelo espaço numa nave salva-vidas e em plena hibernação. Para sua felicidade a nave é localizada e resgatada e mesmo passado mais de meio século, Ripley não envelheceu devido ao estado de hiemação. A ex-tenente divulga a sua história ao mundo, mas é encarada com cepticismo, muito devido ao colonismo no planeta que segundo Ripley onde vivem as criaturas Alien, até a pouco tempo sem indícios dessas mesmas. Mas não tarde, essa colónia começa a enviar pedidos de socorro para o sistema interstelar e Ripley é cotada juntamente com um grupo de fuzileiros para erradicar tais criaturas. Mas o que a sobrevivente encontra é algo muito mais mortal do que aquilo que ela já enfrentou.
O título da sequela é Aliens, com a sufixação de um “s”, sendo o plural do título do original de 79, e porquê estou a dizer isto? Porque é no titulo que exibe o essencial do filme, Aliens, ou seja o culto de ficção cientifica de Ridley Scott engrossou as mais diferentes formas, o orçamento é muito maior, tal como a sua distribuição, aumenta o numero de criaturas por área quadrada, aumenta a mortalidade, multiplica os ingredientes do anterior e o ritmo é mais acelerado, ou seja Aliens de James Cameron é o dobro de Alien de Ridley Scott, porque é neste filme que o verdadeiro franchising é criado e elevado a forma a garantir um futuro risonho para a 20th Century Fox, o resultado vê-se ainda hoje, que a personagem alien ainda vende e muito. Cameron visionou um êxito e é isso que verdadeiramente deu. Esta é uma das raras sequelas que faz todo o sentido.
A personificação da Ellen Ripley é mais heróica e idólatra, deixou de ser um caso de pura sorte no anterior para virar numa “guerreira” assim por dizer, neste filme e Sigourney Weaver consegue ser isso e graças a um bom e meritoso carismático personagem, aguenta o filme todo com uma mistura de emocionalidade e adrenalina, até ao fim. O resultado foi uma nomeação aos Óscares de Melhor Actriz. Esta fita tal como a anterior, aposta nas personagens, fazendo com que as secundarias que poderia ser habitualmente “carne para canhão” consegue ser caso raro, exibir algumas circunstâncias interessantes. Outra grande diferença de Aliens em relação com o antecessor é a sua fotografia; os cenários deixaram de ser o tom negro e imundo e ganham nova vida com o profundo azul que evidencia a paixão de Cameron pelo subaquático. Mais que uma sequela, Aliens é um sólido e glorioso filme de acção.
Esta análise é totalmente elaborada por Hugo Gomes e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

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