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Matrix


"Matrix" foi um fenómeno.Independentemente de se gostar ou não da fita dos irmãos Wachowski,há que reconhecer este facto. No entanto, quando analisado ao pormenor, "Matrix" revela mais fragilidades do que à partida queríamos ver.

O seu argumento é tido como uma das suas maiores qualidades. A realidade alternativa e inovadora apresentada pelos irmãos Wachowski é polvilhada por uma série de questões filosoficamente não só interessantes mas estimulantes. No entanto, as soluções que nos são apresentadas (quando nos são apresentadas) são, contrariamente às das duas sequelas, demasiado simples e redutoras.

Ainda assim, o maior problema de "Matrix" reside no facto de não aproveitar convictamente o potencial do seu argumento, deixando de lado a vertente filosófica e substancialmente mais interessante, sensivelmente a meio do filme, para dar lugar aos shows de pirotecnia pelos quais é realmente famoso.

Por sua vez, estas sequências de acção, apesar de verdadeiramente revolucionárias a todos os níveis (e isso ninguém pode negar), deambulam por uma série de clichés e irrealismos que parecem invisíveis à maior parte das pessoas.
Os mais flagrantes serão a falta de ferimentos após os combates, ou a indiferença dos personangens perante os alvejamentos que sofreram (Neo é alvejado por duas vezes, na recta final do filme, no entanto ainda consegue combater Smith, fugir dos restantes agentes, etc). Aliás, toda a famosa sequência do hall é tão estonteante quanto irrealista.

Mas, e se é certo que "Matrix" favorece a sua fruição visual, não é menos certo de que esta é uma vertente isenta de qualquer falha. Os efeitos especiais, a fotografia ou a fantástica realização a servir-se de um slow-motion perfeitamente doseado são exemplos do quão imaculada é a vertente técnica de "Matrix". Uma palavra ainda para a banda-sonora.

Referência final para o elenco. Apesar de, infelizmente, o duo romântico Keanu Reeves e Carrie-Ann Moss deixar a desejar (sobretudo o primeiro), os excelentes Laurence Fishburne e Hugo Weaving compensam (sobretudo o segundo, a criar um dos maiores vilões da história do Cinema). Destaque ainda para a marcante presença de Joe Pantoliano.

"Matrix" é um filme com defeitos e virtudes, sobrevalorizado hoje em dia, mas verdadeiramente revolucionário.


"Don't think you are, know you are."

"I'd like to share a revelation that I've had during my time here. It came to me when I tried to classify your species and I realized that you're not actually mammals. Every mammal on this planet instinctively develops a natural equilibrium with the surrounding environment but you humans do not. You move to an area and you multiply and multiply until every natural resource is consumed and the only way you can survive is to spread to another area. There is another organism on this planet that follows the same pattern. Do you know what it is? A virus. Human beings are a disease, a cancer of this planet. You're a plague and we are the cure."

"I imagine that right now, you're feeling a bit like Alice. Tumbling down the rabbit hole?"

"-You're cuter than I thought. I can see why she likes you.
-Who?
- Not too bright, though."


"You hear that Mr. Anderson?... That is the sound of inevitability... It is the sound of your death..."

"-What are you trying to tell me? That I can dodge bullets?
-No, Neo. I'm trying to tell you that when you're ready, you won't have to."


"-So what do you need? Besides a miracle.
- Guns. Lots of guns.
- Neo... nobody has ever done this before.
-That's why it's going to work."


"I know kung fu."

"Ignorance is bliss."

"You take the blue pill - the story ends, you wake up in your bed and believe whatever you want to believe. You take the red pill - you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit-hole goes."

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Um Domingo Qualquer


"Um Domingo Qualquer" é não só uma das melhores obras de Oliver Stone -realizador cuja grande parte do trabalho me tem escapado- como também uma das mais subvalorizadas.

Stone tem aqui um mérito inegável, ao conseguir fazer de "Um Domingo Qualquer" um espectáculo de entretenimento de grande qualidade, assegurando diversos e excelentes momentos ao longo de 2h30 que nos parecem curtas no final.

Mesmo com uma história bastante simples, os argumentistas John Logan e Daniel Pyne elevam "Um Domingo Qualquer" a um verdadeiro épico desportivo. Muitos dos diálogos entre as personagens são avassaladores e alguns monólogos (em especial os de Al Pacino) ficarão na história do Cinema moderno.

É um argumento portentoso ao nível de diálogos e dimensão das personagens, que é estendido e polido pela realização majestosa do sempre dinâmico Oliver Stone (que volta a fazer um curto e simpático papel).

O elenco é peça-chave para o sucesso de "Um Domingo Qualquer". Um Al Pacino a redefinir o adjectivo intensidade, encontra-se à frente de um grande elenco. Dennis Quaid e James Woods, que merecia mais tempo de antena, obtém das melhores performances da sua carreira.
Até Cameron Diaz e Jamie Foxx, actores por quem não nutro qualquer simpatia, estão muito bem, especialmente a primeira.

A banda-sonora encaixa na perfeição, e eis Oliver Stone a pegar numa história banal, puxando-a até quase 3 horas de duração e no final... a deixar-nos a salivar por mais!


"On any given Sunday you're gonna win or you're gonna lose. The point is - can you win or lose like a man?"

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A Ilha/ O Namorado Atómico


Michael Bay, o eterno miserável a fazer-se passar por realizador, comete aqui o maior atentado da sua carreira ao sacrificar uma magnífica premissa sobre a sociedade, o homem e questões tão importantes como a clonagem ou a preservação da vida, humana ou não, a favor de um espectáculo pirotécnico profundamente irritante, escusado e francamente idiotico.

Depois de uma recta inicial fantástica, "A Ilha" perde-se em sequências de acção que duram até ao final do filme. É revoltante a forma como Bay desperdiça todos os seus recursos a nível argumentativo, desde a personagem de Michael Clarke Duncan (responsável pela mais poderosa cena do filme), passando pela essência do personagem de Sean Bean (belíssima interpretação do actor, já agora) até ao confronto entre o agnado e o seu sponsor.

Bay retalha um argumento repleto de potencial e destrói de forma excêntrica aquele que poderia ser um filme com um impacto igual ao de "Blade Runner", por exemplo.

No final? Palavras. Desilusão, insuficiência, incompetência, imaturidade. Desperdício.





Um filme giro.

Elenco competente, história original e um desenvolvimento bem aceitável.

Entretém sem dificuldades e pretensiosismo.

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Clube de Combate


"Clube de Combate" é, certamente, um dos mais complexos e multi facetados pedaços de Cinema que já vi na minha vida. Complexidade esta que está presente, não na apresentação dos factos e no seu desenvolvimento, mas sim na sua essência e inúmeras mensagens e alertas à sociedade nele dissimulados.

No entanto, há que clarificar desde já o seguinte aspecto acerca da fita de David Fincher: "Clube de Combate" não é um filme. Mas antes três filmes confinados a uma só designação.
Senão, veja-se.


Filme I «O Narrador e Marla Singer»

Este primeiro filme, aborda a relação d'O Narrador (Edward Norton) com a deslocada Marla Singer (Helena Bonham Carter). Este filme domina claramente a primeira meia hora de "Clube de Combate", imiscuindo-se mais tarde no segundo e terceiro filmes.

O aparecimento de Bonham Carter em cena soa, desde o início, a forçado. A personangem cai do céu e a sua relevância para a história é francamente reduzida.
A relação de Singer com O Narrador é muito pouco ortodoxa, e a forma como é preterida a favor do Filme II, também não abona a seu favor.

Resta-nos a qualidade da interpretação de Helena Bonham Carter, naquele que será provavelmente o melhor registo de toda a sua carreira.


Filme II «O aparecimento de Tyler Durden e O Clube de Combate»

Este segundo filme é, numa só palavra, ge-ni-al. É a representação mais directa da essência do argumento de Jim Uhls, é a forma mais clara de passar a mensagem de David Fincher. É a verdadeira crítica à sociedade, o grito de revolta e o abrir de olhos.
Trata-se de uma sucessão quase consecutiva de magníficas e inolvidáveis cenas de Cinema e de frases marcantes e de um carácter reflexivo, social e filosófico extremamente profundo.

Obviamente que é também neste segmento de "Clube de Combate", que podemos assistir à introdução e afirmação de uma das melhores personagens da história do Cinema: o explosivo e totalmente imprevisível Tyler Durden, um personagem verdadeiramente fenomenal e totalmente cativante, num compêndio ideal entre estilo e substância.

Personagem este que é personificado de forma soberba por um Brad Pitt no auge da sua carreira e que, entregando-se de corpo e alma ao papel, nos dá a sua mais poderosa interpretação. Brilhante, magnífica, sensacional performance.


Filme III «O Projecto Destruição e a descoberta da verdade»

Apenas uma palavra definiria na perfeição este terceiro filme: desilusão. Não foi apenas O Narrador que perdeu o controlo d'O Projecto Destruição, mas também David Fincher perdeu o controlo sobre o seu projecto... acabando por o destruir.
Na sua última hora, "Clube de Combate" sofre uma incrível reviravolta, resultante de uma radical mudança na abordagem e tendo como consequência a total aniquilação do filme.

"Clube de Combate" torna-se aborrecido, estranho, distante e atípico. Torna-se, evidentemente, num outro filme. Mas um que Brad Pitt já não protagoniza, um onde a crítica social não está presente.
O que está presente é uma manta de retalhos, onde foi colocado um dos melhores twists da história do Cinema, uma espécie de dramatismo barato e muita desorientação ao nível do argumento.

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Como foi referido anteriormente, os três filmes misturam-se, evidentemente, entre si, numa disposição que segundo o autor do blogue e tendo em conta o esquema de cores apresentado, corresponde ao seguinte gráfico.
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Conclusões? Algumas. Antes de mais, tratemos de sintetizar os elementos positivos que são comuns a estes três filmes.

Uma banda-sonora espectacular dos The Dust Brothers, uma realização soberba de David Fincher, uma grande, grande interpretação de Edward Norton e um argumento claramente mais ambicioso do que devia. E aqui, o dedo tem de ser apontado também a Fincher, pela sua grande ambição mas escassa perspicácia. Embora Fincher compense, claramente, atrás das câmaras.

"Clube de Combate" é, senão pois, um tripartido pedaço de Cinema, para todos os gostos, mas que no seu cômputo geral e infelizmente, acaba por saber a pouco.


"-When we are dying, people really listen to us instead of...
-Of just waiting for their turn to speak."

"If you wake up at a different time, in a different place, could you wake up as a different person?"

"This is your life and it's ending one minute at a time."

"We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact."

" It's only after we've lost everything that we're free to do anything."

"The things you own end up owning you."

"You have to consider the possibility that God does not like you."


Nota Filme I


Nota Filme II


Nota Filme III


Nota Final



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Beleza Americana


Num rico bairro nos subúrbios da América, acompanhamos o dia-a-dia de duas famílias aí residentes. O destaque vai para Lester Burnham (Kevin Spacey), um homem como outro qualquer que atravessa um grave crise de meia-idade.

"Beleza Americana" nunca me suscitou muita curiosidade. Não sei bem porquê, talvez porque esperava uma espécie de drama "à Oliver Stone", aborrecido e deprimente (a minha apreciação de "Revolutionary Road", também de Sam Mendes).
No entanto, lá decidi dar uma oportunidade a Mendes e companhia. E o resultado foi mais do que fabuloso, foi surpreendente a todos os níveis.

Antes de mais, "Beleza Americana" capta de imediato o interesse do espectador. A narração brilhante de Kevin Spacey faz prever imediatamente uma abordagem irónica e quase cómica (que apesar de não constituir toda a fita, é parte integrante principalmente na primeira fase), que fascina e repulsa ao mesmo tempo, apesar de nunca perder o interesse.
Passada esta sensação inicial, é então que Sam Mendes realmente deita mãos à obra e conduz um drama poderosíssimo, discreto, realista e (o mais importante) nada lamechas.
Assim, "Beleza Americana" torna-se uma experiência ímpar do ponto de vista emocional.

Tecnicamente, a fita é também irrepreensível. No entanto, penso que o factor mais invejável será a brilhante fotografia que arquitecta algumas dos melhores momentos cinematográficos que já vi. Também a banda-sonora pontua de forma magnífica, tornando inclusive o tema do genérico inicial quase lendário.

O elenco está também muito bem. Ainda assim, é a recriação brilhante de Kevin Spacey como Lester Burnham que merece os maiores elogios, e onde Spacey mostra aqui realmente do que é capaz, inclusive "engolindo" o seu Verbal Kint de "Os Suspeitos do Costume".
O restante elenco está também formidável, sendo que Chris Cooper também merece uma referência.

Podia concluir dizendo que "Beleza Americana" é um grande filme, tal como muitos grandes filmes que já vi. Mas "Beleza Americana" é sobretudo uma experiência soberba e inesquecivel, que transcende o simples conceito de cinema, como muito poucas que já vi.


"-Man, you are one twisted fuck.
-No. I'm just an ordinary guy with nothing to lose."

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Mickey: Um Natal Mágico


Três histórias muito especiais sobre a magia do Natal.

A Walt Disney Pictures sempre foi perita em transmitir importantes e profundas mensagens. Ora quando se alia esta capacidade mais do que comprovada àquela que é a mais solidária época do ano, o resultado só podia ser um must-see natalício.

Eis uma inspiradíssima obra sobre a magia do natal, que irá fazer as delícias de "crianças" de todas as idades, e onde a cobertura animada é apenas isso mesmo: uma cobertura.

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O Mundo Não Chega


James Bond (Brosnan) tem agora de proteger uma jovem milionária (Marceau) de um terrorista internacional (Carlyle).

"O Mundo Não Chega" é um num milhão, não só no vasto universo dos filmes de acção mas até mesmo na série de filmes de 007.

A premissa é desgastada e aborrecida, o argumento é recheado de clichés previsíveis (ao contrário de "Morre Noutro Dia", em que cada one-liner é uma pérola), a realização é frouxa e as interpretações pouco aplicadas, com excepção parcial para Pierce Brosnan, Robbie Coltrane e Judi Dench.

Nunca se espera muito de um filme de James Bond, mas esperava-se mais de "O Mundo Não Chega".


"I have never had Christmas (nome da mulher com quem estava/época natalícia) in Turkey."

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Austin Powers:O Espião Irresistível


Austin Powers(Myers) regressa para combater novamente o seu inimigo, Dr. Evil, desta vez com a ajuda de Felicity Shagwell(Graham), agente da CIA.

Segundo filme de uma trilogia que "homenageia" os filmes de 007, através de um humor non-sense, este é um filme que ora agradará a uns como desagradará a outros.

Quanto a mim, pertenço ao primeiro grupo, porque sou um grande fã de humor non-sense e respeito o triplo papel de Mike Myers.

Imperdível! Ou não...


"-Austin Powers, I presume.
-Powers by name and powers by reputation.
-Felicity Shagwell, CIA. Shagwell by name and shag very well by reputation."

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O Sexto Sentido


Esta análise faz parte do "Especial M. Night Shyamalan".

Esta análise contém SPOILERS.

Malcolm Crowe(Willis) é um brilhante psicólogo que se especializou em tratar crianças com problemas mentais. Numa noite como tantas outras, a sua casa é invadida por um ex-paciente, agora adulto, que, ainda mentalmente transtornado acaba por balear Crowe, suicidando-se de seguida.
A acção avança até "o Outono seguinte" onde acompanhamos Crowe, já recomposto do incidente, e agora com um novo caso em mãos: Cole Sear(Osment), uma criança que diz ver pessoas mortas.

Existe um espírito em "O Sexto Sentido" que se destaca de todos aqueles que Cole Sear encontra. Esse é a câmara de M. Night Shyamalan, que acompanha toda a trama com um misto de discrição e nervosismo constantes. Eu sei, dois antónimos, mas que Shyamalan concilia na perfeição.
A forma como Shyamalan filma é de uma intensidade incrível, que agarra qualquer um à cadeira, ao mesmo tempo fascina até o espectador com a mais tenra idade.
E enquanto escrevia esta última afirmação, lembrava-me de um dos primeiros encontros entre Malcolm e Cole, onde Malcolm propõe que joguem um jogo, onde este tem de adivinhar o que Cole está a pensar, sob pena de Cole abandonar a sala se Malcolm falhar. Não sei se se recordam, mas a câmara espiritual de Shyamalan "toma de assalto" o corpo de Cole e começa a afastar-se e a aproximar-se como este fazia.
Noutros aspectos técnicos, torna-se empírico referir a banda sonora de James Newton Howard, bem como a direcção artística e a fotografia.

Passemos agora a um ponto fulcral em todo o filme:o argumento. Para muitos, este é genial e apresenta um dos melhores twists finais de sempre. Para outros, é previsível acima de tudo.
Eu cá fico-me pelo meio termo. Quando assisti a "O Sexto Sentido" já sabia que o personagem de Bruce Willis estava morto o tempo todo, pelo que me concentrei em tentar perceber se tudo "encaixava" bem durante o filme, o que de facto acontece.
Sendo assim e apesar de tudo, penso que é um excelente argumento e um fantástico twist. Em relação à previsibilidade do argumento, penso que isso depende dos níveis de perspicácia de cada um. É certo que existem cenas, como o jantar entre Malcolm e a sua mulher ou o facto de esta estar sempre sozinha e com lenços de papel à volta que podem estragar o final.
No entanto, penso que não são estes aspectos que comprometem o twist, mas outros como o facto de Malcolm andar sempre sozinho e aparecer miraculosamente em casa de Cole e etc...
Claro que isto pode ser fundamentado com "os mortos apenas vêm o querem", mas eu mantenho-me(e mantive aquando da minha visualização da fita) sempre algo apreensivo.

Finalmente, tenho que referir o elenco, e penso que existem três palavras que o resumem muitíssimo bem:HALEY JOEL OSMENT.
Não me entendam mal. O resto do elenco está muito bem.
Bruce Willis está excelente, embora muito afastado do género de papéis que costuma interpretar(o que apenas comprova a versatilidade do actor), e Toni Collete está igualmente irrepreensível.
No entanto, certamente concordarão que ambos estão longe do jovem prodígio Haley Joel Osment. A forma como fala, anda, as suas expressões faciais. O jovem Osment consegue atormentar qualquer um.Quanto a mim, o oscar estava entregue ali, naquele momento.
E não, não me esqueci da curta, marcante e irreconhecível presença de Donnie Whalberg, que em poucos minutos consegue superar o seu irmão em todo o tempo de "O Acontecimento".(Eh eh eh...).

Para concluir, "O Sexto Sentido" é um filme maravilhoso, uma obra-prima do Cinema moderno. É tudo aquilo que diziam sobre ele e um pouco mais.

"I see dead people."

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Três Reis


Três soldados americanos(Clooney, Wahlberg e Cube) decidem roubar os lingotes de ouro pertencentes a Saddam Hussein, pois pensam que merecem mais do que sair da guerra de mãos vazias.
Um filme pouco sério, este de David O. Russel, caracterizado por um humor negro desadequado ao tema que retrata e que não clarifica se a intenção do realizador era mostrar o conflito ou satirizá-lo. O facto, é que acaba por não correr muito bem, e "Três Reis" não é levado a sério.

Um trio de protagonistas com qualidade, com especial destaque para George Clooney.
Ainda assim, é um filme que acaba por entreter muito bem, mesmo que o seu objectivo devesse ser outro...
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O Projecto Blair Witch

Três estudantes partem para a floresta, no intuito de produzirem um documentário amador, mas acabam por desaparecer. Anos depois, as suas filmagens são encontradas.

"O Projecto Blair Witch" foi um dos mais revolucionários filmes de sempre. Não porque é uma grande produção, com um grande orçamento, mas precisamente pelas razões opostas ao provar que um grande orçamento não é essencial(nem necessário, aliás) para produzir um filme de qualidade. Claro que é de referir o inovador formato cinemaográfico apresentado.

Começando pelos pontos mais negativos, há que referir o argumento. Se é original? Totalmente. Inovador? Com certeza. Apresenta os factos à pressão devido à curta duração do filme? Sim. É desequilibrado, onde obtemos uma meia hora algo aborrecida e um climáx nos últimos cinco minutos do filme? Também.

Depois, há que referir ainda que o facto de não ser visível qualquer tipo de monstro é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, a imaginação do espectador fica em aberto, também é facto que o choque é menor. Resulta como filme de suspense, acabando por enfraqueçer o lado do terror.

Quanto ao elenco, o trio de protagonistas é um verdadeiro achado. Especialmente Heather Donahue, que nos oferece uma interpretação fabulosa.

No geral, "O Projecto Blair Witch" é um filme bastante interessante e diferente, mas que podia ter sido ainda mais se todo ele(ou grande parte) fosse igual aos últimos cinco minutos.
"I'm so scared. I'm scared to open my eyes. I'm scared to close them."
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Uma Questão de Nervos/Nome de Código:Mercúrio


Paul Vitti(Robert De Niro) é o chefe da máfia de Nova Iorque,que está actualmente a sofrer um distúrbio emocional e precisa da ajuda do psiquiatra Ben Sobel(Billy Crystal).
Sendo o cinema já tão farto de filmes sobre a máfia,como a trilogia "O Padrinho",o realizador Harold Ramis achou por bem realizar uma espécie de spoof movie aos filmes da máfia.E,devo dizer,o resultado final é bem sucedido.
Apesar de,por vezes,o argumento ir por caminhos demasiado apalhaçados,também abundam as piadas inteligentes,as situações(realmente) cómicas e a presença de uma relação paciente/doutor cativante.

"Uma Questão de Nervos" trunfa ainda pelo seu duo de protagonistas.De Niro consegue voltar aos seus melhores dias.Crystal é sempre uma presença simpática e muito cómica.
No geral,"Uma Questão de Nervos" é uma boa comédia,que prima sobretudo pela inteligência e alguma inovação.
Nota-3.5*

O Melhor-Os protagonistas.

O Pior-Alguma parvoíce que estraga o filme.






Um agente do FBI,terá de proteger uma criança autista que consegue decifrar um código secreto.

Aqui está uma fita de acção que pouco ou nada acrescenta à formula.Entretém mas não deslumbra,Bruce Willis repete o seu papel do costume e Alec Baldwin merecia mais protagonismo.

Destaque para a relação entre a criança e o seu protector e um final copiado de "Die Hard-Assalto ao Arranha-Céus".
Nota-3*
O Melhor-A relação entre o polícia e a criança.

O Pior-Um filme que não se destaca em nada.
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Homem na Lua

Retrato biográfico sobre a vida do comediante Andy Kaufman(Jim Carrey).

O realizador Milos Forman tem um certo talento para (re)descobrir e (re)lançar actores.Jack Nicholson,Woody Harelsson e Jim Carrey são exemplos .Carrey que,apenas um ano depois de "The Truman Show-A Vida em Directo",tem mais um difícil papel e mais uma excelente interpretação,de novo a sair do seu registo tipicamente apalhaçado.Carrey que viria a conquistar,pelo segundo ano consecutivo um globo de ouro,falhando novamente(e injustamente) a nomeação para os oscares.O resto do elenco é constituído por um Paul Giamatti muito bem no seu papel,Danny De Vito também num registo mais sério do que o costume e ainda Courtney Love.

A realização de Milos Forman é muito competente,conseguindo dosear bem a fita entre comédia e drama e ainda canalizar a vida do comediante,centrando-se apenas nos momentos mais importantes.Destaque ainda para o excelente final que,para além de comovente apesar de não ser choramingas,consegue manter o mistério sobre a morte de Kaufman.

Em jeito de conclusão,"Homem na Lua" consegue ser o melhor e o mais interessante filme da carreira de Jim Carrey.Vale a pena.


Nota-4*

O Melhor-A interpretação irreconhecível de Jim Carrey.

O Pior-Pedia-se a nomeação para o Óscar de Melhor Actor.
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Astérix e Obélix contra César


No ano 50 A.C, os guerreiros Astérix(Christian Clavier ) e Obélix(Gerard Depardieu) têm de enfrentar o temível vilão Detritus(Roberto Benigni),que deseja tomar o controlo de toda a Gália.

Numa das produções francesas mais arrojadas dos últimos anos,pela primeira vez a fantástica BD de Goscinny e Uderzo foi(finalmente) adaptada para o grande ecrã. E devo dizer que o resultado final,não desilude.

Quer dizer,é óbvio que existem alguns defeitos,principalmente na produção e realização,com efeitos especiais fraquitos,bem como um pobre guarda-roupa.

Contudo,se na parte "hollywoodesca" "Astérix e Obélix Contra César" deixa algo a desejar,o argumento e o elenco compensam,juntamente com outros aspectos técnicos como a banda sonora.O argumento,para além de nos apresentar momentos divertidíssimos,consegue juntar duas ou três histórias de sucesso,como "O Adivinho" ou "A Zaragata".Quanto ao elenco,o par francês parece ter sido talhado para os papéis dos mais famosos gauleses da BD,mas melhor ainda está o italiano Roberto Benigni,que atinge a sua melhor interpretação desde "A Vida é Bela".


Nota-3.5*

O Melhor-Ter correspondido às expectativas.

O Pior-Podia tê-las superado...
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Star Wars,Episódio I-A Ameaça Fantasma


Os "Jedi" "Qui-Gon Jin"(Liam Neeson) e "Obi-Wan Kenobi" (Ewan McGregor) têm de proteger a Rainha "Amidala"(Natalie Portman) da gananciosa federação mercantil,que pretende governar toda a galáxia e chantagear a rainha "Amidala".


Pois é apercebi-me,ao rever este filme, que "Star Wars" cada vez me diz menos.
Agora não consigo ver "Star Wars" , como nada mais do que simples,bom mas simples,entretenimento.
Todo aquele universo me é cada vez mais indiferente.


Os efeitos especiais são excelentes,ninguém questiona isso, e os duelos com os sabres de luz,bem..., exceptuando a luta de "Qui-Gon Jin" e "Obi-Wan Kenobi" contra "Darth Maul"(Ray Park), são um pouco decepcionantes.
A realização de George Lucas não me agrada nada, sendo que este se revela melhor na realização de cenas de luta do que em cenas de diálogo.
Já o argumento,também de Lucas, é bastante inconsequente sendo que o espectador quase precisa ter um dicionário "Português-Star Warsês" para saber alguns dos termos aplicados pelos personagens.Defeito este que se repete,também, nos outros filmes "Star Wars".


Quanto às interpretações,o destaque vai para Liam Neeson,que está bem no seu papel, e Natalie Portman que,já aqui, começava a dar provas do seu talento.
Ewan McGregor revela-se bastante infantil,sempre com um tom irónico que dá a ideia de um personagem idiota e dificulta a crença,por parte do espectador, de que aquele "Obi-Wan" é o mesmo personagem do Episódio IV.
Contudo,McGregor revela-se melhor no papel de "Padawan"(aprendiz), do que no papel de Mestre,em que ele repete esta mesma ironia(nos Episódios II e III) e que é inaceitável e já ridícula.
Mas disso,falarei nas duas próximas críticas.


Nota-3.5*

O Melhor-Os efeitos especiais e Liam Neeson.

O Pior-A minha sincera falta de interesse pelo que aconteceu " muito tempo atrás,numa Galáxia muito,muito distante...".
Mesmo assim,não deixa de ser um dos melhores episódios da saga.
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