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Sem Tempo/ 50/50


"Sem Tempo" transpira realmente isso: falta de tempo para desenvolver uma premissa absolutamente sensacional. Falta consistência à trama, à medida que esta se adensa. É pena, mas julgo tratar-se aqui de pressão do estúdio, nada que uma Versão de Realizador não colmate.

Seja como for, entretenimento de superior qualidade, com um punhado de momentos para mais tarde recordar, e no qual Justin Timberlake (muito bem acompanhado por Amanda Seyfried) comprova que é mesmo um actor a sério.

Destaque para a banda-sonora.




Facilmente a melhor incursão do género. Mistura hábil e discreta, mas muito bem sucedida entre comédia e drama, eis sobretudo um filme de actores.

E se já Seth Rogen tem a melhor prestação da sua carreira, finalmente a ser capaz de conter a sua efusividade tantas vezes desagradável, é Joseph Gordon-Levitt quem rebenta com a escala e leva o filme às costas, numa interpretação absolutamente sensacional.
Resta saber onde ficou a nomeação para o Óscar de Melhor Actor...

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Sem Limites


Partindo de uma premissa absolutamente fenomenal e profundamente original, "Sem Limites" é um dos títulos mais interessantes do presente ano e uma proposta de entretenimento tão viciante quanto a droga que apresenta.

É certo que com um ponto de partida destes (o de uma droga capaz de nos fazer aceder a 100% do cérebro, tornando-nos muito mais inteligentes), era difícil fazer um mau filme.
Mas, ainda assim, seria injusto não referir a dinâmica realização de Neil Burger (algumas sequências são de cortar a respiração) e a forte presença e carisma de Bradley Cooper, actor cada vez mais em voga e portador de substancial talento.

E já que estamos no elenco, vale a pena referir a presença segura de Abbie Cornish e de Robert De Niro, evidentemente longe das suas melhores prestações, mas a emanar um certo "brilho" que já não víamos com frequência há vários anos.

Sim, é evidente que "Sem Limites", apesar de tudo, fica aquém do seu potencial. Embora com uma primeira parte soberba, profundamente cativante, "Sem Limites" acaba por incorrer, sensivelmente a meio, por uma série de clichés, deixando à vista alguns buracos no argumento que depois tenta tapar por meio de uma série de facilitismos e atalhos narrativos, muitíssimo exagerados e claramente discutíveis.

Apesar de ficar o suspiro por algo maior, "Sem Limites" é efectivamente uma proposta de grande entretenimento e representativa de uma lufada de ar fresco no género.


"A tablet a day and I was Limitless..."

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