Guilty Pleasures- Os Jardins Proibidos de um Cinéfilo



Não tem um blogue, mas tem certamente o conhecimento necessário para ver aqui expostos os seus cinco maiores guilty pleasures. Estes, são os de Jorge Teixeira.


5 - Asterix et Obelix contre Cesar (1999)


É talvez a maior surpresa desta selecção, este filme da tão carismática aldeia gaulesa que fez a vida negra às legiões romanas. Essencialmente é um amor de infância, daqueles que tropecei, sem querer, muitas e muitas vezes em diversos canais, e que me era impossível não acompanhar. As peripécias, os golpes, as investidas e as traições são absolutamente irresistíveis. Depois a dupla de protagonistas, bem como o magnífico Roberto Benigni, asseguram o carisma e alguma qualidade ao filme, muito embora não seja claramente o suficiente de forma a se poder falar de uma obra excepcional. Ainda assim, a aventura e a fantasia misturadas com doses de pura comédia, constituem por si só e para mim, os ingredientes certos para uma receita deliciosa. Ainda hoje, confesso, se esta fita falada em francês (um factor de acréscimo ao meu fascínio particular que tenho pelo filme), me surgir à frente, vê-lo-ei de novo com bastante prazer e nostalgia.


4 - The Mask (1994)


Jim Carrey é provavelmente dos actores que mais me fez, e faz rir em cinema. A sua personalidade e gestualidade são hilariantes, poderosas e muito contagiantes. Destaca-se facilmente em qualquer projecto, dentro do seu registo mais comum - a comédia. Este “The Mask” é outro filme que vi e revi inúmeras vezes, e nunca me cansou. Acima de tudo assegurou-me sempre o entretenimento, o riso e o contágio do início ao fim da película. Tem imensos defeitos, eu sei, a começar pela realização nada ambiciosa e pouca competente, e a acabar nas várias incongruências do argumento. Enfim, nada mais há a dizer, guilty pleasure por excelência e um produto ao qual não resisto.


3 - Speed (1994)


Este é talvez o filme que mais revi em toda a minha vida. Posso dizer mesmo que sei passagens de cor. Perfeitamente normal para quem já assistiu tantas e tantas vezes de forma terrivelmente veloz. E é isso mesmo, velocidade, explosões, reviravoltas, um mau da fita que todos odiamos e um parzinho romântico que preenche o ecrã, fazem deste produto um filme típico, de acção pura e dura. Não é detentor de muito mais qualidades, ainda assim a acção desenfreada entretém-me como poucos o fazem. Ajuda a duração do filme, que não é muita, assim como um vilão eternamente talhado para esse registo - o grande Dennis Hopper. Um clássico do cinema de acção dos anos 90 que, volta e meia, preenche a programação de fim-de-semana de um canal televisivo, assim como a minha invariavelmente.


2 - Underworld - Trilogia (2003-2009)


Uma trilogia recente que assisti recentemente. E foi instantâneo, amor á primeira vista. Identifiquei-me prontamente com a história, com a mitologia subjacente, com o ambiente, com as personagens, e claro com a acção, de tal forma que constitui uma delícia à qual já recorri, e que irei certamente recorrer muito mais vezes. Fascina-me especialmente a densidade mitológica, referencial ou histórica que os filmes sugerem. Essa carga simbólica faz com que a credibilidade aumente, ainda que existam algumas falhas. No entanto, também possuem qualidades, nomeadamente a fotografia, o ambiente gótico criado e as bases do argumento. Estas, infelizmente, diminuem nas sequelas. Apesar de tudo, os três filmes asseguram-me um entretenimento avassalador, com uma Kate Beckinsale (nos dois primeiros capítulos) sensual que só acrescenta motivos para a visualização.


1 - Pirates of the Caribbean - Trilogia (2003-2007)

Prazer desmesurado, delícia ultra-viciante e um autêntico tesouro irresistível. Assume-se como uma das minhas trilogias favoritas, detentora de tanta substância onde ir buscar doses de entretenimento, que é simplesmente surpreendente. Vai desde a acção mirabolante à comédia personalizada, da aventura imprevisível até à fantasia hilariante. Uma mistura de registos tão bem encaixados e sincronizados, em todos os três filmes na minha opinião. O primeiro da saga - A Maldição do Pérola Negra - foi um produto refrescante, inovador e até de boa qualidade que surgiu à época. O segundo mantém praticamente o estatuto e a qualidade. No terceiro e, por enquanto, último da saga, a coisa é que descambou um pouco, algum exagero e situações um tanto ou quanto inverosímeis. Mas enfim, no que me diz respeito o entretenimento manteve-se, assombroso, único e memorável. Não tenho como resistir aos encantos das Caraíbas, das amizades e constantes traições e claro, ao Captain Jack Sparrow. E assim, o testemunho chega às Caraíbas, e por lá tem ficado, vitorioso, tal qual uma pérola no cofre, a dar um dia, lugar a outra, para que no fim se perca e se eternize no Oceano das memórias.

3 Eloquentes Intervenções Escritas:

Jorge disse...

Agradeço muito o convite :)

Enfim ei-las, as minhas delícias, os meus prazeres, a minha perdição :P e o meu entretenimento por excelência. Como estes poderiam ter sido outros, mas pelo acaso ou simples sorte(azar!) identifiquei-me de pronto com os filmes citados quando os vi pela primeira vez. Das segundas, terceiras e por adiantes visualizações também me deliciei, embora o meu conhecimento cinéfilo tenha aumentado. Em suma, não lhes resisto.

Ficam aqui mais alguns que por pouco não entraram na selecção: Saw (toda a saga), Mission Impossible II, National Treasure (os dois), Johnny English, entre outros.

abraço

Hugo disse...

Exceto "Asterix e Obelix" que não assisti, os demais são filmes interessantes, mesmo sendo obras comerciais cumprem bem o papel de divertir.

Até mais

Rui Francisco Pereira disse...

Jorge,

Obrigado eu, espero que possamos colaborar mais no futuro!


Hugo,

O "Astérix..." é também uma adição mais do que compreensível à lista ;)


Abraços

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