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Os Suspeitos do Costume


"Os Suspeitos do Costume" é um filme extremamente inteligente, que deve tudo ao brilhante argumento idealizado por Christopher McQuarrie, à inspirada realização de Bryan Singer e, claro, ao exemplar elenco, onde uma série de actores que estamos habituados a ver em papéis secundários se eleva e nos presenteia com um conjunto de grandes interpretações.

E apesar de as atenções estarem focadas em Kevin Spacey, que está muito bem, todo o restante elenco é igualmente magistral. O malogrado Gabriel Byrne, o divertido Benicio Del Toro, o excitado Stephen Baldwin, o impaciente Kevin Pollak, o determinado Chazz Palminteri e até o misterioso Pete Postlethwaite. Todos estão verdadeiramente fenomenais e qualquer um merecia a (justa) distinção atribuída a Spacey.

Mas "Os Suspeitos do Costume" tem o seu maior mérito no fabuloso argumento, que torna esta fita num policial atraente, mas que se sustenta sobretudo num crescendo de suspense que faz da sua visualização um verdadeiro vício. Para além da sua intrínseca e óbvia qualidade, "Os Suspeitos do Costume" é extremamente viciante, garantindo entretenimento do princípio ao fim.
A forma como o escrito de McQuarrie manipula o público sem este se aperceber é verdadeiramente brilhante. A cereja no topo do bolo é o fenomenal twist, que encerra "Os Suspeitos do Costume" da melhor maneira possível, bigger than life, estabelecendo-o como uma total obra-prima.

O argumento é, por sua vez, dinamizado pela excelente realização de Bryan Singer, que não só adensa visualmente o mistério em torno da verdadeira identidade de Keyser Soze, mas também oferece delicadas e perspicazes pistas sobre este mesmo mistério. Sem dúvida alguma, uma realização excelente.

Uma nota ainda para a estimulante montagem, sobretudo nas sequências finais, a misteriosa fotografia e a lindíssima banda-sonora.

"Os Suspeitos do Costume" é um daqueles filmes especiais, que vai melhorando de visualização para visualização. E foi o que aconteceu, pelo que me sinto profundamente feliz por ter redescoberto esta obra-prima.


"Keaton always said, "I don't believe in God, but I'm afraid of him." Well I believe in God, and the only thing that scares me is Keyser Soze."

"-You know what happens if you do another turn in the joint?
-Fuck your father in the shower and then have a snack?"


"How do you shoot the devil in the back? What if you miss?!"

"You think you can catch Keyser Soze? You think a guy like that comes this close to getting caught, and sticks his head out? If he comes up for anything it'll be to get rid of me. After that... my guess is you'll never hear from him again."

"The greatest trick the devil ever pulled was convincing the world he didn't exist. And like that... he is gone!"



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Braveheart- O Desafio do Guerreiro


O que verdadeiramente importa realçar é a dedicação e o interesse de Mel Gibson neste projecto, claramente pessoal, claramente seu.

Quer à frente das câmaras (uma das melhores interpretações do actor), quer atrás dela (justíssimo Óscar para Melhor Realizador), o empenho e a paixão estão lá.
A produção (fotografia e banda-sonora) é arrojada, o elenco é muito competente.

Já o argumento é bem mais limitado e básico do que à partida parece, quer ao nível do desenvolvimento, com a história a ganhar contornos previsíveis, quer no que toca às personagens, algumas delas autênticos clichés

Nada que arruíne este épico.


"Every man dies. Not every man really lives."

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Jogos Quase Perigosos


Trata-se de uma espécie spin-off mais light de "Pulp Fiction".É igualmente um relato do submundo do crime a partir de histórias intercruzadas de gangsters, mas feito com maior leviandade e um recurso mais evidente ao humor.
O resultado do trabalho de Barry Sonnenfeld, não sendo tão marcante como o registo de Quentin Tarantino, acaba por ser igualmente agradável.

Apesar do argumento se perder um pouco lá para o meio, desfocando-se da trama que envolve Gene Hackman para incidir em histórias algo secundárias, "Jogos Quase Perigosos" é sobretudo um filme de elenco, uma excelente oportunidade para vermos em acção um conjunto de actores de grande talento.

O maior destaque irá, obviamente, para um John Travolta totalmente revigorado. O seu Chilli Palmer é, também ele, um spin-off mais light de Vincent Vega. É um personagem cativante e que se enquadra na perfeição no estilo interpretativo de Travolta, descontraído, carismático e estiloso.
É uma interpretação que, ao contrário da de "Jogos Mais Perigosos" (crítica aqui), evidencia dedicação e interesse, e que valeu a John Travolta o Globo de Ouro de Melhor Actor Comédia/Musical.
Gene Hackman é também merecedor de grande elogios, obtendo a mais divertida performance do filme, a par é claro, do sempre bem e algo typecasted Dennis Farina. Apenas Danny DeVito perecia um pouco mais de protagonismo.

"Jogos Quase Perigosos" é um filme que, numa época recheada de grandes filmes, soube aproveitar o renascimento de um grande actor, conquistando assim o seu espaço. E isso já é muito.


"Now I've been shot at three times before. Twice on purpose and once by accident. And I'm still here. And I'm gonna be here for as long as I want to be."

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Assassinos/Blade II


Belo entretenimento, típico dos anos noventa, para ver de cérebro bem desligado.

Stallone a fazer de si próprio (o que não é mau) e Banderas num delicioso overacting.

Enfim, um guilty pleasure.





Na sequela (demasiado) directa daquele que será o maior dos meus guilty pleasures, o que falta realmente a este "Blade II" é argumento e realização.

O argumento é fraco, muito fraco. Torna o filme aborrecido e tenta quebrar esta tendência, inserindo uma série de twists e reviravoltas no mínimo... questionáveis. A repescagem do personagem Whistler, por exemplo, é ridícula.

Já a realização de Del Toro falha mesmo na essência terrorífica e incomodativa, ou até mesmo no suspense, que tão bem caracterizavam o original "Blade".
Este "Blade II" é mais leviano, mais comercial, mais indistinto. Perde aquela aura... adulta e é de facto uma pena. Passamos de um filme de terror e suspense para um filme de acção. E nem o gore ou os (fracos) efeitos especiais servem para atenuar este efeito.

Vale-nos o sempre bem (sobretudo enquanto Blade, aquele que para mim é o papel da sua vida) Wesley Snipes e outros dois colaboradores habituais do realizador: Luke Goss e Ron Perlman.
O segundo é portador de uma coolness capaz de rivalizar com a de Snipes, e por falar em rivalidades, a de Blade e Reinhardt é deliciosa e infelizmente subaproveitada.

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Seve-7 Pecados Mortais(Crítico Convidado-Filipe Assis)


Brad Pitt e Kevin Spacey estão ao rubro com as suas interpretações.

O argumento é brilhante, inteligente e cheio de suspense.

Tudo culmina num final arrepiante e inesquecível.

David Fincher consegue um marco na história do cinema policial, ainda que na sombra d'O Silêncio dos Inocentes.


Esta análise é totalmente elaborada por Filipe Assis e gentilmente cedida ao Cinemajb.

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Die Hard- A Vingança

O agente John McClane(Willis) tem agora de percorrer as ruas de Nova Iorque e efectuar uma série de tarefas, juntamente com a ajuda de um electricista chamado Zeus(L. Jackson), para ceder às exigências de um terrorista que se intitula Simon(Irons) e que ameaça detonar várias bombas espalhadas pela cidade, se ambos não cumprirem com as suas exigências.
Depois do mega-sucesso que foi "Assalto ao Arranha-Céus" e da sua sequela, o realizador John McTierman("Predador") decidiu retomar as rédeas do projecto.
Sendo que ainda não tinha visto os primeiros três filmes desta tão reconhecida saga de filmes de acção e sabendo que, regra geral, as sequelas quase nunca ultrapassam o filme original, a minha intenção era apenas ver precisamente o filme original.
Contudo, e devido a um pequeno engano, acabei por ver este "Die Hard-A Vingança" e o resultado é, confesso, muito decepcionante.

Para começar, há que dizer que "Die Hard- A Vingança" é um filme que vive de uma fórmula que se esgota a si mesma ao fim dos primeiros vinte minutos, meia hora de filme.
Aliás, o climáx da fita é o momento em que McClane e Zeus se conhecem, bem no início do filme.
A partir daí, assistimos a uma louca, desenfreada e muito confusa corrida contra o tempo destes dois personagens, constantemente envolvidos em situações que tanto têm de aparatosas como ridículas, mas safando-se sempre de forma miraculosa.

O argumento do filme é, provavelmente, o seu pior aspecto. Com tantos enigmas, jogos, traições e enganos, todos estes elementos acompanhados de explosões constantes, a trama do filme acaba por conseguir uma proeza que, embora curiosa, de positiva não tem nada: tornar-se simultâneamente confusa, aborrecida e previsível. Confusa, pelas razões que já referi, previsível porque embora seja pautada de muitos pormenores complicados, as bases da história transpiram clichés e previsibilidade, e aborrecida por possuir as duas características que acabei de referir.
Destaque ainda para um péssimo final, que apenas escarrapacha na cara do espectador o que o filme vinha a anunciar à quase duas horas: uma patética e inevitável conclusão que foi arrastada durante tempo a mais.
Ora resta agora mencionar os pontos positivos da fita. E estes são apenas dois: Bruce Willis e Samuel L. Jackson.Dois excelentes actores, com muita química e grandes interpretações.
O primeiro, porque para além de estar a repisar um papel que conhece de trás para a frente, se encontra no género cinemtográfico em que se enquadra melhor. O segundo, porque para além de ser um autêntico camaleão, representa um personagem que parece mesmo irmão gémeo de "Jules Wintfield".
Jeremy Irons encontra-se mal no seu papel. Pouco expressivo, pouco credível, enfim um mau vilão e não um vilão mau.
Concluindo, "Die Hard-A Vingança" é um filme que, apesar de aparentar ser o típico entretenimento dos anos noventa, falha claramente neste mesmo objectivo.

"-Okay. Jesus, I'm sorry you got involved, all right?
-Why do you keep calling me Jesus? I look Puerto Rican to you?!
(...)
-My name is Zeus.
-Zeus?
-Yeah, Zeus! As in father of Apollo! Mount Olympus! "Don't fuck with me, or I'll shove a lightning bolt up your ass!" Zeus! "

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1.º-Se7en-7 Pecados Mortais



Dois detectives(Brad Pitt e Morgan Freeman) são apanhados num perigoso jogo de um serial killer(Kevin Spacey),que mata as suas vítimas segundo os 7 Pecados Mortais.
É verdade,chego finalmente ao fim do Especial Policiais,com esta obra-prima de David Fincher,e a sua fantástica realização."Se7en-7 Pecados Mortais" não só é o melhor policial que já vi,mas também um dos melhores filmes que já vi.Fincher explora,sem medo e duramente,mas com mestria,a mente perturbada do fabuloso Kevin Spacey,ao mesmo tempo que nos apresenta uma estranha relação entre os personagens de Freeman,que está magnífico,e Pitt,que também está muito bem. Eis um marco,no género policial,que,conduzido pelo "destemido Capitão Fincher" foi onde nenhum policial tinha ido,ou voltará a ir.
Nota:4.5*
O Melhor:Realmente,este é mesmo o melhor do género...
O Pior:Ter sido completamente ignorado,em termos de prémios.
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3.º-Heat-Cidade sob Pressão


Após um assalto a um carro blindado,o detective Vincent Hanna(Al Pacino) inicia uma perseguição a um bando de criminosos,liderados por Neil McCaulkey(Robert De Niro).


Sim,é verdade.Dois dos maiores actores da actualidade e de sempre encontram-se pela segunda vez num filme e realmente contracenam pela primeira vez.Pacino e De Niro colidem neste thriller policial de grande acção,onde o realizador Michael Mann("Colateral") tem uma prestação excelente também na realização,mas principalmente no argumento. Com um excepcional elenco de secundários,onde se incluem Val Kilmer("Batman para Sempre"),Tom Sizemore("O Resgate do Soldado Ryan") e Jon Voight("O Tesouro").
Mas não caiam no erro de pensar que este é um filme que se agarra ao elenco.Não,de todo. "Heat-Cidade sob Pressão" vale por um conjunto de factores que fazem dele um dos melhores policiais de sempre,bem como um dos melhores filmes de acção da década de 90(um dos tiroteios está verdadeiramente espantoso).
Já agora,na minha opinião, o "confronto de titãs" foi vencido por Pacino,no que toca às interpretações,muito devido à irregularidade emocional do seu personagem(e olhem que Robert De Niro é o meu actor preferido).
Quanto aos pontos menos positivos da fita, estes são o facto de o argumento ser um pouco ambicioso demais,deixando algumas "pontas soltas". Também a duração do filme(cerca de 2:45h) é um pouco excessiva.
No geral,este é um excelente policial que vale sobretudo pela oportunidade de poder visualizar Al Pacino e Robert De Niro no mesmo filme.
Nota-4*

O Melhor:De Niro e Pacino no mesmo filme!!!
O Pior:O argumento deixa algumas personagens mal exploradas.
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