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Harry Potter e o Cálice de Fogo/Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte Um


Aclamado por muitos como o melhor filme da saga,"Harry Potter e o Cálice de Fogo" é um modesto desastre a nível de argumento,e uma curva descendente na saga do feiticeiro.

Chegando a atingir o ridículo em variados momentos (o início precipitado), o desequilibrado argumento não consegue ser compensado pelo elenco: Gary Oldman é afastado, Ralph Fiennes mal se vê e os restantes elementos são bastante secundarizados, sendo o caso de Alan Rickman o ma
is gritante.

Salva-se a realização de Mike Newell, a conseguir, vá-se lá saber como, tornar
bastante agradáveis e até épicas, cenas estruturalmente absurdas e, evidentemente, a marcante prestação de um sempre muito competente Brendan Gleeson, compondo um dos mais memoráveis personagens de toda a saga, e que tantas saudades deixa nos capítulos seguintes.



Eis, aqui sim, a verdadeira definição de filme-ponte. "Os Talismãs da Morte: Parte Um" é um empecilho de duas horas e meia, que arrasta aquilo que podia ter sido apresentado talvez numa única hora.

Uma belíssima, e simultâneamente miserável, manobra de marketing, da qual apenas se recorda o segmento animado d'Os Três Irmãos.

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Indomável


Com um elenco fabuloso, sobretudo a parelha Bridges/Steinfeld, e uma fotografia ao mesmo nível, "Indomável" tenta dar um passo maior do que a perna quando instaura a habitual reviravolta (típica dos Coen) e falha.

A trama perde objectividade, o filme é abruptamente e aparentemente "apressado" e o espectador acaba por ficar boquiaberto também com a constatação do reduzido tempo de antena de um interessante Josh Brolin.

Sem dúvida, um exercício artístico de elevada qualidade, com duas soberbas interpretações, mas um filme bastante vazio e algo (mais do que o costume) estranho a nível de argumento e história.

"You go for a man hard enough and fast enough, he don't have time to think about how many's with him; he thinks about himself, and how he might get clear of that wrath that's about to set down on him."


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O Discurso do Rei/ O Turista


Honestamente, esperava pior, bem pior. Afinal de contas, "O Discurso do Rei" tinha, não tudo, mas bastante para me desagradar. Mas não o fez.

Não sendo, de todo, uma obra-prima, um filme indispensável ou até mesmo o melhor do seu ano, "O Discurso do Rei" é uma obra interessante e sobretudo cativante, capaz de prender a atenção do espectador do início ao fim.

Esqueçamos o argumento...disperso, e concentremos-nos antes na realização dinâmica de Tom Hooper e, claro, no portentoso elenco.

Se o oscarizado Firth dispensa comentários, cabe ainda assim a Geoffrey Rush a interpretação do filme. Com o pouco que tinha, fez muito. Muito mesmo.




Enfim, tudo aquilo que não deveria ser, é o que "O Turista" é: uma desculpa -por sinal, péssima- para ver dois dos mais badalados actores a fazerem...bem, a não fazerem realmente nada de especial.

Depp, embora se safe, está a anos-luz dos seus melhores momentos. Jolie, essa, nem vê-la.

Não esquecendo, inevitavelmente, o ridículo argumento acompanhado de um final penoso.

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Loucuras em Las Vegas/A Tempo e Horas


Rob Corddry, sidekick brilhante, protagoniza as poucas cenas do filme genuínamente divertidas. O resto, já foi visto e revisto muitas vezes, mas também não se pretendia outra coisa.




Um falhanço tremendo e um custoso desperdício de dois excelentes protagonistas, que embarcam neste road-movie de sanidade duvidosa e coerência argumentativa nula.

Aposta total em humor físico e escatológico, muito desagradável e forçado.

Modesto desastre que vem pouco a tempo e horas...

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Homem de Ferro 2


A primeira visualização "Homem de Ferro" (crítica aqui),consituiu para mim uma substancial decepção. Foi preciso a portentosa edição em DVD da Máscara do Homem de Ferro (cuja análise pode ser consultada aqui), que me permitiu rever o filme, para me fazer mudar de opinião. E que mudança.
"Homem de Ferro" foi um dos filmes mais divertidos do ano, e Robert Downey Jr. teve uma das melhores interpretações do mesmo.

Assim, a sequela do filme de Jon Favreau era uma das obras pela qual mais aguardava e que veio mesmo a justificar uma deslocação ao cinema mais próximo (a primeira, este ano) para a sua visualização.
E o produto final não me desiludiu, apresentando-se como um dos mais divertidos filmes que já vi nestes últimos tempos.

O factor nuclear do sucesso de "Homem de Ferro 2" é, tal como o anterior filme, a abordagem descontraída feita por Favreau. É imprimir um ritmo alucinante ao filme, mas repleto de humor e estilo. Por outras palavras, trata-se de conciliar as portentosas cenas de acção, festivais de CGI arrebatadores e munidos de uma sonoplastia fabulosa, com o enorme talento de Robert Downey Jr.. Soltar o carisma de Downey Jr. no meio de CGI, acrescentar uma banda-sonora de excepção e esperar pelos lucros. Aqui está o segredo do sucesso de "Homem de Ferro 2", que garante massivas doses de entretenimento sem nunca, rigorosamente nunca, se tornar minimamente aborrecido.

E estes três parâmetros, tão bem trabalhados, são suficientes para fazer esquecer alguns defeitos impensáveis do filme. O primeiro, e aquele que mais custa, é o elenco. Tão promissor quanto talentoso, quase todo ele está mal ou não tão bem quanto poderia.
Don Cheadle foi um tremendo erro de casting. Não tem qualquer fibra para o papel, apesar das várias oportunidades que lhe são dadas.
Quanto a Scarlett Johansson, limita-se a fazer de femme fatale: decotes generosos e cenas de acção pouco razoáveis, mas diálogo que é bom, nem vê-lo.
Mickey Rourke é a "versão feminina de Scarlett Johansson". Tem estilo e protagoniza as melhores cenas de acção, mas o seu Ivan Vanko carece de substância.
Sam Rockwell desilude-me pela primeira vez. O seu personagem, ao contrário de outros, fala de mais e é irritante. Não se trata de um rival de Tony Stark, mas de uma amostra patética sua. E se há coisa que Sam Rockwell não deveria interpretar, era uma amostra patética de Downey Jr..
A repetir o seu papel está Gwyneth Paltrow, que continua algo insossa, embora se sobressaia perante os restantes elementos.
Finalmente, temos ainda a presença de Samuel L. Jackson, que até poderia ser merecedora de elogios, se ocupasse mais do que duas cenas...

Até Jon Favreau se deixa desleixar, em comparação com o primeiro filme. Não só termina de forma demasiado abrupta a maior parte das cenas de acção, tornando-as muito breves, como cai igualmente em alguns clichés do género. Apesar de, como já foi referido, manter um ritmo incrível.

"Homem de Ferro 2" poderá deixar um ligeiro travo amargo numa primeira visualização, mas é um daqueles filmes vai melhorando com as seguintes. Contém um pouco mais de erros do que devia (é o argumento, o real problema), mas não desilude o suficiente para merecer críticas negativas.Difilmente encontrarão entretenimento tão agradável.


"I wanna make Iron Man look like an antique."

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Shutter Island


Não é só Teddy Daniels que está preso, a investigar o que se passa em Shutter Island. Também o espectador, qual mera criança, se deixa envolver pela magnífica obra de Martin Scorsese que é este "Shutter Island", do primeiro ao último minuto.

Envolto pela fotografia pesada emanada pelo filme, envolto pela realização brilhante de Scorsese, que literalmente não nos deixa sossegar um segundo e reserva uma surpresa atrás de cada porta (cela?) e que mantém um ritmo impressionante e um clima de tensão crescente, "Shutter Island" é uma autêntica caixinha, cuja surpresa... nunca é revelada.

E o que dizer do fascinante argumento de Laeta Kalogridis, que vai revelando a sua qualidade aos poucos e poucos, como se de uma flor a brotar se tratasse. E o que parecia ser apenas um mero policial, torna-se numa arrepiante e estonteante viagem aos confins...da natureza do ser humano.

Personagens magníficos que representam momentos-chave do filme, aliam-se a diálogos desconcertantes e a, como não podia deixar de ser, uma estrondosa, inesquecível e até mesmo perturbadora banda-sonora.

E por fim, a cereja no topo do bolo: um elenco de excepção, extremamente seguro e de elevadíssima qualidade. Secundários de grande talento, como Ben Kinglsey ou Mark Ruffalo suportam Leonardo DiCaprio naquela que é a melhor interpretação da carreira do actor. Grandioso trabalho de DiCaprio, a obter uma magnífica, intensa e tocante prestação que ultrapassa mesmo o registo obtido em "Diamante de Sangue" (crítica aqui) e demonstra o quão portentoso pode ser este versátil actor.

"Shutter Island" é, pois, tudo aquilo a que se propôs e um pouco mais. Um enigma brilhante ao qual foi dado um tratamento cinematográfico digno de um mestre.
O resultado? Mais uma aposta ganha de Martin Scorsese e companhia.


"You'll never leave this island."

"Which would be worse, to live as a monster or to die as a good man?"

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Machete


Robert Rodriguez há já muito tempo que deixou de ser sinónimo de originalidade e frescura, em Hollywood. Quanto a mim, nos dias que correm, não passa de um mero esbanjador que se tem tentado manter na tona à custa do seu amigo, o genial Quentin Tarantino.
Rodriguez, esse, limitou-se a ter uma ou duas boas ideias nos últimos quinze anos e a explorá-as até à exaustão.

A mais recente data de 2007 e consiste numa homenagem/recuperação dos velhos clássicos de série B (ou será Z?) e que viu a luz do dia sob a forma de "Planeta Terror", um filme que me escapou.
Mas, a acompanhar o díptico de "Planeta Terror", "À Prova de Morte" de Tarantino, vinha uma pequena pérola: um trailer falso, de nome "Machete". O pobre Rodriguez, aproveitando mais uma das suas ideias, decide então alterar a ordem natural e tornar este trailer... num filme, com tudo o que isso acarreta.

O problema começa já aqui. "Machete" funcionava na perfeição como trailer. Simples e directo, básico e delicioso. Como filme, já não podemos dizer o mesmo, isto porque Rodriguez sentiu a necessidade de construir um prédio no terreno que já tinha comprado. Mas, mais uma vez, não o soube fazer e a construção excedeu os limites.

Enquanto que "Machete", o trailer era sinónimo de pouco, "Machete", o filme, é sinónimo de muito. Muita história, muita intriga política. Queríamos ver Machete a cortar cabeças, não precisávamos de explicações para tal, intrigas políticas desinteressantes e ridículas e mensagens de solidariedade relacionadas os emigrantes ilegais.

Robert Rodriguez não teve mão nem para controlar a sua própria criação. Derivado de um argumento demasiado maçudo e escusado, "Machete" não se contenta em ter apenas uma história e um protagonista.
Sobrepõem-se diversas histórias, diversos personagens e assiste-se a um surreal e pezaroso desperdício de elenco, fruto de uma ambição desmedida e infantil de Rodriguez.

Não bastou a modesta reunião de amigos (Danny Trejo, Cheech Marin e até Daryl Sabara), Robert Rodriguez ainda teve de recuperar alguns old-timers (Steven Seagal e Don Johnsson), sem descurar algumas adições comerciais para conferir estatuto ao filme (Jessica Alba, Michelle Rodriguez e, claro, Robert De Niro).

Destes, apenas Trejo (carismático e repleto de presença), Marin e... Steven Seagal estão realmente bem aproveitados. Os restantes são totalmente desperdiçados e passam despercebidos.
Poderia referir Lindsay Lohan... mas para quê?

"Machete" vale então pelos momentos em que é aquilo a que se propôs: um "Desperado" elevado a dez, uma grande dose de testosterona repleta de one-liners espirituosas e muita acção delirante e imaginativa.
O resto? Pura palha...


"Machete don't text."

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Predadores


Mas afinal, o que é este "Predadores"?

Por um lado, parece ser um remake do filme original, pela forma quase descarada como recalca (copia ?) grande parte das suas cenas. E se em algumas existe inovação e algo de diferente a apresentar ao espectador, já outras são cópias realmente quase idênticas. Já para não falar da banda-sonora, que é igualmente quase igual à de "Predador" e, pior ainda, apresentada exactamente nos mesmos segmentos.

Por outro, este "Predadores" admite e refere os eventos ocorridos no primeiro filme, já para não falar das constantes comparações com "Alien- O Recontro Final" (crítica aqui), que sempre me pareceram ridículas mas que sustentam a designação de sequela.

Assim, "Predadores" é um exercício artístico totalmente liberto de amarras, e que tinha potencial para fazer desta saga o que quisesse. Obviamente que "Predadores" ficou aquém do esperado para as possibilidades que tinha.

Mas aquela facção que não assistiu ao filme original encontrará facilmente em "Predadores" os ingredientes para um belo filme de entretenimento.
A acção é rápida e fluída, os efeitos especiais estão à altura e Adrien Brody encontra-se em grande forma (não só física).

É certo que se trata de um filme para ver com o cérebro desligado, de forma a ignorarmos todas as incoerências e questões deixadas por responder do argumento.

Mas não deixa de ser um filme interessante, com grande capacidade de entretenimento e com um delicioso final em aberto para uma possível continuação que, a existir, não ficaria mal vista se se mantivesse na mesma linha de qualidade deste "Predadores".


"Well, let's find a way off this fucking planet."

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Azul Escuro/Piranha 3D


Brilhante policial, grande filme. É a transcendente banda-sonora e o magnífico elenco (Kurt Russell a gritar pela atenção que não lhe é, imerecidamente, atribuída) que nos fazem esquecer suavemente a realização pouco atenta de Ron Shelton.

O argumento é mais simples do que parece, mas a maneira como se apresenta, crua e tocante, marca pontos.

Grande policial.





A minha teoria é que o facto de ter visto este filme sozinho possa ter sido a causa de uma grande contradição: "Piranha 3D" tinha tudo para me agradar. Tudo para ser mais uma adição de peso à lista dos guilty pleasures....

"Piranha 3D" é um dos filmes mais odiosos que já vi. Elenco ou argumento não são dados adquiridos neste tipo de produções, quanto à violência e "outros aspectos"... são anexados a um exagero completa e absurdamente doentio. Demasiado doentio para ter piada ou entreter.

Péssimo na verdadeira acepção da palavra.

Quem sabe numa próxima visualização?...

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A Cidade


A primeira e aclamada experiência atrás das câmaras de Ben Affleck, "Vista Pela Última Vez...", escapou-me. Ainda assim, trazia deste "A Cidade" as melhores referências, que apenas se equiparam à correspondente desilusão.
Afinal de contas, o que parece ver (nem) toda a gente de tão bom em "A Cidade"?

Qualidades, apenas vejo duas. As cenas de acção, que para além de bem filmadas, são sobretudo portadoras de uma sonoplastia arrepiante, e a grande e desconcertante interpretação de Jeremy Renner, que rouba todas as cenas em que entra e parece gritar por uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário.

E é isto, "A Cidade".
O argumento, repleto de clichés e incoerências, apresenta-nos diálogos verdadeiramente primitivos e situações pouco credíveis.
A realização de Affleck é anedótica. Flashbacks inseridos "porque sim" e que nada ajudam à compreensão da história (que, por falar nisso, se enrola e complica tanto na última meia hora...), momentos de humor despropositados e uma ou outra cena simples e inexplivavelmente mal construída (a morte d'O Florista é grotesca e provoca gargalhadas involuntárias).
Affleck nunca foi grande actor, Rebecca Hall é esquecida a meio do filme e o restante elenco mantém-se na sombra.

Mas afinal, o que tem de tão bom este "A Cidade"?


"-I need your help. I can't tell you what it is, you can never ask me about it later, and we're gonna hurt some people.
-Whose car we takin'?"

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Shoot Me/Van Helsing


Boa interpretação de Maria João Bastos e realização cuidada de André Badalo.

Ainda assim, um filme muito atípico para tão curta duração.
Faz falta um pouco mais de informação, e a simples sugestão nem sempre é suficiente.

Um trabalho curioso e com algum potencial, mas fica-se por aí.




Algo subvalorizado, já que se trata de entretenimento competente.

Hugh Jackman tem carisma, Kate Beckinsale tem (muita...) beleza e o overacting de Richard Roxburgh assenta como uma luva no personagem.

Os primeiros vinte minutos de "Van Helsing" são qualquer coisa.

O problema é mesmo o argumento.

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Os Mercenários/Resident Evil: Ressureição


É certo que não se esperava muito, mas esperava-se mais. A nível argumentativo, "Os Mercenários" vale zero. É mesmo uma mera desculpa para "tiros, bombas e murros nas trombas".
E quando tenta inventar, mete o pé na argola. O repescar do personagem de Dolph Lundgren, por exemplo, é ridículo.
Mas enfim, também não é esse o verdadeiro objectivo de "Os Mercenários", mas sim o de entreter.

Sylvester Stallone tem vindo a demonstrar cada vez mais maturidade atrás das câmaras, e apesar de 90% de "Os Mercenários" ser só acção desmiolada, é acção mais do que satisfatória.

Além disso, Stallone ainda consegue dois grandes momentos: o surpreendentemente dramático monólogo de Mickey Rourke e claro, a tão badalada cena entre o próprio e Arnold Schwarzenegger (Bruce Willis está claramente a mais) muito, muito bem conseguida.

O elenco faz aquilo que já se esperava., uns melhores do que outros.
Mickey Rourke, Jake Roberts e mesmo Stallone estão bastante bem. Jason Statham e Jet Li não.

Vale pelo entretenimento, pela honestidade e até mesmo pela alma de Stallone, que soube envelhecer o seu cinema.





Mau, mau, mau. Paul W.S. Anderson é um mero coordenador de efeitos especiais, nunca um realizador.

Clichés, irrealismo, buracos no argumento, elenco péssimo. Não consegue entreter, não se consegue ligar aos outros filmes.

Dos piores filmes do ano.

For the record, este foi a minha primeira experiência em 3D numa sala de Cinema. Não me espicaçou particularmente, bem pelo contrário...

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A Origem



«Edição da crítica brevemente»

"You mustn't be afraid to dream a little bigger, darling."

"Our dreams, they feel real while we're in them right? Its only when we wake up then we realize that something was actually strange!"

"You're waiting for a train; a train that will take you far away. You know where you hope this train will take you, but you can't be sure. Yet it doesn't matter... because we'll be together."

"-That bounty on me, was that dead or alive?
-Not sure. See if he starts shooting at you."

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Robin Hood


Seria incorrecto afirmar que "Robin Hood" tinha potencial para mais, porque de facto... não tem.
Mas lá que se esperava muito, muito mais de Ridley Scott e companhia, disso não restam dúvidas.

A própria história de "Robin Hood" é limitada a todos os níveis, desde as personagens, passando pela estrutura narrativa (quase episódica e que, com o passar dos minutos, vai perdendo força), até à falta de carga dramática, tão visível em, por exemplo, "Gladiador" (crítca aqui).

E já não bastando o facto da história não passar da mediania, também o argumento se dá ao luxo de ser demasiado sintético para o que era pedido. Diálogos breves, pouco fluidos e definitivamente pouco marcantes, aos quais o adjectivo épico não pode ser associado. Cenas banais, forçadas e desnecessárias. Personagens irritantes e facilmente descartáveis.

Ridley Scott bem tenta fazer alguma coisa para atenuar estas falhas mas, excepção feita a um ou outro momento memorável (como o disparar de uma flecha, em slow-motion, algo que me agradou imenso), a realização do veterano realizador nada consegue fazer para salvar "Robin Hood".

O facto é que o que aqui foi tentado, não incursar pela já conhecida história, acaba por originar uma série de novos erros e fragilidades que a equipa de "Robin Hood" não foi capaz de colmatar.

Dos restantes aspectos técnicos, apenas a fotografia merece (algum) destaque.

Quanto ao elenco, todo ele não sai, invariavelmente, da mediania. Russel Crowe tenta dar um certo carisma à personagem, algo que até nem é desapropriado, já que "Robin Hood" aposta muito mais no humor do que no verdadeiro drama (até porque não tem capacidade para isso), mas que não satisfaz na totalidade.
Cate Blanchett limita-se a fazer uma cara sisuda e Mark Strong está a anos-luz da sua interpretação em "O Corpo da Mentira" (crítica aqui).

No final, "Robin Hood" entretém satisfatoriamente. Mas tal tarefa é, a meu ver, muito pouco ambiciosa.
"Robin Hood" fica na sombra, não só de "Gladiador", mas também de qualquer outra obra de Ridley Scott.
E ninguém mais do que eu lamenta isso.


"Rise, and rise again. Until lambs become lions."

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De Paris com Amor


O que esperar dos responsáveis por "Busca Implacável"? Muita acção, muita adrenalina, muitos tiros, muitas perseguições, muito estilo e muito pouco cérebro.
Isto é mau? Não, não necessariamente.

Se ligarmos o cérebro:
Vemos uma fita pouco razoável, com um argumento demasiado complexo para aquilo que se pretendia, personagens muito pouco credíveis e cenas de acção que ultrapassam largamente os limites do razoável.

Se não ligarmos o cérebro:
Temos um genuíno guilty pleasure com todos os condimentos já habituais e que referi em cima.

Eu fico-me, decididamente, por esta segunda hipótese, pois assim posso apreciar esta divertida e despreocupada fita de grande acção.

É certo que não existe a carga de seriedade ou semi-dramatismo presentes em "Busca Implacável" e que facilitaram a sua aceitação, no entanto, (um alternativo) John Travolta garante o estilo e o carisma que Liam Neeson não tinha. Só é pena que ainda fique aquém das suas capacidades, uma vez que o papel é demasiado oco para o actor mostrar o seu real talento, salvo raras excepções, funcionando por vezes como um sidekick. Claro que continua a ser sempre um prazer enorme ver Travolta a emanar estilo e uma jovialidade que há muito nele não viamos. Quero mais, mais John Travolta para o futuro.
Mais discreto mas mais bem aproveitado está Jonathan Rhys Meyers, a demonstrar o seu talento e a confirmar que é um actor a ter em atenção no futuro.

É realmente uma pena que a história em si seja menos acessível do que deveria, já que é quase irrelevante neste género de filmes e deveria ser o mais básica possível.
Destaque para uma deliciosa referência a "Pulp Fiction".

"De Paris com Amor" é portador de um ritmo alucinante, extremamente rápido e quase desgastante, uma autêntica montanha-russa de emoções com constantes trocas de tiros que levam os próprios personagens a troçarem da situação.

As marcas do realizador Pierre Morel (sim, eu notei algumas apesar de ser o seu segundo filme) estão lá, como as inesperadas cenas violentas no seio familiar. A filmagem é também muito ritmada, embora claramente mediana.

Mas, no geral, eis o melhor começo possível do ano cinematográfico de 2010: mais um guilty pleasure!

"-I'm not your driver. I'm your partner.
-Yeah, you're the chess player. I read your file.
-You play?
-Do I look like I play board games?"

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