Falta de contenção: o eterno problema que sempre assombrou os Monty Phyton, cuja natureza domina, obviamente (ou não fossem dois dos protagonistas do filme, membros do grupo britânico), este "Um Peixe Chamado Wanda".
E, tal como seria de esperar, também a falta de contenção marca a fita, com a ténue linha entre a comédia e a estupidez a ser quebrada, por mais do que uma vez.
Kevin Kline está bem no seu estranho papel. Óscar? Não me parece.
Não o mereciam, muito mais, John Cleese e Jamie Lee Curtis?
Não o mereciam, muito mais, John Cleese e Jamie Lee Curtis?
E fica uma outra questão: qual a relevância do peixe, de nome Wanda, para a história?

Um feel-good movie, sem sombra de dúvida e que, quanto a mim, nos dá a melhor interpretação da carreira de Tom Hanks.
Aliás, de um modo geral e com excepção de Catherine Zeta-Jones, todo o elenco está acima da média.
Steven Spielberg faz o que quer daquele aeroporto, e só um mestre na sua arte obteria momentos tão bem conseguidos como os que vi.
É mesmo o argumento que deita tudo a perder, sobretudo a credibilidade do filme.
Vilões, interesses amorosos, histórias secundárias e a metamorfose da personagem principal, de homem prestável e simpático num autêntico autista.
Não era preciso tanto.
Fosse "Terminal de Aeroporto" uma curta-metragem e quem sabe...